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May 15 NOBEL DA PAZ PARA NORDESTINO E PRESIDENTE LULA Está no site INSTITUTO BRASIL VERDADE um artigo atribuído ao prof.
Wagner Valenti – Departamento de Biologia da USP – no qual o biólogo
faz considerações pouco honrosas ao senhor Lula da Silva. Entre as
agressões dirigidas ao presidente diz ele: 1) “Ele pensa que chegou a
presidente pela competência, mas foi por uma junção entre sua
persistência malufiana e o ‘mudancismo’ do eleitor, que só pelo desejo
de mudar nem se sabe o quê vota alternadamente em candidatos como Collor e Maluf, e depois em Lula & companhia”; 2) “Ele pensa que é respeitado lá fora, mas não passa de uma curiosidade zoológica, como o mico-leão dourado. A esquerda romântica de lá acha lindo um operário do terceiro mundo ter virado presidente”. O professor desfia um elenco de considerações recheadas de tanto rancor e tanto ódio que inevitavelmente nos leva a concluir ser ele pertencente a um velho grupamento político que outrora se denominava “direita raivosa”. Por que tanto ódio? Ao final a pessoa que me enviou o artigo, para piorar, diz que o biólogo “é um bom professor de Biologia, pois, mostrou que entende bem de moluscos, vermes e parasitas…”. O que se há de fazer? Enquanto isso o presidente Lula prossegue sua caminhada (aliás, o artigo do professor tem como título Forrest Lula). Mas o barbudo não está nem aí para esse tipo de comentário. E quando toma conhecimento, reitera que é vitima do preconceito. Não deixo de dar razão ao sapo barbudo. O que é real mesmo é que Lula, em que pese o ódio que suscita em meia dúzia de invejosos e recalcados, está cada dia mais na crista da onda. E parece inteiramente confiante no ditado árabe: “A caravana passa e os cães ladram”. Esse pessoal vai ficar mais enfurecido quando souber que a UNESCO (isso mesmo, o órgão da ONU que cuida da Educação, da análise da civilização e das pessoas que contribuem com formulações de procedimentos para um mundo melhor) vai conferir a ele [Lula] o prêmio que é uma espécie de pré-Nobel. Tudo em reconhecimento ao emprenho e desempenho do mandatário maior do Brasil. Há uns meses, conversando com um amigo, disse prá ele não estranhar se o barbudo ganhasse o prêmio Nobel da Paz daqui a um ou dois anos. Meu amigo arregalou os olhos e esboçou expressões faciais discordantes com o que acabara de ouvir. Ontem quando soubemos da noticia ele me ligou dizendo que ouvira a notícia sobre o prêmio da UNESCO e confessou acreditar que agora o Brasil vai receber o seu primeiro prêmio Nobel. Melhor ainda: O agraciado vai ser o Pau de Arara de Garanhuns (ou melhor, de Caetés). É mole ou queres mais? Isso vai deixar a paulicéia desvairada enfurecida. Tem gente que nasceu com o cotovelo prá lua. Esse é o caso do Lula. O cara realmente é o cara! O presidente Obama, que não é otário, percebeu isso e com toda a espontaneidade assim se externou para todo o mundo ver e ouvir. Claro que meia dúzia dos “contra-Lula” insistem que aquilo foi sacanagem do presidente americano. Nós nem discutimos mais isso porque sabemos se tratar de repetição daquele velho diálogo entre o lobo e o cordeiro na fábula de La Fontaine. Deixa prá lá… O que interessa é que o Brasil vai receber o Nobel da Paz (o primeiro de nossa História). Para a Academia de Ciências e Artes de Estocolmo bastam apenas mais umas duas entidades e uns três governos reiterarem formalmente a indicação - e isso está mais do que claro que será feito - e teremos finalmente o nosso Nobel. Como se dizia outrora no bilhar da Confeitaria Araci: É bola na caçapa! Quem não gostar da notícia, sugiro tomar um banho frio, se livrar dos ódios que somatizou por causa dos preconceitos históricos disseminado pelo privilegiadíssimo patronato brasileiro e avaliar com isenção o que foi feito de positivo pelo Sr. Lula da Silva. Se fizer isto, estará livre para reconhecer o Barbudo como merecedor do Prêmio. Se não fizer, sofrerá as agruras de ser reconhecida como uma pessoa invejosa e alienada. Pior: continuará sofrendo dores de cotovelo, enxaqueca e osteoporose. E o Barbudo? Bem, o Barbudo estará brindando com a Rainha Sílvia e toda a elegante corte da Suécia. Dá-lhe Lula! Um abraço cordial e até a próxima. Paulo Pires (*) ProfessorUnivesritário (UESB-FAINOR). CULTURA NACIONAL EM DECADÊNCIA , FONTE PORTAL LUIZ NASSIF
