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    March 29

    CHÁ DE MARACUTAIA

    Desculpe-nos, mas este tópico acaba de ser fechado para novas respostas.

    Minha amiga Débora Jansen me mandou a seguinte mensagem, que repasso>>

    A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso.

    Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos?

    Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.

    O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região(http://www.trf1..gov.br/)

    Autora: Glória M P Ribeiro e
    Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.

    Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.

    Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar.

    Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente.

    Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados.
    Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).

    Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.

    Parece brincadeira, mas conseguiu.

    Seus pontos foram elevados num passe de mágica.

    O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.

    Aí veio o julgamento do mérito do caso.

    O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!

    Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos.

    Não é justo?

    A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.

    Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.

    Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.

    Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.

    Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.

    Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência.

    De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!

    A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".

    Nem tudo está perdido.

    Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes.

    Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.

    E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo.

    O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais.
    Parece gozação!...

    Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!

    Fonte: Débora Jansen
    Email: d_mmj@hotmail.com
    Imagem: GOOGLE.

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    March 28

    BALULA E O TEATRO AMADOR PARAIBANO

    27 DE MARÇO, DIA DO TEATRO - SARAVÁ! MADRE SUPERIORA.


    Prof. Geraldo Bernardo

    "Foi um tempo, que o tempo não esquece" (brigado Zé). Uma legião de noviços (as) desbravaram o sertão com: cenários, luzes, figurinos, maquiagem, fuleragens e outras milongas más. Amucegados em carrocerias, de caronas e bigus. Na bagagem energia e sonhos.


    Nós, poetas, iniciamos uma prece que ecoou no litoral. Fizemos RENASCER em Cajazeiras "os trovões já roucos de se ouvir"; de lá para Bom Jesus, no itinerário Marizopólis (onde anda Francisca? E Chico Brilhante?); em Sousa do OFICINA, das brigas com Cacau (já era freira); Aparecida seguiu o rumo; em Pombal Tarcísio Pereira (os textos ainda eram datilografados) e o MURARTE são testemunhas. Foi a época em fazíamos feiras coletivas para manter o FESTEJO e a MOSTRA SERTANEJA - itinerantes (viu!) - fosse em Conceição (cadê João? Sidália?); Nova Olinda (o GRUTANO ainda existe?); Itaporanga, AH! Itaporanga, terra do GRUTAMI (foi lá que Álvaro Fernandes, o cajazeirense de Campina Grande enrabichou-se com Marta; em Patos fez-se mágica, quase briga (e China?). Genário Dunas cantava, Espedito tocava, nos embriagávamos; Campina Grande disse: - QUEM TEM BOCA É PRA GRITAR; e os brejeiros? A cigana Jacinta, Maciel & Cia. (ÔXENTE!); Guarabira e a pose de Jacinto (não era o Moreno); desembocamos na Parahyba, "digo João Pessoalmente (brigado Vital - meu senador).

    Ah! Tempinho sofrido e bom. Não tínhamos Leis de Incentivo. Brigamos por elas. Fizemos passeatas, pintamos a cara, fizemos assembléias, discursos eufóricos (e etílicos). Depois chegaram uns gaiatos garapeiros (deixa pra lá... HOJE É PRA RECORDAR).


    A década? Meia oitenta, meio noventa. A moda era: dormir no chão do Ciláio Ribeiro, no Lima Penante, na praia; estudar BOAL, GROTOVSKI, STANISLÁVSKI; ir ao Baile dos Artistas (ainda existe?). Enfim! Éramos felizes sem saber.


    Poetas e loucos éramos. Um magote de matutos: Manoelzinho, Olga, Porcina, Nêga, Válber Matos, Potota, Betênia, Mércia Cartaxo, Edileuza, Altamiro, Afrânio, Élbia, Carlinhos (de Santa Rita), Eloy Pessoa, Zenilton Herculano, Assis de Zé Barrado e tantos e tantas outro(a)s. um coral de rebeldes sob a auspiciosa liderança da MADRE SUPERIORA, que não podia ser outra pessoa que... JOÃO BALULA... (lembra negão do banho no açude de Pilões? - Elpídio Navarro tava lá).


