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July 31 PROGRAMA DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO CULTURAL Até março de 2009
Está aberto o edital 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009. O programa destina-se a artistas, técnicos e pesquisadores da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura. Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades privadas sem fins lucrativos. O período de inscrição varia de acordo com o mês em que se realizará a viagem. Os formulários de requerimento devem ser entregues em via única, impressa e sem encadernação. A documentação enviada deve obedecer a Portaria MinC nº 4, de 26 de fevereiro de 2008. Edital, formulário e outras informações: www.cultura.gov.br/.
Autorizamos a veiculação do July 30
Centro Cultural João Balula Caixa de entrada
Centro Cultural João Balula
Recebi semana passada dois e-mails onde os remetentes usavam a denominação de Centro Cultural João Balula, referindo-se ao antigo prédio onde funcionou a primeira escola pública da Paraíba denominada Thomaz Mindello. Recentemente com a minha rápida passagem como assessor da Subsecretaria de Cultura do Governo estadual, propus ao atual Subsecretario Sandoval Nóbrega para que fizesse gestão junto ao Secretário de Educação Neroaldo Pontes para que encaminhasse ao governador do Estado essa proposta. Denominando aquele local com o nome de João Balula. Que foi corpo e alma daquele espaço por mais de vinte anos. Não dá pra entrar naquele prédio e não lembrar de Balula com suas calças e idéias coloridas.
Ao ler os e-mails de Ednamay Cirilo e Felipe Santos, se referindo a aquele centro como sendo o Centro Cultural João Balula, fiquei satisfeito e contente em ver que a idéia de dá nome aquele centro cultural tinha fincados raízes em mentes e corações. Nada mais justo. Mas isso precisa se concretizar com os encaminhamentos necessários para tanto. Poderia aproveitar a oportunidade em que a Subsecretaria vai ter que lançar o edital para renovação dos contratos de cessão dos espaços físicos daquela localidade por parte das ONGs e na cessão de uso das próximas Ongs a ocupar aquele espaço, já poderia iniciar com a nova denominação. Basta um decreto do governador e uma placa de denominação. Nada que o Estado da Paraíba não possa fazer para honrar a memória de quem deu o sangue para manter aquele local funcionando.
Seria importante também que a Subsecretaria terminasse a recuperação do centro cultural, com a recuperação do Teatro Cilaio Ribeiro (projeto que ficou proposto pelas Ongs e foi feito pelo pessoal do Theatro Santa Roza). Como também desse ao palco externo a condição de haver apresentações e ensaios (proposta feita pela Comissão do Centro Histórico). É importante ressaltar que a recuperação do prédio foi feito na gestão de Cida Lobo, mas ficou incompleto. Precisando que os espaços ali existentes sejam municiados de condições mínimas para o seu funcionamento. O que o atual Subsecretário de Cultura Sandoval Nóbrega tem condições de concluir até o final da gestão atual. Faço votos que tudo ocorra da melhor forma e que o Centro Cultural João Balula possa ser uma caixa de ressonância cultural no centro da cidade.
Um abraço,
Ivaldo Gomes | July 25
Cultura
Quarta, 23 de Julho de 2008 - 10h57
Zé Trovão lança DVD nesta sexta
O músico paraibano Zé Trovão lança nesta sexta-feira (25) o seu novo DVD no Peixe Elétrico, no Bessa, em João Pessoa. O lançamento está previsto para as 20h.
Leia a seguir artigo enviado pela escritora e jornalista Cristina Guedes sobre o músico.
Provocante em cena, o pisciano Zé Trovão fechou o mês de abril em grande estilo. Tempestades de Ritmos, o show que estreou no dia 30 de abril, mexeu com o público paraibano do Teatro Paulo Pontes por sua maturidade e versatilidade. O espetáculo transmitiu o que Trovão concebeu em cena, um reinado personificado por um palco ritualmente cheio de êxtases performáticos.
Algo de desafiar positivamente as maiores tempestades dos nossos gêneros musicais brasileiros. Trovão surgiu como um xamã saudável, usou seu capacete subterrâneo, curou a tribo e não caiu vítima das possessões arquetípicas que afligiram tão bem os seus ídolos dos anos 60.
Certamente, o público saiu do Paulo Pontes mais consciente sobre os nossos incômodos mundiais, as tantas guerras e fomes que assolam esse planeta que assumiu definitivamente a era de Aquário. Trovão não empurrou para debaixo do tapete todas as coisas com que não queremos lidar, mas mostrou diretamente os domínios do inconsciente coletivo, esse departamento não muito adequado para a humanidade neste momento.
Ele dançou à luz do ovo cósmico e não mordeu sua própria calda. Tentador e ao mesmo tempo redentor, Trovão não deixou que lobos, leões, leopardos e abelhas zumbidoras interrompessem seu caminho. Descobriu que Vênus estava na cor do blue, ungida com glamour e que ela não trocaria do seu lugar muito forte no mapa de ouro do amor interior.
