Ednamay's profileBLOG ANJOAZULDOBECO X ED...PhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    February 23

    BETO QUIRINO

    Célia Leal » Colunistas | Cultura
    Publicado em 16/02/2008 às 8:29 - 110 exibições
    1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (36) - Clique sobre as estrelas para classificar.
    Loading ... Loading ...

    Imprimir   Enviar por e-mail

    Beto Quirino: das ruas de João Pessoa a Portelinha da Rede Globo

    Ator paraibano estreou na minissérie Amazônia: de Galvez a Chico Mendes

    beto-quirino.jpgAlberto Quirino, ator conhecido na capital paraibana pelas mamulenguices do seu teatro de bonecos, vive hoje um dos melhores momentos de sua vida. Tudo começou quando fez um teste pela produção do núcleo da autora Gloria Perez que selecionava, aqui em João Pessoa, novos atores para a minissérie global “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”.

    amazonia-2.jpgApesar de a escolha ter sido obra do acaso, Beto Quirino vem se firmando no cenário televisivo e quem pensou que sua participação terminaria com o fim da minissérie, se enganou. Hoje, amplia seus laços e é presença diária no horário nobre da Rede Globo, precisamente, na novela Duas Caras onde interpreta “Mestre”, um dos anões da tropa de choque do Juvenal Antena, o poderoso da Portelinha, interpretado por Antonio Fagundes.

    Na entrevista exclusiva a seguir o ator, apaixonado por teatro de bonecos, fala da sua trajetória, desse momento, dos convites e dos planos que tem para 2008. Só pra situar quem foi Beto Quirino por aqui, ele atuou no espetáculo, “Pra te comer melhor”, “A maldição de Carlota” e “As esposas”. Dirigiu vários grupos de teatro voltado para as crianças de comunidades carentes e hoje vive o ritmo alucinante das gravações da novela Duas Caras, no Projac, Rio de Janeiro.com-juvenal.jpg

    1. O que te levou a participar da seleção de atores para a serie “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”?
    B.Q.- Eu sempre acho que as coisas não acontecem por acaso e a minha participação na minissérie “Amazônia…” foi muito engraçada, porque partiu de um “acaso”. Uma amiga, a Eliane Silva, bibliotecária, foi escalada pra fazer um teste na minissérie “A pedra do reino”, obra de Ariano Suassuna, e me pediu para ajudá-la numa cena que ela iria fazer. Na ocasião, fiquei sabendo do teste quando fui até o Espaço Cultural (espaço de cultura situado em João Pessoa) para fazer o teste também, porém, quando cheguei lá descobri que não poderia fazer, por que já tinha havido uma pré-seleção. Mesmo assim, consegui fazer. Um belo dia recebo um telefonema da Rede Globo. Era uma produtora de elenco dizendo que tinha visto o meu teste e tinha gostado. Até então eu pensava que fosse o pessoal da produção da minissérie “A Pedra do Reino,” mas, para minha surpresa, era a produção da “Amazônia….”

    2.Você veio de uma prática de artes nas ruas. Trabalhar numa rede privada, como a Globo, não te limita?
    Beto Quirino - Não porque sempre que estou em um novo trabalho, na realidade, estou ampliando os meus horizontes. No caso da Rede Globo, é uma experiência muito boa, por se tratar de um novo veículo de trabalho (para mim). Isso faz com que seja sempre tempo de descobertas.

    3. Hoje você vive o anão “Mestre” que atua com o personagem Juvenal Antena, na novela Duas Caras, interpretado por Antonio Fagundes. Foi a serie que te abriu as portas ou você considera esse passo a passo natural numa rede do porte da Globo?
    B.Q.- A minissérie ajudou bastante, mas para “Duas Caras”, tive que enfrentar um teste novamente, onde havia bastante gente, muito mais que para a minissérie “A Pedra do Reino”. Foram cerca de quinhentas pessoas.

    4. Nós do lado de cá sempre temos algumas curiosidades em relação aos bastidores.Como é o relacionamento entre os atores veteranos e os novatos?
    B.Q.-Comigo está sendo muito bom. Não vi nenhum processo discriminatório, pelo contrário, Ivan Almeida que interpreta o Misael Caó, pai do Evilázio, interpretado por Lázaro Ramos, na novela, me deu a maior força, assim como o próprio Lázaro, o Antonio Fagundes… todos estão sendo muito gentis.

    5. Há uma espécie de camaradagem por parte dos atores do staf global em relação ao artista iniciante?
    B.Q.-A maior camaradagem que aconteceu comigo foi por parte do ator André Gonçalves, que me acolheu durante 7 meses em sua casa. Sempre esteve me estimulando e me mostrando que vale a pena lutar pelo nosso ideal. Devo muito a ele, pois sua participação no meu processo de ingresso ao mundo da Rede Globo foi bastante decisiva.

