Ednamay's profileEDNAMAY ANJO AZUL DO ...PhotosBlogListsMore Tools Help

Ednamay cirilo

Lists
No folders have been shared yet.

EDNAMAY ANJO AZUL DO FOLIA DE RUA

MEUS DEVANEIOS FAVORITOS: VIAGENS , FOTOS,LITERATURA, MÚSICA, DANÇA, TEATRO, POLÍTICA, HUMOR
July 06

fotos do cineport

outras jo...JPG (1241,6 KB), Maria,May...JPG (1241,6 KB)
July 05

OS PAPANGUS VOLTARAM

Os papangus voltaram

Espetáculo alegre e coloridoAmpliar imagemEspetáculo alegre e colorido Vai ser bom, não foi? Isso foi o que senti quando terminou a apresentação do Papangu. Muito rápido. Tão veloz que deixou uma sensação de querer mais. O espetáculo é alegre e colorido.Descontraído, ao mesmo que instiga, é um ótimo lenitivo para abrandar o estresse do cotidiano.


O papangu é o primo pobre do casal franco-italiano Pierrot e Colombina que sintetiza as paixões vividas durante o carnaval. É uma figura grotesca que assusta as crianças durante o reinado de Momo. O papangu decorre do excesso de angu que alguns comiam durante os festejos. Essa tradição deve mesmo ter origem na Itália, pois o angu é a versão brasileira da polenta italiana, alimento dos menos favorecidos aqui e lá. Papangu é a a festa de quem não entrou nos salões luxuosos do carnaval. A escolha dessa temática denuncia o engajamento da montagem.


Um trabalho sobre os excluídos sem pobre. Uma montagem rica e plasticamente diversificada sem ser ostensiva e perdulária. Um belo exemplo do que se pode fazer com recursos escassos.


No Rio de Janeiro, ainda sobrevive a figura do papangu. Lá eles são vistos pela rua vestidos em figurino estilo Colombina e as tradicionais máscaras. Eles apresentam uma curiosidade, uma marca exclusiva dos papangus cariocas. Eles carregam uma peça de plástico, cheia de ar, de formato ovóide, do tamanho de uma melancia, fixada em uma haste com a qual eles andam e batem com esse balão ovalado no chão.


Essa peça carnavalesca só existe no Rio de Janeiro e ninguém vê aquilo fora do carnaval. Os papangus do passado usavam papos de peru inflados e, do mesmo modo, saíam às ruas batendo aquelas “bolas” nas calçadas e assustando as crianças. Você não vê papangu em Ipanema ou Leblon. Eu os vi na Av. Rio Branco, na Lapa e em Santa Tereza, onde eu morava.


Veneza é sem dúvida onde se faz o carnaval mais tradicional do planeta e as máscaras usadas pelos papangus originam dos hábitos venezianos que se mascaram durante o carnaval. Os papangus foram sendo esquecidos pelos nossos carnavais, embora carreguem uma simbologia arcaica e agora ressuscitada pelo belo espetáculo apresentado no Teatro Santa Roza.


A apresentação é do Balé Popular da Universidade Federal da Paraíba e a coreografia de Maurício Germano é impecável. Cada movimento está sintonizado com o texto das letras carnavalescas que anima o espetáculo. O figurino é tão simples e tão belo. Vale à pena assistir. A alegria contagiante do grupo toma conta de nossa atenção o tempo todo. Um espetáculo plástico, alegre e muito colorido. O espetáculo mais despretensioso que eu já assisti. Talvez por isso, belo.


Costumamos reclamar que nós não temos alternativas culturais, mas quando um espetáculo desses entra em cartaz não é prestigiado. Parece uma conspiração impedindo que as atividades criadas aqui não sejam valorizadas.
 


Reginaldo Marinho

RM@reginaldomarinho.com.br

June 30

JANELACULTURAL.COM

Exclusivo: Chico César revela novidades para o setor cultural

 

Chico César: compromisso ideológico e uma certeza: fundação não será creche de artistas

Chico César: compromisso ideológico e uma certeza: fundação não será creche de artistas

Por Elinaldo Rodrigues / Fotos: Alessandra Fontes

Há menos de dois meses presidindo a Fundação Cultural de João Pessoa, o cantor e compositor paraibano Chico César revela algumas certezas quanto ao que o poder público deve fazer em prol da cultura. O princípio básico que norteia sua estratégia, é que o Estado deve pensar a cultura como elemento de cidadania, e criar políticas culturais de atendimento à população, mas a prioridade não deve ser a promoção de eventos, nem a proteção dos artistas. Em entrevista exclusiva ao portal janelacultural.com, o autor de “Mama África” antecipa algumas novidades para o setor cultural da cidade, dentre elas, a construção de um teatro municipal, mudanças na organização dos eventos e no Fundo Municipal de Cultura, que deve receber mais recursos este ano.

A Entrevista:

Janelacultural.com: Há pouco mais de um mês você assumiu a presidência da Fundação Cultural de João Pessoa. Nesse período de maior reaproximação com o setor artístico-cultural da cidade, agora como gestor público, já deu pra fazer uma avaliação e traçar um prognóstico do que o setor necessita e do que o poder público pode fazer mais em prol da cultura?

Chico César: Quando um engenheiro projeta uma avenida, a avenida não é para ele; quer dizer, as estradas não são feitas para os engenheiros, os hospitais não são feitos para os médicos, as escolas não são feitas para os professores. Isso são serviços que o poder público oferece para a população. É a população quem paga por esses serviços. Acho que classe artística aqui, por não termos um mercado, ela tem dificuldade de se pensar profissionalmente. E atrela a sua atividade, ou pensa a sua atividade atrelada aos poderes públicos. E aí é como se o estado tivesse que criar políticas de proteção aos artistas, e não como se o estado tivesse de criar políticas de atendimento à população, políticas culturais. Isso é um equivoco terrível, porque como o bailarino, o ator, o músico, etc não tem mercado, ele pensa que o Estado tem de protegê-lo e bancar a sua vida. Como se uma secretaria de cultura fosse uma agência produtora de eventos pra fazer os artistas trabalharem. Não pode ser assim. Acho que o estado tem que pensar em algo muito mais profundo, que é trabalhar a cultura como elemento de cidadania, de inclusão, de direito, como está na constituição. Então, antes de pensar a programação cutural, é necessário criar, ampliar uma rede de oficinas culturais nos bairros, nas periferias, na cidade, de modo que o conhecimento possa ser compartilhado. O evento em que é contratado um artista de dança, de música ou de teatro, é algo pontual. Eu acho uma pena que as verbas de cultura da cidade e o tempo dos agentes de cultura sejam gastos com evento. Então, qual é minha proposta? Ninguém vai conseguir tirar do calendário, carnaval, semana santa, festa junina, Festa das Neves, natal, reveillon… Se a gente quiser fazer só isso… chamar artista pra fazer show, montar palco, fazer festival de teatro, isso já é um trabalho incrível. Mas eu acho que a gente tem que encher a cidade de oficinas culturais e trazer para dentro dos eventos, o resultado dessas oficinas. Então, paralelo ao show, ou à mostra de dança, trazer o pessoal da periferia para participar disso, participar como agente, não como espectador. Você não pode transformar uma cidade inteira, apenas em público. Mesmo que você ofereça algo de bom gosto, de qualidade. Você tem que pensar a cultura como algo que pertence à cidade, e não apenas aos artistas. A intenção é trazer isso o mais rápido possível. Por exemplo, na Festa das Neves, além do palco onde se apresentam os artistas, e o palco da cultura popular, vai ter um palco-tenda, que vai se chamar “Fama Zero”, para onde vamos trazer esse pessoal que está fazendo essas oficinas; o menino que podia está ali fumando crack e tal, aí tem uma oficina de percussão… então vamos trazer essa galera que já está fazendo essa oficina pra tocar; pra que ele veja o que as outras pessoas do bairro do Novais, da Ilha do Bispo, de Jaguaribe, de Mandacaru está fazendo, e ele fazer para que os outros vejam também. Acho que pensar a cultura desse ponto de vista é mais sadio do que você transformar uma fundação numa agencia de eventos, de shows. Eu sou da música, mas isso é uma outra queixa minha: toda vez que você pensa em qualquer coisa já se pensa em show de música; deve-se incluir teatro, artes plásticas, o grafite… Então, o caminho é dialogar com essa cultura que está na periferia, que muitas vezes nós artistas narcisistas e egóigos, não vemos. É necessário dialogar, tentar um aporte de recursos, às vezes coisa pouca. Num show de música, às vezes você gasta o dinheiro de seis meses de oficina, ou mais. Então, devemos está ciente disso. Mudar o caráter dos shows, acabar com a micareta, tirar o forró de plástico; isso foi ótimo, deu uma aplainada no terreno. Mas, eu acho que temos que construir um vinculo real com a cidade.

Janelacultural.com: Em relação ao mercado cultural, que é uma carência também que o setor cultural enfrenta em função de fatores como a falta de consciência empresarial numa região como a nossa, acaba que em grande parte a reivindicação sobra para o setor público investir… E, além da produção, que já requer muitos recursos, os produtores enfrentam muitos problemas em relação a distribuição. Então se o poder público não investe na produção, não seria o caso de incentivar os canais de distribuição…?

Chico César: O poder público tem que criar alguns canais entre a iniciativa privada e a artística. Então, eu propus ao pessoal do grafite, vamos fazer uma reunião com a fábrica de tinta, os caras que vendem tinta, pra vê se eles vendem mais barato, pra ver se eles apóiam… Enfim, criar mecanismos, leis de incentivo. Mas, o Estado não pode ser quem paga pra fazer, e quem compra o produto do artista. Há os editais de cultura pra todas as áreas, que é um instrumento democrático, todo mundo pode participar. Tem a programação das praças, que acho um projeto bem interessante. Acho que a gente deve ampliar mais, e pegar outras linguagens, que não seja só música. Aí você consegue colocar cento e tantos artistas, grupos se apresentando. A maioria acha ruim porque você tem cento e tantas datas, e em cento e tantas datas se apresentam cento e tantos artistas, então assim, você não cria um circuito pra dez artistas rodarem todas as praças. Mas aí é que tá, eu acho que quanto mais oportunidade a gente puder dá para mais pessoas se apresentarem, isso torna a coisa mais democrática. Se a gente puder fazer com que cada artista ou grupo se apresente duas vezes pelo menos dentro desse circuitão, já é algo. Mas o que há é que os artistas esperam mais do Estado, esperam mais da Fundação. E há uma limitação de recursos. Acho que aí os artistas tem que procurar palcos alternativos. Independente das prefeituras, eles tem que procurar essas praças, procurar os comerciantes do bairro, procurar patrocínio para se apresentar. Historicamente, mesmo artistas consagrados, como Luiz Gonzaga… Luiz gonzaga associou a imagem dele, a música dele, a um projeto publicitário, ao fumo Du Bom, e a remédio, a sandália e a não sei o quê. Então, além de procurar o caminho das pedras, do ponto de vista da estética, ele mostrou também que é possível… imagina se Luiz Gonzaga cruzasse os braços e esperasse que o governo militar bancasse, a Sudene…. Ele arrumou um patrocinador, uma veraneio…ia fazer shows. Genival Lacerda vai fazer shows nos circos e bota o filho dele na bilheteria… Acho que há uma fantasia talvez dos artistas que os torna muito mimados, no sentido de… ah, a gente quer tocar mas quer que dê o teatro, o cachê, o transporte.. E quer que o Estado dê. Há uma idealização de um certo circuito chique, que eu acho que não combina com a realidade da cidade. Tem que ocupar as praças, as bibliotecas, a periferia, as associações de moradores, os sindicatos, mesmo quando não há dinheiro. Eu digo isso porque nos anos 80, nós tínhamos o Vamos Comer Teatro; tínhamos o Tocar por Prazer do Musiclube da Paraíba; tínhamos o Movimento dos Escritores Independentes recitando poesia no Ponto de Cem Réis todo sábado, invadindo as lojas, sendo expulso, ivadindo a livraria Livro 7, lançamento de livro da secretária Gizeuda Navarro….Onde está o movimetnjo cultural hoje? O que ele está esperando? Nesse sentido acho que a Funjope tem uma função de provocação também; de chamar o pessoal pra rua, pra fazer coisas que dialoguem direto com a população, sem intermediários, sem ter que pagar ingresso, sem ter que entrar no teatro. Porque acho que você vai criando público, e vai criando uma consciência de que a função primeira do trabalho artístico é a expressão, e essa expressão necessita de uma consciência. Ganhar dinheiro para sobreviver é legítimo, mas se você colocar isso antes de tudo, parece que a expressão está em segundo lugar, isso gera uma distorção, e acaba não funcionando nem pra uma coisa nem pra outra.