14/05/2009 - 13:20
Uma perda para a cultura nacionalO Brasil poderá perder o mais rico acervo de arte jamais montado, desde que Assis Chateaubriand montou o MASP. Trata-se da coleção de Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos. Durante anos, Edemar utilizou parte do dinheiro arrecadado em golpes para adquirir todo tipo de arte, de artistas célebres a antiguidades de valor histórico inestimável. O juiz Fausto De Sanctis tinha dado uma sentença pela qual todo esse
material seria passado para órgãos públicos, museus, universidades e se
incorporassem definitivamente ao acervo cultural do país. Ontem o Superior Tribunal de Justiça reformou a sentença, ordenando que o acervo volte para a massa falida. Seria dizimado, as peças serão vendidas para colecionadores individuais, haverá enorme dificuldade em definir o valor efetivo. E o país perderá a oportunidade de incorporar à cultura nacional um dos mais valiosos acervos constituídos em sua história. 34 comentários para "Uma perda para a cultura nacional"
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Luis Nassif
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no
país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa
Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da
categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular
e da Academia iBest. BuscaÚltimos posts
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May 10 AVE CHICO AVE CÉSAR NA FUNDAÇÃO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - FUNJOPE.![]() São vermelhas as palavras que me fazem pensar neste momento em que
retomamos o fôlego das nossas coragens. Estamos aqui, braços imensos de
afeto para receber Chico Cesar. Chico representa como poucos o
aprendizado das nossas alegrias e das nossas tristezas, acredita na
arte, acredita nos artistas, acredita na vida... E nós, de onde quer
que estejamos, saberemos responder dando as mãos ao mano Chico, para
termos todos uma cidade melhor, uma vida melhor, uma arte melhor na
feitura de um amanhecer que depende integralmente da nossa capacidade
de compreender o caminho e caminhar... seguir em frente! Adelante,
Chico Cesar! Vamos continuar extraindo do nosso sonho o aço das nossas
atitudes.Chico é dos nossos! Ele vem da militância, da poesia e seus acasos, da luta por um mundo de homens e mulheres iguais. Por isso estaremos juntos, em pele, osso e fantasia, em tesão e poesia, em sonho e energia... estruturando a vida de um mundo que nos faz sonhar, pois que nasce dentro de nós a cada instante. Chico é um mestre dos sons e das palavras. Um mestre do pensamento contemporâneo. Um mestre da vida. Muito temos a apreender e aprender com essa soma. Muito temos que ensinar. Das atitudes que nos fazem sonhar, arrancaremos o primeiro abraço, para seguirmos juntos, em busca de um "sendero luminoso". Ave Chico! Ave Cesar! Seja bem vindo entre os seus antigos e novos compenheiros. Fazer política é um jeito de colocar as coisas no seu devido lugar. Por isso, vamos em frente . Lau Siqueira, o poera que antecedeu Chico César. comentário de Ednamay Cirilo Leite é muito bom saber que a música parahybana tem um representante gestor a nível internacional, para deleite universal de nossos valores musicais e principalmente culturais como um todo nesse leque desenfreado dos segmentos da cultura em nosso Estado. A ótica desse cidadão Chico César , nascido no alto sertão da parahyba , ( Catolé do Rocha ), nos reporta à guerrilhas e sonhos que não acabam jamais, me emociona tê-lo como parceiro nessa luta eterna ... AVE CHICO CÉSAR também no CINEPORT-2009 o shwo desse sábado 09/05/2009, na tenda da música do festival de cinema de língua portuguesa - CINEPORT, foi memorável, a MAMA ÁFRICA muito bem representada pelos manos, ANGOLANOS, MOÇAMBIQUENHOS, PORTUGUESES, fez a discotecagem da madrugada ferver em ritimos de tambores e eletronicos... May 01 ELOMAR HISTORIOGRAFIA MUSICAL Conteúdo