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    June 20

    MORRE GENIVAL MCEDO

    Prefeitura decreta luto oficial de três dias pela morte de Genival Macedo

    11h56 19/06/2008

    A Prefeitura de João Pessoa (PMJP) decretou luto oficial por três dias pela morte de Genival Macedo, que compôs a música Meu Sublime Torrão, consagrado como hino popular da Paraíba desde 1973. Genival ficou famoso, também, por compor sucessos como A mulher do Aníbal, gravada por Jackson do Pandeiro e também por Chico Buarque em dueto com Zeca Pagodinho e Micróbio do Frevo, lançada por Jackson do Pandeiro, e mais tarde regravada por, entre outros, Silvério Pessoa e Gilberto Gil.

    Vítima de uma parada cardíaca, o compositor pessoense de 87 anos, faleceu na madrugada da última quarta-feira (18), no Hospital Alfa, em Recife. Genival Macedo tinha moradia fixa na capital Pernambucana e já apresentava problemas sérios de saúde há cinco meses. O sepultamento ocorreu no cemitério Morada da Paz, em Paulista.

    Nascido em João Pessoa, em 29 de março de 1921, Genival Macedo trabalhou na Rádio Tabajara, foi contemporâneo de Jackson do Pandeiro, do maestro Severino Araújo, Rosil Cavalcanti, do maestro Moacir Santos.

    'Hino popular' – Na Paraíba, a canção 'Meu Sublime Torrão, se tornou uma espécie de 'hino popular'. A música de Genival Macedo exalta a Paraíba e fala de suas belezas e encantos.

    Através dos versos "Num recanto bonito do Brasil, sorrir a minha terra amada. Onde o azul do céu é mais cor de anil. Onde o Sol tão quente parece mais gentil...Lá, no Nordeste imenso, tem um fulgor intenso. Meu Sublime torrão..." Genival traduz de uma maneira muito simples e coloquial as beleza naturais, a beleza da mulher paraibana e a hospitalidade tão inerente a esse povo.

    June 18

    PLANO NACIONAL DE CULTURA

     
    Plano Nacional de Cultura: realidade ou ficção?
     