Autor de "Mama África" destaca necessidade de reforçar a consciência da expressão artística

Autor de "Mama África" não fará shows na Paraíba enquanto atuar como gestor público

Janelacultural.com: E o Fundo Municipal de Cultura, como é que fica nessa filosofia?

Chico César: Estamos num momento muito rico agora de contato com o Minc, entre outras coisas, como a discussão da Lei Rounet e tal, mas que na verdade é uma discussão muito mais ampla que a criação de um sistema nacional de cultura, que dialoga com o sistema de cultura de cada município, da capital, com o sistema de cultura dos estados. Então, estamos discutindo a criação de nosso sistema de cultura que envolve fundo, fóruns de cultura, conferências… Quanto ao FMC, temos uma discussão com o prefeito Ricardo Coutinho de que devemos abrir os editais por manifestação, e não apenas um edital só, um bolão. Porque assim o pessoal da dança vai saber, esse é um edital da dança; o pessoal do audiovisual do mesmo jeito. Então, está passando por uma rediscussão, vamos organizar a nossa conferência municipal de cultura, que vai nos ajudar inclusive, a repensar o fundo, e ainda este ano devemos lançar os editais, espero que até setembro, pra sinalizar pra classe artística que a prefeitura não vai descuidar do seu papel de parceiro.

Janelacultural.com: Então, com essa parceria mais forte com o Minc, há perspectiva de ampliar recursos para o FMC?
Chico César: Há perspectiva…

Janelacultural.com: Na último edital foi de R$ 700 mil…

Chico César: Pra uma cidade como João Pessoa, é pouco. Com a criação desse sistema nacional de cultura, há a possibilidade de repasse de fundo a fundo. Um dinheiro da órbita federal que vem direto para a órbita municipal, sem passar por outras vias. Então, há essa possibilidade. Se a gente se organiza e cria essa dinâmica mais fluida, a cidade tende a ganhar. Quando eu vou a Brasília, nesse mês e quinze dias eu fui duas vezes…

Janelacultural.com: E você está indo agora novamente…?
Chico César: Estou indo tocar agora….vou amanhã.

Janelacultural: Por falar nisso, queria que você falasse um pouco como é que fica sua carreira artistica?

Chico César: Quando aceitei o convite do prefeito Ricardo Coutinho, eu coloquei pra ele algumas coisas, pra serem colocadas pra população: de que eu não vou tocar na Paraíba profissionalmente, enquanto estiver nesse cargo. O pessoal pode até pensar, porque não só em João Pessoa? Porque acho que cria uma certa confusão; a capital é um centro irradiador, é um pólo importante…. Então, de repente, uma conversa com um secretário de Cultura do Conde, eu como artista, pode parecer estranho. Acho que posso ajudar mais como gestor cultural mesmo, do que como artista. Eu prefiro conversar com Tan, que é o secretário de Cultura de Campina Grande, como gestor agora, do que como artista. Então, o que acontece, durante a semana, eu sou mais da Fundação; no fim de semana eu sou mais do artista. Então, às vezes, uma coisa vai entrar na outra… Acho que prá fora do Estado, eu ter aceito o convite e ter assumido, criou uma expectativa muito bacana e um desejo de colaboração. Eu sinto muito isso em Brasília, quando vou discutir Pontos de Cultura, discutir Mais Cultura… As pessoas recebem muito entusiasmadas; e não é porque é uma celebridade, é porque é um artista que tem uma história política, ideologia, é um compromisso de história, é uma vida pública que tem uma coerência ligada a uma coisa de animação cultural, de agitação cultural.

Janelacultural.com: Mas há uma expectativa muito grande da comunidade artística em relação a sua atuação frente a principal entidade cultural da cidade, considerando sobretudo um fato muito simples: todos sabem do seu talento artístico, mas a sua atuação como dirigente cultural, essa será sua primeira grande experiência. Algo similar ao que ocorreu com o ator Luiz Carlos (antecessor). Como você encara essa situação?

Chico César: Eu acho que Luiz Carlos sempre foi um gestor cultural da maior importância. Até mais importante do que eu. Ele criou junto com os colegas Everaldo, Buda Lira… criaram a Piollin, que é uma escola importantíssima, que já tem mais de 30 anos. Mas, uma coisa a gente vê que é a gestão publica, e outra coisa é a gestão privada. Por que, por exemplo, eu criei o Instituto Beradeiro, criei e banquei durante cinco anos - agora o governo vai, a Petrobrás e tal… - Então, quando você não está ligado à burocracia do Estado, a um organograma público e tal, você age com muito mais velocidade. Quer dizer, você não depende, sei lá, da Seinfra, da Secretaria de Finanças… É você mesmo, você e seus colegas dizendo vamos fazer isso… e se a gente errar, quando você erra sozinho, você quebra sua própria cabeça, gasta seu próprio dinheiro, sei lá o que… E quando você está ligado a uma gestão pública, você tem que levar em conta a política, a que aquela gestão publica se propõe e quais são as dificuldades, quais são os entraves, e ter claro o que você quer fazer também… Eu tenho certeza que a Funjope não pode ser uma creche de artistas, isso aqui não é um lugar de adoção de artistas. Ela tem que elaborar uma política cultural coerente, com uma proposta de um governo socialista dentro de um regime capitalista.

Janelacultural.com: Existe já a indicação da construção do teatro municipal, que é uma carência da cidade, o que há de concreto em relação a isso?
Chico César: Existe um projeto arquitetônico, existe uma Emenda parlamentar de bancada, do deputado Marcondes Gadelha, uma emenda que traz recursos na ordem de 11 milhões de reais, direcionada ao Ministério da Cultura. Existe outra Emenda que é uma verba que está associada ainda à Estação Ciência… A idéia é ter um conjunto arquitetônico que dialogue com a Estação de Ciência Cultura e Arte, algo em torno de 17 milhões. Quer dizer, isso ainda é um propósito, não existe dinheiro de fato, na mão.

Janelacultural.com: Parece que já há um rumor na cidade questionando o acesso ao local, pela distância. Alguns acham que esse instrumento deveria ser construído aqui no centro histórico para dinamizar mais essa localização aqui nessa área. Você já ouviu algo a esse respeito?

Chico César: Já ouvi… Nós temos, por exemplo, e vamos fazer isso, numa assoicação com o Governo Federal do Minc, vamos transformar o antigo Fantástico Clube de Mangabeira, num espaço multiuso para aquela população. A gente tem muita vontade de transformar o Porto do Capim numa grande arena. O centro, ele vai se dinamizar acho que por outros propósitos. Ocupando os prédios, as habitações. Não há um espaço para construção de um espaço municipal. Não tem um terreno disponível para construir. O fato é que quando a Estação Ciência foi projetada, pensada e construída… há um dinheiro que está ligado a Estação Ciência, no Ministério da Ciência e Tecnologia e que é algo que vai fazer parte do mesmo conjunto arquitetônico. Então, não há como desmembrar e dizer “a classe artística acha que deve ser colocado no centro…” A gente vai acabar não tendo nem uma coisa nem a outra coisa. Acho que é melhor a gente pegar isso que existe e construir, respeitando a questão ambiental, até revitalizando. E a gente não pode deixar de pensar que perto dali você tem Mangabeira, Valentina, José Américo, está tudo por ali…

Janelacultural.com: Voltando a questão do artista, me fale sobre os projetos em andamento ou algum novo projeto de criação no campo da música.

Chico César: Eu estou na estrada fazendo show do disco “Francisco, Forró e Frevo” que foi agora indicado ao Prêmio de Música Brasileira. Coincidentemente, mais três paraibanos estão indicados ao mesmo prêmio, com categorias diferentes: Renata Arruda, Zé Ramalho e Zabé da Loca. Isso mostra como um Estado pequeno pode ganhar visibilidade na cena nacional, independente do poder público. Não sei se o disco da dona Zabé da Loca foi bancado por algum fundo, uma lei de incentivo à cultura. Mas o resto é fruto da batalha pessoal de cada um desses artistas. Isso não deve tirar a responsabilidade do Estado com relação ao apoio a cultura. Pelo contrário, mostra que há pujança na área cultural no nosso Estado. E há Estados que não tem nenhum artista indicado a nada nesse prêmio e nem nada naquele outro, e gastam com cultura 10 vezes mais do que a gente. Então, eu acho que a gente tem que tomar um certo cuidado, e não esquecer que Sivuca, ele fez um concurso para a Orquestra Tabajara, passou, mas o que ele ia ganhar aqui não dava nem pra ele pagar a pensão, ou só dava pra pagar a pensão… aí ele voltou pra Itabaiana, jovem ainda, e os amigos dele inscreveram ele acho que numa orquestra da Rádio Jornal do Comércio, em Recife. E aí, ele já nem queria mais, mas lá ele passou, e os chefes da orquestra disseram: ‘olha, sabemos que você não é daqui, que você vem de outro Estado; então, além do que você ganha, vamos pagar o aluguel do apartamento, e vai dá já um aumento…’ Então, quando muita gente aqui fica choramingando… dizendo como Recife é bacana, como João Pessoa é pequena…. Historicamente tem sido assim, as indústrias estão instaladas lá há muito mais tempo, há pujança econômica no Estado, o apoio que esse Estado pode dá a cultura é maior, o interesse também… Nós tivemos aqui uma época que o governo teve muito interesse na música erudita, na época do governador Burity… algo que na época, eu como artista de música popular, reprovava, achava ruim, mas isso criou um núcleo de grandes músicos. Hoje a Paraíba fornece músicos para orquestras de Natal, de Recife, de Aracaju, de São Paulo, de fora do Brasil… Então, quando você pega dinheiro publico e aplica na formação principalmente, é muito importante.

Capa do disco Francisco, Forró & Frevo. Enquanto atuar como gestor público, artista não fará shows na Paraíba
June 10

CONFRARIA DO BECO DE MALAGRIDA - TÚNEL DO TEMPO

DruzzPress, por sua Editoria de Irmandades,
Congregações, Associações, Sociedades,
Enturmações & Outras Confrarias, esclarece

SÓ  POR  DUAS CONFRARIAS
BATE O CORAÇÃO DO DRUZZ

Amo duas Confrarias,
só pelas duas sou seco:
a Confraria do Beco
e do Vinho a Confraria.
Minha Lista, o que eu faria
nessa outra Irmandade
(ou até Congregação)
sem de Aglaé a bondade,
sem da Clotilde a verdade
e sem da Neile a afeição?!...

Evandrovinho da Nobrebeco [DruzzKonffrad]

***************************************************
NEILIANE MAIA escreveu:

Evandro e a Confraria  
      
Neiliane Maia    
to cidadeecultura

E meu pai, nos seus 87 anos, que me ligou na maior
zorra, da granja onde mora:

"Tou ligando pra dizer que, como seus amigos estão
caindo nessa tal Operação Confraria, venha se
esconder aqui pra não ser presa também. Eu garanto
que lhe dou guarida até Bruno voltar".

Bruno é meu filho advogado que está viajando.
Estão vendo como essa coisa tá séria?

Um abraço
Neiliane
*****************************************************************************************
AGLAÉ FERNANDES escreveu:
aglaefernandes <aglaefernandes@...>

Caros listeiros,
Talvez pela força e celebridade do nome, aliada ao
nervosismo da repórter da TV Correio, tivemos o nosso
companheiro Evandro da Nóbrega envolvido na Operação
Confraria, em matéria do Correio Debate deste 21 de julho.

Explicação possível:
A referida repórter teria misturado os nomes
EVANDRO Almeida e Saulo NÓBREGA e fabricado um
Evandro Nóbrega, nome que certamente lhe era familiar.

A ironia fica por conta da brincadeira habitual do
nosso estimado Evandro que experimenta fusões do
seu próprio nome com o assunto e/ou personagens
que ele evoca em seus brilhantíssimos textos.
 
Evandro, felizmente todo mundo sabe que a
Confraria mais barra pesada que você freqüenta é no
máximo a cultural Confraria do Beco.
Um abraço,
  
Aglaé

********************************************************************************
CLOTILDE TAVARES escreveu:
 
Clotilde Tavares
www.clotildetavares.com.br
http://clotilde-tavares.fotoblog.uol.com.br

--------- Mensagem Original --------
De: "Evandro da Nobrega" <evandro.da.nobrega@...>
Para: "Clotilde Tavares" <clonews@...>
Assunto: É OUTRO EVANDRO, NÃO O DEGAS AQUI...
Data: 21/07/05 07:20

Prezada Clotilde:

Por isto tudo é que sempre cito a imortal frase do
insigne filósofo patoense Ninim das Espinharas:
"O mundo é doido e a mãe num sabe"...

Talvez porque seja eu o Evandro mais conhecido da
Paraíba, tem saído aí, insistemente, na TV Correio,
por lapso ou equívoco, que o "ex-secretário da Prefeitura, Evandro Nóbrega",
está na relação dos acusados da PF e da Controladoria Geral da União...