    Uma pergunta. As atas da FPTA, onde estarão? Abath saberá? Ta tudo registrado, pra isso a Madre era só organização. SARAVÁ! Meu rei. HOJE é dia de bater cabeça.
    Minha benção!

    March 24

    INCENTIVO `A CULTURA : A REFORMA DO MINc e os ESPAÇOS PARA DISCUSSÃO

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    23 de março de 2009

    Mais opções de fomento

    Ministro Juca Ferreira apresenta a proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura

    Ministro da Cultura apresenta proposta de PL

    O ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou, nesta segunda-feira, 23 de março, as mudanças contidas na proposta de Projeto de Lei que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Profic). O anúncio foi feito durante entrevista coletiva à imprensa, realizada na Sede do MinC, em Brasília.

    O texto da proposta ficará disponível para consulta pública, por um período de 45 dias, na página eletrônica da Casa Civil da Presidência da República, no link www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm. Também já está aberto um fórum de discussão sobre o assunto no Blog da Reforma da Lei Rouanet (blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet).

    O ministro Juca Ferreira destacou que a proposta é fruto de um amplo debate ocorrido desde 2003, em todos os níveis da sociedade, e vem sanar alguns pontos falhos como a concentração excessiva de recursos na Região Sudeste e a discrepância entre os investimentos públicos e privados. Ele demonstrou que, com o atual modelo, de cada R$ 10,00 investidos em cultura no país, 90% - ou seja, R$ 9,00 - vem do setor público e somente 10%, do setor privado.

    “É necessário a construção de uma parceria público-privada mais igualitária, pois é dinheiro público que está sendo utilizado na forma de renúncia, mas o que acontece atualmente é que o investimento maior é do Estado, enquanto que a propaganda fica para as empresas. Poucos sabem que o Museu do Futebol e o da Língua Portuguesa foram financiados com recursos públicos”, disse o ministro da Cultura.

    Em relação à concentração da aplicação de recursos no Sudeste, Juca Ferreira afirmou que ocorre porque a palavra final sobre os investimentos estão atualmente com as empresas. Além dessa concentração em termos regionais, esse modelo dificulta o acesso de novos artistas ao Mecenato, prova disso é o dado de que apenas 3% dos proponentes culturais têm acesso a cerca de 50% dos recursos.

    “Nós temos a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) que aprova uma média de 600 projetos todos os meses. Projetos de todos os estados, de todas as tendências, de diversas linguagens, mas no momento em que os proponentes vão captar recursos, as empresas escolhem para patrocinar aqueles que consideram mais rentáveis, concentrado-os nessa região. Assim não há política pública que resista.”

    A proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura traz novas faixas de isenção, atualmente restrita a 30% ou 100%. Haverá a possibilidade de deduzir 30%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100% dos valores despendidos e quem decidirá em qual faixa de isenção o projeto estará enquadrado será a CNIC. Dessa forma, aqueles projetos culturais que estejam bem mais formulados, proponham alguma novidade, estejam voltados para políticas públicas, promovam a democratização do acesso ou estimulem a Economia da Cultura poderão ser enquadrados em faixas de isenção maiores.

    Novos Instrumentos

    Ministro ressaltou

    Coletiva à Imprensa

    O ministro Juca Ferreira também ressaltou a instituição de mecanismo para facilitar as metas propostas. Nesse sentido, o Fundo Nacional de Cultura (FNC) será fortalecido, passando a ser o principal instrumento de financiamento, investindo em todas as áreas e setorizado: Artes; Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural; Memória e Patrimônio Cultural Brasileiros; Livro e Leitura; e Fundo Global de Equalização, além do Fundo Setorial do Audiovisual já em atividade.

    Haverá, ainda, a criação do Vale Cultura, que disponibilizará aos trabalhadores um valor mensal de R$ 50,00 para que o utilizem na compra de livros, entradas para espetáculos e cinema. Segundo estudos, com a participação das empresas de lucro real, existe a possibilidade da iniciativa alcançar 12 milhões de trabalhadores.

