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December 30 LENA , foi a pioneira artista plástica baiana a expor em galerias europeias, ( anos 60), temas como: BAIANAS, ORIXÁS, CANDOMBLÉS, FLORA , FAUNA da MATA ATLÂNTICA, CAPOEIRA de MESTRE BIMBA, CORTEJOS RELIGIOSOS, CASARIOS HISTÓRICOS da VITÓRIA, TERREIRO DE JESUS, PELOURINHO, PORTO e FAROL da BARRA, AREMBEPE de RAÚL SEIXAS, PAULO COELHO, EDNAMAY CIRILO, TROPICÁLIA, NOVOS BAIANOS, DODÓ e OSMAR... Faço essa referência aqui a minha amiga LENA DA BAHIA, por estar visitando o site NAÏF de meu amigo Clovis Jr. e ler a definição sobre esta arte primitiva que encanta o mundo, também, por ter vizitado minha amiga recentemente em sua galeria do Pelô, onde lá se encontra a maior parte de seu acervo, sendo muito bem administrado pelos filhos. Lena continua linda , rodeada de arte, mesmo enfrentando esse mal que esquece a memória e a vida... beijos para você, Lena, que me olhou , ten    tou dizer alguma coisa, sorriu e voltou ao seu mundo sem memórias.
Arte Naïf
A
Arte Naïf é tipicamente brasileira e está fortemente vinculada à arte
popular nacional, mas ainda não é devidamente valorizada internamente.
Cabe lembrar que se convencionou chamar arte primitiva a que é
produzida por artistas não-eruditos, a partir de temas populares
geralmente inspirados no meio rural. Já quando o tema é urbano,
costuma-se utilizar o termo naïve ("ingênuo", em francês),que ganha
especial relevância entre artistas franceses e haitianos para designar
os pintores que rejeitam as regras convencionais da pintura ou não
tiveram acesso a elas.
Como
não é pintura acadêmica, não se estuda, mas se sente. Marcada por
imagens do cotidiano e pela pureza de traços, cores e formas, a arte
naïf espalha-se por França, Haiti, Iugoslávia, Itália e Brasil,
mantendo um mercado bem específico.
Os dois estilos,
porém, têm em comum as cores vivas e uma imaginação, estilização e
poder de síntese levados para a tela com uma técnica aparentemente
rudimentar. Em linhas gerais, pode-se dizer que a arte naïf brota do
inconsciente coletivo, mantém-se em constante renovação e se deixa
penetrar por influências eruditas, embora conserve sua natureza
própria. Sabedoria e sonho se irmanam em obras difíceis de definir sob
uma única catalogação.
O psicanalista Carl Jung chegou a
afirmar que "Os pintores naïfs representam os últimos ecos da alma
coletiva em vias de desaparecimento". O colecionador Lucien Finkelstein
concorda: "Afirmo com plena convicção que, fora de nossas fronteiras,
os pintores naïfs do Brasil são autênticos porta-bandeiras da pintura
brasileira de todas as tendências e de todas as épocas".
O
primeiro a receber a denominação de arte naïf foi o pintor francês
Henri Rousseau, na segunda metade do século XIX. O autor do batismo foi
o escritor Alfred Jarry, que se fascinou com a obra daquele
alfandegário autodidata, capaz de criar imagens fantásticas como "A
cigana adormecida".
A partir daí, o termo foi usado para
designar os artistas que não cursaram Escolas de Belas Artes e não se
filiam a nenhum dos movimentos consagrados na história da arte, como
impressionismo, surrealismo ou expressionismo. A denominação foi
consagrada pela crítica e naïfs podem ser encontrados em todo o mundo,
principalmente em países do Leste Europeu, como Iugoslávia, Hungria e
Eslováquia, Haiti, França, EUA, Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.