Mas não sou eu, não, claro. Fui Secretário de Comunicação Social da Prefeitura,
por duas vezes, mas faz muito tempo, há trocentos anos, quando ainda era prefeito
(imagine!) o falecido Damásio Franca, que cumpriu dois mandatos...

No caso de agora, trata-se aparentemente do ex-secretário Evandro Almeida
Fernandes (ou Castro, não sei bem), como o Hélder Moura, do programa Correio
Debate, da TV Correio, já esclareceu uma vez...

Mas, apesar do esclarecimento, a notícia sobre o tal Evandro Nóbrega já saiu
mais umas quatro ou cinco vezes...

Não estou nem aí, porque não sou eu mesmo, não. Não carece preparar a malinha,
não, com escova de dentes, cuecas limpas etc...

Aliás, não sou Evandro Nóbrega, mas, com licença da má palavra, Evandro da Nóbrega.

Outrossim (outrossim é bom demais!), o único Evandro Nóbrega que conheço, e é só
de nome, atua como neurocirurgião no Paraná, bem longe desta confa aqui.

Beijo seu coração de escritora, inobstante loura,

Evandrus Anovrecensis,
"...ad radices castro Anofrice, apud Galicia..."


June 09

A ARTE TIMENSION DE HANS DONNER

 à magnífica criação Timension, uma maneira inusitada de medir o tempo, do designer Hans Donner.

Reginaldo Marinho

O tempo de Hans Donner

cid:image001.jpg@01C9E86B.E9D67320

Deus disse logo no primeiro dia: Faça-se a luz e a luz foi feita. Desde os primórdios que a presença da luz inquieta o homem e através dela veio a compreensão do tempo.

A primeira leitura do tempo foi por meio da luz. Antes do relógio de sol, o homem dispunha apenas do relógio biológico para controlar as suas atividades no decorrer do dia. Ao criar necessidade de programar os seus afazeres e definir a sensação da passagem do tempo foi criado o relógio solar.

Durante o dia observou-se que o Sol se deslocava, com o tempo a luz percorria o espaço, esse percurso transformando a dimensão e a posição das sombras delineadas pela luz inspirou o homem a projetar os primeiros instrumentos de medição do tempo. No início do dia, com o Sol levantando-se do horizonte, a projeção ficava mais alongada. A sombra ia diminuindo de tamanho e voltava a crescer, até desaparecer e surgir a noite. O ponto de transição foi denominado meio-dia.

Atribui-se ao filósofo, astrônomo, geógrafo e matemático grego Anaximandro de Mileto, discípulo de Tales, que viveu entre 610 a.C. e 547 a.C. a invenção do relógio solar. Teria sido ele quem aperfeiçoou o conhecimento dos babilônios, que habitavam o atual Iraque, e construiu o primeiro relógio de sol, a primeira geração de relógios. Consiste basicamente em uma haste, inicialmente vertical, fixada em uma superfície, sobre a qual a luz solar projeta uma sombra que marca o tempo. Definem-se os intervalos de tempo sobre essa superfície, em torno da haste central. O deslocamento da sombra da haste projetada girando sobre a superfície horizontal indicava as horas. O tempo e a luz são elementos indissociáveis.

Os relógios solares eram imprecisos, em função do movimento oscilatório da Terra que gera as quatro estações e dependiam da ausência de nuvens. A variação da inclinação do Sol durante o ano se visualiza com mais nitidez nos países europeus localizados mais afastados do equador. A inquietação para compreender e dimensionar o tempo faz parte da natureza humana. Não podemos abstrair o tempo de nossas vidas, para sermos mais inteiros devemos nos integrar ao tempo, permitir uma completa harmonia em cada fragmento de tempo.

A segunda geração foi a dos relógios mecânicos. Eles surgiram no final do século XIII e o primeiro relógio de torre foi construído na cidade de Pádua, na Itália, pelo relojoeiro Jacopo di Dondi, em 1344.  Os ponteiros girando em torno de um eixo substituíram a sombra da haste que girava em torno dela, nos relógios solares. Passaram a fabricar relógios menores que se usavam em bolsos ou bolsas, conhecidos por relógios de algibeira. Até Santos Dumont não houve muitas mudanças, foi ele que introduziu o relógio de pulso, mas continuou sendo o mesmo relógio.

A terceira geração foi a dos relógios digitais. Essa invenção não funcionou para o uso pessoal. Não conseguimos nos livrar dos arquétipos. Esse relógio racional e tão preciso funciona bem em todas as aplicações fora do pulso, mas não se conecta com as imagens que temos construídas em nosso inconsciente para nos relacionar com o tempo. A nossa compreensão do tempo está associada à visão da luz que se desloca no firmamento.

Hans Donner, um dos designers mais consagrados do mundo, cuja obra define os próprios conceitos do design moderno, cria a quarta geração de medidores do tempo. Hans batizou acertadamente a sua invenção por Timension. Timension é o novo paradigma na dimensão do tempo. Com ele você vê o tempo. Nele estão reunidos os arquétipos desde os tempos imemoriais associados ao que existe de mais belo e contemporâneo na medição do tempo. Uma representação gráfica do tempo e da luz entre o nascer e o pôr do Sol, encapsulada em refinada estética.

O tempo de Hans Donner é medido por uma linha que separa a luz da sombra que desliza suave e continuamente em seu invento, como acontece na natureza. O tempo e a luz estão definitivamente unidos em sua invenção. Uma união perfeita. A poesia que a luz sugere com a precisão do tempo.

O tempo deixa de ser medido pelos tradicionais ponteiros e retorna à luz. Hans Donner é outro renascentista pós-moderno. Ele concebeu um instrumento científico integrado à arte.

O Timension chegou a ser fabricado para ser usado no pulso, uma versão mecânica. Agora, ganhou a sua forma definitiva, em sintonia com o futuro. Essa invenção foi traduzida para a linguagem digital e está sendo baixado para computadores e usuários de Iphone e Iphod Touch do mundo inteiro pela internet, a cada minuto. A medição mais primitiva do tempo e, agora, a mais revolucionária são feitas pela luz.  O futuro passa por esse tempo.

Quem tem sistema operacional Vista ou XP original da Microsoft pode fazer o download do Timension grátis.

June 07

COPA DO MUNDO 2014 NO BRASIL


 

Sem surpresas, Fifa anuncia sedes da Copa do Mundo de 2014

 

Thales Calipo

Em Nassau (Bahamas)

 

O mistério chegou ao fim. Após 19 meses da escolha do Brasil como palco da Copa do Mundo de 2014, a Fifa divulgou, neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, o nome das 12 sedes do Mundial. Sem muitas surpresas, foram confirmadas

 Belo Horizonte (MG),

 Brasília (DF),

Cuiabá (MT),

Curitiba (PR),

Fortaleza (CE),

Manaus (AM),

Natal (RN),

 Porto Alegre (RS),

Recife (PE),

Rio de Janeiro (RJ),

Salvador (BA)

e São Paulo (SP).

 

 

Manaus será a representante da região Norte na Copa do Mundo de 2014

 

Beira-Rio será estádio usado em Porto Alegre no Mundial e passará por reformas

 

Dessa forma, das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram fora as cidades de Belém (PA), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).

 

Passada a euforia e a festa pela confirmação do anúncio, as cidades escolhidas terão um cronograma curto para se adequarem às exigências de uma Copa do Mundo. Todos os estádios que foram indicados, por exemplo, precisarão ser reformados ou ainda totalmente construídos. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

 

Após o anúncio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltou a reafirmar a necessidade de serem cumpridos os prazos. "As cidades escolhidas terão apenas o começo do trabalho, que exige organização, cumprimento de prazos, respeito aos padrões da Fifa e credibilidade. Tenho convicção que as 12 cidades têm noção de sua responsabilidade", explicou.

 

O grande objetivo de todas as cidades é atrair o dinheiro da iniciativa privada para viabilizar suas novas arenas e também a ampliação da rede hoteleira. Mesmo com as promessas antes do anúncio, poucas sedes devem conseguir estes investimentos, restando aos governos estaduais a tarefa, em muitos casos, de bancar as praças esportivas.

 

Por outro lado, o governo federal arcará com as obras de infraestrutura. Para isso, deve ser anunciado nos próximos dias um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014.

 

Além de deixar todas as cidades em condições de receber o Mundial, o desafio é não repetir o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, quando os gastos finais foram muito maiores do que a projeção inicial, obrigando o governo federal a gastar mais dinheiro do que o esperado para salvar o evento.

 

Ao mesmo tempo, a Fifa garantiu que não deixará as cidades preteridas no processo de seleção sem eventos ligados à Copa do Mundo. "Essas cidades que não foram escolhidas como sede, terão eventos ligados ao evento. Não podemos jogar em todas as cidades, mas faremos o possível para que todas as regiões possam receber atividades da Fifa", destacou Joseph Blatter.

June 05

CADASTRAMENTO DE ARTISTASe PRODUTORES CULTURAIS

Sexta-feira, 5de Junho de 2009

Funjope cadastra artistas e produtores culturais

Estão abertas as inscrições para cadastramento de artistas, técnicos, oficineiros e produtores culturais nas áreas de Artes Cênicas, Dança, Cultura Popular, Audiovisual, Artes Visuais, Literatura, Circo e Dança e de qualquer outra vertente cultural para composição da programação cultural dos projetos apoiados e realizados pela FUNJOPE.

Inscrições - As inscrições serão realizadas na sede da Fundação bem como através dos Correios e Telégrafos mediante entrega do formulário padrão e documentação aqui exigida no prazo de 18 de maio a 03 de julho de 2009 do corrente ano.

Seleção - Poderão ser selecionados artistas, técnicos, grupos, bandas, solos e outros inscritos para apresentações em locais determinados pela Funjope, considerando as propostas de shows, espetáculos, trabalhos técnicos e oficinas que sejam economicamente viáveis para Fundação, assim como suas características e condições de realização como espaços físicos alternativos e relação de materiais de consumo e recursos técnicos.

Contato: (83) 3218-9707/ 3218-9811/ 3218-5502

http://www.joaopess oa.pb.gov. br/secretarias/ funjope

Falando sobre COTAS NO SÃO PAULO FASHION WEEK

COTAS NO SÃO PAULO FASHION WEEK
Tiago Sitõnio

DIVIDIR PARA CONQUISTAR?







Assunto polêmico, a criação de cotas, em qualquer âmbito, tem gerado muito debate. Tudo começou com o sistema de cotas para as universidades. Sugeriram cotas baseadas na raça, as críticas vieram. Sugeriram cotas baseadas nas condições socioeconômicas dos candidatos, outras críticas surgiram.

Agora as cotas chegaram aos desfiles de moda. Por pressão do Ministério Público de São Paulo, a organização do São Paulo Fashion Week fechou um acordo com as grifes do evento para criarem uma cota de 10% de modelos negros para os desfiles deste ano. A pergunta que fica no ar é: vai parar por aí?

Obviamente não se contestam as intenções por trás das políticas de cotas de incluir quem está à margem da sociedade. Mas, como bem se sabe, boas intenções não são suficientes. O sistema de cotas para universidades nunca me pareceu uma boa solução, quer sejam cotas raciais, quer sejam cotas sociais. 

O critério de cotas raciais é o mais nocivo e disparatado de todos. Em primeiro lugar, porque institucionaliza o racismo, criando divisões raciais com o aval do governo. Em segundo lugar, qual é o critério de classificação de raça? Quem decide quem é negro, mulato, cafuso ou mameluco? O caso dos irmãos gêmeos que foram classificados diferentemente pela Universidade de Brasília deixou claro que não há maneira segura e correta de definir a raça. Aliás, o próprio conceito de raça para o ser humano já foi desacreditado e descartado pela Biologia.

Seguindo o critério da condição socioeconômica, outro problema existente também na escolha por raça persiste: a qualificação dos candidatos. É sabido que, pelo sistema de cotas, há alunos entrando na faculdade com notas mais baixas do que os que não usufruem as cotas. Por experiência própria, sei que há pessoas que, mesmo sem nenhum tipo de favorecimento e tendo que passar por todo o calvário do vestibular, ainda entram na universidade despreparadas, sem alguns conhecimentos básicos do ensino médio para dar início ao ensino superior. O que se esperar então de alunos que vêm de escolas da rede pública com ensino precário que são favorecidos por um sistema falho?         É preocupante pensar na qualificação dos profissionais que se formam a partir dessa conjunção de fatores.

Se a intenção é dar condições de igualdade para os negros, índios, estudantes de famílias pobres e outros excluídos, então que se invista em ensino fundamental e médio de qualidade, deixando-os aptos a concorrer em pé de igualdade com qualquer aluno abastado de escolas particulares de primeira (que se empenhe em seus estudos, claro). Forçar a entrada de pessoas despreparadas na universidade não resolve um problema, cria outros. Se assim for, pode ser que vejamos o governo passar a exigir cotas nas empresas para a contratação de profissionais formados que se valeram do sistema de cotas para garantir que eles tenham “chances iguais” no mercado de trabalho.