    Mais uma novidade citada pelo ministro Juca Ferreira foi a Loteria da Cultura - a ser criada por lei específica e os recursos canalizados para o FNC -, assunto que está sendo tratado junto à Caixa Econômica Federal. O setor privado contará com mais atrativos, como a divulgação de um ranking das empresas que mais investem em Cultura e a adoção de um Selo de Responsabilidade Cultural, dentre outros incentivos, que deverão dar uma maior visibilidade às ações de patrocínio.

    (Texto: Marcos Agostinho)
    (Fotos: Kleber Fragoso)
    (Comunicação Social/MinC)

    March 19

    adeus CLODOVIL

    Blogger Ednamay disse...

    Clô foi o último a partir, dentre os ícones do Prête-à-Porter, brasileiro dos anos 70/80, na sequ~encia DENER, NEY GALVÃO, MAURICIO NONATO, CLODOVIL HERNADES.

    Conheci diretamente os bahianos Ney e Mauricio,com os quais trabalhei enquanto modelo fotográfico de suas coleções apresentadas em desfiles de moda, na cidade de Salvador - Ba.final dos anos 70, começo dos anos 80.Amigos pessoais, conscientes da luta pela preservação da vida, em uma época de descobertas do vírus que marcou o movimento homosexual mundial, como o precursor da contaminação, ( o que não é verdade ), vivíamos numa época sem informação, sem políticas públicas sobre para a saúde, e tão logo começou a conscientização , vieram as igrejas católica e outras midiáticas, divulgar aos deus seguidores, opiniões contrárias . Meus amigos morreram rápido( ambos vitimados pelo vírus HIV), não tiveram tempo de mostrar bandeiras a favor do movimento LGBT.

    Denner , fez sua história longe da Bahia onde vivíamos nós,Clodovil junto a turma de MINAS , era considerado um vizinho próximo, era recebido pela corte da moda bahiana, em raríssimas ocasiões.Mas seu homor afinetado fez logo marca nacional, e era o humor do mundo GAY, daquela época, ele preferiu não evoluir, os tempos mudaram, as campanhas ficavam cada vez mais fortes,o debate aberto nas TVs brasileira, davam o ponto de partida para CONSCIENTIZAR A PPULAÇÃO em quem VÊ CARA NÃO VÊ AIDS, e ele o Clô, fugiu desse debate, criticou o movimento, debochou da opção, não era persona grata no mundo GAY.
    Foi o deputado federal mais votado em número de votos, debochou nacionalmente das MULHERES,atacando nossa querida PARLAMENTAR CIDA DIOGO, uma defensora ferrenha do movimento LGBT.

    Que Deus ilumine seu espírito, pois aqui na terra tudo passa, e esse tempo de GLAMOUR DOS ÍCONES DO PRÊTE-À-PORTER, também passou ...


    March 15

    HISTÓRICO ATUALIZADO SOBRE O BLOCO ANJO AZUL

    ANJO AZUL PRIMEIRO BLOCO DO CENTRO HISTÓRICO NA PRÉVIA CARNAVALESCA FOLIA DE RUA - JOÃO PESSOA - PARAÍBA - NORDESTE DO BRASIL.

    ANJO AZUL - O BLOCO ICNOGRÁFICO DA DIVERSIDADE


    Temos, na Paraíba, a vocação e a volição das ruínas, da destruição criativa e da criação destrutiva, no que somos, desde sempre, do passado colonial até hoje, absolutamente modernos. Os monumentos históricos que melhor nos definem passam pela construção e destruição, sucedidos por uma nova construção, de A União à Assembléia Legislativa, na Praça João Pessoa, da Rádio Tabajara ao "novo" conforto do Fórum da Justiça, na Rodrigues de Aquino. Matamos simbolicamente os velhos jornalistas de A União e os cantores do rádio. O altar-mor da Igreja São Francisco - destruído sem dó no começo do século passado -, é apenas um retrato na parede e a Casa de Engenho de Zé Lins serve de morada ao capim dos vermes.

