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    October 26

    INSCRIÇÕES PARA A I CINFECOM ESTADUAL ( 26 À 30 OUTUBRO

    ACESSEM E SE INSCREVAM!
     
    VAGAS LIMITADAS
    E POR ORDEM DE INSCRIÇÃO!
    October 23

    JORNALISMO CULTURAL

    Jornalismo cultural do estado é destaque em prêmio nacional
    Estudante Émerson Cunha e professor da UFPB Thiago Soares foram selecionados para o Rumos Itaú Cultural


    Essa sexta-feira é de alegrias para o jornalismo cultural do nosso estado. O professor Thiago Soares e o estudante Emerson Cunha, com 20 anos, ambos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foram selecionados pelo Prêmio Rumos Itaú Cultural Jornalismo Cultural na edição 2009-2010, de abrangência nacional. É a primeira vez em que a UFPB emplaca para o prêmio um estudante, e também a primeira em que um estudante e um professor são selecionados na mesma edição, em toda a história do Prêmio.


    Foto: Jedson Nobre/Divulgação
    Emerson Cunha, que integra a equipe de estagiários do Jornal O Norte, concorreu na categoria Mídia Impressa, que teve 157 inscritos de 81 faculdades em 63 municipios de 21 estados. Ele participará do Colóquio Rumos de Jornalismo Cultural, em São Paulo, com a presença dos estudantes e professores selecionados de todo o Brasil, em dezembro deste ano. Em 2010 os estudantes selecionados farão um laboratório de Jornalismo Cultural, ao fim do qual deverá ser apresentada uma grande reportagem da área. A riqueza cultural da Paraíbaserá enfocada por Emerson. A reportagem que deu ao estudante o prêmio foi de título Era a luz que escrevia naqueles papéis.


    Soares (direita) e Cunha (acima) vão participar de colóquio em São Paulo, no mês de dezembro. Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A. Press
    "No colóquio terei oportunidade de conhecer jornalistas de todo o Brasil e estabelecer contatos que aumentarão as chances na profissão. E a formação que receberei no laboratório vai proporcionar um amadurecimento para mim, na profissão", avalia o estudante de jornalismo. Ele confessa que o jornalismo literário do qual Milan Kundera, Gabriel García Márquez e Clarice Lispector são seus favoritos, é seu maior atrativo.

    O professor Thiago Soares foi selecionado para a carteira professor, ao lado de profissionais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O profissional deve construir o projeto apresentado na inscrição, cujo título é Jornalismo Cultural em tempos de cultura líquida. "É uma reflexão sobre o agendamento do jornalismo cultural através da cybercultura. Um dos pontos que destaco é até que ponto se deve divulgar um disco: é quando ele vaza na rede ou quando a gravadora avisa que está lançando? Eu verifico que com essa movimentação na web, a cultura fica cada vez menos intermediada. Minha proposta é que o jornalismo cultural possa considerar que quando o produto se disponibiliza na internet automaticamente vira pauta", disse o professor e jornalista. "Sou um professor novo na UFPB e acho importante que a discussão crítica sobre o jornalismo cultural se instaure na universidade e ele deixe de ser o 'primo pobre' do jornalismo", completou.
    October 22

    CASAMENTO DE CRIANÇAS NO HAMAS

    A HISTÓRIA OCULTA DO MUNDO: A PEDOFILIA DO HAMAS

     
    Pedofilia do HamasA Pedofilia do Hamas
    Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
    O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.
    A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade. org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).
    Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
    "Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
    Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas
    As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
    "Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
    As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida:
    Pedofilia do Hamas
    O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.
    Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
    Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.
    A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.
    Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:
    Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.
    Para finalizar, o vídeo abaixo traz informações sobre espancamentos realizados contra meninos no mundo muçulmano para "estudarem melhor" - que incluem açoitamentos - escravidão de menores e a venda de meninas de 8 anos ou até menos como noivas no Sudão e em outras países da região. Tudo, com carimbo do islã radical:
    http://www.youtube. com/watch? v=gdi2bdv4nwA
    Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.
    Publicado por De Olho na Mídia com o título A História Oculta do Mundo: a pedofilia do Hamas -
    October 15

    NOTICIAS DO MINc

    FUNARTE DIVULGA CONTEMPLADOS COM BOLSA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA

    A Fundação Nacional de Artes (Funarte) divulgou a lista dos 10 autores contemplados com a Bolsa de Criação Literária. Cada um deles receberá prêmio no valor de R$ 30 mil, como incentivo à produção de textos literários inéditos, voltado a escritores de todo o país. 1.046 trabalhos concorreram nesta terceira edição do programa, que julgou quesitos como originalidade, qualidade e metodologia do projeto. Também em breve será anunciada uma relação de contemplados suplentes, beneficiados por um aporte extra de recursos que o Ministério da Cultura destinará à Funarte, e que impulsionará os investimentos na Bolsa de Criação Literária, de R$ 346 mil para R$ 646 mil, selecionando mais 10 autores brasileiros para receber a bolsa. Na região Nordeste foram contemplados: José Augusto Costa de Almeida, com “Desviver” e Tarcísio Pereira com “O Autor da Novela”. Outras informações: (81) 3194-1314.

     

    TV CÂMARA SELECIONA DOCUMENTÁRIO PARA SUA PROGRAMAÇÃO 2010

    Os documentaristas ganham mais um incentivo. A TV Câmara divulgou edital para selecionar  documentários de qualidade narrativa e temática voltado à programação de 2010. O filme pode ter sido produzido em qualquer ano, mas deve ter entre 20 e 59 minutos de duração. As inscrições, que podem ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas, estão chegando ao fim: seguem até o próximo dia 16 de outubro (sexta-feira). O prêmio de R$ 5 mil será concedido em troca de um licenciamento, não exclusivo, por 24 meses. Os interessados podem solicitar informações pelo e-mail: documentarios@camara.gov.br

     

    1000 MULHERES PELA PAZ CHEGA A REGIONAL NORDESTE DO MINC

    Mil rostos que se tornaram ícones na luta mundial pela paz, segurança humana e justiça estarão retratados na exposição que será aberta amanhã (15), às 18h30, na sede da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, na Rua do Bom Jesus 237, bairro do Recife Antigo.  “1000 Mulheres Pela Paz ao Redor do Mundo” é o tema da mostra internacional composta por fotos de representantes de 150 países que concorreram ao Prêmio Nobel da Paz 2005. No Brasil, a coordenação do processo de mobilização e seleção ficou a cargo de Clara Charf, ativista e militante dos direitos das mulheres e teve o apoio de várias representações do movimento de mulheres. Mais de 300 mulheres foram indicadas, sendo selecionados 53 nomes, que se destacaram por lutas e trabalhos nos quilombos, aldeias, no campo, em vilarejos e cidades, e seus rostos e perfis serão também homenageados no livro Brasileiras Guerreiras da Paz, que será lançado no dia da abertura da Exposição. A mostra permanece na Regional do MinC até o dia 25 de outubro. Mais informações:ASSOCIAÇÃO MULHERES PELA PAZ -

     

    PRORROGAS INSCRIÇÕES PARA BOLSA DE INTERCÂMBIO CULTURAL

    As inscrições para a Bolsa de Intercâmbio Cultura Ponto a Ponto foram prorrogadas para o dia 22 de outubro. A iniciativa do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), é dirigida aos Pontos de Cultura de todo o país que desejam trocar experiências sobre ações culturais com Pontos de outras cidades, viabilizando a troca de conhecimentos e o fortalecimento da rede. A Bolsa de Intercâmbio Cultura Ponto a Ponto vai selecionar 50 propostas entre dois Pontos de Cultura de cidades diferentes e cada Ponto terá que indicar dois bolsistas, totalizando quatro por projeto. No total serão contemplados 200 bolsistas com prêmios no valor de R$ 1,5 mil cada, somando um investimento de R$ 300 mil. Informações: www.cultura.gov.br.

     


    ALAGOAS

     

    MACEIÓ TERÁ OFICINA EM NEGÓCIOS DA MÚSICA

    Depois das cidades de Recife e Caruaru, em Pernambuco, agora é a vez de Maceió, em Alagoas, promover uma Oficina de Negócios da Música, direcionada a artistas e produtores culturais. O encontro  irá acontecer de 19 a 23 de outubro. Durante a capacitação serão repassadas informações sobre linhas de financiamento, gestão de Direitos Autorais, Tecnologias Livres, formatação de projetos e captação de recursos, entre outras questões ligadas a negócios no segmento. As oficinas têm o objetivo de preparar artistas e produtores para a segunda edição da Feira Música Brasil, que irá acontecer entre os dias 9 e 13 de dezembro, em Recife e cujo tema será Música Tocando Negócios.O processo seletivo dos participantes será feito mediante análise de currículos .A capacitação de Alagoas irá acontecer no SEBRAE, Sala CGEN 1 (Rua Dr. Marinho de Gusmão, 46 Centro), das 14h às 22h. Outras informações: (81) 3491-100 / (81) 9676-7200.