Um processo similar também foi visto nas impressões dos convidados que ficaram ligados e viajaram à mesma velocidade de uma época em que o racismo, os preconceitos e as injustiças terão sua melhor chance de serem superados e dissolvidos.
Afinal o herói Zé Trovão como um verdadeiro filho de Netuno pode agir nas erupções dessa nossa sociedade tecnológica e atacou logo nossos sentimentos de medo, trepidação e descontrole. Tudo funcionou no palco em ritmo de espelhos conforme os céus e as estrelas da manhã que anunciaram aos guardiões da verdade o nome de Zé Trovão.
A voz de Trovão estava revolucionária e muito além dos limites do mundo invisível. A iluminação foi sensível às performances do artista, que mostrou em cena que sabe dançar com firmeza um samba fado de sua autoria e sendo por ele muito aplaudido.
E os figurinos? Surpreenderam. Zé Trovão foi o acontecimento para o nosso cenário musical. Um artista único na coragem e no entretenimento. E sem medo de ser feliz, ele fez um retorno cuidadoso pela nossa MPB, dessa vez com elementos do folk, blues, samba, rock, bolero, galope, guarania entre outros.
A direção geral ficou por conta de Zé Trovão, assessorado por Archidy Picado, em adereços que remetem a um musical da Broadway, principalmente no momento em que Zé Trovão se vestiu como um gangster meio malandro e também quando entraram as participações das dançarinas do sapateado da coreógrafa Alessandra Melo.
Houve muito trabalho e dedicação dos músicos e de toda equipe de produção, muito empenho e uma cuidadosa assessoria por parte da Jornalista Fátima Farias. Houve muita disposição energética liderada pela voz de Trovão. Uma coleção de veias e artérias, músculos e membros, nervos e células dentro de um trabalho de equipe vital para a construção de um musical possível de realizações.
Concentrado, Trovão mostrou muito calor estilizado e compreendeu esse relacionamento desafiador entre palco e público. Musicalmente outros talentos brilhavam ao lado de Trovão, músicos como Archidy Picado, China, Paulo Batera, Clodoaldo, Letinho, Zé Mauro. Também artistas que impressionavam como figuras onipresentes dos palcos nordestinos, como se demonstrou na apresentação humorada da atriz cearense Suzy Lopes, que pregou suas brincadeiras ao ler sobre a vida do artista.
Tempestades de Ritmos combinou prazer, união e versatilidade às canções de Zé Trovão que tem a marca de trazer um repertório universal inusitado bem ao jeito de ser e de viver do povo brasileiro. O espetáculo estreou em João Pessoa, com excelente repercussão.
Agora pretende fazer temporadas e muitas tempestades em outros estados brasileiros. Pra não esquecer da Paraíba Trovão gravou um DVD com o registro de sua performance pela TV Cidade. No repertório exclusivo do DVD só trovoadas finas. Trovão canta Cor do Blue, Samfado, Beijo Violado, Natureza Orbital, Semiótica do tempo, Volta por rima etc.
Na abertura ele cantou Vietnovo e no encerramento fechou com letras de ouro na canção Balada do pedinte e o não do pedante. Em todas as músicas do repertório do show uma merece destaque: Deus se auto define, é uma das mais belas canções do repertório desse compositor pernambucano surpreendente.
Da Produção : Ednamay Cirilo e Roberto Lessa | July 24
Capital cultural do Brejo
Uma série de atrações para turistas e visitantes será realizada dentro da programação do evento "Areia, Frio, Música e Arte", que integra o roteiro Caminhos do Frio - Rota Cultural. Com temperaturas consideradas as mais baixas da região do Brejo Paraibano, ficando à noite entre 12 e 16 º graus, com grande riqueza arquitetônica e histórica, o município de Areia é hoje um dos principais pólos turísticos do Estado.
A agenda de atividades tem início neste sábado (19), às 8h, com a abertura da Feira de Artesanato e Produtos da Terra, no Casarão José Rufino, no centro da cidade. Às 9h, no Teatro Minerva, acontece o seminário de Políticas Públicas para a área cultural, seguido de apresentação do grupo Suave Metal. Apresentam-se, depois, o grupo Angola Capoeira (às 11h, na Praça João Pessoa), o grupo de dança Sem Censura (às 20h, no Teatro Minerva) e Clã Brasil (às 22h, na praça principal).
No domingo (20), a programação terá início, às 10h, com apresentação da banda Abdon Milanez, no coreto da praça. Às 20h30, a Orquestra Sivuca de Campina Grande fará uma apresentação especial no Teatro Minerva.
Além da programação oficial, o visitante terá como opção visitar os engenhos Triunfo, Mineiro, Saburá, Matuta, Vitória, Serra de Areia, Turmalina da Serra, Bruxaxá e Várzea do Quati, além de visitas guiadas ao Museu da Rapadura, caminhada ecológica pela Mata do Pau Ferro e exposição de produtos artesanais da Associaão Arte na Mão.