    Gostamos de extrair o lado bom das coisas ruins: Darcy Ribeiro afirmava, no belo livro O povo brasileiro, que somos um povo tabula rasa, ou seja, explicando melhor, os escaninhos da tradição brasileira são essencialmente abertos, de antena ligada às novidades do mundo, que assimilamos à nossa maneira, antropofágica. Passamos distante de qualquer ancestralidade cultural rígida, de qualquer narrativa mitológica impermeável. Por isso, o anauê de Plínio Salgado não deu certo, e o integralismo acabou virando uma piada de mau gosto (ou mau agouro?). Nascemos sem as pistas certas do que achar no caminho, por isso vamos procurando, acertando e muitas vezes errando. Amar só se aprende amando.

    Por outro lado, retóricos, adoramos as falsas polêmicas. Agora, em 2008, há um novo debate circulando no ar sobre o carnaval: se a contribuição rítmica do carnaval paraibano ao mundo vem a ser o frevo, o samba, o axé ou a marchinha. Trata-se de uma falsa questão – até o tecno pode compor o carnaval paraibano.

    No caso específico da antiga província da Paraíba do Norte, o carnaval, antes de musical, é uma manifestação cultural iconográfica e aberta à diversidade. Aristóteles, como sabemos, desentranhou o conceito estético de mimesis (ação de imitar) do teatro grego, contudo o que estava oculto no conceito de tragédia era a pulsão primitiva do ancestral humano que representava na pedra os elementos da natureza, principalmente os animais, visando à boa caça. Antes do verbo, no começo era a imagem e o som.

    Glória eterna a Jackson do Pandeiro, Sivuca, Maestro Severino Araújo, Maestro Moacir Santos, Chico César, Fuba e Escurinho, mas onde estão os cenógrafos, os pintores, os arquitetos, os decoradores e os estilistas de moda do carnaval paraibano? Onde os artistas plásticos para amalgamar o barroco ao brega – irmãos no exagero, porém distintos na ilusão de absoluto do primeiro e na saudável ignorância do segundo.

    Barroco e brega: o puro espírito santo do carnaval. Desenterremos as alegorias de nossas ruínas, façamos as mais estranhas misturas, mas sempre conservando algo da monumentalidade intrínseca ao espírito barroco, no salão, na avenida e na praça da capital dos tabajaras. Aprendamos com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Nosso carnaval é sacro como a contemplação da maravilhosa nave, do adro, do cruzeiro, das portas e dos azulejos lusitanos da Igreja de São Francisco (a ocasião em que mesmo quem não acredita se sente perto de Deus na fruição da transcendência e do absoluto).

    Carnaval, conceito arquitetônico, escultural, pictórico e paisagístico. O carnaval de Veneza é pura arquitetura e iconografia. A vocação do carnaval paraibano, advindo da melhor tradição veneziana, em primeiro lugar, é precisamente esta: a arquitetura e a socialidade do barroco. As máscaras, as fendas, as frestas e as festas do barroco. Uma falange de máscaras. O “Cafucú”, portanto, está coberto de razão histórica, talvez às cegas. Estamos condenados por enquanto ao barroco, somos barrocos quando nos aventuramos à modernidade e mesmo ao pós-moderno Somos barrocos, de maneira especial, quando fazemos política – o eterno e renitente cotejo de sacralização da corte, acompanhado do inevitável séqüito de tramas, conciábulos e poetas proscritos. O príncipe Hamlet vive entre nós, renitente, num misto alegre e soturno, a descer as ladeiras do centro histórico, ao ritmo de Vassourinhas, nos bailes de máscaras os quais algumas pessoas já me contaram ter divisado, noite adentro, o corvo de Poe e albatroz de Baudelaire, devidamente traduzidos nos sonetos de Augusto dos Anjos, mas ao mesmo tempo nos motes do absurdo de Zé Limeira.