June 02

CRISTOVAM TADEU - HUMORISTA LANÇA DVD

DVD de Cristovam Tadeu 

 

        O humorista paraibano Cristovam Tadeu lança o seu primeiro DVD celebrando os 25 anos de carreira artística. ‘RisoPontoCom’, o DVD, será lançado nos dias 6 e 7 de Junho, às 20h na Sala de Cultura do Shopping Sul, na principal do Conjunto dos Bancários, onde o artista estreou em 2006.

          Cristovam Tadeu é o humorista pioneiro na Paraíba no estilo one-man-show. Começou como ator de teatro em 1980 e já em 82, aos 20 anos, fazia seu primeiro show de humor chamado “Prá Morrer de Rir”. Em 86 iniciou o projeto de humor em bar se apresentando e lançando novos talentos no famoso Bar Travessia.

          Atuou em dezenas de peças de teatro, escreveu e dirigiu dois espetáculos de grande sucesso – ‘Vovô Viu a Uva’ e ‘Vovó Viu a Ave’ - fez cinema - ‘24h’ de Marcus Villar e ‘Por 30 Dinheiros’ de Vânia Perazzo e Ivan Herbalo -  e na TV, além de ter feito centenas de comerciais, escreveu, dirigiu e produziu o primeiro programa de humor da Paraíba chamado ”Sábado de Graça”.

          Em 1989, em São Paulo, fez parte do elenco do programa ‘Só Riso’, na Rede Band ao lado de Costinha, Zé Vasconcelos, Lilico, Zé Bonitinho e há quatro anos participa do programa ‘Show do Tom’ na Rede Record como Gaetano Velhoso.

          Tadeu está celebrando uma vida inteira dedicada ao humor: dos quadrinhos às charges, do teatro à TV.

Conteúdo do DVD.

          Para elaborar o DVD, Cristovam Tadeu procurou rechear com materiais importantes na carreira do comediante, assim, o disco está repleto de coisas raras como o primeiro quadro de humor na TV em 1987 atuando com Nairon Barreto (Zé Lezim) e Ednaldo do Egypto, que vai estar na faixa Baú 1. No Baú 2, Tadeu nos presenteia com sua participação no programa ‘Só Riso’, na Rede Bandeirantes de Televisão em São Paulo, no ano de 1989 quando ele se mudou pra lá. Além desses dois baús, há material antigo como comerciais para TV (“você não tem videocassete? O h, pobreza!”), extras como o quadro ‘Pagando Mico’, imitação de Ariano Suassuna e Dom Marcelo e claro, trechos do show gravado ao vivo no teatro Santa Roza. Há também uma faixa bônus que só pra quem usa computador com um Power Point dos 25 anos de carreira do humorista.

          O show de lançamento e a noite de autógrafos começam às 20h e os ingressos custam R$ 10,00 (Inteira), que dá o direito a ganhar grátis um DVD e R$ 5,00 (Meia para estudantes com carteira e idosos acima de 65 anos). Informações 8823-2345.

May 15

NOBEL DA PAZ PARA NORDESTINO E PRESIDENTE LULA

Está no site INSTITUTO BRASIL VERDADE um artigo atribuído ao prof. Wagner Valenti – Departamento de Biologia da USP – no qual o biólogo faz considerações pouco honrosas ao senhor Lula da Silva. Entre as agressões dirigidas ao presidente diz ele: 1) “Ele pensa que chegou a presidente pela competência, mas foi por uma junção entre sua persistência malufiana e o ‘mudancismo’ do eleitor, que só pelo desejo de mudar nem se sabe o quê vota alternadamente em
candidatos como Collor e Maluf, e depois em Lula & companhia”; 2) “Ele pensa que é respeitado lá fora, mas não passa de uma curiosidade zoológica, como o mico-leão dourado. A esquerda romântica de lá acha lindo um operário do terceiro mundo ter virado presidente”.
O professor desfia um elenco de considerações recheadas de tanto rancor e tanto ódio que inevitavelmente nos leva a concluir ser ele pertencente a um velho grupamento político que outrora se denominava “direita raivosa”. Por que tanto ódio? Ao final a pessoa que me enviou o artigo, para piorar, diz que o biólogo “é um bom professor de Biologia, pois, mostrou que entende bem de moluscos, vermes e parasitas…”. O que se há de fazer?
Enquanto isso o presidente Lula prossegue sua caminhada (aliás, o artigo do professor tem como título Forrest Lula). Mas o barbudo não está nem aí para esse tipo de comentário. E quando toma conhecimento, reitera que é vitima do preconceito. Não deixo de dar razão ao sapo barbudo.
O que é real mesmo é que Lula, em que pese o ódio que suscita em meia dúzia de invejosos e recalcados, está cada dia mais na crista da onda. E parece inteiramente confiante no ditado árabe: “A caravana passa e os cães ladram”. Esse pessoal vai ficar mais enfurecido quando souber que a UNESCO (isso mesmo, o órgão da ONU que cuida da Educação, da análise da civilização e das pessoas que contribuem com formulações de procedimentos para um mundo melhor) vai conferir a ele [Lula] o prêmio que é uma espécie de pré-Nobel. Tudo em reconhecimento ao emprenho e desempenho do mandatário maior do Brasil. Há uns meses, conversando com um amigo, disse prá ele não estranhar se o barbudo ganhasse o prêmio Nobel da Paz daqui a um ou dois anos. Meu amigo arregalou os olhos e esboçou expressões faciais discordantes com o que acabara de ouvir. Ontem quando soubemos da noticia ele me ligou dizendo que ouvira a notícia sobre o prêmio da UNESCO e confessou acreditar que agora o Brasil vai receber o seu primeiro prêmio Nobel. Melhor ainda: O agraciado vai ser o Pau de Arara de Garanhuns (ou melhor, de Caetés). É mole ou queres mais? Isso vai deixar a paulicéia desvairada enfurecida.
Tem gente que nasceu com o cotovelo prá lua. Esse é o caso do Lula. O cara realmente é o cara! O presidente Obama, que não é otário, percebeu isso e com toda a espontaneidade assim se externou para todo o mundo ver e ouvir. Claro que meia dúzia dos “contra-Lula” insistem que aquilo foi sacanagem do presidente americano. Nós nem discutimos mais isso porque sabemos se tratar de repetição daquele velho diálogo entre o lobo e o cordeiro na fábula de La Fontaine. Deixa prá lá…
O que interessa é que o Brasil vai receber o Nobel da Paz (o primeiro de nossa História). Para a Academia de Ciências e Artes de Estocolmo bastam apenas mais umas duas entidades e uns três governos reiterarem formalmente a indicação - e isso está mais do que claro que será feito - e teremos finalmente o nosso Nobel. Como se dizia outrora no bilhar da Confeitaria Araci: É bola na caçapa!
Quem não gostar da notícia, sugiro tomar um banho frio, se livrar dos ódios que somatizou por causa dos preconceitos históricos disseminado pelo privilegiadíssimo patronato brasileiro e avaliar com isenção o que foi feito de positivo pelo Sr. Lula da Silva. Se fizer isto, estará livre para reconhecer o Barbudo como merecedor do Prêmio. Se não fizer, sofrerá as agruras de ser reconhecida como uma pessoa invejosa e alienada. Pior: continuará sofrendo dores de cotovelo, enxaqueca e osteoporose. E o Barbudo? Bem, o Barbudo estará brindando com a Rainha Sílvia e toda a elegante corte da Suécia. Dá-lhe Lula! Um abraço cordial e até a próxima.

Paulo Pires (*) ProfessorUnivesritário (UESB-FAINOR).

CULTURA NACIONAL EM DECADÊNCIA , FONTE PORTAL LUIZ NASSIF


14/05/2009 - 13:20

Uma perda para a cultura nacional

O Brasil poderá perder o mais rico acervo de arte jamais montado, desde que Assis Chateaubriand montou o MASP.

Trata-se da coleção de Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos.

Durante anos, Edemar utilizou parte do dinheiro arrecadado em golpes para adquirir todo tipo de arte, de artistas célebres a antiguidades de valor histórico inestimável.

O juiz Fausto De Sanctis tinha dado uma sentença pela qual todo esse material seria passado para órgãos públicos, museus, universidades e se incorporassem definitivamente ao acervo cultural do país.
Havia razões de ordem jurídica e de ordem nacional. As de ordem jurídica devido ao fato de que as vítimas do Santos no fundo também eram cúmplices, pois aceitavam receber repsasses de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), desviando parte do dinheiro para papéis do próprio Banco Santos.

Ontem o Superior Tribunal de Justiça reformou a sentença, ordenando que o acervo volte para a massa falida. Seria dizimado, as peças serão vendidas para colecionadores individuais, haverá enorme dificuldade em definir o valor efetivo. E o país perderá a oportunidade de incorporar à cultura nacional um dos mais valiosos acervos constituídos em sua história.



34 comentários para "Uma perda para a cultura nacional"

  1. 14/05/2009 - 13:30 Enviado por: Silvana

    STJ fail. ¬¬

    Burrice total.

  2. 14/05/2009 - 13:36 Enviado por: Marco Antonio

    Pois é, mais uma sentença tecnica, jurídica e socialmente brilhante do Juiz De Sanctis reformada pela leitura medíocre e literal de dispositivos legais, feita por Magistrados de Tribunais Superiores, cujos contatos com a realidade às vezes se resumem a estar vivos. É disso que eu falo quando elenco como problema estrutural do Poder Judiciário a falta da conexão entre a letra da lei e sua eficácia no mundo real, fim último de qualquer normatização jurídica. Com a robotização da exegese e a negação do papel de pacificação e bem-estar sociais da lei, aniquila-se todos os valores e direitos, individuais e coletivos. Cultura, dignidade, educação, segurança. Nada disso passa a ser objetivo mediato e definitivo de intérpretes jurídicos, cuja missão continua a ser a simples mecanização do Direito. Lamentável que não haja limites para essa mediocridade.

  3. 14/05/2009 - 13:36 Enviado por: docontra

    é só o governo pagar o valor das obras….

    será que não consegue um descontinho?

    sem falar que o governo, empresas e bancos deve ser parte dos credores.

  4. 14/05/2009 - 13:40 Enviado por: henrique

    Não sei se me lembro bem, mas não me recordo de cobertura tão eficiente a um roubo quanto neste caso dos quadros de Portinari e Tarsila roubados recentemente. Todos os noticiários na TV são unânimes na cobertura: divulgaram retrato falado, acompanhamento diário da notícia. Lembro do acompanhamento do roubo ao MASP, em que a imprensa fazia questão de demonstrar que houvera falha de segurança… O assunto — roubo de obras de galerias privadas –, recuperem-se ou não os quadros, é de pouquíssimo interesse público.

  5. 14/05/2009 - 13:42 Enviado por: Ivan Moraes

    Juiz de primeira instancia sabotado por “decisao superior”?!?

    Nossa! Deve ser novidade no Brasil…

    (Mas desaparecam com o Liechtenstein, por favor! Rapido! Doi de feio!)

  6. 14/05/2009 - 13:42 Enviado por: Mario Siqueira

    Gente fina é outra coisa.
    Dinheiro bem aplicado, com bom gosto. Nada de construir castelo, tão enorme quanto ridículo. No máximo uma mansão, um tanto exagerada no tamanho, mas bonitona.

  7. 14/05/2009 - 13:53 Enviado por: carlos anselmo-eng°-fort-ce

    caro nassif,

    eu quero é cegar como essas (…) do stj invocaram o formalismo, o tecnicismo e a verborréia do discurso jurídico brasileiro oficial, que particularmente odeio, para reformar a decisão do juiz fausto de sanctis.

    meu amigo, a luta pela contemporaneidade no brasil não tem descanso. é diária. ufa!

    abçs

  8. 14/05/2009 - 14:06 Enviado por: francisco.latorre

    cabe recurso?

    o mec pode fazer algo?… o iphan?

    estupidez sem limites.

  9. 14/05/2009 - 14:38 Enviado por: Vera Pereira

    Um absurdo, mais uma decisão absurda, desse Direito formalista e burro como bem diz o Marco Antônio. Não se poderia pressionar o MINC para questionar a decisão?

  10. 14/05/2009 - 14:46 Enviado por: Paulo

    E o Sarney nessa história toda ?!?!?!

  11. 14/05/2009 - 14:48 Enviado por: mauro Guerreiro

    O comentário do Sr. Marco Antonio explica tudo. Valores culturais não se medem em moeda corrente mas por tudo que podem proporcionar como ferramenta civilizadora que o nosso querido tanto necessita. O Brasil está doente. De vez em quando surge uma pequena pílula minoradora reacendendo sossas esperanças na construção de um Brasil melhor e menos doente. Ao decidir o STJ já deveria ter recorrido ex-oficio para o STF.