     


    BAHIA

    BAHIA REALIZA PRÉ-CONFERÊNCIA SETORIAL DE CULTURAS POPULARES

    Mais um evento significativo para o setor cultural será realizado na Bahia. Trata-se da Pré-Conferência Setorial das Culturas Populares, que irá acontecer em Camaçari, de 13 a 15 de novembro desse ano. Trata-se de um encontro que pretende criar uma base permanente de diálogo entre artistas e governos, voltada para a construção de políticas públicas dirigidas ao setor. A idéia é que a Pré-Conferência reúna pessoas ligadas aos folguedos e artes, ofícios e celebrações populares, mestres e jovens do barro e do tauá, da feitura de casa de adobe, da cestaria; mestras e mestres, jovens ou velhos conhecedores das folhas medicinais, rezadeiras e parteiras e todos os envolvidos na manutenção e divulgação das mais diversas expressões populares para que debatam e participem da definição de propostas de políticas públicas para as culturas populares. O evento está sendo coordenado pela Secretaria de Cultura do Estado, através do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, em articulação com o IRDEB – Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia -, a Prefeitura Municipal de Camaçari, a Comissão Baiana de Folclore, a Rede Sertão Brasil, a Rede de Cultura Popular de Irecê, a Rede Pintadas, o Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura e o SEBRAE. A Pré-Conferência Setorial das Culturas Populares gerará propostas que rebaterão na II Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março de 2010 e que irão subsidiar os Planos Estadual e Nacional de Cultura, ora em trâmite para aprovação no Congresso Nacional. Ainda durante o evento uma lista tríplice será produzida e enviada ao MinC, com indicações da Bahia para a constituição do Colegiado e renovação do representante com assento no CNPC. Mais informações pelos telefones 71 3116-40-75 e e-mail culturaspopulares@cultura.ba.gov.br.

     

    PRAZO DE INSCRIÇÃO PARA APOIO EM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

    A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia dispõe, através do Fundo de Cultura, de R$ 150 mil para apoio a artistas, técnicos e estudiosos com projetos de residência artística, utilizados em 2009 e janeiro de 2010. Os interessados terão duas datas limites para inscrição: os projetos realizados em dezembro devem encaminhar as solicitações até a próxima sexta-feira (16), e os executados a partir de fevereiro de 2010, devem fazer as inscrições até 27 de novembro. Já o dia 6 de novembro é a data limite para inscrição da última chamada para os projetos de intercâmbio e difusão que serão realizados em janeiro de 2010. Para obter apoio, os interessados precisam ser convidados por instituições brasileiras ou estrangeiras, fazer a solicitação através do Formulário de Apresentação de Projetos do Fundo de Cultura e serem submetidos à avaliação da Comissão de Pré-Seleção. O formulário e a resolução que estabelece as regras para a obtenção do recurso podem ser vistos no site da Secult-BA. Os projetos devem ser encaminhados à sede do Fundo de Cultura da Bahia, na Av. Tancredo Neves 776, Edifício Desenbahia - Bloco A, CEP 41.820-020 – Salvador, ou entregues pessoalmente no mesmo endereço, das 14h às 17h. Informações pelo telefone (71) 3103-3007, através dos e-mails: internacional.secult@gmail.com. e internacional@cultura.ba.gov.br. ou ainda: http://www.cultura.ba.gov.br.

     

    RELAÇÕES ENTRE OBRAS

    Uma análise paralela entre a obra Sophie Calle e os recursos presentes nas obras de personalidades como Caio Fernando Abreu e Renato Russo, serão debatidos no minicurso Infinitamente pessoal: Eu, você, eles e nós. O curso será ministrado pela escritora e doutora em letras, Állex Leilla, no Espaço Educativo Sophie Calle, Galpão de Oficinas do MAM – AV. Contorno S/N, Solar do Unhão, Salvador, nos dias 14, 15 e 16 de outubro, das 14h às 17h. Állex Leilla é escritora com quatro livros publicados: “Obscuros” (contos, 1999), Henrique (romance 2001); “O sol que a chuva apagou” (novela, 2009) e “O livro de contos Urbanos”, que em 1997 lhe rendeu o prêmio COPENE, o atual Prêmio Brasken de Literatura. O curso é gratutito e disponibiliza 15 vagas. Mais informações (71) 3117-6141. Mais informações: 

     


    CEARÁ

    INAUGURAÇÃO DE CINECLUBE EM FORTALEZA

    A Associação Cearense de Cinema e Vídeo - ACCV, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará – IFCE, vai inaugurar hoje, dia 14, o Cineclube Darcy Costa. O evento irá acontecer logo mais, às 19h30, no Auditório Iran Raupp, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE (Avenida 13 de maio,  2081  – Benfica – Fortaleza).

     

    CEARÁ SELECIONA 45 NOVOS CINECLUBES EM EDITAL

    Visando democratizar e regionalizar a difusão do audiovisual, o Ministério da Cultura e o Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, lançaram o edital Cine Mais Cultura, que irá selecionar 45 cineclubes. As inscrições, que são gratuitas, estão abertas até o dia 20 de novembro desse ano e os interessados poderão conferir o edital no google. Cada projeto selecionado receberá equipamentos de projeção digital, incluindo uma câmera MiniDV, 104 filmes do acervo da Programadora Brasil e oficinas de capacitação para a atividade exibidora. Os pontos selecionados serão os Cines Mais Cultura - ação que faz parte da Agenda Social do Governo Federal e atuará sobre o tripé tecnologia digital, conteúdo e capacitação cineclubista. Os editais têm como foco pessoas jurídicas sem fins lucrativos e visam contemplar bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores e até mesmo escolas e universidades públicas que favoreçam o encontro do público com a produção audiovisual nacional. As propostas selecionadas serão distribuídas igualitariamente pelos 14 (catorze) Fóruns Regionais de Cultura e Turismo do Ceará (anexo X), priorizando os indicadores do Programa Mais Cultura. Outras informações pelo e-mail: ou (85) 3101-6759 / 6761.

     

    BIENAL INTERNACIONAL DE DANÇA MOVIMENTA O CEARÁ
    Diversos tipos de performances, criações coreográficas, além de investigações sobre o universo da dança são os principais ingredientes da Bienal Internacional de Dança do Ceará, que teve início nesta segunda-feira (12) e prossegue até o dia 26 de outubro. Durante o evento serão discutidas estratégias estéticas, éticas, políticas e econômicas oriundas das novas concepções em dança. Durante a Bienal haverá atividades em espaços públicos, não só na capital, Fortaleza, mas nas cidades cearenses de Juazeiro e Sobral, além de Cabo Verde, na África. As oficinas oferecidas pelo evento são gratuitas e irão acontecer na Vila das Artes. "Corpo a Corpo – São Paulo Companhia de Dança" é o tema da palestra de hoje, que terá início às 19h e será ministrada por Inês Bogéa (SP). Já na próxima sexta-feira (16) será a vez da “Técnica de Martha Graham”, oficina ministrada por Daniela Stasi e São Paulo Companhia de Dança, das 14h às 16h.

    CURSOS PARA ANIMAÇÃO E SÉRIE DE TV         

    O Núcleo de Produção Digital Vila das Artes, que faz parte do programa Olhar Brasil e é mantido através de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de Fortaleza vai promover o curso: "Roteiro para Séries de TV", no período de 26 a 30 de outubro das 13h30 às 18h30, com a professora Juliana Reis, e a capacitação:  "Animação em Stop Motion", de 19 a 23 de outubro, na sede da Vila das Artes (Rua 24 de Maio, 1221, Centro – Fortaleza). As inscrições para a capacitação em série de TV foram encerradas hoje (14), mas as do curso de animação permanecem até o próximo dia 20 de outubro, na secretaria da Vila e no Núcleo de Animação da Casa Amarela da Universidade Federal do Ceará (Avenida da Universidade, 2995, Benfica). Os interessados devem apresentar foto 3x4, currículo resumido e preencher uma ficha de inscrição. Informações pelo telefone (85) 3252-1444

     

    ENCONTRO VIVA O CENTRO

    A área de Fortaleza que concentra o maior número de endereços culturais da cidade será tema de encontro entre representantes de instituições culturais sediadas no Centro de Artes Cênicas do Ceará e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Vereadores da capital cearense. O encontro “Viva o Centro” acontece na próxima sexta-feira (16), às 8h30 no Theatro José de Alencar, na Praça José de Alencar, S/N, Centro – Fortaleza. Os interessados devem confirmar presença pelo telefone: (85) 3101-2567. Mais informações: (85) 3101-2567 ou 3101-2583.



    MARANHÃO

    TEATRO DE BONECOS GIRAMUNDO 

    Permanece em cartaz até o dia 30 de outubro a Exposição Teatro de Bonecos Giramundo, no Palacete Gentil Braga (Rua Grande, 782 - Centro), em São Luís. A mostra ficará aberta ao público das 8h às 12h e das 14h às 20h. O evento integra a programação sociocultural que vem sendo desenvolvida na capital maranhense pela MPX Itaqui e Giramundo Teatro de Bonecos. As apresentações abordam, de forma teatral, a educação ambiental e proteção ao meio-ambiente, tendo em vista seus principais espaços geográficos: Amazônia e Cerrado. Na programação, oficinas, mini teatros e agora a Exposição de Bonecos Giramundo. A ação é uma iniciativa da Universidade Federal do Maranhão, por meio do Departamento de Assuntos Culturais/Proex, em parceria com a MPX Itaqui Energia e Giramundo Teatro de Bonecos. Outras informações:  



    PARAÍBA

    FESTIVAL PREMIA ARTES CÊNICAS NA PARAÍBA

    O IV CajazeirATO - Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras, irá acontecer entre os dias 19 e 21 de novembro de 2009 no Teatro Íracle Pires, na cidade de Cajazeiras, interior da Paraíba. Os interessados em participar podem se inscrever até o próximo sábado (17) na ACATE - Associação Cajazeirense de Teatro, na Rua Maria da Piedade Viana, 113 - Por do Sol, Cajazeiras. Durante o evento haverá mostra competitiva de teatro, debates sobre os espetáculos apresentados, além de oficinas de arte, com o objetivo de estimular o setor teatral do Estado da Paraíba, revelar novos talentos artísticos e promover intercâmbio com artistas de outras regiões. O IV CajazeirATO é promovido pela ACATE - Associação Cajazeirense de Teatro, através do Ponto de Cultura “Artes para Todos”, patrocinado pelo Programa BNB de Cultura em parceria com a ASPEC - Associação de Produtores de Eventos Culturais. Os contemplados receberão o troféu Ator Fernando Mercês, concedido a diversas categorias incluindo Melhor espetáculo, Melhor Ator e Atriz, Melhor texto e Prêmio revelação, entre outros. Mais informações pelos telefones: (83) 8896-8453 / 8878 / 1245 ou e-mail: acateteatro@hotmail.com; hernandezteat@hotmail.com.