integral retirado do Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira(http://www.dicionariompb.com.br/default.asp) Com seu canto, inspirado no falar sertanejo e com sua construção musical inspirada na tradição trovadoresca da Idade Média, é também apontado, por seus admiradores como menestrel. Foi definido por Vinícius de Moraes como um príncipe da caatinga. Seus discos são considerados referência da música regional. Lançou, em 1968, seu primeiro disco, um compacto simples que trazia suas composições "O Violeiro" e "Canções da catingueira". No mesmo ano, teve "O Robot" e "Mulher imaginária" gravadas por Israel Filho, também em compacto simples. Em 1972, lançou o LP "Das barrancas do Rio Gavião". O disco, independente, gravado no estúdio J.S. Gravações Bahia, vinha com apresentação de Vinícius de Morais, na qual o poeta declarava fazer Elomar "uma sábia mistura do romanceiro medieval e do cancioneiro do Nordeste". O LP trazia doze faixas, todas de sua autoria e prenunciava a carreira de um compositor fiel às suas raízes, guardando os jeitos, falares e sonoridades do povo do semi-árido e também as influências medievais européias tão presentes no interior do nordeste, entre elas: "O Violêro"; "O Pidido"; "Zefinha"; "Incelença do Amor Retirante"; "Cantiga de Amigo"; "Cavaleiro do São Joaquim"; "Na Estrada Das Areias de Ouro"; "Retirada"; "Cantada"; "Acalanto" e "Canção Da Catingueira". Em 1979, lançou, com Arthur Moreira Lima, o LP "Parcele Malunga", pelo selo Marcus Pereira, com, entre outras, as composições "O violeiro", "As curvas do rio", "Cantiga de amigo" e "Chula no terreiro". Ainda em 1979, Dercio Marques gravou, de Elomar, a composição "Arrumação", no disco "Canto forte da primavera". No mesmo ano, lançou pelo selo Marcus Pereira, o álbum duplo "Na quadrada das águas perdidas", que lhe consolidou o prestígio junto à crítica do eixo Rio-São Paulo e que contava com composições de sua autoria, entre as quais "A meu Deus um canto novo", "Na quadrada das águas perdidas", "Estrela maga dos ciganos", "Noite dos Santos Reis" e "Cantoria pastoral". Em 1980, lançou "Parcelada Malunga" que contou com as participações de Xangai e Zé Gomes. Em 1981, lançou "Fantasia leiga para um rio seco", com as composições "Abertura", "Tirana", "Parcela", "Contradança" e "Amarração". No mesmo ano, com grande sucesso de crítica, participou, no Teatro Municipal de São Paulo, do espetáculo "ConSertão", com cenários de Aldemir Martins, e com a participação de Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte. Em 1983, lançou o álbum duplo "Cartas catingueiras", trazendo, entre outras, as composições "Cantiga do estradar", "História de vaqueiros", "Faviela", "Gabriela", "Incelença para um poeta morto" e "Duvê esse chão quêma meus pé". Esse disco é um registro do cancioneiro de Elomar, sendo mostradas peças de violão-solo compostas a partir da quadra dos dezessete. No mesmo ano, foi lançado, pela Kuarup, o disco duplo "ConSertão", no qual estão presentes as composições "Estrela maga dos ciganos", "Noite dos Santos Reis", "Na estrada das areias de ouro", "Campo branco", "Incelença pra terra que o Sol matou", "Trabalhadores da destoca" e "Corban", todas de sua autoria. Esse disco, que foi gravado na sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, teve participações do pianista Arthur Moreira Lima, do violonista Heraldo do Monte e do saxofonista Paulo Moura. Em 1983, lançou o LP "Auto da Catingueira", com todas as faixas de sua autoria e que dedicou à poética "sertaneza" brasileira, o disco foi gravado inteiramente na sala de visitas da Casa dos Carneiros, (em sua fazenda), com a colaboração de grandes artistas como Juracy Dórea , Marcelo Bernardes, Jaque Morelembaum, Andréa Daltro, Dércio Marques e Xangai, entre outros, tendo Ernani Maurílio, Adeline Renaut e Cici Corecoré na coordenação das gravações. Em 1984, participou no Teatro Castro Alves, em Salvador, do show "Cantoria", com Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, no qual foi gravado disco ao vivo lançado no mesmo ano pela Kuarup. Estiveram presentes no disco, de sua autoria, as composições "Desafio