    6. Quem mais você destaca nessa força da sua caminhada como um todo?
    B.Q – Olha, camaradagem mesmo, entre amigos de verdade, foi aí em João Pessoa e isso também me ajudou bastante.Cito vários nomes, como Cida Alves (cantora) e Félix, seu companheiro; Feduca (irmão do cantor Chico Viola); Bruno Tozzi; professor Tavares (do curso de Sociologia); Zé Maria (livreiro); Chico Ribeiro (do Alto do Mateus); Arturo e Milton Marques (dois irmãos caba da peste); ao pessoal da Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba-AdufPb; Bárbara (preto) que sempre esteve ao meu lado; Domilson (mulher, risos); Aderaldo Luciano (um professor aqui do Rio); Bel; Lucinha (ex-companheira)… é tanta gente que peço mil desculpas aos que esqueci.

    7. Na Paraíba, especialmente em João Pessoa, quem te conhece fica orgulhoso da sua ascensão. O sucesso te assusta?Como você lida com isso?
    B.Q.- Na minha opinião o sucesso é uma faca de dois legumes (risos). Ele é bom enquanto reconhecimento, mas a partir do momento que começa a tirar a privacidade, já passa a ter um caráter negativo. Por enquanto eu lido bem com isso, pois sempre vi o meu trabalho como um outro qualquer (sem falsa modéstia) até porque você tem dentistas famosos, advogados, arquitetos enfim cada profissão te leva ao sucesso.

    8. Você acha interessante que a seleção para novos atores passe por, pelo menos, todas as capitais brasileiras?
    B.Q.-Claro que é importante que haja uma seleção que abranja todo o país, afinal de contas existem talentos em todo lugar. O monopólio do eixo Rio-São Paulo precisa ser revisto. Como também deve haver mais incentivo por parte das instituições á cultura e que não fiquem só no papel, embora esse meu discurso esteja gasto, mas, pelo menos, não vejo como há outra forma de conseguir fazer com que sejam descobertos novos valores.

    9. Você sempre foi um homem apaixonado por teatro de bonecos. A chama desta paixão continua acesa? Há planos para eles este ano?
    B.Q.- Os bonecos sempre estarão comigo. Sempre tenho planos para com eles, porém uma coisa especificamente para este ano ainda não pintou.

    10.Como você está vivendo no RJ? Fale um pouco da sua rotina de ator?
    B.Q.- A minha rotina aqui é bastante intensa, pois o ritmo de gravação é bastante acelerado. Pra você ter idéia, tem dia que eu chego no Projac (set de gravação) às 10 da manhã e saio lá pelas 3 da madrugada, mas eu tô fazendo o que gosto, e quando isso acontece é muito bom, porque eu não sou um dentista que queria ser advogado, sempre fiz aquilo que sempre gosto. E o meu dia-a-dia é normal com ida a barzinhos, cinema, teatro etc.

    11. E os planos gerais para 2008?
    B.Q.- Desejo para 2008, muito trabalho, rever João Pessoa, continuar nessa coisa gostosa que eu faço “derna de antes da guerra…” kkkkkkkkkkkkkkk.

    12.Qual a sua expectativa com relação à Rede Globo?
    B.Q.- Continuar mostrando o meu trabalho e fazendo mais amigos.

    These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
    • del.icio.us
    • Rec6
    • Digg
    • Technorati
    • YahooMyWeb
    • Reddit
    • BlinkList
    • blogmarks
    • Furl
    • Ma.gnolia
    • NewsVine

    Célia Leal

    Célia Leal - Jornalista e Relações Publicas, graduada pela UFPB. Como repórter durante 15 anos, foi premiada algumas vezes. Já tendo atuado com destaque nos jornais A União, Correio da Paraíba e O Norte, além ter assessorado vários sindicatos, políticos e ONG,s. Também foi produtora e editora da Revista Mosaico, redatora do Portal Correio e do telejornal Cidade Revista.

    http://paraibanews.com/author/celia
    jornalista.celialeal@hotmail.com

    » mais artigos do colunista

      ( 1 ) » “Beto Quirino: das ruas de João Pessoa a Portelinha da Rede Globo”

      1. Rosildo Oliveira:
        20/02/08 às 11:32

        Beto é amigo de vida e copos pela bela João Pessoa, ator de brilho próprio, talento que brota da sua excencia. Me faz vê novela, pois não perdemos o contacto e quando estou em casa vejo e mato saudades desse grande amigo. Tem conseguido o que merece e merece muito mais, sucesso e bola pra frente.
        Rosildo Oliveira