    Triste Paraíba, ó quão dessemelhante. Do antigo estado a máquina mercante, do rio de nome sonoro – Sanhauá – ao gemido dos escravos nas senzalas próximas aos conventos coloniais. Brindemos aos escravos das senzalas no carnaval, pois deles importamos o núcleo principal de nossa alegria. Alegria e trabalho, juntos. Já dizia o poeta maior, Vinicius de Moraes, um paraibano da gema, no magnífico Samba da benção: “o samba é a tristeza que balança”. Aduziria: também o maracatu e o caboclinho são tristezas que balançam.

    A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.

    O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).

    ANJO AZUL

    Ednamay - fundadora do ANJO AZUL

    O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS,fundado em 18 de abril de 2007 e colocado na rua em 25 de janeiro de 2008, pela primeira vez, é voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania, cultura e arte.

    Trabalho voltado para a obra JACKSONIANA em forma de OFICINAS de; PANDEIRO, ARTES PLÁSTICAS, TEATRO ( sobre os caminhos percorrodos pelo mestre nascido no Engenho Tanques, arredores da cidade do brejo paraibano - Alagoa Grande.

    BECO da FACULDADE de Direito é um sítio histórico abandonado pelas autoridade competentes do Município e do Estado, localizado ao lado da PRAÇA DOS TRES PODERES. Assembléia Legislativa, Palácio do Governo e Tribunal do Justiça, tendo a Faculdade de Direito da UFPB, Universidade Federal, como apoio cultural, e a comunidade do BECO - Rua Gabriel Malagrida, como o carro chefe para o grito de alerta geral desse descaso ( falta de higiene o povo mixa nas escadarias e paredes do beco, sem segurança pública, não tem policiamento noturno e diurno, ( somente nos orgãos a que me refiri anteriormente ).

    Sem a devida atenção dos: IPHAN Instituto Patrimônio Histórico Nacional ( um lado do beco é referência nacional da terceira cidade mais antiga do Brasil e do outro lado o beco , com seu casario ART-DECÓ é tombado pelo IPHAEP - Instituto Patrimõnio Histórico Artistico do Estado , ambos envolvidos na falta de preservação ( desse sítio histórico que durante o dia vira estacionamento privê da Assembléia Legislativa e a noite, local de vendas de drogas e marginália, como em todos os sítios históricos desse BRASIL .

    Os blocos carnavalescos ANJO AZUL e AS ANJINHAS, desempenham papel importante para a nossa cultura do resgate do BARROCO e cidadania, atravéz de ações socio - culturais apresentadas durante o ano .

    COMO :

    LAVAGEM da ESCADARIA animada pela bateria da Escola Império do Samba, e os componentes da ONG - ASTRAPAS, ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DA PARAÍBA, alegria dos foliões com várias performances.

    REISADO DO ANJO - evento destinado aos músicos , atores, arquitetos, advogados, jornalrtas, que se reversam ano após anos, como os grandes oncentivadores intelectuais desse movimento carnavalesco .

    Entre os famosos REI e RAINHA , destaque para Kennedy Costa , Marcos Fonseca,Gustavo Magno, Hugo Leão, Rainhas, Glaucia Lima , Eleonora Falcone, Silvia Patriota, Neuza Flores , (terceira e últina viuva de Jackson do Pandeiro, que habita entre nós aqui na paraíba e cuida do MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO em Alagoa Grande).


    Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , o frevo ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba, é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.Encontra no ¨CD - De Bem Com a Vida ¨, do músico FUBA - faixa cinco.


    Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - Parahyba, se entrega total ao carnaval do ANJO AZUL em busca de cidadania e arte.

    O bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 como Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930, após a tal REVOLUÇÃO DE 30.

    Estamos inclusive em campanha para retomada do antigo nome PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos, como sendo o da CAPITAL.

    O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãse e PIERROT para os foliões,criando a identidade que é a cara do CARNAVAL, abolindo de vez ABADÁS e outras besteiras mais que assolam o país na épca de Momo...

    Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando DIGNIDADE atravéz da arte e cidadania, para estas cidadãs.


    O ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.

    Nosso bloco resgata valores turísticos-culturais , em forma de irreverência e denúncia, prova disto a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos Orixás , e de todos os DEUSES, numa elevação aos nossos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área .

    A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com as Orquestras de CHIQUITO e MAESTRO VILÓ, juntaram-se outras como a do CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e , entre outros, lançamos o percussivo BATICUMLATA na prévia carnavalesca da cidade.

    HINO do ANJO AZUL

    letra e música de Flávio Eduardo Maroja - Mestre FUBA
    gravada no CD - DE BEM COM A VIDA,
    quinta faixa - a venda no Gabinete Cultural - Praça Antenor Navarro
    Varadouro

    VEM VEM VER A LUA BRILHANDO
    NA NOITE DE AQUARELA
    TÃO BELA, TÃO BELA
    COMO A LUZ DO AMOR

    VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA
    DOS CASARÕES DA CIDADE
    QUEM SABE, QUEM SABE
    ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR

    UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE
    LAVANDO A ESCADARIA
    UM BÊBADO TROPEÇAVA
    NO BECO DA CONFRARIA

    E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE
    FEZ A CIDADE CANTAR
    UM QUERUBIM QUE CHEGOU
    PRO CARNAVAL COMEÇAR

    VAI MEU AMOR
    O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
    DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
    FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU

    VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
    DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
    FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUUUUUUU
    March 12

    FLÁVIO TAVARES E O FIC-AUGUSTO DOS ANJOS


      W. J. Solha

    Flávio e o Testamento de César

    As previsões dos fatos humanos - como as de Marx - geralmente alteram os resultados previstos, e essa é a intenção deste texto

    Quando Maranhão escolheu Flávio Tavares para subsecretariar a pasta da Cultura (que tem, realmente, de ter C maiúsculo, pois a Paraíba é a Paraíba), pensou, certamente, num modo de superar ou pelo menos equiparar-se a Cássio Cunha Lima no que foi, durante algum tempo, o ponto forte de sua administração. 2010 vem aí e tudo pesa, inclusive o zelo com que o ex-governador e sua primeira-dama trataram os artistas e artesãos. Digo isso com a isenção de quem jamais solicitou financiamento algum para o FIC - a lei Augusto dos Anjos - e nem é artesão. Só um nome como o de Flávio poderia, mesmo, fazer frente à marca poderosa deixada por Cida Lobo quando na direção da mesma subsecretaria.

    Essa nomeação é uma tacada política cujo acerto teve somente outras duas equiparáveis, na história mais recente do estado: a de Luiz Carlos Vasconcelos e, agora, a de Walter Galvão, ambas feitas por Ricardo Coutinho, para presidentes da Funjope. E Ricardo Coutinho também será páreo duro - e bote duro nisso - para o governador, em 2010.

    Mas pra que raios serve a Cultura, num estado com tantas outras prioridades? Essa é uma pergunta fora de propósito numa terra em que já brotaram, talvez como seu maior e mais surpreendente motivo de orgulho, gente feito Sivuca, Celso Furtado, Jackson do Pandeiro, Zé e Pedro Américo, os irmãos Lira, Augusto dos Anjos, Walter e Vladimir Carvalho, Elba e Zé Ramalho, Bráulio Tavares e Shiko, Eli-Eri Moura e Zé Lins, Oliveira de Panelas e Jessier Quirino, Chico César e Ariano Suassuna, Marcus Villar e Zé Dumont, Marcélia Cartaxo e Sérgio de Castro Pinto, além de José Nêumanne, Antonio Dias, Lacet, o maestro Siqueira, etc, etc, incluindo-se nesse rol o Flávio Tavares, o Luiz Carlos Vasconcelos e o Walter Galvão.