do auto da catingueira", interpretada por ele e Xangai, "Cantiga do boi incantado", também com ele e Xangai, "Cantiga do estradar", com sua própria interpretação, "Violêro", com Xangai e mais Jacques Morelenbaum no cello e "Cantiga de amigo", que Xangai interpreta acompanhado dos violões de Elomar, Vital Farias e Geraldo Azevedo. Em 1985, foi lançado o disco "Cantoria 2", com os mesmos integrantes do disco anterior. Também no mesmo ano, a Kuarup lançou o disco "Sertania", com participação de Elomar e Orquestra Sinfônica do Sertão, este disco foi trilha sonora para o filme homônimo. O disco, produzido por Mário de Aratanha, foi gravado em PCM Digital por Filipe Cavalieri no Teatro Castro Alves, em Salvador, em janeiro de 1984, exceto faixas 4 e 9 gravadas em abril no Palácio das Artes em Belo Horizonte. Foi editado no Brasil e na Europa. "Dos Confins do Sertão", lançado em 1986, pela gravadora alemã Trikont, foi gravado e publicado na Alemanha Ocidental, a convite especial do governo dali (na época em que se aplicava o "Ocidental") foi o resultado de uma apresentação em um Festival de música Ibero-Americana, em que Elomar representou o Brasil e acabou recebendo da crítica daquele país o primeiro prêmio intenacional. Fazem parte do disco as faixas ":Parcelada/Puluxia"; "O Violeiro; "Campo Branco"; "O Pidido"; "Cantiga de Amigo"; "Função"; "Cantiga do Boi Incantado"; "Na Estrada das Areias de Ouro"; "Naninha; "Noite de Santo Reis" e "Lôas para o Justo. "Concerto Sertanez", lançado em 1988, contou com participação de Turíbio Santos, Xangai e João Omar. Em 1989, lançou pela Kuarup o disco "Elomar em concerto", com algumas regravações, como "A meu Deus um canto novo" e "Incelença pro amor distante". Em 1992, lançou "Árias sertânicas", que mostra fragmentos de suas óperas. No disco as vozes e violões são de Elomar e João Omar. 1995 foi o ano de "Cantoria 3", que registrou os momentos solos de Elomar durante a grande "Cantoria" que deu origem a três álbuns no total e muitos turnês pelo país. Apresenta-se normalmente acompanhado pelo Grupo Kaleidoscópio, que é composto por João Omar, maestro e compositor (além de ser seu filho, que o acompanha desde os nove anos) no violão, Elena Rodrigues na flauta e Ocelo Mendonça no violoncelo, e que fazem parte da Camerata Concertante. Em seu estilo, além de aparecerem influências da música medieval, há também a utilização de registro diferenciado de linguagem, baseado no falar da região da caatinga, do norte de Minas Gerais e do interior do sul da Bahia. É criador de bodes e inspirou o caricaturista Henfil na criação de seus personagens Francisco Orelhana e Graúna. O cantor e compositor Paulinho Tapajós compôs com Naire, em sua homenagem, a música "Menestrel das cabras". Recusando-se a ingressar no chamado circuito comercial, vive em pequena cidade na Bahia, de onde só sai, raramente, para apresentações artísticas, sozinho ou acompanhado por seu grupo. Em 2002, participou do CD "Cantoria brasileira" comemorativo dos 25 anos da gravadora Kuarup, juntamente com Pena Branca, Renato Teixeira, Teca Calazans e Xangai. Em agosto de 2005, apresentou-se no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, em sequência do projeto "Música nas estrelas", com casa lotada, como é comum em suas apresentações nos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Sua apresentação se caracterizou pela formação camerística, que incluiu o músico João Osmar (violão)Ocelo Mendonça (violoncelo) e Marcelo Bernardes (flauta), experiência a ser repetida, e ampliada, numa série de concertos pelo interior do Nordeste, em janeiro de 2006, segundo declaração do próprio Elomar, que confirmou seu projeto de realizar uma turnê, apresentando-se por 12 cidades do sertão, com uma estrutura sinfônica compacta criada por ele, com possibilidade de essas apresentações serem gravadas em CD e DVD. Nesse ano, também foi preparado o Songbook com a obra completa de Elomar, e lançado pela Casa de Cultura de Vitória da Conquista, registrando a importância do compositor na música brasileira. O Songbook abrange, inclusive, a produção de Elomar no período de 1992, ano de