  12. 14/05/2009 - 14:56 Enviado por: Legal

    Bem, o Castelo do deputado mineiro nao era feio, talvez ele destoasse da paisagem, tanto quanto uma boa parte dos predios paulistanos.
    Se bem que feio mesmo e aquele predio em forma de navio. Ridiculo.

    Sobre o acervo. E de lasca. Se bem que o governo poderia entrar comprando no leilao e montar um museu pra todos nos. Sao Paulo nao tem museus de arte. Mesmo o MASP, me perdoem a sinceridade, nao e la estas coisas. Nao comparado a outros mundo afora.

    E ja que estamos falando de cultura, quando e que vao construir um Museu de Ciencia em Sao Paulo? E quando vao disseminar propostas educativas como a Estacao Lapa de Ciencia?

    Pois bem, estao querendo desapropriar toda a area da Cracolandia no centro, o que sou totalmente a favor. A questao e: o que vao colocar no lugar? Minha proposta seria um grande parque com um Museu da Ciencia de um lado e uma Faculdade Tecnologica do outro.

    Mas Museu de Ciencia e algo que os brasileiros nao damos a minima importancia. Uma pena, um belo desenho e uma boa estrutura interna seria um chamariz pro nosso turismo.

  13. 14/05/2009 - 14:59 Enviado por: Rafael

    A nossa elite tem pouca cultura, é fato. Há pouco tempo o Daniel Piza escreveu no Estadão sobre o conhecimento mínino de arquitetura que nossa elite possui, considerando inútil a discussão sobre a contratação do escritório dos aqruitetos Herzog & DeMeuron, simplesmente porque nossa elite nem sabe quem eles são ou fizeram (perdão, conhecem o “Ninho de Pássaro” das Olimpíadas). O MASP foi uma iniciativa louvável de uma pessoa escrota. Com todos os defeitos que Assis Chatobriand tinha, uma coisa ele sabia de fato: o que é ser burguês. Ser burguês não apenas dirigir um carrão e ter ações na Bolsa, é um estilo de vida. O Museu de Arte é isso, a propagação desse estilo: uma obra-prima da arquitetura contendo obras-primas das artes plásticas. Pouco importava o gosto pessoal do dono dos Diários Associados ou seu conhecimento artístico, quem falava o que comprar era um verdadeiro intelectual e estudioso da história da arte, Pietro Maria Bardi. O Brasil possui alguns bilionários, que preferem passar a imagem de mecenas de triatlon ou de cornos de carnaval encoleirado que de um mecenas da artes. Edemar comprou muita obra de arte, mesmo não sendo uma das maiores fortunas do país. É um ponto fora da curva. Nossa elite não consome alta cultura, mas temos uma das maiores frotas de Ferrari do mundo. A Coleção Folha de Artes é o máximo de bagagem cultural que possuem. Depois, quem recebe o Bolsa Família é que é o ignorante.

  14. 14/05/2009 - 15:02 Enviado por: Cláudia

    Lamentável e absurda decisão do STF que, aparentemente, decidiu ver os objetos como mercadorias e não como peças históricas. Existe alguma possibilidade legal de reverter um descalabro desse?

  15. 14/05/2009 - 15:04 Enviado por: Cláudia

    Aliás, não fosse a decisão do juiz De Sanctis e talvez a maior parte dessas peças estivesse perdida porque, antes de serem distribuídas entre os museus, estavam praticamente abandonadas sem qualquer proteção ou cuidado.

  16. 14/05/2009 - 15:09 Enviado por: mauro Guerreiro

    Desculpem: Ficou faltando … que o nosso querido BRASIL tanto necessita.

  17. 14/05/2009 - 15:28 Enviado por: Ricardo

    E a gente finge que os credores de um banco não tem condições de acompanhar a esquematização de uma mutreta.

  18. 14/05/2009 - 15:47 Enviado por: Alessandro Pereira

    Como diria o Walter Benjamin, basta a gente fazer reproduções fiéis das obras e expô-las. A reprodutibilidade técnica permite isso. O que diferencia a Monalisa do Louvre de uma cópia é que a do Louvre está carregada de fetiche.
    Assim, preocupa-me que o dinheiro arrecadado, não sei como, mas enfim, que o dinheiro com a venda das ditas obras volte para os cofres públicos e possa ser melhor empregado. A aquisição das ditas obras foi o desejo de um indivíduo e não deve servir como prêmio de consolação.

  19. 14/05/2009 - 15:54 Enviado por: julio guilherme

    aqui vc toca no cerne da questão. O JUIZ NÃO PODE TUDO, ele precisa se ater aos limites da lei ou do que dita a norma. não pode decidir o destino de bens arrecadados nestes processos segundo seu olhar subjetivo. o código de processo civil dita claramente qual deve ser o destinos destes bens, por mais bem intencionado que o magistrado possa parecer. imagine vc a repercussão se o magistrado resolve decorar o forum com bens arrecadados em processos a seu bel prazer, ou ainda se o magistrado resolve destinar para empréstimos aos desembargadores o dinheiro depositado pelas partes a juro zero, se pode destinar pra onde quer, pode tb fazer estes absurdos. é para isso que a discricioanriedade do agente público é delimitada pela lei. certissimo o STJ, este patrimônio pertence às pessoas lesadas pelo banco. se o Estado quizer que se habilite e adquira as peças em leilão. é assim em qualquer país sério do mundo.

  20. 14/05/2009 - 15:54 Enviado por: Edmar Melo

    Nassif,

    Gostaria apenas de acrescentar que o que foi julgado ontem pela 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça- STJ foi o Conflito de Competência nº 76.740/SP, entre o Juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo e o Juízo da 6ª Vara Federal Criminal, também de São Paulo.

    A decisão proferida ontem, por unanimidade (8 votos a 0), foi favorável ao interesse dos credores da Massa Falida do Banco Santos. Dessa forma, passarão a compor os ativos da Massa Falida bens de grande valor, dentre eles, importa destacar, a casa do ex-controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira e inúmeras obras de arte. Assim, há controvérsia de que o Brasil perdeu um grande acervo de obras de arte. Primeiro porque esse acervo foi adquirido com dinheiro dos clientes lesados pelo Banco Santos. Segundo porque os credores da Massa Falida não cometeram nenhum crime ao aplicar seus recursos no Banco Santos. Por outro lado, poder-se-ia citar como uma perda para o Brasil, o fato do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira continuar livre, leve e solto.

    Abs.

    Edmar Melo.

  21. 14/05/2009 - 16:02 Enviado por: Antonio Rodrigues

    Legal:

    Concordo com você que o governo deveria entrar no leilão para comprar esse acervo, se essa for a ultima alternativa.

    Agora, discordo de você em sua analise sobre o MASP. O museu paulista esta no nível dos melhores do mundo, evidentemente atrás de outros como o Louvre ou o Prado. Temos obras importantíssimas de Renoir, Degas, Velásquez, Rembrandt, Picasso, Goya e por ai vai.

  22. 14/05/2009 - 16:12 Enviado por: Luiz Eduardo Brandão

    Mário, concordo que as obras são boas, ótimas, as fotos aqui são apenas uma pequena amostra. E a coleção de manuscritos? Uma preciosidade. Até coisa egípcia tem!
    Mas o banqueiro não fez isso por mecenato, senso estético, refinamento nem nada. Fez para lavar dinheiro mesmo. Arte é uma excelente maneira de fazê-lo. Que o digam as máfias russas, que “investem” até em quadro roubado.
    Edmar teve bom-gosto, sem dúvida, ou foi bem assessorado, mas certamente lavou dinheiro montando a preciosa coleção. De quebra, conquistou a simpatia da ilustrada burguesia paulistana, e brasileira em geral.
    Alguém perguntou pelo Sarney nessa história. Bem na véspera de intervirem no banco, um passarinho pousou na janela dele e avisou o que ia acontecer, a tempo de ele fazer a transferência para porto mais seguro.
    Ele só não disse que passarinho era. Uns dizem que um sabiá, outros garantem que foi tiziu. Só é certo que maitaca não foi.

  23. 14/05/2009 - 17:03 Enviado por: Athos

    Antonio Rodrigues, o MASP não está no mesmo nível dos melhores do mundo.
    Longe disso, é um bom museu mas apenas isso.

    Só uma pergunta aos navegantes, se você fosse credor deste banco, concordaria em não receber bulhufas apenas para o MASP ter este acervo?

    Aliás, quem disse que isso deveria ir para o MASP?
    Por que não o MAM?

  24. 14/05/2009 - 17:08 Enviado por: Sancho Brancaleone

    E as obras irão para a massa falida. Falir é conformar-se com a decisão que determinou esse absurdo.
    Conforme o comentário de Marco Antônio, que faço questão de transcrever:
    “É disso que eu falo quando elenco como problema estrutural do Poder Judiciário a falta da conexão entre a letra da lei e sua eficácia no mundo real, fim último de qualquer normatização jurídica. Com a robotização da exegese e a negação do papel de pacificação e bem-estar sociais da lei, aniquila-se todos os valores e direitos, individuais e coletivos. Cultura, dignidade, educação, segurança. Nada disso passa a ser objetivo mediato e definitivo de intérpretes jurídicos, cuja missão continua a ser a simples mecanização do Direito…”

    Conforme a matéria de Mário César Carvalho:

    “Entre outras preciosidades, o museu ganhou o sarcófago de uma múmia egípcia (cerca 1069 a.C.- 945 a.C.), um monumento maia (300 d.C.- 900 d.C), uma bíblia impressa em 1493, menos de 50 anos após a de Gutenberg, e um tablete com escrita suméria de 1900 a.C.
    “A USP não teria como comprar um acervo desses nunca”, diz Eni.

    Caso o STJ decida que a coleção de Edemar deve ficar com a massa falida, será criado um novo conflito: peças arqueológicas não podem ser comercializadas, de acordo com a Constituição…”

    Sendo as obras leiloadas, certamente irão parar nas paredes dos abastados. Até como forma de homenagear e de prestar solidariedade ao Edemar que, quando sentir saudades, poderá ir visitá-las.

    Imagine se você tem um filho, ou uma filha - Indianinhas Jones - pequenos que queiram se formar em arqueologia no futuro. Que oportunidade perdida! Essas peças arqueológicas que compõem o acervo, mesmo com a proibição de serem comercializadas, têm mercado certo no exterior. Porém, se não me equivoco, somente às peças arqueológicas nacionais são proibidas a comercialização.

  25. 14/05/2009 - 20:09 Enviado por: Fernando

    Entre as vítimas do Banco Santos estão pessoas que não sabiam das mutretas do sr. Edemar Cid Ferreira e da leniência do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (ambos entidades do estado que iria receber as obras). A frase “As de ordem jurídica devido ao fato de que as vítimas do Santos no fundo também eram cúmplices, pois aceitavam receber repsasses de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), desviando parte do dinheiro para papéis do próprio Banco Santos.” é de profunda infelicidade, pois muitos dos prejudicados são aplicadores em fundos do banco, sem qualquer participação nas fraudes. Existem pessoas que perderam suas economias de anos.

    Quanto a juiz de Sanctis, faz muito bem seu papel na vara criminal, mas foi de uma infelicidade tremenda ao invadir a competência de outro juiz, a quem cabe decidir o destino das obras.

  26. 14/05/2009 - 20:40 Enviado por: romério rômulo

    nassif:
    uma perda dessas é muito forte.
    como esses tribunais,ditos superiores,pensam?
    romério

  27. 14/05/2009 - 20:41 Enviado por: robledo duarte

    O serra poderia sair de seu governo fazendo pelo menos algo para ser lembrado no futuro. Poderia trocar as assinaturas da folha e veja pelas obras do bandoleiro do banco de santos e fazer um upgrade no MASP.

  28. 14/05/2009 - 21:20 Enviado por: Ivan Moraes

    ““É disso que eu falo quando elenco como problema estrutural do Poder Judiciário a falta da conexão entre a letra da lei e sua eficácia no mundo real, fim último de qualquer normatização jurídica. Com a robotização da exegese e a negação do papel de pacificação e bem-estar sociais da lei, aniquila-se todos os valores e direitos, individuais e coletivos”

    Sancho e Marco Antonio: quando foi a ultima vez que judiciario fez alguma coisa PELO Brasil?

    Nao faz, nao faz, nao faz. Judiciario brasileiro serve pra legalizar corrupcao de elite. O judiciario brasileiro ***SERVE*** pra isso. Ele eh arquitetado pra fins exclusivos de elites. Arquitetado pra falhar em todos os casos de elites corruptas. Nao falha.

    O ponto de dizer tudo isso eh que a recem-declarada “mercadoria” ja tem comprador. Eh que ninguem sabe ainda, mas ja esta tudo decidido.