    Tudo isso me ocorre porque na gestão anterior de Maranhão fui encarregado de lhe entregar - no Fenart - um abaixo-assinado de trezentos pintores, atores, cineastas, poetas, romancistas e dramaturgos do estado - artistas de João Pessoa a Cajazeiras - apresentando-lhe o projeto, do então deputado Ricardo Coutinho, da que seria a equivalente estadual à municipal Lei Viva Cultura - que o próprio Ricardo, vereador, criara nos tempos de Cícero Lucena - e vi Maranhão, de repente, antecipando-se a mim, dizer à platéia que tinha uma surpresa para a nossa classe: uma lei, sua, que iria nos deixar a todos muito felizes, pois garantia financiamentos a fundo perdido a todas as atividades em que nos esfalfávamos e graças as quais o estado tanto brilha. Foi muito aplaudido, mas entreguei-lhe, sempre, quando ele saía da sala, o documento de que era portador, sentindo que a lei - dele - era uma réplica do testamento de César, em branco, que Marco Antonio exibe enrolado ao povo de Roma, ante o cadáver do grande Júlio. Coisa pra Shakespeare. Que sabia tudo sobre Maquiavel.

    Lembro-me de que levei o relato ao jornal o Correio na manhã seguinte, um texto breve que terminava dizendo caber a nós, artistas, o acompanhamento da publicação da nova lei em Diário Oficial e a cobrança de seu cumprimento. Mas do jornal disseram-me, no outro dia, que ali não se divulgava nada que fosse contra o governador, coisa que pensei ter visto apenas no tempo da ditadura, quando certa vez dei com um cartaz, na parede daqui de O Norte, colocado pela Censura: "Não se publica nada sobre Dom José Maria Pires".

    Que a escolha de Flávio Tavares - cuja combinação de talento, amor à terra, enorme simpatia e seriedade garantiram aprovação unânime à unção de seu nome - não seja outro rebento do maquiavélico gênio shakesperiano que, por estar sempre se reproduzindo no mundo, garante-lhe a eternidade.

    Que eu - que sou sempre muito pessimista - esteja enganado.

     

    W. J. Solha é dramaturgo, ator, poeta e romancista.    É colunista do Jornal O Norte  =   wjsolha@superig.com.br
    March 08

    GEREBA E JACKSON DO PANDEIRO NO PELOURINHO 2009


    > A PARCERIA QUE DEU CERTO
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    > O Projeto jacksoniano fez um encontro de músicos e amantes da arte de tocar PANDEIRO. Com o slogan ¨ venha e traga o PANDEIRO ¨,  instrumento que nosso REY DO RITMO JACKSON DO PANDEIRO o  baixinho , o mestre  nascido no engenho Tanque , em Alagoa Grande , Paraíba.
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    >  ELE que tinha medo de viajar de avião, mas  conquistou o nordeste, o Brasil e o mundo com seus trejeitos e a arte de bater  PANDEIRO.
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    >  Após VIII MERCADO CULTURAL,  em dezembro  de 2008,permaneci pela Bahia em companhia de Val Macambira paraibano  radicado em Salvador e  fundador do   MARACATU BISORO AVOADOR , juntamente com o pernambucano  CORISCO do grupo ¨ BANDO  VIRADO NO MÓIH DE COENTRO , que  trabalha o forró  armorial,ambos acompanham GEREBA e SHANGAI,em swos pelo interior da Bahia,  onde também   tive a oportunidad de ver ouvir a performance JACKSONIANA deles na cidade de Feira de Santana,  em janeiro de 2009.
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    > Como sempre acontece com os amntes de JACKSON minha conversa com  o músico e  pesquisador GEREBA, autor do tradicional programa radiofônico  PÉROLAS DA MÚSICA BRASILEIRA,acabou me confidenciando  que ainda  não havia  homenageado JACKSON DO PANDEIRO e que seria muito oportuno para o trabalho dele ouvido nesse Brasil  afora,claro que fiquei feliz aceitando o convite e a  parceria para voltar a Salvador durante  o CARNAVAL. A primeira de uma série de parcerias   entre a Associação Cultural e Recreativa  ANJO AZUL  fora  de João Pessoa.
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    >   O  encontro foi agndado para os dias 23 e 24 de fevereiro 2009,  no Pelourinho de Salvador,o local foi o RESTAURANTE UAUÁ, onde realizamos   shwo  com uma banda  formada por músicos da cena  cultural  bahiana, tocando os seguintes instrumentos  marcas do autêntico forró  pé de serra:
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    > SANFONA, ZABUMBA, TRIÂNGULO, PANDEIRO ,  VIOLÃO  e a inconfundível voz  de GEREBA, & CONVIDADOS, levando  amigos e turistas presentes ao evento  a uma contagiante  alegria, entre cantos e danças, do nosso imaginário jacksoniano, cocos,  baião, forró, fugindo assim da parafernália infernal dos trios  elétricos e do axé do carnaval de Salvador, porém com a benção dos AFOXÉS.