seu último disco solo, até 2005, comprovando que, mesmo sem lançar disco, o artista continuou produzindo fartamente. Segundo declaração do compositor, publicada em reportagem no Jornal do Brasil, em 20 de agosto de 2005, ele tem "entre 18 a 20 horas de músicas prontas na partitura, o que daria uns 20 CDs. Ficaria muito caro para gravar". Entre o material, estão óperas que têm o sertão como tema principal, referenciadas por ele na reportagem: "Tenho em cima da mesa da minha casa umas dez óperas que venho escrevendo devagar, como "O retirante", "Faviela", "Os lanceiros negros" e "A carta", que chegou a ser montada em Brasília no ano passado" (2004). Também nesse ano, o projeto do catálogo digital, com todas as músicas gravadas e as partituras de Elomar, que fora selecionado pelo Programa Petrobrás Cultural, teve previsão para ser lançado até dezembro.O projeto conta com extensa programação e foi orçado em R$300 mil. Desde 1975, Elomar marca sua presença em palcos por todo o país, como menestrel, ou com orquestras, quintetos, quartetos e outras formações sinfônicas. Fez apresentações na Martinica e na Alemanha. Já recebeu diversos convites para apresentações, na França, Inglaterra, Portugal. Rejeitando a todos por considerar insignificantes as propostas e os cachês. Sua vasta produção como compositor, além das canções mais conhecidas, inclui galopes estradeios, canções de alta influência regional, além de óperas e autos já registradas em partituras, ainda não gravadas. A saber: 11 óperas; 11 antífonas; 4 galopes estradeiros; 1 concerto de violão e orquestra; 1 concerto para piano e orquestra - composto e a ser partiturado; 1 pequeno concerto para sax alto e piano - composto e partiturado; 1 sinfonia - quase toda composta; 12 peças para violão-solo. As composições para violão na maioria já estão partituradas. Cancioneiro: Um caderno de oitenta canções, sendo que a maioria delas já se encontram gravadas e uma pequena parte inédita. Óperas: Bespas Esponsais Sertana - São cinco trágicos que se encontram nos seguintes estágios: A Carta - ópera com 4 cenas, compostas e partituradas; A Casa das Bonecas - composta e 30% partiturada; Faviela - toda composta e nada partiturada; O Peão Mansador - composta e a ser escrita; Os Poetas são Loucos (mas conversam com Deus) - composta em partes; Auto da Catingueira - composta, partiturada e gravada em disco. Em junho de 2007, sua fazenda, chamada "Casa dos carneiros", localizada em Gameleira, a 20 quilômetros de Vitória da Conquista, tornou-se uma Fundação, com o objetivo de se tornar um centro de pesquisas, com cursos e atividades ligadas à música erudita, ao teatro, à educação e à ecologia e tendo como especialidade incentivar o desenvolvimento dos estudos sobre a cultura nordestina. O projeto foi encaminhado por seu filho, o músico e maestro João Omar, que não concordou com a idéia do pai em vender a fazenda. O projeto também pretende concretizar as idéias de Elomar, entre elas, a criação de uma universidadeleiga sertaneja e uma tutoria experimental da música. A inauguração da Fundação ocorreu com um concerto ao ar livre, no local, com regência de João Omar e participação de músicos da Escola L´rica Mineira e da Orquestra de Belo Horizonte, além das participações dos cantores Xangai, Saulo Laranjeira e Andréa Daltro. O evento também inaugura a exposição "Cenas brasileiras", com réplicas de quadros de Portinari. A idéia já existia entre João Omar e João Cândido, filho do pintor. Com a inauguração da Fundação, os dois somaram as obras dos pais, montando a exposição. Em 2009, foi lançada a transcrição de 49 temas de sua autoria em partituras nos 14 cadernos, incluindo temas como "Arrumação", "Bespa (O auto da catingueira)", "O peão da amarração", "O pidido (quarto canto de O mendigo e o cantador(", "O violeiro" e "Joana Flor de Alagoas". O projeto inclui ainda notas históricas e biográficas sobre ele, de autoria do jornalista João Paulo Cunha. Para o segundo semestre deste ano, foi previsto o lançamento de um DVD com o registro de um show realizado por ele em 2007, na Casa dos Carneiros. Resolvido a não lançar mais discos, tem se