      2. Ednamay Cirilo leite: Seu comentário está aguardando a moderação.
        23/02/08 às 9:48

        Sempre mantive contato pessoal e profissional com BETO QUIRINO, estamos na luta do movimento cultural paraibano, desde muitos anos , fui e vim várias vezes e nunca nos perdemos na volta. Estou torcendo bastante para que os testes sempre ocorram em sua estrada GLOBAL, pois para mim ele continua fazendo sucesso e alegria profissional, seja em minessérie, novela, ou teatro.
        Agradeço nossa parceria em SEMANA DE ARTE CULTURAL DE DIREITO, ANJO AZUL e vida.
        Te amo véio
        beijo grande de
        Ednamay

      Comentário do Leitor*

      Nome (requerido)

      E-mail (não será publicado) (requerido)

      Website

      MILTON DORNELAS

      Milton Dornelas  - nascido  no Rio de Janeiro  e radicado na Paraíba desde 1973,Milton Dornelas atua a Há vinte e cinco anos como compositor e agitador cultural . é  um dos fundadores do MUSICLUB - PB .Tem oito  discos gravados , entre eles ¨No ventre da Besta¨1986,¨ Mandrágora¨1993,  ¨Ancestrais¨1998, ¨Sete Mares¨2000,¨Alinhavo¨ 2002,  e o ¨Gargalhar da Invernada ¨2006, - atualmente  ocupa o cargo de  diretor de música  da FUNJOPE, Fundação Cultural de João Pessoa ,  Governo  do Prefeito Ricardo Coutinho.

      SOM PB

      A musicalidade paraibana está para sempre marcada na Música Popular Brasileira.As  marcas indelévies dessa sonoridade foram confirmadas no cenário  nacional por nomes  como JACKSON DO PANDEIRO, Orquestra Tabajara,  Geraldo Vandré,  Sivuca e Canhoto da Paraíba, músicos e compositores que influenciaram, em maior  grau, várias  gerações de artistas brasileiros.
       
      Multifacetada e de uma riqueza cultural singular, a música paraibana continuou,  em gerações posteriores, formando corações e mentes. Por meios de  expoentes do quilate de Zé Ramalho,  Elba Ramalho, Cátia de França, Vital farias, Quinteto da Paraíba e Milton Dornelas, (  carioca  radicado  na paraíba),  a nossa chama criativa se manteve  sempre acesa, pronta a consumar-se e no futuro.
       
       
      No plano contemporâneo, nomes como Tocaia da Paraíba, Aerotrio, Star 61 , Adeildo Vieira, Glaucia Lima , Zé Filho, confirmam a qualidade  de nossa música, mostrando  que esses criadores estão antenados , simultaneamente , à sua  aldeia e ao  mundo e agora  para terem  uma maior exposição  fazem parte  do projeto ESQUINA BRASIL, uma parceria  entre a PRODISC e o SEBRAE  que visa uma maior  divulgação e promoção  da música da Paraíba, Rio Grande do Norte e do Ceará.
       
      O Sebrae, a Fundação Cultural de João Pessoa - FUNJOPE  (Município),  a  Universidade Federal da Paraíba - UFPB e a  Fundação Espaço Cultural - FUNESC (Estado ),atuam em parceria para preservar essa identidade musical, memória sonora e poética da alma paraibana.

      GOSTAR DO QUE FAZ É VIVER A VIDA

      GOSTAR DO QUE FAZ É VIVER A VIDA

      Trabalhei  durante  treze anos  numa  multinacional francesa CLUB MEDITERRANÉE,  era de RESORT para RESORT,  informando e levando  pessoas do mundo  inteiro para conhecer  lugares tidos como  pontos turísticos, históricos,  modernos ou  pré-históricos, ruinas arquitetõnicas,  maravilhas do mundo antigo, natureza das montanhas, dos mares, dos desertos, grandes metropóles e pequenas cidades perdidas no meio do mundo.

      E assim  durante toda minha juventude, vivi  viajando pelos cincos continentes do mundo,  fazendo  parcerias intelectuais sobre geografia, música, cinema,  fotografia, dança, artes em geral  numa linguagem turística,  fazendo e aprendendo  esportes antes  inimagináveis para uma  sertaneja do interior do nordeste brasileiro como esquiar na neve e nas águas da Polinésia Francesa,  ou meditar nas Pirâmides do Egito depois de caavalgar em camelo...

      ah! isso se chama trabalho.

      Trabalhe!

      Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.

      Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

      E isso se chama sucesso.

      " TRABALHE EM ALGO QUE VOCÊ REALMENTE GOSTE, E VOCÊ NUNCA PRECISARÁ TRABALHAR NA VIDA ".