     

    EDITAL NA PARAÍBA PREMIA CURTA METRAGENS

    Os interessados em participar do edital para o I Prêmio Linduarte Noronha de Curta Metragem têm até o dia 10 de novembro para se inscrever, na sede da Subsecretaria Executiva de Cultura de João Pessoa, localizada no Casarão de Azulejos – Rua Conselheiro Henriques, 159 – Centro, na capital paraibana. As inscrições podem ser feitas entre as 13h e 18h de segunda a quinta-feira e das 08h às 13h na sexta-feira. Serão premiados nove projetos inéditos de vídeos digitais com duração entre 10 e 15 minutos. Além disso, serão destinados R$ 20 mil para a confecção de um DVD duplo, que reunirá coletânea dos vídeos resultantes do concurso. De acordo com o edital (publicado no Diário Oficial do Estado em 30 de setembro), só poderão concorrer pessoas físicas que se apresentem como diretor/produtor ou que, cumulativamente exerçam as duas funções, na proposta do referido projeto a ser apresentado no ato da inscrição. Cada concorrente poderá participar com um único projeto e o concorrente que apresentar mais de um projeto terá todos os seus projetos inscritos desclassificados. Mais informações sobre o edital e sobre inscrições podem ser obtidas pelo telefone: 3218-4167 e link: http://www.janelacultural.com/?p=3958/ . Mais informações: www.paraiba.pb.gov.br/cultura/ .  


    PERNAMBUCO

    ITAMARACÁ REALIZA A I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

    Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento é o tema da I Conferência Municipal de Cultura de Itamaracá que acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro, na Câmara Municipal da Ilha, no bairro do Pilar, na Av João Pessoa Guerra, 10. Os interessados em participar têm até o dia 16 desse mês para fazer as inscrições na Biblioteca Municipal Antonino de Macedo, localizada na Rua Pe Machado, S/N, Centro do Pilar ou através do site:  No dia 23 a conferência será realizada das 17h às 20h e no dia 24, a programação acontece das 8h às 17h, com eleição dos delegados. Na pauta da conferência estão previstos: a criação de diretrizes pertinentes à demanda local, para subsidiar a elaboração do respectivo Plano Municipal de Cultura; o incentivo a organização de redes sociais culturais; a contribuição para a formação do Sistema Nacional de Informações Culturais. A I Conferencia Municipal de Cultura da Ilha de Itamaracá será realizada pela Secretaria de Educação e organizada por uma Comissão Executiva. Informações: ou pelo telefone: (81) 3544.1410.

     

    ENCONTRO DE SOFTWARE LIVRE DO CIN

    Alunos e ex-alunos do Grupo de Usuários Linux do Centro de Informática (CInLUG) da Universidade Federal de Pernambuco promovem o I Encontro de Software Livre do CIn, o CInLivre. O objetivo é reunir a comunidade acadêmica, profissionais e usuários de tecnologia para discussão de assuntos relacionados a Software Livre. O evento acontece em 24 de outubro das 8h às 12h, no Anfiteatro do CIn, com palestras de até 30 minutos sobre projetos ou uso de tecnologias abertas no Estado. Paralelo ao encontro irá acontecer o Install Fest, onde usuários sistema operacional Linux se reúnem para a troca de conhecimentos e para ensinar às pessoas como usar soluções open source em seus computadores. As inscrições , até o próximo dia 21. Serão aceitas no máximo 120 inscrições. Informações pelo link:

     

    ENCONTRO NACIONAL DA REDE ARTE NA ESCOLA NA UFPE   

    Recife foi a cidade escolhida para sediar, este ano, o XXIII Encontro Nacional da Rede Arte na Escola. O evento, organizado pelas universidades de Pernambuco (UPE) e Universidade Federal de Pernambuco, teve início ontem (13) no Centro de Arte e Comunicação da UFPE e prossegue até a próxima sexta-feira (16). “Avaliação no ensino das artes visuais” é o tema do encontro, cuja programação começa às 9h e inclui apresentações de grupos musicais e culturais, mesa redonda, palestras, debates, lançamento de livros e relatos de experiências. A expectativa é que 52 pólos de todo o Brasil participem do evento, que contará com 70 professores de universidades federais, estaduais e particulares de 24 estados brasileiros. O projeto Arte na Escola, que atua na UPE desde 2005, integra a Rede Arte na Escola, existente há 20 anos, e é uma ação da Pró-reitoria de Extensão e Cultura do campus da Universidade em Nazaré da Mata.



    PIAUÍ

    PONTOS PROMOVEM TEATRO
    Trinta e dois grupos de teatro de todo o Brasil participarão do Festival Nacional de Teatro – Pontos de Cultura, que acontecerá entre os dias 27 e 31 de outubro na cidade Floriano – Piauí. O evento, promovido pelo Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos” e Grupo ESCALET, também terá oficinas, palestras e mesas de debate. A finalidade é criar a rede nacional de pontos de cultura que trabalham com teatro e fazer com que o público tenha acesso a espetáculos teatrais de todo o país. Baseada em critérios como a qualidade cênica das propostas, inovação e distribuição geográfica dos Pontos de Cultura, a coordenação do festival selecionou 182 inscritos.  O Espetáculo “Raimunda Pinto, sim senhor!” do Grupo Harém de Teatro – Ponto de Cultura “Nos Trilhos do Teatro” – Teresina foi escolhido para abertura do evento, que acontecerá no dia 27 de outubro, às 21h, no Hotel Rio Parnaíba, que fica na Av. José Ribamar Pacheco, 156, Bairro da Cancela - Floriano. Mais informações:


    RIO GRANDE DO NORTE


    SEMANA DE CIÊNCIA, CULTURA E TECNOLOGIA
    A cidade de Natal vai sediar, de 19 a 21 de outubro, o XX Congresso de Iniciação Científica da UFRN (CIC). Realizado pela Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o evento abrirá a programação da XV Cientec – Semana de Ciência, Cultura e Tecnologia. A cerimônia de abertura está marcada para o dia 19, às 17h. Antes da solenidade haverá exposições de pôsteres, durante a manhã, com trabalhos de alunos ligados a diversas áreas. Já no dia 21, a partir das 9h, o professor Paulo Eduardo Artaxo Netto, falará sobre “O Desafio Científico das Mudanças Climáticas Globais”. As palestras irão acontecer no Auditório da Escola de Música da UFRN, (Campus Universitário Lagoa Nova), Natal. Mais tarde, a partir das 14h irá acontecer o Fórum dos Grupos de Pesquisa com o tema “Refletindo sobre a Iniciação Científica”, no Auditório da Reitoria. No mesmo dia e local será realizada a Solenidade de Encerramento, às 17h.

    SERGIPE

    PATRIMÔNIO CULTURAL É TEMA DE DEBATE EM SERGIPE

    A turma de Formandos em História 2009.2, da Universidade Federal de Sergipe está organizando a I Semana de Educação Patrimonial na UFS, que irá acontecer entre os dias 19 e 23 desse mês, das 8h às 12h no auditório do Centro de Ciências Humanas. O objetivo é difundir conhecimentos relativos ao patrimônio cultural sergipano, entre os profissionais e estudantes da área de Turismo, Museologia, História e áreas afins. Entre outros temas serão discutidas as políticas públicas voltadas à conservação do patrimônio cultural e a candidatura da Praça São Francisco (São Cristóvão - Sá) à patrimônio da humanidade. No total haverá cinco seções de palestras, com eixos temáticos diferentes mas todos relacionados ao tema educação patrimonial.

     


    EDITAIS E PRÊMIOS NACIONAIS

    CINES MAIS CULTURA PARA MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE
    Até 24 de outubro

    O ministério da Cultura vai viabilizar a seleção de 150 Cines Mais Cultura e modernização de 100 bibliotecas públicas municipais. Os editais nacionais foram lançados pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, na última segunda-feira (24), em Canoas, no Rio Grande do Sul. Ambos são direcionados a municípios de até 20 mil habitantes. O Mais Cultura tem como principal objetivo promover o acesso da população, especialmente jovens da classe C, D e E, aos bens e serviços culturais. Já as ações nas bibliotecas levam ao estímulo da leitura, já que os espaços recebem kit com mil livros, mobiliários, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à internet em alta velocidade (banda larga). Os municípios interessados em participar do edital deverão encaminhar propostas até 24 de outubro, para Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas / Fundação Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, 16 – Sala 1102 – Palácio Gustavo Capanema – Centro. CEP 22030-120 – Rio de Janeiro/RJ). As propostas para os Cines Mais Cultura deverão ser encaminhadas ao Centro Técnico do Audiovisual (Avenida Brasil, 2482 – Benfica – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20930-040). O edital e anexos estarão disponíveis nos sites do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br) e do Programa Mais Cultura (mais.cultura.gov.br).