    Ministério lança documento ousado, que estabelece, pela primeira vez, política cultural para o país. Dúvida: a iniciativa será capaz de driblar a falta de recursos e a cegueira histórica do Estado em relação à produção simbólica? Coluna convida os leitores a debate e mobilização sobre o tema.
    Eleilson Leite
    (07/06/2008)
    Vivemos a iminência da aprovação do Plano Nacional de Cultura (PNC). O documento é objeto de projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2007, e que tem como relator o deputado Frank Aguiar (PTB/SP). Previsto na Constituição desde 2005, quando foi aprovada a Emenda 48, o PNC vem sendo elaborado de forma participativa. Instâncias criadas pelo ministério da Cultura (como conselhos, grupos de pesquisa e câmaras setoriais) têm produzido uma série de colaborações. Faz parte do esforço participativo a incorporação de resoluções e recomendações propostas na I Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005, bem como fóruns e redes da sociedade civil.
    O ministério da Cultura (MinC) acaba de lançar uma sistematização do que vem sendo discutido desde 2003. Denominado Diretrizes Gerais, tal documento contempla o debate parlamentar e ordenará as discussões em torno do PNC daqui por diante. Publicado em parceria com a Câmara dos Deputados, o texto foi lançado na última terça-feira (03/06), num evento que também deu posse a um conselho, que assessorará a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. A perspectiva é que o PNC seja aprovado ainda em 2008 e comece a ser impementado a partir de 2009, orientando os planos segmentados e regionais. Para o ano que vem está prevista a realização da II Conferência Nacional de Cultura, onde todo o processo se consumará. Se tudo caminhar como o Minc está planejando, será um marco histórico para a política de cultura no Brasil. Aliás, teremos pela primeira vez na história “deste país”, uma política de cultura.
    Baixei o texto das Diretrizes Gerais do site do ministério da Cultura. Pretendo lê-lo com atenção e comentá-lo de forma mais detalhada em outra oportunidade, aqui mesmo neste espaço. Mas quero, desde já, sugerir aos que têm interesse no tema das políticas culturais: dediquem seu tempo à leitura do documento. Talvez possamos estabelecer, nesta coluna, um debate sobre o assunto. É um catatau de 90 páginas em formato A4. A escrita parece agradável, sem aquele ranço de texto institucional chapa branca. Além disso, é fundamentado com recentes pesquisas do IBGE e IPEA sobre a cultura no Brasil. Vale a pena.
    Até que ponto as diretrizes do MinC serão efetivas? Não há, por enquanto, canais por onde as orientações e o debate fluam. Gil parece apostar na possibilidade de uma virada
    Diante de tão alvissareira notícia, pus-me a refletir sobre a relação Estado-Cultura e as políticas públicas para o setor. Até que ponto, as diretrizes do MinC podem ter efetividade? Não há um duto por onde essas orientações possam fluir. Segundo pesquisa do IBGE, apenas 4,2% dos municípios brasileiros possuem uma secretaria exclusiva para a Cultura. Embora essa mesma pesquisa tenha revelado que 57,9% dos municípios têm política cultural, na grande maioria das cidades brasileiras (72%) a cultura é um departamento dentro de órgãos que acumulam as funções do esporte, educação, entre outras áreas.
    Se pensarmos em diretrizes curriculares para a educação, fica fácil imaginar sua implantação. Existe um sistema educacional com suas instâncias — a principal delas, a unidade escolar, é a ponta de uma rede de transmissão que começa no gabinete do ministro da Educação. Na Saúde é a mesma coisa: tem o SUS. Na área do trabalho, há o Sistema Público de Emprego, e por aí vai. E na Cultura? O MinC está apostando na idéia de Sistema Público de Cultura, integrando municípios e estados. Será que isso pode funcionar? A dotação de verba para Saúde e Educação está prevista em lei federal, cuja violação já derrubou muito governante por aí. E as verbas são volumosas, porque manter escola e hospital exige muito investimento. Cada unidade de saúde ou educacional está rigorosamente conectada ao sistema – dinheiro, normas, diretrizes. Será que na área cultural é possível a adoção de semelhante arranjo institucional?
    O Ministro Gilberto Gil crê nessa possibilidade. O PNC tem um horizonte de implantação de 10 anos, e tanto o ministro como o Plano guardam coerência com uma visão moderna do Estado na área de Cultura. Essa relação baseia-se na idéia do direito do cidadão. A filósofa Marilena Chauí nos ensina que cabe ao Estado, “assegurar o direito de acesso às obras culturais produzidas, particularmente o direito de fruí-las, o direito de criar as obras, isto-é, produzi-las, e o direito de participar das decisões sobre políticas culturais” [1]. É importante disseminar essa concepção. O PNC cumpre bem esse papel. Minha preocupação é a efetividade. Se não ganhar o município, nada disso vai funcionar. E é o município quem faz o investimento público. O documento das Diretrizes gerais aponta que apenas 12,6% das verbas da cultura são de origem federal; 32,4% são estaduais e 55% vêm das cidades.
    É nas cidades que estão as periferias, onde as diferenças sociais explicitam-se. PNC foi lançado nos palácios de Brasília. É preciso trazê-lo para onde pulsa a vida cultural do país
    E é nas cidades que existem as periferias, onde as diferenças sociais explicitam-se. É lá que a disputa acontece, onde a luta de classes se manifesta. Como lembra Marilena: “a política cultural definida pela idéia de cidadania cultural (…) se realiza como direito de todos os cidadãos, direito a partir do qual a divisão social das classes, ou luta de classes, possa manifestar-se e ser trabalhada porque, no exercício do direito à cultura, os cidadãos, como sujeitos sociais e políticos, se diferenciam, entram em conflito, comunicam e trocam suas experiências, recusam formas de cultura, criam outras e movem todo o processo cultural” [2].
    O documento das diretrizes para o PNC foi lançado em Brasília nos salões da Câmara e vem circulando nos palácios de Brasília, objeto de discussões ainda bem elitizadas. É preciso que efetivamente ele desça. É preciso que a discussão seja feita “nas bases”, como diríamos antigamente. A idéia é boa, ousada, corajosa. Mas é preciso muito mais combustível político para o PNC deslanchar e se tornar uma referência efetiva para a cultura no Brasil. Esse é o limite para que o Plano se mantenha real e não uma bela ficção.