      MOVIMENTO PARAHYBA CAPITAL PARAHYBA


      Virtude doida

      A maioria das pessoas valorosas e de juízo nos meios intelectuais da nossa capital, recusa ler e pede que não se responda nada sobre as baboseiras que escreve Wellington Aguiar, em louvor de João Pessoa. Acha aquilo um “debilitismo”, um produto da debilidade com o fanatismo.

      Não vejo esse rapaz por esse lado. Vejo-o virtuoso. Capaz de tornar coerente a própria incoerência.

      E essa coerência é tão forte que começa cedo na vida dele. Rapazinho, era anti-getulista ferrenho. De brigar no meio da rua, lá no Rio de Janeiro, onde viveu e estudou. E conseguiu admirar o vice na chapa de Getúlio na eleição de Março de 1930, para presidente da República, desde menino, como diz. E, de lambuja, meter o pau na dupla Washington Luiz e Júlio Prestes, que Getúlio derrubou.

      Quando se questiona, hoje, a representatividade numérica, estatística, mesmo admitindo que a totalidade da população da capital paraibana, em 1930 da ordem de 9,2% da população do Estado, estivesse apoiando o nome de João Pessoa para ser nome da capital, Wellington Aguiar sai com aquela das “mocinhas do Liceu Paraibano nas galerias da Assembléia”, legitimando a pretensão única e exclusiva da Aliança Liberal.

      Quando se diz que não tem capital brasileira contemplando nome próprio, lá vem o anjo da guarda de João Pessoa, confundindo pecador com santo, e alegar que São Paulo e Maranhão têm.

      Quando Fuba pergunta, num frevo genial e grito de protesto histórico, como pode uma cidade se chamar João, lá vem o tal fanático confundindo nome de cidade com nome de gente, e dizendo que até São João Batista, olha lá como foi longe, não gostou, porque houve ofensa aos joões, igualando tudo. De novo.

      Chamou Fuba de gentinha e vereadorzinho, zangado porque o carnavalesco magoou sua ferida, sua chaga de pessoísta, e já guinda Fuba para neto de latifundiário, povo como Fuba é.

      Diz que João Pessoa botou latifundiário prá pagar imposto, quando foi, e Wellington Aguiar sabe pelos livros e jornais que leu lá no Rio de Janeiro, dispensando imposto e fazendo o diabo a quatro, que Epitácio se elegeu em 1915, aqui e no Brasil todinho.

      O baiano Ruy Barbosa, Poeta colosso, que ia concorrer com Epitácio nessa eleição, ao sentir a barra, desistiu. Desistiu e botou a boca no trombone, lançou Manifesto e disse ao Brasil depois, moralista e honesto como era e num desabafo antológico: De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

      Mas afinal, gente, Welington Aguiar sempre ser incoerente, é ser coerente demais. Vamos ter paciência. É uma virtude. Doida, mas é.

      PODIAM TER EVITADO by eunicesoaresdelima.zip.net

      Foi uma pena, pois podiam ter evitado

      Na semana passada estudei mais, nos livros, os fatos de 1930 no nosso Estado. De forma particular buscando avaliar duas personalidades que tiveram decisiva participação nos acontecimentos.

      Cada qual de um lado, João Dantas e Epitácio Pessoa, ambos de formação jurídica e de inegáveis talentos, me passaram, por atitudes e pronunciamentos ao longo dos acontecimentos, que tinham perfeita noção de que aqui na Paraíba marchávamos para uma tragédia naqueles dias. E por conta do temperamento explosivo, com traços de loucura, por vezes atingindo patamares inimagináveis, do nosso Presidente João Pessoa, recente no cargo.

      Em menos de dois anos no governo rompido com todos os seus colegas Presidentes nos demais Estados nordestinos, vendo contra si todos os Chefes políticos no interior do Estado, antes unidos em torno do tio famoso, João Pessoa vociferava pelo telégrafo contra todas as autoridades civis e militares do País que lhes negavam armas, e via derrubadas nos Tribunais qualquer tentativa sua de ser um reformador. Que, aliás, nunca foi. Por sua fôrma não permitir e até porque também não teve tempo: estava morto menos de dois anos depois da sua posse.

      Pasmei quando lendo correspondências do tio para o sobrinho, nos livros, vi nas entre linhas que Epitácio sabia da descompostura e inadequação de João Pessoa para o cargo, e mesmo assim o indicou. Contra até mesmo uma advertência nesse sentido de João Suassuna, lhe feita por carta e que li, também.