    IV FESTIVAL BNB DA MÚSICA INSTRUMENTAL

    Até 31 de outubro

    A partir desta quinta-feira, dia 08, a música instrumental vai tomar conta dos estados da Paraíba, Ceará e Natal durante o IV Festival BNB da Música Instrumental, que se estenderá
    até o dia 31 de outubro. Durante o evento, o público poderá assistir a 66 concertos de 37 formações instrumentais oriundas de dez estados brasileiros: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Este ano, além de acontecer nos Centros Culturais do BNB de Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, região Sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano, o evento chega até Natal, onde acontecerão quatro espetáculos nas próximas quinta e sexta-feira (8 e 9), no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, abrindo o Festival. A partir do dia 14, a série de concertos acontecerá nos três CCBNBs, prosseguindo até o dia 31. Todos os concertos do Festival têm entrada franca. Confira a programação completa no site do BNB:

     

    ABERTAS AS INSCRIÇÕES DO 5º PRÊMIO CONSTRUINDO A IGUALDADE DE GÊNERO
    Até 20 de novembro

    Abertas as inscrições para a quinta edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, concurso de redações direcionado aos estudantes de ensino médio, e de artigos científicos para alunos de graduação, graduados, especialistas, mestres e estudantes de doutorado. O concurso é organizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, em parceria com outros órgãos governamentais. O prêmio integra o conjunto de ações do Programa Mulher Ciência, que apóia estudos sobre gênero, mulheres e feminismos e pelo Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa – Pensando Gênero e Ciências. Escolas públicas e privadas poderão concorrer com projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia, sexualidade, geração e classe social. A categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” valoriza o trabalho da comunidade escolar no debate sobre a realidade social brasileira e as boas práticas na promoção da igualdade de gênero. Na mesma categoria serão alocados R$ 50 mil que vão premiar uma escola da região. Já na categoria estudante de ensino médio será aportado o maior investimento: bolsas de estudo, computadores e impressoras que totalizam R$ 70 mil. No total serão distribuídos R$ 120 mil Reais em prêmios. Mais informações: www.igualdaedegenero.cnpq.br ou na Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres – SPM/PR – 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero – Via N1 Leste, s/n, Pavilhão das Metas Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-Administrativa CEP 70.150-908, Brasília – DF.

     
    CINEMA CONTEMPORÂNEO
    Até 30 de novembro

    As inscrições para o XI Festival Internacional de Documentários “Santiago Alvarez in Memorian’, que será realizado em Santiago de Cuba, estão abertas até 30 de novembro. Cineastas e documentaristas de todo o mundo poderão participar e inscrever suas obras . O Festival, que terá o Brasil como país convidado, acontece entre os dias 8 e 13 de março de 2010, e será promovido pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (Icaic), Instituto Cubano de Rádio e Televisão e Direção Provincial de Cinema de Santiago de Cuba. Os documentaristas brasileiros podem concorrer com obras filmadas em 35 mm, 16 mm ou vídeos, desde que realizadas depois de 2006. Os filmes devem ter legendas ou ser dublados em espanhol. As cópias devem estar no sistema NTSC ou PALM, em formatos VHS, DVD ou DVCAM (este último só em NTSC). Os documentaristas também podem concorrer com projetos, desde que apresentem sinopse e uma descrição detalhada da proposta. Santiago Alvarez nasceu no dia 8 de março de 1919 em Habana Vieja, Cuba considerado um dos maiores documentaristas latino-americanos. Outras informações: (53 7) 830 1548 

     

     

     

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    October 11

    SOFTWARE LIVRE

    MURILO RONCOLATO
    Da Redação - ADV


    Desde que foi criada a Free Software Foundation, em 1985, por Richard Stallman, o modelo livre de negócio para software segue ampliando seu alcance e, hoje, está mudando as formas de relacionamentos sociais, culturais, comerciais e econômicos. Entretanto, especialista no assunto, aponta para a necessidade de incentivos e regulamentação para o setor.

    Software livre é o nome dado para programas registrados sob uma das licenças copyleft, contraposição do copyright, e que, por ter seu código-fonte aberto – texto que contém a inteligência do software –, permite que qualquer pessoa execute o programa, conheça sua estrutura tecnológica, modifique e distribua livremente cópias da versão adaptada.

    O sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, militante do movimento por software livre, acredita que o modelo colaborativo já se mostra mais eficiente que o fechado, conhecido como software proprietário. Ele aponta, por exemplo, a Microsoft, que trabalha com plataforma fechada, e afirma que sua forma de negócio está perdendo força nos Estados Unidos e já não tem "a mínima condição de ficar de pé".

    Para acompanhar este cenário é imprescindível políticas de inclusão digital. Lançar o povo brasileiro na rede, faria com que regiões "do século 19" do Brasil "se transportassem para o século 21", segundo o professor.

    Em entrevista exclusiva à Agência Dinheiro Vivo, Sérgio Amadeu explica tudo sobre software livre, as consequências do modelo no mundo, defende a necessidade de uma política pública de inclusão digital e faz dois pedido ao presidente da República.

    Confira a entrevista.


    DV - Qual a diferença entre o software Livre e o software Proprietário? Essa distinção não se refere a características do produto, mas a regimes jurídicos de uso. É isso mesmo?


    Sérgio Amadeu - O software livre é um novo modelo de uso, baseado nas práticas colaborativas entre comunidades de desenvolvimento,que possibilita que qualquer indivíduo tenha acesso ao código-fonte do software, podendo estudá-lo e alterá-lo. Sua tecnologia é aberta. A inteligência do software é inscrita no texto, o código-fonte, que diz quais são suas rotinas e que vai junto com o código-executável. Então, a qualquer momento, qualquer usuário de software livre, seja ele uma pessoa física ou uma empresa, pode ter acesso completo, vendo o que o software tem nele, o que ele pode fazer ou deixar de fazer. Ele é completamente transparente e permite compartilhamento total do conhecimento sobre ele.

    E tem a questão das licenças...

    Tem vários tipos de licença. Por exemplo, a GNU/GPL (General Public License), que não permite que um código feito colaborativamente seja apropriado privadamente.

    O usuário não pode pegar o software livre e vendê-lo?


    Pode até vender, mas não pode fechar o código. Ele não pode transformar o código de aberto em fechado. A licença GPL tem uma restrição, portanto. A licença copyright é restritiva na alteração e compartilhamento de software. O GPL inverte e faz o copyleft, uma licença com a qual qualquer pessoa pode ampliar, estudar completamente o software, alterar e distribuí-lo. São as quatro liberdades para um software ser considerado livre: a de executar o programa; estudá-lo; modificar e redistribuí-lo. Em uma GPL, se você fizer essas alterações, criar linhas de códigos a mais em cima das existentes, o software deve continuar com as quatro liberdades. Isso é pra evitar o que acontece com outros programas. Por exemplo, o sistema operacional livre FreeBSD. Ele tem as liberdades, mas não tem as restrições de apropriação, ou seja, muita gente pega o software aberto, altera e não o devolve alterado para a comunidade. A própria Apple, o sistema operacional da Macintosh, usa códigos do BSD, se apropriando do trabalho coletivo, e fecha o código.

    Há diferenças entre software livre e open source. Quais são?


    O open source surge numa tentativa de retirar essa dimensão mais ideológica do software livre, que veio com o [Richard Matthew] Stallman. Existe muita proximidade na prática entre o software livre e o open source. O open source pode não ser livre, ele não permite que você altere e nem distribua; o código-fonte dele é aberto, mas ele continua impedindo que as pessoas tenham a liberdade de manipular, trabalhar o conhecimento contido no programa. Já é uma grande coisa deixar o código aberto, sem dúvida, mas, no fundo, você tem algumas diferenças, que estão cada vez menores. No open source surgiu uma expressão que é Floss (free/libre open source software) isso foi feito pelo Rishab [Aiyer Ghosh], que é um indiano que criou essa expressão para dizer que não tem tanta diferença entre os modelos e que as pessoas atuam em conjunto, na prática.

    Você acredita que o modelo livre tenha modificado a forma de negócio de software no Brasil e no mundo?

    Muita gente migrou para o padrão de rede que trabalha com a idéia da plataforma livre. Os softwares baixaram de preço muito fortemente no mercado, exatamente pela pressão do software livre. Ele tem viabilizado uma saudável competição, coisa que não existia antes na plataforma proprietária. Cada vez mais o software livre avança no ambiente empresarial, principalmente numa estrutura de rede e avança também dentro da rede. Se você pegar os 10 maiores portais do mundo mais da metade utiliza software livre. A plataforma do Google é principalmente baseada em Linux, que é livre, do Wikipedia é um software livre, do Wordpress, também. A plataforma principal da rede é em software livre e a tendência é essa. No ambiente das redes colaborar é muito mais eficiente que competir. O modelo de negar acesso é ultrapassado. Qual o navegador que tem mais aplicativos? O Firefox. Porque o código-fonte dele é aberto e todo o mundo pode criar em cima. Como a licença dele permite visualizar os códigos, se você cria em cima, você tem que devolver o código criado. Então, há jovens talentosos no mundo inteiro criando uma API [Interface de Programação de Aplicativos] para o Firefox se comunicar direto com o Twitter, por exemplo. Isso, que o menino desenvolveu lá na Ásia, na Oceania, fica disponível pra todo o mundo. A produção de código aberto, que é principalmente comunitária, é infinitamente mais barata e superior que a produção do modelo proprietário. Óbvio que o modelo proprietário tem uma mega estrutura de negócio que impede as coisas de caminharem com rapidez, porque tem muita gente que ainda vive de licença de propriedade, mesmo sendo anacrônico. Mas há também empresas como a IBM que hoje vive praticamente de serviços. Ela tem alguns produtos com licença de propriedade, mas o grosso dela vem de relacionamento.

    Uma plataforma livre garante mais segurança que uma fechada?