    ELBA RAMALHO É PARAIBANA / DLOG CAFÉ BRASIL



    Você vai me Seguir...

     

     

    Elba na “Ópera do Malandro”: primeira parceria com Chico

     

     

    Agora trago Elba Ramalho interpretando, de Chico Buarque e Ruy Guerra, o clássico Você Vai Me Seguir. Imagine essa letra interpretada por um professor que doutrina seus alunos... É de arrepiar...

     

     

    Você vai me seguir
    Aonde quer que eu vá
    Você vai me servir
    Você vai se curvar
    Você vai resistir
    Mas vai se acostumar
    Você vai me agredir
    Você vai me adorar
    Você vai me sorrir
    Você vai se enfeitar
    E vem me seduzir
    Me possuir, me infernizar
    Você vai me trair
    Você vem me beijar
    Você vai me cegar
    E eu vou consentir
    Você vai conseguir
    Enfim, me apunhalar
    Você vai me velar
    Chorar, vai me cobrir
    E me ninar

    MEMÓRIA DO LUCIANO PIRES

         
        Dlog Café Brasil – A FÁBRICA DE IDIOTAS    
       

    “O Socialismo só será possível quando todos nós fomos perfeitos. Aí ele não será necessário” - Mandell Creighton, bispo anglicano

      

     

     

    Bem-vindo a mais uma edição do DLOG Café Brasil. Vamos falar dos cuidados que devemos ter com certos “mestres” que estão doutrinando os alunos, impondo sua visão política, ideologia e manipulando a visão que os estudantes têm do mundo e transformando as escolas em verdadeiras fábricas de idiotas. Isso deveria ser crime!

     

    A trilha sonora tem Trio Marayá, Belchior, Divina Caffé, Elba Ramalho, Rogério Caetano, Edvaldo Santana e Zé Carreiro e Carreirinho. Que salada, né?

     

    Espero que goste da edição, compartilhe suas opiniões e siga acompanhando o Programa Café Brasil pelo rádio ou podcast.

     

    Boa leitura!

     

    Luciano Pires

    GERALDO VANDRÉ / DLOG CAFÉ BRASIL

     

    Vandré: quase um “Che” brasileiro...

     

     

    Não poderia começar esse DLOG sem aquele que, um dia, foi o hino das esquerdas: Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré.

    No Programa Café Brasil, a música é interpretada pelo Trio Marayá. Formado no Rio Grande do Norte, em 1954, o grupo vocal era composto por Marconi Campos da Silva, Behring Leiros e Hilton Acioli.

    Foi o Trio Marayá que acompanhou Jair Rodrigues na antológica apresentação de Disparada no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1966. O arranjo era de Hilton Acioli e o que mais chamava a atenção era a queixada de burro que marcava o ritmo.

    Vamos aos versos de Vandré:

     

    Caminhando e cantando
    E seguindo a canção
    Somos todos iguais
    Braços dados ou não
    Nas escolas, nas ruas
    Campos, construções
    Caminhando e cantando
    E seguindo a canção...
     
    Vem, vamos embora
    Que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora
    Não espera acontecer...
     
    Pelos campos há fome
    Em grandes plantações
    Pelas ruas marchando
    Indecisos cordões
    Ainda fazem da flor
    Seu mais forte refrão
    E acreditam nas flores
    Vencendo o canhão...
     
    Vem, vamos embora
    Que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora
    Não espera acontecer...
     
    Há soldados armados
    Amados ou não
    Quase todos perdidos
    De armas na mão
    Nos quartéis lhes ensinam
    Uma antiga lição:
    De morrer pela pátria
    E viver sem razão...
     
    Vem, vamos embora
    Que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora
    Não espera acontecer...
     
    Nas escolas, nas ruas
    Campos, construções
    Somos todos soldados
    Armados ou não
    Caminhando e cantando
    E seguindo a canção
    Somos todos iguais
    Braços dados ou não...
     
    Os amores na mente
    As flores no chão
    A certeza na frente
    A história na mão
    Caminhando e cantando
    E seguindo a canção
    Aprendendo e ensinando
    Uma nova lição...
     