      Epitácio admoestava o sobrinho contra o mau uso da “A União”, o seu destempero verbal "indo a obscenidade”, e lembrava-lhe a confusão entre um partido político e o exercício do poder que fazia, e que poderia lhe trazer “maiores conseqüências”.

      Já João Dantas em artigos nos jornais tinha bem presente, também, o perfil de João Pessoa. Além de perceber seu temperamento tirano, levando-o a incontáveis derrotas nos Tribunais.

      Na verdade, foi vendo e sentindo isso que terminei experimentando melancolia. Dois capazes de evitar a tragédia: um indicou, se sentindo dono, sem compromisso e o sabendo incapaz, e outro matou, se sentindo ferido, obrigado e capaz.

      Bastava a Epitácio ter contido seu nepotismo ao inventar João Pessoa como Presidente do nosso Estado; e a João Dantas ter contido mais sua indignação por sua honra ultrajada, para que João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque fosse, hoje, apenas um simples nome de Rua em Umbuzeiro. E mais, nada.

      Longe, mas muito longe dessa auréola de mártir que os revoltosos de Getúlio por oportuno impingiram e usaram para adicionar comoção ao clima revolucionário que lhes levou ao Poder em 1930, trazendo as primeiras conquistas sociais para o Brasil.

      Mas por azar nosso, pelo cano de escape da história, nos deixando essa bandeira feia e um mentiroso culto ao nada de sério.

      De verdade, a Paraíba para a revolução de 1930 contribuiu apenas com um cadáver. E ainda, sobrou para nós outros.

      Escrito por anjoazul9 às 10h20
      [
      (0) Comente] [envie esta mensagem
      ] [link]

      RETOMADA DO NOME PARAHYBA

      Porteira

      Não vejo como essa minoria fanática pró João Pessoa possa insistir que outras capitais do Brasil ostentem nomes próprios, citando sempre as capitais de São Paulo, do Maranhão, do Piauí e do Acre.

      Pelo o amor de Deus! No caso de São Paulo e São Luiz, admitir que sejam nomes próprios é, simplesmente, insultar o sentimento universal da santidade. Insultar os santos, de pureza e castidade implícitas nas suas imagens e, ainda, com poderes celestiais admitidos para defender os pecadores comuns no Juízo Final. Aqui, além de agressão, vejo grosseria.

      Nos dois outros casos citados, Teresina, corruptela de Teresa Cristina, sendo apelido familiar da Imperatriz, além da referência indireta, consagra a vinculação ao nome de ações administrativas da portuguesa que deram dimensão de capital à cidade piauiense.

      Quanto a Rio Branco, no Acre, leva e por seu título honorífico, ao embaixador José Maria da Silva Paranhos. O Barão de Rio Branco. Outra vez pela via indireta, consagrando ações diplomáticas de José Maria no sentido de mostrar e comprovar, junto aos países vizinhos, serem brasileiros os territórios de fronteira, no lado Norte do Brasil.

      E com Rio Branco, sem Barão lhe precedendo, podendo ser entendido como um acidente geográfico: um Rio. Rio Branco como temos o Rio Negro, também.

      Digo, e sinceramente, por minha índole democrática, que eu gostaria de ver a minoria fanática pró João Pessoa, dentro desses nossos precedentes históricos e como parcela da sociedade paraibana no seu legítimo direito, defendendo uma homenagem ao seu líder, ligando de forma indireta o nome do desditoso presidente assassinado ao da nossa capital.

      Mas dentro de uma analogia aos casos que citei, ficando a consulta plebiscitária, prevista na nossa Constituição Estadual, como soberana para decidir por maioria o que acham os outros paraibanos, no caso.
      E constato que essa minoria fanática teria
      duas alternativas. A primeira seria propor São João, o nome do santo que, com todo respeito e reverência nossa, sugeriria o nome do pecador comum, João Pessoa.
      A segunda, nos moldes do apelido familiar Teresina, seria propor
      Porteira. Referida ao apelido familiar, João Porteira, como os primos legítimos de João Pessoa, os Pessoa de Queiroz, do Recife, o chamavam. Vinculando esse apelido, também, às ações administrativas do umbuzeirense no governo do nosso Estado, conforme relatam os livros que tratam dos fatos de 1930, aqui.

      Ou seja, as porteiras fiscais nas fronteiras da Paraíba que João Pessoa colocou. Na verdade, constituindo-se em obstáculos ao desenvolvimento do comércio dos primos em Pernambuco, como reconheceram os Tribunais de Justiça da Paraíba e do Brasil, na época. Mas tidas como exemplo do seu estilo de governo reformador, como exalta e legitima essa minoria.