dedicado mais à literatura, depois de ter lançado, em 2008, o romance "Sertanílias". SANHAUÁ - CINEPORT 2009Documentário reúne metáforas da vida e da morte nas águas do rio Sanhauá Principal rio da cidade de João Pessoa, o Sanhauá é o personagem central do documentário homônimo que representa a Paraíba no Programa DocTV IV do Ministério da Cultura. Dirigido pelo jornalista e documentarista Elinaldo Rodrigues, o filme com 52 minutos de duração, reúne em co-produção com o autor, a produtora Canário Filmes, TV UFPB e ABEPEC - Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais. Na região, o DocTV tem o apoio do Banco do Nordeste do Brasil. As gravações em formato digital de alta definição (HD Full) foram realizadas no período de novembro a dezembro de 2008, especialmente nos trechos do rio que banham a região metropolitana de João Pessoa. Destaque para o antigo bairro do Varadouro, onde nasceu a capital paraibana; bem como em comunidades de pescadores e ilhas fluviais ao longo do rio. Enfim, Sanhauá transita entre a contemplação lírica do lugar, com sua beleza paisagística, que é uma permanente fonte de inspiração artística e turística, e o registro da precariedade sócio-ambiental que oprime as comunidades locais e a própria natureza. Para o autor e diretor da obra, “trata-se de um universo onde se interpenetram figurações do presente, do passado e do futuro, representadas pelos diversos elementos nele constituídos: construções e embarcações primitivas e modernas, manifestações populares, histórias, lendas, águas, memórias, seres, mitologias e imagens atemporais”. No contexto das manifestações populares, o filme transita entre o profano e o religioso registrando, por exemplo, a dança do Coco de Roda na comunidade de Forte Velho e a procissão de pescadores (ritual católico realizado anualmente no dia 8 de dezembro), entre o Varadouro e a “Ilha da Santa”. A despeito do registro paisagístico, o filme não se detém a uma abordagem meramente descritiva ou didática do ambiente. “O desafio foi desenvolver uma abordagem que tratasse do tema como um símbolo universal, afinal, as águas do rio estão interligadas com outro rio (o Paraíba), que por sua vez deságua no mar; portanto, ele vai além das fronteiras geográficas”, reflete Elinaldo. “Além disso, as condições a que são submetidas o rio Sanhauá são idênticas ao que ocorre em qualquer rio urbano do mundo”, acrescenta. Elinaldo ressalta ainda que desde o início, “o projeto foi se delineando no sentido de uma proposta estética e poética centrada nos recursos que são os fundamentos da linguagem audiovisual, buscando uma proximidade com a narrativa experimental”. Entre fragmentos de poemas de Bertold Brecht, Lúcio Lins, Políbio Alves e Dante Alighieri, além da acuidade fotográfica, primou-se também pela captação e construção de sonoridades afins com o tema (sons da água, do vento e sonoridades urbanas etc) que realçam o sentido de contemplação ou o mergulho onírico no universo temático. Por falar em som, a trilha sonora de “Sanhauá” conta com a obra do grupo Jaguaribe Carne, que tem à frente o multi-artista Pedro Osmar, cujo experimentalismo na criação musical conjuga-se perfeitamente com a proposta do filme. Além das obras pré-existentes do Jaguaribe Carne, o filme conta com o cantor e compositor Parrá, personagem popular do bairro do Varadouro, numa participação ao vivo; bem como o saxofonista Jurandy do Sax, tocando o “Bolero de Ravel” na praia (pluvial) do Jacaré (ritual que ele já repetiu mais de mil vezes durante o por-do-sol). Dos personagens escolhidos entre moradores e artistas cujo trabalho está relacionado com o Rio Sanhauá, o foco principal são as ações e pontos de vista sobre o lugar captados na essência dos depoimentos. Entre eles, figuras renomadas como o fotógrafo Gustavo Moura (que também assina o still do filme) e o escritor Políbio Alves. O DOCTV é um programa que articula investimentos públicos, produção independente e TVs Públicas. Essa edição teve 54 vencedores, dentre 665 inscrições de 25 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. |
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