December 28 Domingo , 28 de Dezembro de 2008 às 06:30h
O ano de cada um
Por Agnaldo Almeida
Neste domingo, considerando que o ano político já terminou, a coluna
faz um ligeiro balanço de como foi 2008 para as principais lideranças
políticas do Estado. É uma avaliação breve, sem a pretensão de ser uma
retrospectiva mais precisa. Vamos lá!
Cássio: guerra no TSE
Com tenacidade e num esforço reconhecido até pelos adversários, o
governador Cássio Cunha Lima enfrentou duas tarefas bastante difíceis
neste 2008. Na área administrativa, equilibrou as finanças do Estado e
deu-se ao luxo de pagar o funcionalismo em dia, além de criar mais de
30 planos de cargos, carreira e remuneração. Manteve os programas do
governo em funcionamento com obras em todos os 223 municípios do
Estado. Na área política, entretanto, colecionou dissabores. O PSDB
perdeu a disputa municipal nos maiores colégios eleitorais do Estado. O
seu grande desafio, entretanto, foi lutar pela manutenção do mandato.
Enfrentou uma batalha jurídica sem precedentes na história da Paraíba e
quando tudo parecia perdido conseguiu reverter parcialmente a situação,
transferindo a solução do problema para o ano que vem.
Maranhão: numa tecla só
Desde 2007, quando prometeu inclusive que pagaria o décimo-terceiro dos
servidores já como governador, o senador José Maranhão não tem se
ocupado de outra coisa a não ser a retomada do poder político no
Estado, pela via do Judiciário. Sua dedicação a este tema praticamente
o fez desaparecer do plenário do Senado. Na disputa municipal, elegeu
fortes correligionários, como Veneziano, em Campina. Em João Pessoa, o
PMDB, ficou fora da chapa e atuou como coadjuvante. Se conseguir voltar
ao Palácio antes de 2010, é um forte nome para a próxima sucessão
estadual. Se não, tentará o retorno ao Senado.
Ricardo: consolida liderança
Dono de uma carreira política sempre em linha ascendente, desde que
disputou o seu primeiro mandato de vereador em João Pessoa, o prefeito
Ricardo Coutinho viveu em 2008 talvez o seu melhor momento político.
Reelegeu-se com maioria estrondosa, assumiu a chefia de um partido
político e agora tem dois desafios pela frente: repetir a eficiência do
primeiro mandato e garantir uma vaga na disputa de 2010. A dados de
hoje, é um fortíssimo candidato.
Veneziano: vitória marcante
O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, comemora neste
2008 a apertada vitória sobre o grupo Cunha Lima, o que lhe permitirá
um segundo mandato, mas acabou se embaralhando neste finalzinho de ano
com a demissão de mais de 1.600 funcionários. Recuou da decisão, no que
fez bem, mas o estrago já tinha sido feito. Se entre os seus planos
está a disputa pelo governo do Estado, vai ter que suar a camisa. Como
é jovem, tem a vantagem de poder esperar.
Cícero: novas alternativas
Se em 2006, Cícero Lucena lavou a alma ao se eleger senador, este ano
não foi dos melhores. Presidente dos tucanos no Estado, teve que
assistir a consagração eleitoral de seu maior rival, Ricardo Coutinho.
O PSDB perdeu a disputa municipal nos grandes colégios eleitorais do
Estado e passa por uma fase de transição. Terá de encontrar novos
caminhos e esta é uma tarefa que poderá estar além das suas forças. De
qualquer forma, tempo de mandato é o que não lhe falta.
Efraim: comanda o DEM?
No final do já longínquo ano de 2002, quando obteve uma
memorável vitória para o Senado, derrotando a um só tempo nomes
sagrados da política paraibana como Wilson Braga e Tarcísio Burity,
Efraim Morais viveu o auge de sua carreira e por todos era apontado
como virtual candidato à sucessão de 2010. Hoje, seis anos e três
eleições depois, o seu nome continua em pauta, mas não mais com a mesma
força, em que pese o destaque pessoal que conquistou desde que pôs os
pés no plenário do Senado.
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