      E, com efeito, como no caso de Rio Branco, Porteira poderia ser vista de outra forma. Como uma passagem. E como tal, segundo ensina Aurélio, dizendo respeito a uma conjuntura, um acontecimento, um episódio. Ou, na visão popular, um acesso. Acesso às belezas naturais do nosso Litoral, dentre elas a Ponta de Seixas, o por do Sol em Jacaré e as areias vermelhas de Lucena.

      Como nome, e nesse aspecto ligando-se à coletividade paraibana da beira da praia, resulta muito mais expressiva que o partido político a que se liga o nome João Pessoa, hoje.

      Sem falar que, como idéia, lembrança ou sugestão, Porteira soa mais simpática que essa bandeira feia e negativista que temos.

      Seria como trocar a sensação agourenta de sangue e de luto, pela a alegre da liberdade. Liberdade de ir, passar numa porteira comum, ou de se chegar aonde se queira. Numa Fazenda bonita, numa praça florida e cheirosa, ou na casa de um pai, ou de uma mãe querida.

      Fica a sugestão, em nome da democracia. Mas reitero que, prá meu gosto e opinião, Parahyba tem o cheiro da gente tabajara. É o nome que por centenas de anos tivemos. O que mais durou, o que mais liga à sua origem indígena toda a coletividade paraibana, e que, por isso, merece voltar.


      Escrito por eunicesoaresdelim

      JOÃO PESSOA X SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS by AGASSIZ ALMEIDA

      Agassiz Almeida

      Leio no "Correio da Paraíba" o ex-deputado Agassiz Almeida. Ele dizendo que João Pessoa enfrentou “o cangacerismo atrelado aos coronéis de vastos latifúndios, as oligarquias políticas, os sonegadores de impostos e o Governo Federal”
      , sendo vulto nacional de altura histórica.

      Fiz um exercício de lógica. João Pessoa veio governar nosso Estado dentro do chamado epitacismo , uma estrutura política montada por seu tio Epitácio desde os idos de 1915, quando de sua campanha para Presidente da República. Esta bem sucedida, na base do toma lá e dá cá.

      No governo do antecessor de João Pessoa, João Suassuna, o coronel José Pereira de Lima, então Chefe de Polícia - espécie de secretário de Segurança Pública, e um dos correligionários mais ardorosos de Epitácio - expulsou o bando de Lampião do nosso território, protegendo dele os fazendeiros do interior submetidos à secas, num tempo em que o setor primário era o mais expressivo na nossa Economia e interessava ao Estado protegê-los. Com total apoio de Epitácio.

      Não se lê nos livros que contam a história de 1930, aqui, nenhum combate partindo do Governo João Pessoa contra cangaceiros de verdade. A não ser contra o mesmo coronel José Pereira de Lima, a quem seu tio chamava de protótipo da lealdade, que rompeu com João Pessoa, formando com toda a base eleitoral de Epitácio uma união em torno de Suassuna.

      E que a frente dos mesmos fazendeiros amigos do tio, chamados por João Pessoa de “cangaceiros”, defendeu os bens comuns, contra desmandos do Presidente assassinado que mandava queimar suas propriedades e tentou retirar da Comarca sertaneja o Juiz de Direito, então, por ele nomeado, para que a pândega , ali imperasse.

      E durante essa luta todinha, Zé Pereira e seus comandados, mantiveram o Juiz no cargo lhe garantindo o exercício da Magistratura togada e entrincheiraram-se numa Princesa livre e solidária, que sequer perdeu, durante os combates, suas atividades de rotina, inclusive festas.

      Cangaceiros ou sonegadores de impostos se tinham em Princesa, ou no resto do Estado, eram os eleitores de 1915 que elegeram Epitácio para Presidente da República, nele votando e dele tendo aplausos e agradecimentos. Como João Pessoa combatê-los? Logo ele, vindo de Epitácio e sendo dos Pessoa, estes sim, oligarcas notórios?

      Agassiz arrola como coronéis de vastos latifúndios todos os fazendeiros, modestos ou não, além dos que batiam em camponeses aqui na zona da mata e nos engenhos, seus desejados eleitores nos tempos idos de João Goulart e das Ligas Camponesas.

      Estará vendo as uvas verdes ou com vergonha do tempo em que a ditadura de 31 de Março de 1964, que ele combatia de frente, implantou-se sem dar, sequer, um tiro. E com Agassiz conduzindo multidões de camponeses, portando foices e armas de fogo de estrada a fora?

      Ou com inveja da ação do coronel José Pereira de Lima, que com 600 homens apenas, conteve e desmantelou, no tiro, as tropas de João Pessoa, pretensas invasoras de Princesa, ditas pelo ex-presidente como sendo de 12.000 soldados?