    > Um banner do Projeto ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS,  exposto  na parede  externa ( rua João  de Deus ) do restaurante UAUÁ  , era o convite às fotos e filmagens dos apreciadores da obra jacksoniana , indicando  que  naquele recinto a música  e o RITMO  era OUTRO.
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    > GEREBA, já tem seu projeto  aprovado pelo governo bahiano para  resgatar o forró brasileiro principalmente ¨Luiz Gonzaga  e Jackson do Pandeiro ¨,  durante  o CARNAVAL  do Pelourinho, fazendo assim uma chamada antecipada do São João  da Bahia , não se intimidou  em anunciar  o homenageado de 2009 - JACKSON DO PANDEIRO, ano  de seus 90 anos de nascimento, a  TV PELOURINHO  e a ONG AÇÃO PELA CIDADANIA ( rua  das Laranjeiras - Pelourinho ), registrou o evento  para a TVE e outros  meios de comunicação  que a ONG tem acesso na Bahia.
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    > Agosto de 2009, será mês de grandes festas para JACKSON DO PANDEIROS, na cidade de Alagoa Grande, onde está  localizado o MEMORIAL Jackson do Pandeiro e onde  repousam  os restos mortais do artista.
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    > Uma série de apresentações   dos Pandeiros Jacksonianos estão previstas para esse ano de 2009 por vários lugares e feiras nordestinas , paraibanas a exemplo de Campina Grande, Festas  de Bode,  BRASIL MOSTRA BRASIL , e outros , esperamos muita divulgação e participação,  enquanto  a verba  do projeto aprovado atravéz de Edital FIC - AUGUSTO DOS ANJOS, não entrar na conta da Asociação Cultural e Recreativa Anjo Azul ,verba esta destinada  a pagamento  dos oficineiros para pandeiro,  teatro e artes plásticas, onde pessoas de qualquer idade, sexo, cor, habitantes  no Estado  da  Paraíba, terão oportunidades de conhecer a vida e caminhos  jacksonianos participando desse maravilhoso projeto.
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    > Estas oficinas a que me refiro, fazem parte da ocupação da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul,  no Centro Cultural  de Terceiro Setor Thomáz Mindello -  Av: General Osório, S/N - Centro  de João Pessoa -PB.
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    > Estamos aguardando  a subsecretaria de cultura nos informar quando poderemos receber  nosso  rico dinheirinho para começar as OFICINAS.
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    > PARCERIA em Salvador.
    > Segunda - feira de carnaval
    > 23/02/2009
    > 19:00hs
    >
    > terça - feira de carnaval
    > 24/02/2009
    >  19:00hs
    >
    > local: UAUÁ - Restaurante
    > PELOURINHO - SALVADOR.
    >
    > contato anjoazuldobeco@... - 83.32266235

    > APOIOS CULTURAL:

    > GEREBA - Músico, pesquisador, produtor , bahiano
    > NONATO FREIRE  - Produtor  - Ba.
    > TV PELOURINHO
    > ONG AÇÃO PELA  CIDADANIA - Pelourinho
    > UAUÁ - Restaurante - Plourinho
    > Ednamay Cirilo