    Tem um algoritmo, muito importante, chamado RSA. É um algoritmo de criptografia de dados com mais de 20 anos de vida, usado para criar chaves e assinaturas digitais, por exemplo; sendo usada para compra online, acesso a contas de bancos pela Internet, etc. Ele é aberto e, portanto, todo o mundo tem acesso a esse algoritmo, logo sabe-se como funciona. O fato de ser aberto não significa que ele seja frágil, pelo contrário, é robusto, forte. O fato de ser aberto possibilita que todos saibam o grau de segurança desse algoritmo. Tanto eu como qualquer pessoa pode olhar o algoritmo e descobrir falhas. Falando no caso dos softwares: não é o fato de eu ter acesso ao seu código-fonte que ele se torna violável; na prática, isso possibilitará vigilância sobre o programa. O usuário sempre vai ter liberdade plena sobre o código do software. Ao contrário do software proprietário, no qual só o dono sabe as rotinas daquele programa, porque ele só entrega o código-executável e não o código-fonte. O usuário nunca vai poder auditar o software, nunca vai poder descobrir se há erros, portas de entrada escondidas, fragilidades muito graves, etc. Sobre o livre, por exemplo, a cada versão do Linux existe um processo de “debugagem”, retirada de erros, que é feito coletivamente. Muitas pessoas olham e têm condição de agir e consertar aquele erro. São olhos de culturas diferentes que podem ver coisas muito diferentes. O que é aberto é o código-fonte, uma vez que copiado e transformado em código-executável, não há como quebrar, na verdade, ele tem uma solidez muito grande. Um código-fonte fechado é para o usuário uma incógnita, e por usuário entenda-se o governo, empresas. Eu não posso usar um software sem saber quais são suas rotinas, o que tem dentro dele. Isso é tão verdadeiro que levou a Microsoft a abrir o código-fonte para os governos, mas ela abriu parcialmente, o que é um problema, porque 2% do que ela não abriu pode ter todos os problemas do mundo. O modelo de código fechado é, por definição, inseguro; eu falo do modelo. Isso não quer dizer que todo software livre é seguro, mas, sim, o seu modelo.

    É correto dizer que software livre nunca será a regra, mas sempre o contraponto do sistema comercial de softwares, algo paralelo? Há uma "esperança" de que a plataforma livre acabe com a proprietária?

    Eu acho que o software livre na rede é a regra. A Internet é livre. Todos os protocolos que a compõem são livres e desenvolvidos compartilhadamente. Veja os modelos que estão na rede hoje, veja os meninos do Google. No caso do Brasil você pode estar vivendo uma etapa. A tendência é as pessoas viverem de serviços, assistência técnica, desenvolvimentos e permitir que o conhecimento seja compartilhado.

    Então o dinheiro desse novo mercado viria justamente da prestação de serviço?

    Pensando na minha profissão, de professor, eu não vivo da propriedade do meu conhecimento. Pelo contrário, cada vez mais eu quero que as minhas idéias fluam pela rede, porque isso me dá mais prestígio, mais força, mais condição de, ao mesmo tempo, pesquisar, obter recursos e também de obter alunos interessados na minha matéria. Não é um bloqueio do conhecimento, é a divulgação, a disseminação que a rede permite. Você pode estar contra essa natureza, que é uma rede de comunicação relógio, e aí você monta uma rede que quer bloquear a disseminação de conteúdo. Eu diria que é uma esquizofrenia.

    A recente abertura das grandes empresas de software como Microsoft e Adobe, que passaram a liberar alguns APIs, pode ser considerada uma vitória por parte do movimento do software livre?


    Não sei ainda se dá para comemorar, sou cético com isso. Eles tentam fazer operações de marketing na verdade. Eles veem a força do movimento de software livre. Algumas empresas de TI abandonaram o modelo de licenças de propriedade e partiram para serviços, tipo IBM, que migrou seu modelo; e o Google, que já nasceu aberto, apesar de este ainda ter coisas proprietárias, mas é mais por segredo de negócio do que por licença. Está tudo cada vez mais baseado em serviço, em relacionamento, que é a palavra correta. A Microsoft sempre abriu API, a todo instante eles tentam fazer uma operação para tentar sobreviver com um modelo do mundo industrial em um cenário de mudança informacional.

    Como fica a questão da proteção intelectual?

    A gente usa a legislação de copyright para fazer princípios do copyright, a gente chama "hackear o copyright". Se a licença do copyright não permite copiar, nós usamos a lei deles para escrever uma licença que permite o compartilhamento e mudanças. A GPL, por exemplo, mantém a autoria do software, o que não é ruim, mas ela permite que eu pegue um pedaço desse software e faça um outro.

    O que o modelo livre traz de benefícios para o país pensando em termos econômicos?


    No mundo, o software proprietário tem pouca força. O Brasil recentemente ganhou prestígio porque começou a desenvolver plataformas abertas. O software livre é o caminho pra que se possa construir empresas que se relacionem com empresas de outros países e usem a capacidade de trabalhar a inteligência coletiva para fazer ações, serviços de TI em outros lugares. Agora, se a gente for vender licenças de propriedades, isso já não deu certo antes e não dará agora. O caminho é exatamente o de incentivar a rede de software livre, em código aberto, e apostar na nossa inteligência coletiva, na nossa capacidade de prestar serviços.


    E em relação a empregos. Abre um campo para novos trabalhadores, mais empresas?

    Uma empresa pequena, existem várias, pode pegar um código do Linux e customizar para grandes empresas que vão ter vantagens por reduzir custos de licença, vão ter um software mais robusto, mais seguro, por ser um código aberto. Quem é que vai ganhar dinheiro com isso? Só a grande empresa? Não. Centenas, dezenas de empresas pequenas locais que podem se especializar nisso. Vamos dizer que você é uma grande empresa, certo? O modelo proprietário vende licenças de usos, então, você vai comprar um software com licença proprietária. Você não vai ter acesso ao código-fonte desse software, por isso ele vai ser sempre da empresa que o produziu. Isso é uma grande desvantagem para você. Por isso que o modelo de software livre é extremamente vantajoso para a empresa, porque se faz o desenvolvimento e o código-fonte fica na mão da empresa que adquiriu. Se na próxima versão você não quiser mais trabalhar com aquela empresa que desenvolveu, mas quiser outra, você tem o código-fonte para continuar, porque você pagou pelo código. O software livre é muito vantajoso para o usuário. Por isso você vê que quem está se dando bem no mundo das redes é quem está apostando no serviço e no relacionamento. O próprio jargão Web 2.0 denota isso, que são as práticas colaborativas e as ferramentas que podem se comunicar entre si de todas as formas possíveis, a interoperabilidade, a comunicabilidade plena, mashup, e a colaboração. Tem até um livro de economia que o Don Tapscott [em parceria com Anthony D. Williams] lançou que é o Wikinomics, mostrando a força dessa prática colaborativa que está no software livre.

    Eu gostaria que você comentasse a questão dos telecentros, criados quando você trabalhava na prefeitura de São Paulo, durante a gestão Marta Suplicy, e explicasse de que forma exatamente o software livre pode servir para uma inclusão digital.

    A inclusão digital é vital para o nosso país porque permite romper com os processos de produção da miséria. Ela traz para um lugar muito periférico o acesso a informações que podem virar conhecimento. Ela liga essas comunidades pauperizadas a todo uma série de oportunidades que existem no mundo. E, então, se isso é um passo importante, isso tem que virar política pública, não pode ser uma coisa eventual, uma operação de marketing de uma gestão. Eu defendi a inclusão digital como uma política e também que cada esfera do Estado (federal, estadual, municipal) deveria ter um papel claro de inserir comunidades carentes na rede. Logo, se a gente vai informatizar o Brasil – e mais da metade da população não está informatizada –, vai se estender as garras de um monopólio de software ou vai se informatizar o país com condições de autonomia, espalhando a capacidade de criação da inteligência e de desenvolvimento de um software local, a partir do código-fonte aberto? Por isso é que eu digo que a inclusão digital autônoma - que não é simplesmente a criação de mercado para multinacionais venderem licença de software aqui - deve ser feita com software livre. E isso tem dado muito certo e tem feito com que muitos jovens talentosos que, por estarem lá usando e tendo acesso aos códigos-fonte de softwares, de maneira que não aconteceria com o outro modelo, produzam muitas coisas interessante, coisas fantásticas.

    No seu livro “Exclusão Digital” de 2001 você fala em determinado momento que “não é correto classificar a exclusão digital como mera consequência da exclusão social” e depois em uma entrevista para o extinto NoMínimo que “A exclusão digital é um agravante da exclusão social”. Afinal, dá para relacionar um com o outro e estabelecer uma relação de prioridade?

    O que eu diria hoje, depois de oito anos da primeira edição desse livro, é que deu para perceber que fatores sócio-econômicos levam a uma grande parte do povo brasileiro não ter acesso à rede, a uma máquina, a não ter acesso à comunicação digital. Não é um fator cultural, religioso, nada disso; é um fator sócio-econômico. Isso é a origem do que nós chamamos de exclusão digital. Por outro lado, a exclusão digital é extremamente grave porque ela pode ter a mesma consequência que tem o analfabetismo para a nossa sociedade. Explico: ela pode criar diferenças cognitivas. Há uma grande diferença cognitiva entre quem é alfabetizado e quem não é. Isso agrava a desigualdade social. Eu faço um paralelo com as redes: as pessoas que não estão associadas a redes digitais de comunicação, passam a ter uma grande diferença em comparação com quem tem acesso e habilidade nas redes. Isso amplia a desigualdade social e econômica. Por outro lado, se você dá condições do conjunto da nossa sociedade se conectar, fica mais fácil enfrentar as desigualdades sociais, fica mais fácil manter a diversidade cultural, garantir materiais educacionais amplamente distribuídos. É o que eu chamo de elementos vitais para romper o processo de reprodução da miséria. Eu não estou dizendo que as pessoas só vão trabalhar com rede. Eu estou dizendo que cada vez mais qualquer tipo de trabalho pode ser melhorado e otimizado a partir das redes. Ou o trabalho em si ou os conhecimentos vitais sobre aquele trabalho.

    No mesmo livro, você escreveu que “O grande desafio é enfrentar a herança do analfabetismo funcional ao mesmo tempo em que combatemos o Apartheid tecnológico. Alegar que primeiro se erradica um para depois enfrentar o outro é um erro primário”. Qual a maneira que você julga ser a mais correta para enfrentar as três exclusões – a digital, a social e a educacional – sem necessariamente hierarquizá-las?