      Onde João Pessoa enfrentar o Governo Federal de Washington Luís, quando só veio tê-lo como inimigo já em cima das eleições em Março, quando Washington, ainda desejado amigo, negou proposta para que Epitácio fosse candidato único à Presidência da República em 1930, o famoso tertius, na briga do café com o leite, São Paulo de Júlio Prestes contra Minas Gerais de Antônio Carlos?

      Francamente, vulto nacional precisa de categoria, e altura histórica não é a altura de um muro.
      February 20

      PESQUISA DO SEBRAE DURANTE A FOLIA DE RUA 2008

      'Folia de Rua' abre oportunidades de negócios, diz pesquisa
       
       
      Os investimentos no Folia de Rua chega a 1,3 milhões de reais e envolve 8 mil pessoas em todo o processo
       
       

      Foram divulgados na tarde da última segunda-feira, 18, os resultados oficiais da pesquisa realizada durante as festas pré-carnavalescas de João Pessoa. Quatorze representantes de blocos, associações e a secretaria de turismo debateram em reunião na sede do Sebrae Paraíba os resultados obtidos.

      O Folia de Rua além de uma opção de cultura e lazer para a população e turistas, incrementa a economia da cidade com a geração de centenas de empregos diretos e indiretos.

      A pesquisa foi aplicada em 31 blocos e foi dividida em dois momentos. Durante o primeiro, 32 presidentes de blocos, representando 94,1% do total, responderam questões como projetos sociais realizados fora do período de carnaval e geração de empregos formais e informais. No segundo momento, 384 turistas foram abordados no percurso dos blocos para que um perfil dos visitantes fosse traçado.

      O estudo pretende organizar um diagnóstico das oportunidades de negócios realizados diretamente pelas agremiações que desfilam durante as prévias carnavalescas Os investimentos no Folia de Rua chegam a R$ 1,3 milhões de reais e envolve 8 mil pessoas em todo o processo. Outro fator observado nos blocos é a realização de trabalhos sociais fora do período de festas. O resultado mostra que 68,2% das agremiações realizam este tipo de trabalho junto à comunidade, em sua maioria 68,2%, ajudando a minimizar problemas sociais.

      O maior investimento dos blocos é com atividades de som (trio elétrico, bandas e orquestras), para este fim são destinados 58% do orçamento. No entanto, 91% das agremiações não têm retorno do dinheiro investido.



      30% dos entrevistados afirmaram que já conheciam o 'Folia de Rua' - 300x225
      30% dos entrevistados afirmaram que já conheciam o 'Folia de Rua'

      Turismo - Compreender o perfil, a origem e o grau de satisfação do turista também foram metas cumpridas pela pesquisa. O gasto médio de cada visitante é estimado em R$ 1.867 reais por pessoa. As localidades de origem são diversificadas, sendo 64,2% originados da Paraíba, 21,1% de outros estados do Nordeste, 10,9% de outros estados do Brasil e 3,8% de estrangeiros. Entre os blocos mais visitados estão as Muriçocas do Miramar com 48,7%, seguido pelas Virgens de Tambaú (43,1%) e Cafuçu (33,2%).

      As festas em João Pessoa também vêm atraindo muitos estudantes que aproveitam o período de férias para viajar. Eles já representam a maioria entre os turistas, 21,6% do total. Segundo Maísa Duarte, gestora do Projeto de Cultura do Sebrae Paraíba, as agências de viagens foram os principais veículos de divulgação do Folia de Rua para os turistas.

      ?Esta foi a primeira iniciativa na busca de informações sobre o pré-carnaval de João Pessoa. A forma como as agências divulgaram a cidade foi um dos fatores mais importantes para o fluxo turístico no Brasil e outros países. O que também chamou a atenção é que 99,7% do entrevistados afirmaram que voltariam?, comemora Maísa Duarte.

       
       
      Fernando Ivo
      Jornalista
      Unidade de Comunicação e Marketing - Sebrae Paraíba
      ( (83) 3218 1126 / (83) 9988 6543

      PEDRO OSMAR

      -----Mensagem Original-----
      Enviada em: domingo, 17 de fevereiro de 2008 22:36
      Assunto: Re: Reflexões esparsas sobre o carnaval e a música para gerar susídios ao debate de terça próxima, 12/02/2008.