    Porque eh assim que o judiciario ***realmente*** funciona. Pra isso ele nao falha nunca.

    (E o Liechtenstein continua pavoroso como tudo que ele fez -alguem na Europa algum dia vai criar coragem e prohibir a existencia de pintores alemaos? Eita sofrimento!)

  29. 14/05/2009 - 22:13 Enviado por: José Robson

    Segundo eu li, os investidores do Banco foram tidos na sentença penal como “cooperadores” da fraude, ou seja, foram aqueles que deram o dinheiro para a “lavagem”, daí porque a pena acessória de perdimento dos bens. Em resumo: os bens foram tidos como produto do crime.

  30. 14/05/2009 - 22:29 Enviado por: luzete

    Existem juízes, existem homens estúpidos que não sabem julgar questões as mais elementares. muitos destes últimos estão na profissão errada. não servem seuuer para apitar futebol de várzea, porque este é coisa simples mas séria.

  31. 14/05/2009 - 23:43 Enviado por: THE GHOST OF WILLTWO

    Pisaram na bola novamente.

    Ah, estão criando mais cargos no Judicíário.

    Deus nos ajude.

  32. 15/05/2009 - 03:24 Enviado por: Juliano Guilherme

    Leger, Basquiat e Linschtestein. Qualque país de primeiro mundo garantiria que obras desses artistas ficassem no acervo de seus Museus. Esse De Sanctis sabe das coisas. É o cara.

  33. 15/05/2009 - 10:53 Enviado por: Antonio Alvaro Guedes

    O IPHAN não se manifestou?
    Bens artísticos não é patrimônio da humanidade?

    http://masp.art.br/sobreomasp/historico.php

    De Sanctis para presidente do STF já!

  34. 15/05/2009 - 11:24 Enviado por: Fernando

    O estado possui créditos a receber e deve poder abatê-los ao receber as obras. Segundo a decisão do STJ “o juízo falimentar é o credenciado a custodiar todo o patrimônio da falida, para os REPARTIR ENTRE OS CREDORES e os que demonstrem legítimo direito, nos moldes da legislação falimentar. Por essa razão, ao juízo falimentar concorrerão todos os que demonstram interesse no patrimônio da falida.”

    Acho precipitada a decisão saída de uma vara criminal, desconsiderando o processo na vara de falências. O caso foi decidido de forma UNÂNIME pelo STJ. Entre as pessoas afetadas pela falência estão pessoas sem a mínima condição, que ficaram sem receber seus créditos trabalhistas e perderam o emprego. E segundo a decisão do

    Acho interessante a defesa incondicional feita por alguns da atuação do juiz no caso, esse é o país dos heróis virtuosos, incapazes de errar.

    Quem quer que os bens se destine ao estado se movimente para que o Estado aceite as obras no abatimento da dívida.

Deixe um comentário

Autor: *
E-mail: *
Url:
Comentário: *

Luis Nassif

Luis Nassif

Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.

Para enviar emails a Luís Nassif clique aqui.

Vencedor Prêmio iBest - Blogs de Política - Votação Popular

Busca


Últimos posts

Calendário

maio 2009
S T Q Q S S D

   
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031



May 10

AVE CHICO AVE CÉSAR NA FUNDAÇÃO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - FUNJOPE.

São vermelhas as palavras que me fazem pensar neste momento em que retomamos o fôlego das nossas coragens. Estamos aqui, braços imensos de afeto para receber Chico Cesar. Chico representa como poucos o aprendizado das nossas alegrias e das nossas tristezas, acredita na arte, acredita nos artistas, acredita na vida... E nós, de onde quer que estejamos, saberemos responder dando as mãos ao mano Chico, para termos todos uma cidade melhor, uma vida melhor, uma arte melhor na feitura de um amanhecer que depende integralmente da nossa capacidade de compreender o caminho e caminhar... seguir em frente! Adelante, Chico Cesar! Vamos continuar extraindo do nosso sonho o aço das nossas atitudes.

Chico é dos nossos! Ele vem da militância, da poesia e seus acasos, da luta por um mundo de homens e mulheres iguais. Por isso estaremos juntos, em pele, osso e fantasia, em tesão e poesia, em sonho e energia... estruturando a vida de um mundo que nos faz sonhar, pois que nasce dentro de nós a cada instante. Chico é um mestre dos sons e das palavras. Um mestre do pensamento contemporâneo. Um mestre da vida. Muito temos a apreender e aprender com essa soma. Muito temos que ensinar.

Das atitudes que nos fazem sonhar, arrancaremos o primeiro abraço, para seguirmos juntos, em busca de um "sendero luminoso". Ave Chico! Ave Cesar! Seja bem vindo entre os seus antigos e novos compenheiros.
Fazer política é um jeito de colocar as coisas no seu devido lugar. Por isso, vamos em frente .

Lau Siqueira, o poera que antecedeu Chico César.

comentário de Ednamay Cirilo Leite

é muito bom saber que a música parahybana tem um representante gestor a nível internacional, para deleite universal de nossos valores musicais e principalmente culturais como um todo nesse leque desenfreado dos segmentos da cultura em nosso Estado.

A ótica desse cidadão Chico César , nascido no alto sertão da parahyba , ( Catolé do Rocha ), nos reporta à guerrilhas e sonhos que não acabam jamais, me emociona tê-lo como parceiro nessa luta eterna ...

AVE CHICO CÉSAR também no CINEPORT-2009

o shwo desse sábado 09/05/2009, na tenda da música do festival de cinema de língua portuguesa - CINEPORT, foi memorável, a MAMA ÁFRICA muito bem representada pelos manos, ANGOLANOS, MOÇAMBIQUENHOS, PORTUGUESES, fez a discotecagem da madrugada ferver em ritimos de tambores e eletronicos...
May 01

ELOMAR HISTORIOGRAFIA MUSICAL

Conteúdo integral retirado do Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira(http://www.dicionariompb.com.br/default.asp)

Com seu canto, inspirado no falar sertanejo e com sua construção musical inspirada na tradição trovadoresca da Idade Média, é também apontado, por seus admiradores como menestrel. Foi definido por Vinícius de Moraes como um príncipe da caatinga. Seus discos são considerados referência da música regional.

Lançou, em 1968, seu primeiro disco, um compacto simples que trazia suas composições "O Violeiro" e "Canções da catingueira". No mesmo ano, teve "O Robot" e "Mulher imaginária" gravadas por Israel Filho, também em compacto simples. Em 1972, lançou o LP "Das barrancas do Rio Gavião". O disco, independente, gravado no estúdio J.S. Gravações Bahia, vinha com apresentação de Vinícius de Morais, na qual o poeta declarava fazer Elomar "uma sábia mistura do romanceiro medieval e do cancioneiro do Nordeste". O LP trazia doze faixas, todas de sua autoria e prenunciava a carreira de um compositor fiel às suas raízes, guardando os jeitos, falares e sonoridades do povo do semi-árido e também as influências medievais européias tão presentes no interior do nordeste, entre elas: "O Violêro"; "O Pidido"; "Zefinha"; "Incelença do Amor Retirante"; "Cantiga de Amigo"; "Cavaleiro do São Joaquim"; "Na Estrada Das Areias de Ouro"; "Retirada"; "Cantada"; "Acalanto" e "Canção Da Catingueira". Em 1979, lançou, com Arthur Moreira Lima, o LP "Parcele Malunga", pelo selo Marcus Pereira, com, entre outras, as composições "O violeiro", "As curvas do rio", "Cantiga de amigo" e "Chula no terreiro". Ainda em 1979, Dercio Marques gravou, de Elomar, a composição "Arrumação", no disco "Canto forte da primavera". No mesmo ano, lançou pelo selo Marcus Pereira, o álbum duplo "Na quadrada das águas perdidas", que lhe consolidou o prestígio junto à crítica do eixo Rio-São Paulo e que contava com composições de sua autoria, entre as quais "A meu Deus um canto novo", "Na quadrada das águas perdidas", "Estrela maga dos ciganos", "Noite dos Santos Reis" e "Cantoria pastoral". Em 1980, lançou "Parcelada Malunga" que contou com as participações de Xangai e Zé Gomes. Em 1981, lançou "Fantasia leiga para um rio seco", com as composições "Abertura", "Tirana", "Parcela", "Contradança" e "Amarração". No mesmo ano, com grande sucesso de crítica, participou, no Teatro Municipal de São Paulo, do espetáculo "ConSertão", com cenários de Aldemir Martins, e com a participação de Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte. Em 1983, lançou o álbum duplo "Cartas catingueiras", trazendo, entre outras, as composições "Cantiga do estradar", "História de vaqueiros", "Faviela", "Gabriela", "Incelença para um poeta morto" e "Duvê esse chão quêma meus pé". Esse disco é um registro do cancioneiro de Elomar, sendo mostradas peças de violão-solo compostas a partir da quadra dos dezessete. No mesmo ano, foi lançado, pela Kuarup, o disco duplo "ConSertão", no qual estão presentes as composições "Estrela maga dos ciganos", "Noite dos Santos Reis", "Na estrada das areias de ouro", "Campo branco", "Incelença pra terra que o Sol matou", "Trabalhadores da destoca" e "Corban", todas de sua autoria. Esse disco, que foi gravado na sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, teve participações do pianista Arthur Moreira Lima, do violonista Heraldo do Monte e do saxofonista Paulo Moura.

Em 1983, lançou o LP "Auto da Catingueira", com todas as faixas de sua autoria e que dedicou à poética "sertaneza" brasileira, o disco foi gravado inteiramente na sala de visitas da Casa dos Carneiros, (em sua fazenda), com a colaboração de grandes artistas como Juracy Dórea , Marcelo Bernardes, Jaque Morelembaum, Andréa Daltro, Dércio Marques e Xangai, entre outros, tendo Ernani Maurílio, Adeline Renaut e Cici Corecoré na coordenação das gravações. Em 1984, participou no Teatro Castro Alves, em Salvador, do show "Cantoria", com Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, no qual foi gravado disco ao vivo lançado no mesmo ano pela Kuarup. Estiveram presentes no disco, de sua autoria, as composições "Desafio do auto da catingueira", interpretada por ele e Xangai, "Cantiga do boi incantado", também com ele e Xangai, "Cantiga do estradar", com sua própria interpretação, "Violêro", com Xangai e mais Jacques Morelenbaum no cello e "Cantiga de amigo", que Xangai interpreta acompanhado dos violões de Elomar, Vital Farias e Geraldo Azevedo. Em 1985, foi lançado o disco "Cantoria 2", com os mesmos integrantes do disco anterior. Também no mesmo ano, a Kuarup lançou o disco "Sertania", com participação de Elomar e Orquestra Sinfônica do Sertão, este disco foi trilha sonora para o filme homônimo. O disco, produzido por Mário de Aratanha, foi gravado em PCM Digital por Filipe Cavalieri no Teatro Castro Alves, em Salvador, em janeiro de 1984, exceto faixas 4 e 9 gravadas em abril no Palácio das Artes em Belo Horizonte. Foi editado no Brasil e na Europa. "Dos Confins do Sertão", lançado em 1986, pela gravadora alemã Trikont, foi gravado e publicado na Alemanha Ocidental, a convite especial do governo dali (na época em que se aplicava o "Ocidental") foi o resultado de uma apresentação em um Festival de música Ibero-Americana, em que Elomar representou o Brasil e acabou recebendo da crítica daquele país o primeiro prêmio intenacional. Fazem parte do disco as faixas ":Parcelada/Puluxia"; "O Violeiro; "Campo Branco"; "O Pidido"; "Cantiga de Amigo";

"Função"; "Cantiga do Boi Incantado"; "Na Estrada das Areias de Ouro"; "Naninha; "Noite de Santo Reis" e "Lôas para o Justo.

"Concerto Sertanez", lançado em 1988, contou com participação de Turíbio Santos, Xangai e João Omar. Em 1989, lançou pela Kuarup o disco "Elomar em concerto", com algumas regravações, como "A meu Deus um canto novo" e "Incelença pro amor distante".

Em 1992, lançou "Árias sertânicas", que mostra fragmentos de suas óperas. No disco as vozes e violões são de Elomar e João Omar. 1995 foi o ano de "Cantoria 3", que registrou os momentos solos de Elomar durante a grande "Cantoria" que deu origem a três álbuns no total e muitos turnês pelo país. Apresenta-se normalmente acompanhado pelo Grupo Kaleidoscópio, que é composto por João Omar, maestro e compositor (além de ser seu filho, que o acompanha desde os nove anos) no violão, Elena Rodrigues na flauta e Ocelo Mendonça no violoncelo, e que fazem parte da Camerata Concertante. Em seu estilo, além de aparecerem influências da música medieval, há também a utilização de registro diferenciado de linguagem, baseado no falar da região da caatinga, do norte de Minas Gerais e do interior do sul da Bahia. É criador de bodes e inspirou o caricaturista Henfil na criação de seus personagens Francisco Orelhana e Graúna. O cantor e compositor Paulinho Tapajós compôs com Naire, em sua homenagem, a música "Menestrel das cabras". Recusando-se a ingressar no chamado circuito comercial, vive em pequena cidade na Bahia, de onde só sai, raramente, para apresentações artísticas, sozinho ou acompanhado por seu grupo. Em 2002, participou do CD "Cantoria brasileira" comemorativo dos 25 anos da gravadora Kuarup, juntamente com Pena Branca, Renato Teixeira, Teca Calazans e Xangai.