    Eu acho que em primeiro lugar a gente teria que ter uma política pública para isso. Eu não acredito só no mercado, eu acredito em políticas. Uma política que envolva o mercado, mas não se limite a ele. Por isso é que eu não tenho ilusão com LAN House, que é um grande pequeno negócio, uma atividade muito saudável de pequenos empresários que acabam, em busca do dinheiro, dando acesso a comunicação. É uma atividade que a gente deveria enaltecer, incentivar e garantir estabilidade, já que o “grau de mortalidade” de LAN Houses é muito alto. Isso é uma coisa. Mas é preciso ter uma política publica do Estado, do governo federal. O governo tem que dar infra-estrutura de telecomunicação e Internet para o país. E ele está fazendo isso? Muito timidamente. Ele precisa cuidar da banda larga, que é uma questão urgente, e tem que ser disseminada a todos os lugares. Não é o fato de você ter acesso que te dará as mesmas condições que outras pessoas. O acesso a uma conexão discada não permite acessar nem o Youtube. É preciso a banda larga. Tem que negociar com estados e municípios, com escolas, mas não só para ter salas laboratoriais. Já ouviu falar em laboratório de informática? Essa é uma concepção muito equivocada. Há laboratório de química, que é para fazer experimento. A Internet não é simplesmente algo útil para a ciência, ela é uma rede de comunicação imprescindível. Eu tenho que garantir que a escola esteja conectada, eu tenho que criar processos de aprendizagem em rede. Eu acho que a grande solução é ter uma política pública e tentar fazer uma revolução educacional mesmo. Olhe para a cultura daqueles que construíram a Internet como uma rede colaborativa, não-proprietária, e veja que no núcleo dessa rede há elementos da contracultura norte-americana que se juntou com desenvolvedores de códigos, que se autodenominavam hackers. O Manuel Castells no livro Galáxias da Internet chama isso de subcultura hacker. Essa subcultura hacker, junto com a nossa cultura tradicional, é, sem dúvida nenhuma, um sinal muito bom para a gente melhorar a educação do país. Eu acho que a grande inovação está na fusão do pensamento hacker baseado na colaboração, superação de desafios, compartilhamento com toda essa nossa capacidade das nossas comunidades tradicionais. Tradicional não é atrasado, tradicional é como essas comunidades indígenas, do interior do país conseguem criar coisas fantásticas com poucos recursos. Essas práticas recombinantes, essa cultura do comum, a gente tinha que jogar isso na rede. Esse elemento somado a uma política pública, a gente podia fazer com que áreas do século 19 se transportassem para o século 21.

    Qual o benefício para uma criança, na escola, aprender a mexer num computador usando um software livre? Mais tarde, não será requisito para emprego que ela saiba usar softwares do modelo proprietário?

    Ensinar com software livre significa formar uma pessoa dando opções. Ela passa a aprender a funcionalidade, ela não fica restrita a um tipo único de interface ou design. Ela não é adestrada, ela aprende. Eu não conheço um caso de uma pessoa que conhece Linux e não consegue emprego. Eu conheço o contrário. Eu sou sociólogo e vejo técnicos de Windows aqui e descubro que conheço mais de informática do que eles. Isso é ridículo. A verdade é o contrário: o modelo proprietário retira do usuário a autonomia do uso da máquina, a inteligência; o livre faz o contrário. Se a Microsoft muda a versão do Windows as pessoas que vem do modelo proprietário já não sabem como usar, porque foram adestradas.
    Você pode tanto dar condições ao jovem aprender hoje que software é mídia e não é simplesmente algo que tem que ser feito por um técnico, que se pode discutir funcionalidade e que ele precisa saber como funcionam os protocolos da Internet. Não tem a mínima condição confundir informatização com ampliação de um poder de monopólio que está perdendo força nos EUA, que tem que comprar o Yahoo para sobreviver, porque ele não tem a mínima condição de ficar de pé, porque é um modelo que não se amplia mais na rede. Eu estou informatizando meu país e vou fazer a sociedade ficar refém dessa plataforma de monopólio? Levar a sociedade ao mundo da informática é levá-la a ser prisioneira de um modelo de negócio de uma empresa de software norte-americana? Com muito mais facilidade hoje eu instalo o Ubuntu, aliás, muito mais fácil do que o Windows Vista, um fracasso total. Se você disser que o melhor navegador é da Internet Explorer, me desculpe, o melhor é o Firefox, que, por ser aberto, tem mais de 3.000 plugins de coisas fantásticas que eu posso conectar a ele. Tudo produzido por pessoas diferentes, do mundo todo, o cara na Nova Zelândia, na Índia, porque tem gente criando e disponibilizando para os usuários do Firefox. Já a Microsoft tem que criar tudo dentro dos seus funcionários.

    Você presidiu o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) entre 2003 e 2005. Como você avalia a sua participação na esfera governamental pela implementação do software livre nas instituições públicas e como vê que avançou a implementação de políticas no sentido de ampliar o uso de softwares livre no Brasil?

    Eu levei a idéia de montar o Comitê de Implementação do Software Livre (CISL), fiz um acordo que depois virou decreto, mas era um comitê de adesão voluntária, tinha por volta de 120 órgãos, e lá começamos a fazer uma série de mudanças. Acontece que havia muita resistência motivada pela operação do lobby, por exemplo, a Microsoft, que atua com escritório lá em Brasília. Eles atuam fortemente na esplanada, junto a alguns ministros que bloqueavam nossa ação. Como se tratava de algo estatal, eu pedi um decreto para que o padrão de uso de Tecnologia da Informação fosse o aberto. Foi aí o meu limite. Ou era isso ou eu não poderia continuar. Tive que sair. O fato de eu sair permitiu que se colocasse em pauta o problema do ritmo da implementação. O programa não parou, muitas coisas aconteceram depois. Foi interessante que o presidente Lula foi ao último Fórum Internacional de Software Livre (FISL) e ele me citou nominalmente e reconheceu os confrontos que nós tivemos. Ele disse “ainda bem que nós continuamos no caminho do software livre”. Depois da minha saída o programa avançou fortemente. Muitas coisas que iniciei continuaram e outras novas surgiram. Acho que o governo está longe de ter uma decisão sobre isso como a que eu queria. O Ministério de Ciência e Tecnologia, por exemplo, não tem linhas de incentivo para a produção de software livre no Brasil. Aliás, tem um projeto do deputado Paulo Teixeira, pelo menos 20% do fundo de informática deveria ir para desenvolvimento de software livre. Mas aí tem o lobby que age lá dentro. Sem esse recurso olha o que já é feito no Brasil, imagine com ele. Só que aí qual o argumento, extremamente falacioso: “ninguém impede que 100% seja para software livre, não há necessidade de ter 20%. Se forem reservados 20% para software livre, vão querer para games, para outras coisas”. Software livre não é tecnologia, é modelo; e há dois modelos: o livre e o proprietário. O que não é feito é por lobby, por resistência. Podemos avançar? Sim. O Lula podia fazer duas coisas: garantir grana do fundo para essa garatoda – explodiriam coisas espetaculares–; e garantir um decreto falando que o padrão é a tecnologia aberta. Padrão não significa exclusividade. A gente tem aplicações no governo que eu sou obrigado a instalar software proprietário para poder acessar. Tudo porque o governo não exige. Eu sou obrigado a participar de editais do CNPq e da Capes que só aceitam o formato proprietário. Pior que software proprietário, é o formato proprietário. Isso é muito grave. Eu não vou ter nada em papel daqui a 10 anos, as coisas estarão guardadas em dados. Se o formato desses papéis é propriedade de uma empresa, eu estou na mão dela até para ler um documento de 10 anos atrás.

    É daí que surgiu o Protocolo de Brasília lançado em 2008 que estabeleceu como norma o uso, ainda que voluntário, de documentos em formato ODF (Open Document Format)?

    Exato. O governo já apóia o ODF, mas, entenda, ele vai até a metade. É por isso que eu digo sobre as duas coisas que precisariam ser feitas. É claro que nenhum governo fez pelo software livre o que essa gestão fez. Mas ainda falta consolidar a ação com essas duas coisas.

    No final de 2005, você disse que a inserção digital, no Brasil, ainda não era uma questão de política pública, mas que deveria ser. Como você avalia essa situação hoje?


    O governo fez uma coisa muito interessante que foi incentivar o uso da Internet para a classe média baixa. Nós estamos tendo um crescimento muito grande em torno do acesso nessa área. Caiu o custo do computador, houve incentivo. Isso foi vital. Hoje o computador é o eletrodoméstico mais comprado, até mais que televisão. Isso é uma política clara de incentivo que o governo fez. Onde o governo patinou foi com a liberação dos recursos do FUST [Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações], que começou a desenrolar recentemente com esse plano de banda larga, mas ele deveria ser uma prioridade do chamado PAC. Teria que ver quais atividades podem ser feitas em redes e como levar emprego através das redes para todo o país. Tudo o que não é preciso ser feito presencialmente, quando se tem uma conexão com banda larga, pode ser feito em rede. Exemplo é o serviço de callcenter. Coloque isso em cidades no interior do Brasil, onde falta trabalho assalariado. Qualquer pessoa com um bom nível de ensino, você pode facilmente permitir que ela adquira destreza na rede e, assim, abrir 200 postos de trabalho lá para atendimento em telemarketing, como os EUA fazem há muito tempo. Quando a pessoa liga para reclamar de um supermercado no Texas, ela fala com um cara na Índia. Está na rede, é voz sobre IP. A rede permite que se crie várias oportunidades em lugares que têm pouca vocação econômica. A questão da banda larga é estratégica para o país.


    Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e doutor em Ciência Política pela USP. Implantou os Telecentros Comunitários em São Paulo durante a gestão Marta Suplicy, presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), entre 2003 e 2005; e coordenou o Comitê de Implementação de Software Livre (CISL) no Governo Federal. Desde então dá aulas na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e é consultor do Instituto Campus Party Brasil. É autor de Software Livre: a luta pela liberdade do conhecimento e Exclusão Digital: A miséria na Era da Informação.
    October 04

    II CONFECOM

    Aprovado regimento da Confecom, leia na íntegra PDF Imprimir E-mail
    Ter, 15 de Setembro de 2009 21:31
    PORTARIA No    , DE      DE SETEMBRO DE 2009.

    O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição e considerando o disposto no Decreto de 16 de abril de 2009, que convoca a 1a Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM, a se realizar de 1o a 3 dezembro de 2009, em Brasília, após concluídas as etapas regionais, sob a coordenação do Ministério das Comunicações, que desenvolverá os seus trabalhos com o tema: “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”,

    RESOLVE:

    Art. 1o Aprovar o Regimento Interno da 1a Conferência Nacional de Comunicação, na forma do anexo desta Portaria.

    Art. 2o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

    HÉLIO COSTA
    Ministro de Estado das Comunicações

    REGIMENTO INTERNO

    1a  CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO - CONFECOM

    CAPÍTULO I

    DOS OBJETIVOS

    Art. 1o  O tema da 1a Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, convocada pelo Decreto de 16 de abril de 2009, é “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”.

    Parágrafo único. Os trabalhos da CONFECOM serão desenvolvidos a partir do tema referido no caput.

    Art. 2o  A Conferência Nacional de Comunicação é um instrumento de contribuição que tem como objetivo geral a formulação de propostas orientadoras de uma Política Nacional de Comunicação e que visa promover o debate amplo, democrático e plural com a sociedade brasileira, garantindo-se a participação social em todas as suas etapas, nos termos desse Regimento.

    Art. 3o  São objetivos específicos da 1a CONFECOM:

    I – elaborar o relatório final que proponha princípios, diretrizes e recomendações para a formulação e implementação de políticas públicas de comunicação; e

    II – propor mecanismos para efetivar a participação social no âmbito da comunicação.

    CAPÍTULO II

    DOS EIXOS TEMÁTICOS

    Art. 4o  Os eixos temáticos devem orientar os debates realizados durante a 1a CONFECOM e serão desenvolvidos a partir de um documento de referência, que garantirá a integração e transversalidade dos mesmos.

    Art. 5o  Os eixos temáticos serão definidos e aprovados por Resolução da Comissão Organizadora.

    Art. 6o  O documento de referência deverá trazer informações básicas sobre os eixos temáticos, calendário e a metodologia da 1a CONFECOM.  

    CAPÍTULO III

    DA REALIZAÇÃO

    Art. 7o  A 1a CONFECOM subdivide-se nas seguintes etapas:

    I – preparatórias;

    II - eletivas; e

    III – nacional.

    § 1o  São consideradas etapas preparatórias as Conferências Municipais, as Conferências Intermunicipais, as Conferências Livres e a Conferência Virtual, no âmbito nacional.

    § 2o  São consideradas etapas eletivas as Conferências Estaduais e Distrital.

    § 3o  As etapas eletivas poderão ser convocadas, respectivamente:

    I – pelo Poder Executivo Estadual e Distrital, até o dia 15 de setembro;

    II – pelo Poder Legislativo Estadual e Distrital, até o dia 20 de setembro de 2009; e

    III – por intermédio da Comissão Organizadora, após as datas mencionadas acima.

    Art. 8o  A 1a CONFECOM será realizada de 1o a 3 de dezembro de 2009, subdividindo-se de acordo com o seguinte calendário:

    I – etapas preparatórias: poderão ser realizadas até vinte dias antes da respectiva etapa estadual, devendo o relatório correspondente ser enviado em até cinco dias após a sua realização;

    II – etapas Estaduais e Distrital: até 8 de novembro de 2009; e

    III – etapa nacional: de 1o a 3 de dezembro de 2009.

    § 1o  A não realização das etapas previstas nos incisos I e II, em até treze Unidades da Federação, não constitui impedimento para a realização da etapa nacional no prazo previsto.

    § 2o  A observância do prazo previsto no inciso II deste artigo é condição de participação dos representantes eleitos correspondentes na etapa nacional.

    Art. 9o  A etapa nacional da 1a CONFECOM será realizada na cidade de Brasília-DF.

    CAPÍTULO IV

    DA ORGANIZAÇÃO

    Art. 10.  A 1a CONFECOM será presidida pelo Ministro de Estado das Comunicações ou por quem este indicar.

    Seção I
    Da Comissão Organizadora

    Art. 11.  A Comissão Organizadora é a instância de deliberação, organização e implementação da Conferência Nacional de Comunicação.

    § 1o  As deliberações no âmbito da Comissão Organizadora serão por voto dos seus titulares, considerada a maioria dos presentes.

    § 2o  Será adotada a modalidade de deliberação qualificada, sempre que metade de um dos segmentos Poder Público, Sociedade Civil ou Sociedade Civil Empresarial indicar alguma questão sensível em votação.

    § 3o  As deliberações das questões sensíveis serão por voto dos titulares, considerada uma proporção de sessenta por cento dos presentes para aprovação, devendo, pelo menos um voto de cada segmento, compor o total apurado.

    Art. 12.  Compete à Comissão Organizadora, além das atribuições especificadas na Portaria no  185, de 20 de abril de 2009:

    I – atuar na formulação, discussão e proposição de iniciativas referentes à organização;

    II – realizar o julgamento de recursos; e

    III – elaborar e aprovar o documento de referência.

    Art. 13.  A Comissão Organizadora será presidida pelo representante do Ministério das Comunicações.

    Parágrafo único.  A ausência injustificada de representante de uma entidade em duas reuniões da Comissão Organizadora ensejará seu desligamento da Comissão.

    Art. 14.  Poderão ser convidadas personalidades ou entidades para reuniões específicas da Comissão Organizadora.

    Art. 15.  A Comissão Organizadora, nos seus encaminhamentos, contará com três subcomissões, que prestarão apoio técnico e operacional necessário à execução de suas atividades, a saber:

    I – subcomissão de infraestrutura e logística: responsável por garantir a presença dos delegados, de forma segura na CONFECOM, respeitando os critérios de acessibilidade aos documentos e trabalhos da Conferência, a locomoção das pessoas com deficiência, bem como a alimentação, a organização do fluxo de entrada dos participantes nas Conferências, a programação cultural, os critérios de composição dos estandes e o controle de frequência dos delegados;

    II – subcomissão de metodologia e sistematização: responsável pela elaboração de propostas de metodologia da Conferência, incluindo sua dinâmica, e de eixos temáticos, sistematização das propostas vindas dos Estados e a elaboração do relatório final da Conferência; e

    III – subcomissão de divulgação: responsável pela recepção, provimento e difusão de informações das comissões organizadoras nos Estados, das Conferências Municipais ou Intermunicipais e Estaduais e pela campanha publicitária da Conferência.

    § 1o  As propostas de deliberação e providências concebidas pelas subcomissões serão implementadas após aprovadas pela Comissão Organizadora, ouvida a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – SECOM em relação à campanha publicitária.

    § 2o  O conteúdo da campanha publicitária da Conferência será baseado no tema de que trata o art. 1o e nos eixos temáticos.

    Seção II
    Da Coordenação Executiva

    Art. 16.  A Comissão Organizadora contará com uma Coordenação Executiva composta por servidores indicados pelo Ministro de Estado das Comunicações, e terá por objetivo prestar assistência técnica e apoio operacional à execução das atividades.

    Art. 17.  Compete especificamente à Coordenação Executiva:

    I – organizar a pauta de reuniões da Comissão Organizadora;

    II – implementar as deliberações da Comissão Organizadora, inclusive organizando a etapa nacional da Conferência;

    III – acompanhar as etapas prévias, auxiliando nos seus aspectos preparatórios, em consonância com a Comissão Organizadora;

    IV – dar suporte na sistematização dos relatórios provenientes das etapas Estaduais e Distrital e na elaboração do caderno de propostas;

    V – auxiliar na elaboração do documento de referência, do relatório final e dos anais da Conferência; e

    VI – outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Ministro de Estado das Comunicações.


    Seção III
    Da Organização das Etapas Preparatórias

    Art. 18.  São etapas preparatórias da 1a Conferência Nacional de Comunicação:

    I – Conferências Livres;

    II – Conferência Virtual;

    III – Conferências Municipais; e

    IV – Conferências Intermunicipais.

    Parágrafo único.  As etapas preparatórias não elegem delegados.

    Art. 19.  As etapas preparatórias têm caráter mobilizador e propositivo apenas para as etapas Estaduais e Distrital.

    Art. 20.  As etapas preparatórias deverão debater o tema e os eixos temáticos da Conferência, constantes do documento de referência aprovado pela Comissão Organizadora, sem prejuízo de debates específicos relacionados ao tema, em função da realidade de cada localidade.

    Art. 21.  A validade das etapas preparatórias está condicionada aos seguintes requisitos:

    I – discussão dos eixos temáticos da Conferência;

    II – elaboração de relatório nos termos do disposto neste Regimento;

    III – observância do Regimento Interno da 1a CONFECOM; e

    IV – observância da metodologia da 1a CONFECOM, definida pela Comissão Organizadora.

    Art. 22.  Os relatórios aprovados nas Conferências Preparatórias deverão ser encaminhados às comissões organizadoras dos seus respectivos Estados até quinze dias antes da realização das Conferências Estaduais ou Distrital.

    Subseção I
    Das Conferências Livres

    Art. 23.  As Conferências Livres, de caráter mobilizador e propositivo, podem ser promovidas nos mais variados âmbitos da Sociedade Civil e do Poder Público, e contribuir com proposições às Conferências Estaduais e Distrital.

    Art. 24.  As Conferências Livres devem ser previamente cadastradas junto à Comissão Organizadora Estadual e Distrital à qual deseja submeter as suas decisões.