Patrimônio Histórico
A cidade de Areia foi tombada como Patrimônio Histórico Nacional, pelo seu conjunto paisagístico, urbanístico e cultural, desde 2005. A antiga Vila Real do Brejo de Areia se notabilizou pelo legado cultural e político que rendeu à Paraíba. A cidade abriga o primeiro teatro do Estado, o Teatro Minerva, erguido por iniciativa de particulares. Lá também foi criado o primeiro curso de nível superior do Estado: a Escola de Agronomia do Nordeste, e realizado o primeiro festival de Artes do Estado, em 1976.
Areia é berço de ilustres paraibanos, a exemplo do pintor Pedro Américo e do político e escritor José Américo de Almeida, criador do romance regional brasileiro com "A Bagaceira". Areia possui ainda uma das Filarmônicas mais antigas do Nordeste em atividade ininterrupta desde 1847. O Hino do Estado da Paraíba é da autoria de dois areienses: Abdón Milanez e Francisco Aurélio de Figueredo e Melo.
| Zé Trovão lança hoje seu primeiro show em DVD
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| FIGURINO - Músico usou quatro roupas diferentes e assina a direção geral do show |
J osé Trovão de Melo Jr. - ou simplesmente Zé Trovão - lança hoje, às 20h, no bar Peixe Elétrico, seu primeiro DVD: Tempestade de Ritmos. Embora haja a possibilidade de uma canja, não haverá show: será exibido o conteúdo do DVD, que registra a apresentação do músico no Teatro Paulo Pontes. Apoiado por seis músicos e duas backing vocals, Trovão tocou no Paulo Pontes músicas do CD Antes que o Disco Voe e mais uma até então inédita: “Volta por rima”, uma referência ao seu retorno aos palcos após 25 anos afastado. “Eu gravei uma fita demo chamada Rencanto dos Sentidos com Cacá Ribeiro no começo dos anos 1980”, lembra o músico. Depois, ele passou um tempo na França, e, na volta, não seguiu com a carreira. Para se manter em dia com a atividade artística, ele escreveu poesias e há algum tempo vinha também compondo - mas só retornou profissionalmente graças à insistência de amigos - como o artista plástico e escritor Archidy Picado Filho, que assina a co-produção do show. A apresentação é da atriz Suzy Lopes. Zé Trovão prepara-se agora para o show que vai apresentar no Teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro, na última semana de novembro. Falta acertar apenas o dia - que será numa segunda, terça ou quarta-feira. Tempestade de Ritmos tem 1h18 de duração e o próprio Zé Trovão assina a direção geral do show. O músico também procurou elaborar no figurino: usa quatro roupas diferentes, para realçar momentos específicos do show.
| July 11
Fernanda Benvenutti, da Astrapa, entrega boné e bandeira do movimento GLBT a LulaDida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE Lula afirma conhecer figuras públicas que não assumem homossexualidade A uma platéia formada por homossexuais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez na noite desta quinta-feira uma confidência rara de suas viagens oficiais pelo mundo. Ele participou da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuiais, Travestis (GLBT) e recebeu uma bandeira e um boné do movimento das mãos da presidente da Associação dos Travestis da Paraíba, Fernanda Benvenutti.
"Conheço figuras importantes que não têm coragem de assumir o homossexualismo", relatou o presidente, acrescentando que "o mundo seria mais alegre se fôssemos menos rígidos com os tabus colocados no caminho ao longo da história."
Antes de fazer um discurso considerado "emotivo" pelos participantes do encontro, o presidente não escondeu o desconforto de colocar na cabeça um boné do movimento gay, oferecido pelo travesti Fernanda Bevenutti. Lula ficou pouco tempo com o boné. Em seguida, posou com uma pequena bandeira do movimento.
Só depois ele ficou mais descontraído. Lula abriu o discurso reconhecendo a dificuldade de participar de um evento voltado para gays. "Não é fácil para um presidente da República no Brasil ou em outro país do mundo participar de um evento que envolve um segmento tão grande, heterogêneo e com pessoas que sofrem preconceitos, não é fácil", disse. "Quando o Toni [Reis] disse que nunca antes na história deste planeta foi realizado um evento como este, eu fico orgulhoso."
O presidente propôs o dia do combate à hipocrisia. "Quando se trata de preconceito, eu conheço nas minhas entranhas", disse. "Talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano", completou. "Nós precisamos gostar de nós do jeito que somos."
Luiz Mott, do movimento gay da Bahia, avaliou que o presidente, num primeiro momento, "resistiu" em colocar o boné. "Senti um pouco uma certa dificuldade, mas em seguida ele foi completamente dominado pela emoção", afirmou. Mott lembrou que Fernando Henrique Cardoso, em 2002, foi o primeiro presidente a posar com bandeira do movimento gay. "E ele estava mais tímido que o presidente Lula." da Redação
com Agência Estado
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