       
        Rossana e demais amigos paraibanos, a conversa sobre um novo formato para o carnaval de joão pessoa tá boa e com certeza poderá gerar novos caminhos e um melhor resultado para os envolvidos do "Carnaval Tradição" e do "Folia de Rua". Mas eu insisto que a questão não é só comercial e empresarial, nem só de garantia de apoios do poder público (municipal ou estadual), mas de um investimento político na base educativa de todo o processo, passando pela cumplicidade das rádios que tem uma grande responsabilidade nesse travamento: simplesmente por não tocarem cotidianamente (e por uma questão de consciencia e compromisso) a música que fazemos, e ponto final.
        Parece simples, não é? Para mim tudo começa na cadeia improdutiva da música, que é improdutiva em joão pessoa por todo o complexo de "rádios cegas e burras" que não assumem a sua parte na divulgação dos autores paraibanos. Até porque a cidade toda precisa saber que Livardo Alves e sua "Marcha da Cueca" existe, que Genival Macêdo e sua "Paraíba hospitaleira..." existe, que Fuba e seu "Hino das Muriçocas"
       existe, e que enfim, tem muito mais autores da música paraibana com músicas que poderiam tranquilamente serem arranjadas para figurar no próximo carnaval de joão pessoa.
        A cadeia produtiva do carnaval de joão pessoa deve ser mexida, sim, não somente pela ótica da diversão e do entretenimento fácil, mas com certeza ir mais longe, num "Processo Educativo" que dure o ano inteiro, formando pessoas que criam e produzem carnaval (clubes de orquestra, tribos indígenas, escolas de samba etc) e que possam transformar o carnaval não apenas em "tres dias de folia", mas fundam,entralmente em algo que possa dar emprego e gerar renda para todos os que trabalhem neste sentido. Por exemplo: porque não montar espetáculos com as tribos indíneas para viajar o Brasil todo mostrando o que a Paraíba tem? Espetáculos que possam viajar por outros países, inclusive, como cartão postal de um estado e de uma cidade que pode ir bem mais longe.
        Sabe o que a Bahia faz com seu Olodum? sabe o que Pernambuco faz com seus maracatus? Manda pra europa! Divulga seus estados em outras regiões, países e continentes! Ou seja, profissionaliza o carnaval e dá emprego e renda a quem o tem feito há décadas, sem ganhar um puto sequer!
          Bom, é isso. Imagino que a coisa possa ir mais longe. Contem comigo.
       
       
         Abração em todos.
       
        Pedro Osmar. 17.02.2008. 

      PEDRO OSMAR , CARNAVAL X MÚSICA

      CONVITE
      >
      Aos músicos, gestores culturais e demais interessados.

       

      O Casarão 34, acolhendo a ação em parceria da Funjope com a Ouvidoria Municipal, convida para a Roda de Diálogo.

       

      Tema:  A MÚSICA PARAIBANA, FOLIA DE RUA E CARNAVAL TRADIÇÃO

      Dia: 19 de fevereiro de 2008, às 18h

      Local: Auditório do Casarão 34, Rua Visconde de Pelotas, 34 (Praça Dom Adauto), 3218.9708 - 8863.0835

        

      Algumas reflexões trocadas entre alguns produtores culturais de João Pessoa motivaram a iniciativa de realização dessa Roda de Diálogo. Há observações de que talvez não estejamos contribuindo para uma efetiva promoção da auto-estima local, que se potencializa com a profusão musical paraibana. Demandas também chegaram à Ouvidoria Musical, e replicaram na mídia eletrônica e impressa, acerca do desempenho musical de alguns blocos, que requerem uma atenção especial dos gestores públicos, em vista de coibir a sua repetição; além da necessidade de uma ação convergente, poder municipal e sociedade interessada, para respaldar a profusão da música paraibana.

      A música paraibana infelizmente, muitas vezes sob uma alegação de que a difusão musical somente é possível com a integração da mídia radiofônica, tem sido preterida nas festas de rua, até mesmo pelos músicos locais. Enquanto isto, parte significativa dessa mídia radiofônica, por sua vez, usa de atributos que no mais das vezes termina por não convergir com a valorização do produto local, bem como, em sua maioria, estabelece condições que nem sempre se coadunam com o interesse público de formar socialmente um gosto musical amparado nas raízes e no enaltecimento da cultura local.

      > A Ouvidoria Municipal, compreendendo o papel que as festas de rua geram à vitalidade urbana, a uma irmanação coletiva e inclusive à diminuição dos índices de insegurança pública, que infelizmente se vislumbra  ampliação em nossa cidade, acredita que existem alternativas de difusão para além das rádios locais para a produção musical local, por muitos críticos publicamente avaliada muito positivamente, e sobre isto propôs a Funjope esta parceria em prol de um debate aberto com a proposição de um produto a ser construído coletivamente pelos interessados.
      >  
      > E para uma melhor organização, solicitamos a gentileza de confirmar a sua presença, basta responder a esse email.
      >  
      > Atenciosamente,
      >  
      > Fundação Cultural de João Pessoa
      > Ouvidoria Municipal
      >  
      >