Em agosto de 2005, apresentou-se no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, em sequência do projeto "Música nas estrelas", com casa lotada, como é comum em suas apresentações nos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Sua apresentação se caracterizou pela formação camerística, que incluiu o músico João Osmar (violão)Ocelo Mendonça (violoncelo) e Marcelo Bernardes (flauta), experiência a ser repetida, e ampliada, numa série de concertos pelo interior do Nordeste, em janeiro de 2006, segundo declaração do próprio Elomar, que confirmou seu projeto de realizar uma turnê, apresentando-se por 12 cidades do sertão, com uma estrutura sinfônica compacta criada por ele, com possibilidade de essas apresentações serem gravadas em CD e DVD. Nesse ano, também foi preparado o Songbook com a obra completa de Elomar, e lançado pela Casa de Cultura de Vitória da Conquista, registrando a importância do compositor na música brasileira. O Songbook abrange, inclusive, a produção de Elomar no período de 1992, ano de seu último disco solo, até 2005, comprovando que, mesmo sem lançar disco, o artista continuou produzindo fartamente. Segundo declaração do compositor, publicada em reportagem no Jornal do Brasil, em 20 de agosto de 2005, ele tem "entre 18 a 20 horas de músicas prontas na partitura, o que daria uns 20 CDs. Ficaria muito caro para gravar". Entre o material, estão óperas que têm o sertão como tema principal, referenciadas por ele na reportagem: "Tenho em cima da mesa da minha casa umas dez óperas que venho escrevendo devagar, como "O retirante", "Faviela", "Os lanceiros negros" e "A carta", que chegou a ser montada em Brasília no ano passado" (2004). Também nesse ano, o projeto do catálogo digital, com todas as músicas gravadas e as partituras de Elomar, que fora selecionado pelo Programa Petrobrás Cultural, teve previsão para ser lançado até dezembro.O projeto conta com extensa programação e foi orçado em R$300 mil. Desde 1975, Elomar marca sua presença em palcos por todo o país, como menestrel, ou com orquestras, quintetos, quartetos e outras formações sinfônicas. Fez apresentações na Martinica e na Alemanha. Já recebeu diversos convites para apresentações, na França, Inglaterra, Portugal. Rejeitando a todos por considerar insignificantes as propostas e os cachês.

Sua vasta produção como compositor, além das canções mais conhecidas, inclui galopes estradeios, canções de alta influência regional, além de óperas e autos já registradas em partituras, ainda não gravadas. A saber:

11 óperas;

11 antífonas;

4 galopes estradeiros;

1 concerto de violão e orquestra;

1 concerto para piano e orquestra - composto e a ser partiturado;

1 pequeno concerto para sax alto e piano - composto e partiturado;

1 sinfonia - quase toda composta;

12 peças para violão-solo.

As composições para violão na maioria já estão partituradas.

Cancioneiro:

Um caderno de oitenta canções, sendo que a maioria delas já se encontram gravadas e uma pequena parte inédita.

Óperas:

Bespas Esponsais Sertana - São cinco trágicos que se encontram nos seguintes estágios:

A Carta - ópera com 4 cenas, compostas e partituradas;

A Casa das Bonecas - composta e 30% partiturada;

Faviela - toda composta e nada partiturada;

O Peão Mansador - composta e a ser escrita;

Os Poetas são Loucos (mas conversam com Deus) - composta em partes;

Auto da Catingueira - composta, partiturada e gravada em disco.

Em junho de 2007, sua fazenda, chamada "Casa dos carneiros", localizada em Gameleira, a 20 quilômetros de Vitória da Conquista, tornou-se uma Fundação, com o objetivo de se tornar um centro de pesquisas, com cursos e atividades ligadas à música erudita, ao teatro, à educação e à ecologia e tendo como especialidade incentivar o desenvolvimento dos estudos sobre a cultura nordestina. O projeto foi encaminhado por seu filho, o músico e maestro João Omar, que não concordou com a idéia do pai em vender a fazenda. O projeto também pretende concretizar as idéias de Elomar, entre elas, a criação de uma universidadeleiga sertaneja e uma tutoria experimental da música. A inauguração da Fundação ocorreu com um concerto ao ar livre, no local, com regência de João Omar e participação de músicos da Escola L´rica Mineira e da Orquestra de Belo Horizonte, além das participações dos cantores Xangai, Saulo Laranjeira e Andréa Daltro. O evento também inaugura a exposição "Cenas brasileiras", com réplicas de quadros de Portinari. A idéia já existia entre João Omar e João Cândido, filho do pintor. Com a inauguração da Fundação, os dois somaram as obras dos pais, montando a exposição. Em 2009, foi lançada a transcrição de 49 temas de sua autoria em partituras nos 14 cadernos, incluindo temas como "Arrumação", "Bespa (O auto da catingueira)", "O peão da amarração", "O pidido (quarto canto de O mendigo e o cantador(", "O violeiro" e "Joana Flor de Alagoas". O projeto inclui ainda notas históricas e biográficas sobre ele, de autoria do jornalista João Paulo Cunha. Para o segundo semestre deste ano, foi previsto o lançamento de um DVD com o registro de um show realizado por ele em 2007, na Casa dos Carneiros.

Resolvido a não lançar mais discos, tem se dedicado mais à literatura, depois de ter lançado, em 2008, o romance "Sertanílias".

SANHAUÁ - CINEPORT 2009

 


foto GUSTAVO MOURA.

Documentário reúne metáforas da vida e da morte nas águas do rio Sanhauá

Principal rio da cidade  de João Pessoa, o Sanhauá é o personagem central do documentário homônimo que representa a Paraíba no Programa DocTV IV do Ministério da Cultura. Dirigido pelo jornalista e documentarista Elinaldo Rodrigues, o filme com 52 minutos de duração, reúne em co-produção com o autor, a produtora Canário Filmes, TV UFPB e ABEPEC - Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais. Na região, o DocTV tem o apoio do Banco do Nordeste do Brasil.

As gravações em formato digital de alta definição (HD Full) foram realizadas no período de novembro a dezembro de 2008, especialmente nos trechos do rio que banham a região metropolitana de João Pessoa. Destaque para o antigo bairro do Varadouro, onde nasceu a capital paraibana; bem como em comunidades de pescadores e ilhas fluviais ao longo do rio.

Enfim, Sanhauá transita entre a contemplação lírica do lugar, com sua beleza paisagística, que é uma permanente fonte de inspiração artística e turística, e o registro da precariedade sócio-ambiental que oprime as comunidades locais e a própria natureza.

Para o autor e diretor da obra, “trata-se de um universo onde se interpenetram figurações do presente, do passado e do futuro, representadas pelos diversos elementos nele constituídos: construções e embarcações primitivas e modernas, manifestações populares, histórias, lendas, águas, memórias, seres, mitologias e imagens atemporais”.

No contexto das manifestações populares, o filme transita entre o profano e o religioso registrando, por exemplo, a dança do Coco de Roda na comunidade de Forte Velho e a procissão de pescadores (ritual católico realizado anualmente no dia 8 de dezembro), entre o Varadouro e a “Ilha da Santa”.

A despeito do registro paisagístico, o filme não se detém a uma abordagem meramente descritiva ou didática do ambiente. “O desafio foi desenvolver uma abordagem que tratasse do tema como um símbolo universal, afinal, as águas do rio estão interligadas com outro rio (o Paraíba), que por sua vez deságua no mar; portanto, ele vai além das fronteiras geográficas”, reflete Elinaldo. “Além disso, as condições a que são submetidas o rio Sanhauá são idênticas ao que ocorre em qualquer rio urbano do mundo”, acrescenta.

Elinaldo ressalta ainda que desde o início, “o projeto foi se delineando no sentido de uma proposta estética e poética centrada nos recursos que são os fundamentos da linguagem audiovisual, buscando uma proximidade com a narrativa experimental”.

Entre fragmentos de poemas de Bertold Brecht, Lúcio Lins, Políbio Alves e Dante Alighieri, além da acuidade fotográfica, primou-se também pela captação e construção de sonoridades afins com o tema (sons da água, do vento e sonoridades urbanas etc) que realçam o sentido de contemplação ou o mergulho onírico no universo temático.

Por falar em som, a trilha sonora de “Sanhauá” conta com a obra do grupo Jaguaribe Carne, que tem à frente o multi-artista Pedro Osmar, cujo experimentalismo na criação musical conjuga-se perfeitamente com a proposta do filme. Além das obras pré-existentes do Jaguaribe Carne, o filme conta com o cantor e compositor Parrá, personagem popular do bairro do Varadouro, numa participação ao vivo; bem como o saxofonista Jurandy do Sax, tocando o “Bolero de Ravel” na praia (pluvial) do Jacaré (ritual que ele já repetiu mais de mil vezes durante o por-do-sol).

Dos personagens escolhidos entre moradores e artistas cujo trabalho está relacionado com o Rio Sanhauá, o foco principal são as ações e pontos de vista sobre o lugar captados na essência dos depoimentos. Entre eles, figuras renomadas como o fotógrafo Gustavo Moura (que também assina o still do filme) e o escritor Políbio Alves.

O DOCTV é um programa que articula investimentos públicos, produção independente e TVs Públicas. Essa edição teve 54 vencedores, dentre 665 inscrições de 25 estados brasileiros, mais o Distrito Federal.





April 27

JARBAS MARIZ NA TV CULTURA JACKSONIANDO DO GOGÓ AO MOCOTÓ


Uma série de manifestações culturais estão programadas para os 90 anos de nascimento do genial JACKSON DO PANDEIRO, aqui na paraíba os pandeiros começam a esquentar em todos os terreiros, becos, palcos, feiras, comunidades , bairros , periferia ,ou praia, a onda é jacksoniar.

Na Bahia, o músico e pesquisador Gereba expõem na radio e nos palcos as PRECIOSIDADES para Jackson , entrevistando contemporâneos do Rei do Ritmo.

No sul maravilha " A ARTE DE JACKSON DO PANDEIRO " foi a edição especial do programa MOSAICOS da TV CULTURA, onde outro paraibano universal, Jarbas Mariz fez a sena do domimgo, com repertório Competente Demais (Jackson do Pandeiro/Valdemar Lima), Forró em Campina (Jackson do Pandeiro), O canto da ema (Alventino Cavalcante/Ayres Viana/João, Chiclete com banana (Almira Castilho/Gordurinha) e Sebastiana (Rosil Cavalcanti).

O programa também exibiu participações do artista em programas da emissora como MPB Especial (1972), Panorama (1977 e 1988) e Forró Especial (1982). Outro destaque é a apresentação de um trecho do filme Cala boca, Etelvina, dirigido por Eurides Ramos, em 1958, no qual Jackson e Almira Castilho interpretam Baião nº 1 (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira).
Um desses momentos qualitativos trouxe feito imã imagens e sons ancorados por Jackson do Pandeiro.

Jarbas Mariz está na estrada desde 1968, dividiu palco com Jackson em 1980 é um dos poucos músicos brasileiros a prestar tributo com obra totalmente dedicada ao mestre do FORRÓ atravez do CD - DO GOGÓ AO MOCOTÓ - lançado em primeira mão aqui em João Pessoa, num mes de junho , no reduto da boemia culturl paraibana, o extinto Bar Parahyba Café, da Praça Antenor Navarro, centro histórico em noite memórável meses após lançamento da biografia o Rei do Ritimo, que leva o selo da Editora 34, dos jornalistas Antonio Vicente Filho e Fernando Moura.

Jarbas Mariz, um dos mais consistentes músicos brasileiros na reprodução de sua própria arte e especialmente da obra de Jackson, assim como o sanfoneiro Severo, e o pandeirista Parrá, que dedicaram anos de suas vidas dividindo palcos, cauzos, verdades e mentiras com nosso José Gomes Filho ou Jack.

Ednamay Cirilo
April 24

MINISTROS DO STF GILMAR MENDES BATE BOCA COM JOAQUIM BARBOSA NOVO HEROI DO SUPREMO -

íntegra, o bate-boca entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Joaquim Barbosa bateram-boca hoje à tarde no plenário do tribunal. Eles discutiam sobre uma ação que já haviam sido julgada no Supremo em 2006, que não defenia quem seriam os beneficiados pelo sistema de previdência do Estado do Paraná.