    Vem, vamos embora
    Que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora
    Não espera acontecer...

    PROJETO SEIS & MEIA COM PÁDUA BELMONTE



    Projeto Seis e Meia

    Max de Castro e Pádua Belmont

    Com fotos

             O Projeto Seis e Meia do mês de Junho termina nesta quarta-feira, 18, em grande estilo com a apresentação de um dos mais completos e conceituados músicos brasileiros da nova geração, Max de Castro, filho do saudoso Wilson Simonal. Cantor, compositor, guitarrista, arranjador e produtor, o artista conquistou platéias de vários países com seu talento, arrojo e criatividade. A abertura do evento será feita pelo cantor e compositor paraibano Pádua Belmont, que tem um consistente trabalho que mistura sua raiz nordestina com uma batida mais pop.

             O evento é promovido pela Prefeitura de João Pessoa em parceria com a Accorde Produções e com o apoio cultural do Ambassador Flat e restaurantes Dona Branca, Vila Cariri e Cia do Chopp. Os shows acontecem às 18h30 na Praça de Eventos do MAG Shopping, na praia de Manaíra. Os ingressos custam R$ 16,00 e R$ 8,00 e podem ser comprados antecipadamente ou na hora do evento no posto de venda montado ao lado da bilheteria dos cinemas, no primeiro piso do MAG. Informações 9134-7610.

    Max de Castro - Guitarrista, produtor, compositor e cantor, Max une a modernidade às raízes sólidas da música brasileira. Começou sua carreira formando na adolescência a banda "Confraria" com Pedro Mariano e Daniel Carlomagno, disputando e ganhando vários festivais. Depois, participou do programa Cia. da Música que ficou por dois anos no ar.

    Trabalhou como arranjador e compositor no disco João Marcello Bôscoli e Pedro Camargo Mariano e se firmou como produtor musical de artistas como Thalma de Freitas, Klébi, Patrícia Marx e Cláudio Zoli, tendo ainda composto a trilha sonora da peça ‘Opus Profundo’, dirigida pelo festejado Dionísio Neto.

    Durante os anos de 1998 e 1999 integrou o projeto ‘Artistas Reunidos’ que uniu, no palco do conceituado “Supremo Musical”, os seis novos artistas Jairzinho Oliveira, Daniel Carlomagno, Luciana Mello, Max de Castro, Pedro Mariano e Wilson Simoninha, além de convidados de peso como Djavan, Jair Rodrigues, César Camargo Mariano, Claudio Zoli, Netinho (Negritude Jr) e Otto, numa bem sucedida temporada.

    Em 2000 lançou pela Trama o CD “Samba Raro”, álbum que foi produzido, arranjado, tocado e composto por ele. O CD teve ótima receptividade de público e crítica. Ed Motta, amigo de Max, classificou o disco como ‘gênio’.

    O artista ainda tem mais três discos gravados com os quais conquistou o mundo com seu talento e voz firme. Nos Seis e Meia vai brindar o público com as melhores músicas de seu rico repertório.

    Pádua Belmont - Natural de Bayeux, Pádua é músico, compositor e produtor cultural. Participou com destaque de vários festivais e também de shows de grandes nomes da MPB, a exemplo de Paulo Diniz e Renato Borguetti.

    Foi um dos fundadores do Musiclube da Paraíba e participou de vários projetos como ‘Tocar por Prazer’, ‘Fala Bairros’, ‘Sessão das Sete’, ‘Vento de Maio’, ‘Projeto Boca da Noite’, ‘Pixinguinha’ e ‘‘Araponga’.

    Tem quatro discos solos gravados, além da participação em algumas coletâneas. Ano passado gravou o disco “Retorno” que está em fase de lançamento. O novo trabalho tem canções regionais e composições em parceria com Lúcio Lins, Valdício Mariano, Kennedy Costa, Linaldo Guedes, Francisco Bispo, Zilma Ferreira Pinto, Orraneis Padilha e Totonho.

    No Seis e Meia Pádua Belmont vai fazer uma mostra de sua trajetória e será acompanhado por Léo Melo (guitarra), Flávio Chianca (baixo), Júnior Matos (teclado) e Tony (bateria).