    Art. 25.  Após a realização da Conferência Livre deverão ser informados à Comissão Organizadora Estadual e Distrital o número e a diversidade de participantes, os períodos de discussão e o relatório de proposições.

    Art. 26.  As Conferências Livres serão consideradas válidas após envio de relatório de proposições e atividades à Comissão Organizadora Estadual e Distrital.

    Art. 27.  As comissões organizadoras Estaduais e Distrital deverão comunicar à Comissão Organizadora as Conferências Livres cadastradas e validadas.

    Parágrafo único.  Onde não houver Conferência Estadual, as Conferências Livres submeterão as suas contribuições à Comissão Organizadora da CONFECOM.

    Subseção II
    Da Conferência Virtual

    Art. 28.  A Conferência Virtual, de caráter consultivo e mobilizador, visa ampliar a participação nas discussões concernentes ao temário da Conferência Nacional.

    Parágrafo único. A Conferencia Virtual será organizada pela Comissão Organizadora da CONFECOM e poderá contribuir com proposições.

    Subseção III
    Das Conferências Municipal e Intermunicipal

    Art. 29.  As Conferências Municipais e Intermunicipais poderão ser organizadas e coordenadas por uma comissão local, observado o critério de composição e deliberação estabelecido na Comissão Organizadora da CONFECOM.

    § 1o  A convocação deverá ser realizada pelo Poder Executivo local, mediante publicação em meio de divulgação oficial e/ou veículos de divulgação local.

    § 2o  Na hipótese de o Poder Executivo local não convocar a etapa preparatória no prazo previsto no art. 8o, inciso I, a Comissão Organizadora Estadual poderá fazê-lo.

    § 3o  O nível de agrupamento entre os municípios para a realização de uma Conferência Regional, Intermunicipal e Metropolitana ficará a cargo dos municípios envolvidos e suas respectivas comissões organizadoras, sob a supervisão da Comissão Organizadora Estadual.

    Art. 30.  As comissões organizadoras no âmbito dos municípios deverão seguir os procedimentos, a metodologia e os eixos temáticos estabelecidos pela Comissão Organizadora da 1a CONFECOM.

    Seção IV
    Da Organização das Etapas Eletivas

    Art. 31.  São etapas eletivas da 1a Conferência Nacional de Comunicação as Conferências Estaduais e Distrital.

    Subseção I
    Das Conferências Estadual e Distrital

    Art. 32.  As etapas Estaduais e Distrital ocorrerão até 8 de novembro de 2009, com os debates e contribuições devendo ser sistematizados conforme previamente definido pela Comissão Organizadora.

    Art. 33.  As Conferências Estaduais e Distrital deverão ser organizadas e coordenadas por uma comissão Estadual ou Distrital, observado o critério de composição e deliberação estabelecidos pela Comissão Organizadora da CONFECOM.

    Art. 34.  As comissões organizadoras no âmbito dos Estados e do Distrito Federal deverão seguir os procedimentos, a metodologia e o documento de referência estabelecidos pela Comissão Organizadora da 1a CONFECOM.

    Art. 35.  Os relatórios das atividades consolidados nas Conferências Estaduais e Distrital devem obedecer ao roteiro previamente definido pela Comissão Organizadora.

    Art. 36.  As comissões organizadoras das Conferências Estaduais consolidarão os relatórios das atividades a serem encaminhados até dez dias após a realização dessas, à Comissão Organizadora, para formulação do caderno de propostas.

    Seção V
    Da Metodologia nas Etapas da Conferência

    Art. 37.  A metodologia a ser empregada nas Conferências Municipais, Intermunicipais, Estaduais, Distrital e Nacional será definida por Resolução da Comissão Organizadora da CONFECOM.

    Seção VI
    Da Etapa Nacional

    Art. 38.  Consolidado o caderno de propostas, o mesmo será distribuído aos delegados da Conferência Nacional.

    Art. 39.  As discussões durante a Conferência Nacional devem fundamentar-se no documento de referência e no caderno de propostas, resultante dos relatórios de atividades consolidados nas Conferências Estaduais e as emendas contidas neste documento serão objeto de votação nas plenárias de eixos.

    CAPÍTULO V

    DA COMPOSIÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA CONFERÊNCIA

    Art. 40.  Os participantes da Conferência Nacional de Comunicação estarão distribuídos em cinco categorias:

    I – delegados eleitos nos Estados e no Distrito Federal, por segmentos, com direito à voz e voto nos órgãos da Conferência;

    II – delegados natos, com direito à voz e voto nos órgãos da Conferência;

    III – delegados por indicação, com direito à voz e voto;

    IV – delegados da Administração Federal, com direito à voz e voto; e

    V – observadores, com direito à voz.

    Parágrafo único. O número total de delegados da etapa nacional não será superior a mil quinhentos e trinta e nove.

    Art. 41.  São considerados segmentos para fins de composição dos delegados eleitos:

    I – Poder Público: representantes de órgãos da Administração Pública Direta e Indireta nas esferas Estadual e Municipal;

    II – Sociedade Civil Empresarial: representantes de empresas ou representantes de entidades da sociedade empresarial organizada que congreguem interesses do setor de comunicação, que não estejam vinculados, sob qualquer forma, aos demais segmentos; e

    III – Sociedade Civil: quaisquer cidadãos ou representantes de entidades da sociedade civil organizada, que não estejam vinculados, sob qualquer forma, aos demais segmentos.

    Art. 42.  Serão delegados na etapa nacional da Conferência Nacional de Comunicação os citados nos incisos I a IV do art. 40, de acordo com a distribuição por segmento, na seguinte proporção:

    I – vinte por cento de escolhidos dentre os representantes do Poder Público;

    II – quarenta por cento de escolhidos dentre os representantes da Sociedade Civil; e

    III – quarenta por cento de escolhidos dentre os representantes da Sociedade Civil Empresarial.

    § 1o  O número de delegados deverá ser proporcional à representação dos Estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, nos termos do Anexo a esse Regimento.

    § 2o  As Conferências Estaduais e Distrital elegerão os seus delegados para a Conferência Nacional segundo critérios estabelecidos pela Comissão Organizadora da CONFECOM.

    § 3o  As Comissões Organizadoras Estaduais e Distrital observarão a relação de dois participantes inscritos para cada delegado eleito por segmento.

    § 4o  Em não atendido o critério do § 3o, caberá à Comissão Organizadora a deliberação sobre o registro da delegação na etapa nacional.

    Art. 43.  Serão delegados natos à Conferência Nacional e em todas as etapas Estaduais e Distrital os membros titulares e suplentes da Comissão Organizadora.

    Art. 44.  Serão delegados por indicação, aqueles nomeados em ato do Ministro de Estado das Comunicações, por designação da Comissão Organizadora, para representar as Unidades da Federação que não realizarem suas etapas eletivas, respeitado o critério de proporcionalidade previsto no art. 42 para cada um dos segmentos.

    Art. 45.  Serão delegados da Administração Federal aqueles assim designados, por ato próprio, até o limite de cento e cinquenta quatro membros escolhidos dentre os funcionários ou servidores da administração pública federal, direta ou indireta, para participarem nas etapas assim determinadas no ato de sua designação.

    Art. 46.  Serão observadores, a critério da Comissão Organizadora, as personalidades nacionais e internacionais, os representantes de organizações não governamentais, os representantes de organismos internacionais e outras representações, interessados em acompanhar o desenvolvimento da Conferência.

    Art. 47.  A Comissão Organizadora de cada Conferência Estadual e Distrital deverá inscrever, junto à Comissão Organizadora da CONFECOM, os delegados eleitos em cada Estado e no Distrito Federal até cinco dias após a realização dessas.

    Art. 48. Cada Conferência Estadual e Distrital deverá eleger suplentes até o mesmo número dos delegados, observadas a paridade e a representação dos segmentos.

    § 1o  Em caso de substituição, será observada a correspondente categoria do titular.

    § 2o  O suplente somente participará da etapa nacional na ausência do respectivo titular.

    § 3o  A substituição do titular pelo suplente deverá ser comunicada à Comissão Organizadora com antecedência mínima de dez dias da realização do evento ou por motivo de força maior, devidamente comprovado, no momento do credenciamento.

    CAPÍTULO VI

    DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

    Art. 49.  As despesas relativas ao transporte, hospedagem e alimentação dos delegados e convidados da etapa nacional correrão por conta de recursos orçamentários do Ministério das Comunicações.

    Art. 50.  Os participantes portadores de deficiência deverão registrar no momento de sua inscrição para a etapa nacional o tipo de deficiência ou necessidade a fim de garantir as condições necessárias à sua participação.

    Art. 51.  Os casos omissos ou conflitantes deste Regimento serão resolvidos pela Comissão Organizadora da CONFECOM.


    ANEXO

    UF
    DELEGADOS

    DELEGADOS ELEITOS:

    ACRE
    21
    ALAGOAS
    23
    AMAPA
    21
    AMAZONAS
    21
    BAHIA
    100
    CEARA
    57
    DISTRITO FEDERAL
    21
    ESPIRITO SANTO
    26
    GOIAS
    44
    MARANHAO
    46
    MATO GROSSO
    21
    MATO GROSSO DO SUL
    21
    MINAS GERAIS
    136
    PARA
    44
    PARAIBA
    31
    PARANA
    77
    PERNAMBUCO
    64
    PIAUI
    26
    RIO DE JANEIRO
    118
    RIO GRANDE DO NORTE
    21
    RIO GRANDE DO SUL
    80
    RONDONIA
    21
    RORAIMA
    21
    SANTA CATARINA
    41
    SAO PAULO
    180
    SERGIPE
    21
    TOCANTINS
    21


    DELEGADOS NATOS
    66


    DELEGADOS DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
    154


    TOTAL
    1539