A discussão começou assim:

Gilmar Mendes - O tribunal pode aceitar ou rejeitar, mas não com o argumento de classe. Isso faz parte de impopulismo juficial.

Joaquim Barbosa - Mas a sua tese deveria ter sido exposta em pratos limpos. Nós deveríamos estar discutindo….

GM - Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informação. Vossa Excelência me respeite. Foi apontada em pratos limpos.

JB - Não se discutiu claramente.

GM - Se discutiu claramente e eu trouxe razão. Talvez Vossa Excelência esteja faltando às sessões. [...] Tanto é que Vossa Excelência não tinha votado. Vossa Excelência faltou a sessão.

JB - Eu estava de licença, ministro.

GM - Vossa Excelência falta a sessão e depois vem…

JB - Eu estava de licença. Vossa Excelência não leu aí. Eu estava de licença do tribunal.

Aí a discussão foi encerrada. Foi retomada mais tarde com Mendes, na hora que proclamou o pedido de vista de Carlos Ayres Britto sobre outro caso debatido em plenário. Aí, a sessão esquenta e só é encerrada depois que o ministro Marco Aurélio Mello interfere na discussão.

GM – Portanto, após o voto do relator que rejeitava os embargos, pediu vista o ministro Carlos Britto. Eu só gostaria de lembrar em relação a esses embargos de declaração que esse julgamento iniciou-se em 17/03/2008 e os pressupostos todos foram explicitados, inclusive a fundamentação teórica. Não houve, portanto, sonegação de informação.

JB – Eu não falei em sonegação de informação, ministro Gilmar. O que eu disse: nós discutimos naquele caso anterior sem nos inteirarmos totalmente das conseqüências da decisão, quem seriam os beneficiários. E é um absurdo, eu acho um absurdo.

GM – Quem votou sabia exatamente que se trata de pessoas…

JB – Só que a lei, ela tinha duas categorias.

GM – Se vossa excelência julga por classe, esse é um argumento…

JB – Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.

GM – Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.

JB – E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.

GM – Eu estou na rua, ministro Joaquim.

JB – Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.

Ayres Britto – Ministro Joaquim, vamos ponderar.

JB – Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.

GM – Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.

Marco Aurélio – Presidente, vamos encerrar a sessão?

JB – Digo a mesma coisa.

Marco Aurélio – Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.

JB – Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de vossa excelência.

GM – Não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.

JB – Não disse, não disse isso.

GM – Vossa excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.

JB – Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e vossa excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.

GM – Aaaaah, é Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.

April 19

ANJO AZUL POEMA DE LAU SIQUEIRA PARA MAY

Lau: anjo azul



quando a memória marca a ferro cálido
um cerco invisível no oco que oprime
a história do mundo

quando as bolhas tropicálias movem-se
em mantos de transgressões tatuadas no
escândalo das coisas ocultas

quando as certezas das vulvas cerzidas no
agasalho das noites de banzo ou loucura
ousam o lúdico no fálico

quando nossas culpas percorrem impunes
o silício das guerrilhas vencidas dentro
de uma guerra perdida

então o tempo se faz muito mais que
um rito espalmado na solidão coletiva

plástico e pulsante
numa maresia que
não corrói

pois que se faz do abismo e do pano
impermeável que cobre nossas asas

na travessia e na travessura dos dias
colhendo do cerco todas as saídas

como um anjo azul
na devassidão nua do universo


Um beijo carinhoso, May! De presente, vai este poema nascido pra tu, agora, em plena tentativa de scrap.  Parabéns, guerreira. Feliz aniversário!
April 10

CONFRARIA DO BECO MALAGRIDA

ENCONTRO ANUAL DA CONFRARIA DO BECO MALAGRIDA, SERÁ EM SETEMBRO  2009.

movimento de curta duração que realizamos durante quatro sabados de Aleluia.

¨ nós do beco da Faculdade de Direito, aqui em João Pessoa , fundamos a
CONFRARIA DO BECO DE MALAGRIDA , um movimento anarquista contra a Malhação do
JUDAS, inconformados com tantas Paixões de Cristo, encenadas por atores globais
( aquelas figurinhas esquesitas, engamadinhas , metidas a pop stars, que vinham
aqui anualmente tirar os cachês de nossos atores e atrizes , suas interpretações
e falas enquanto dublavam sem o menor constrangimento o trabalho dos que fazem o
teatro parahybano).

Thiago Lacerda, Marcos Palmeira entre outros, pousavam na cruz destribuindo
sorrisos, beijinhos e adeuzinhos no exato momento da crucificação, para uma
platéia histérica formada por adolescentes desvairados, muitos babacas, poucos
indignados.

Fizemos do sábado de aleluia a noite de Malagrida , o martir do Brasil,ele
queimou na fogueira e seu coração continuou a viver, para salvar pervertidos
nordestinos e prostitutas pecadoras , da Bahia ao Maranhão , no século XVIII ,
abolimos o Judas e queimamos na santa fogueira da inquisição simbolica, todo o
clero católico local, representado por bonecos , confeccionados pela ASSOCIARTE
- ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS.

¨Resgatamos a memória desse Santo Homen , Jesuita da Companhia de Jesus, Gabriel
Malagrida,que empresta seu nome ao beco da faculdade ( rua : Gabriel Malagrida
). MALAGRIDA no cinema é vencedor do Concurso de Documentários do MINc - 1999
,também premiado no III Concurso para América Latina e Caribe de Pós - Produção
Cinematográfica, dos cineastas pesquisadores Renato Barbiere e Victor Leonardi .

A CONFRARIA do BECO MALAGRIDA, foi para a Academia atravéz dos professores de
HISTÓRIA e DIREITO, ¨aqueles artistas globais¨ ficaram no passado , A PAIXÃO DE
CRISTO virou AUTO DO MENINO DEUS em 2009, volta a ser encenada na Praça das
Igrejas barrocas do Conjunto das Carmelitas e Palácio do Bispo, nossos artistas
dividem cena com a comunidade dos bairros, vestem a moda urbana de nossas ruas,
festejam o socio cultural, a arte comtemporânea, o mais autêntico teatro de rua
dos últimos anos, CRISTO, renasce na periferia, apóstolos são marginais cheira
cola, drogados, Madalena é aquela jovem prostituida, Maria mãe de Cristo a
cidadã pobre das pobres, o autor Tarcisio Pereira o genial .

Ednamay Cirilo

IV ENCONTRO DAS MULHERES JORNALISTAS PARAHYBANAS

18 de ABRIL É DIA DE ANIVERSÁRIO DA MAY E DO IV ENCONTRO DAS MULHERES JORNALISTAS PARAHYBANAS


MAY

As organizadoras do IV Encontro das Mulheres Jornalistas Paraibanas esperam a participação de aproximadamente 100 profissionais no evento que acontecerá no próximo dia 18 de abril, no restaurante L’Atlantique do Hardman Praia Hotel, em Manaíra. As convidadas para participar desta edição como palestrantes são a editora de Jornalismo da TV Globo Nordeste, Jô Mazzarolo, a professora da UFPB e jornalista Joana Belarmino e a apresentadora Fernanda Albuquerque do programa Mulher Demais, da TV Correio.

As jornalistas vão falar para as colegas da imprensa paraibana sobre as experiências profissionais na comunicação. Uma das organizadoras do encontro, Marcela Sitônio, disse que esta quarta edição está mais propositiva, com a ampliação dos debates e a troca de experiências, mas sem esquecer o momento de confraternização, com muita alegria e brincadeiras.

Segundo ela, as convidadas para o debate são mulheres de reconhecida competência, atuando em áreas diferentes da comunicação e que esta pluralidade de opinião será salutar para enriquecer as discussões.

As camisetas do IV Encontro de Mulheres Jornalistas Paraibanas é assinada pelo artista plástico Clóvis Júnior e será vendida a R$ 15 para acesso ao evento, que contará ainda com sorteios, lanches e muitas brincadeiras. As responsáveis pela promoção desse momento de integração entre as profissionais de comunicação são Marcela Sitônio, Ruth Avelino, Lílian Pedreira, Renata Ferreira, Messina Palmeira, Janaína Araújo, Ana Felipe e Haceldama Borba, Carolina Pacheco e Karla Alencar.

O evento conta com o apoio do Hotel Hardman, Grupo São Braz, Boticário e a Faculdade Maurício de Nassau.

Compartilhar

March 29

CHÁ DE MARACUTAIA

Desculpe-nos, mas este tópico acaba de ser fechado para novas respostas.

Minha amiga Débora Jansen me mandou a seguinte mensagem, que repasso>>

A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso.

Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos?

Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.

O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região(http://www.trf1..gov.br/)

Autora: Glória M P Ribeiro e
Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.

Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.

Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar.

Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente.

Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados.
Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).

Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.

Parece brincadeira, mas conseguiu.

Seus pontos foram elevados num passe de mágica.

O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.

Aí veio o julgamento do mérito do caso.

O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!

Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos.

Não é justo?

A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.

Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.

Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.

Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.

Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.

Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência.

De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!

A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".

Nem tudo está perdido.

Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes.

Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.

E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo.

O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais.
Parece gozação!...

Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!

Fonte: Débora Jansen
Email: d_mmj@hotmail.com
Imagem: GOOGLE.

Compartilhar

Responder esta

March 28

BALULA E O TEATRO AMADOR PARAIBANO

27 DE MARÇO, DIA DO TEATRO - SARAVÁ! MADRE SUPERIORA.


Prof. Geraldo Bernardo

"Foi um tempo, que o tempo não esquece" (brigado Zé). Uma legião de noviços (as) desbravaram o sertão com: cenários, luzes, figurinos, maquiagem, fuleragens e outras milongas más. Amucegados em carrocerias, de caronas e bigus. Na bagagem energia e sonhos.


Nós, poetas, iniciamos uma prece que ecoou no litoral. Fizemos RENASCER em Cajazeiras "os trovões já roucos de se ouvir"; de lá para Bom Jesus, no itinerário Marizopólis (onde anda Francisca? E Chico Brilhante?); em Sousa do OFICINA, das brigas com Cacau (já era freira); Aparecida seguiu o rumo; em Pombal Tarcísio Pereira (os textos ainda eram datilografados) e o MURARTE são testemunhas. Foi a época em fazíamos feiras coletivas para manter o FESTEJO e a MOSTRA SERTANEJA - itinerantes (viu!) - fosse em Conceição (cadê João? Sidália?); Nova Olinda (o GRUTANO ainda existe?); Itaporanga, AH! Itaporanga, terra do GRUTAMI (foi lá que Álvaro Fernandes, o cajazeirense de Campina Grande enrabichou-se com Marta; em Patos fez-se mágica, quase briga (e China?). Genário Dunas cantava, Espedito tocava, nos embriagávamos; Campina Grande disse: - QUEM TEM BOCA É PRA GRITAR; e os brejeiros? A cigana Jacinta, Maciel & Cia. (ÔXENTE!); Guarabira e a pose de Jacinto (não era o Moreno); desembocamos na Parahyba, "digo João Pessoalmente (brigado Vital - meu senador).

Ah! Tempinho sofrido e bom. Não tínhamos Leis de Incentivo. Brigamos por elas. Fizemos passeatas, pintamos a cara, fizemos assembléias, discursos eufóricos (e etílicos). Depois chegaram uns gaiatos garapeiros (deixa pra lá... HOJE É PRA RECORDAR).


A década? Meia oitenta, meio noventa. A moda era: dormir no chão do Ciláio Ribeiro, no Lima Penante, na praia; estudar BOAL, GROTOVSKI, STANISLÁVSKI; ir ao Baile dos Artistas (ainda existe?). Enfim! Éramos felizes sem saber.


Poetas e loucos éramos. Um magote de matutos: Manoelzinho, Olga, Porcina, Nêga, Válber Matos, Potota, Betênia, Mércia Cartaxo, Edileuza, Altamiro, Afrânio, Élbia, Carlinhos (de Santa Rita), Eloy Pessoa, Zenilton Herculano, Assis de Zé Barrado e tantos e tantas outro(a)s. um coral de rebeldes sob a auspiciosa liderança da MADRE SUPERIORA, que não podia ser outra pessoa que... JOÃO BALULA... (lembra negão do banho no açude de Pilões? - Elpídio Navarro tava lá).


Uma pergunta. As atas da FPTA, onde estarão? Abath saberá? Ta tudo registrado, pra isso a Madre era só organização. SARAVÁ! Meu rei. HOJE é dia de bater cabeça.
Minha benção!

March 24

INCENTIVO `A CULTURA : A REFORMA DO MINc e os ESPAÇOS PARA DISCUSSÃO

Busca
buscar Imprimir este post Enviar por e-mail

23 de março de 2009

Mais opções de fomento

Ministro Juca Ferreira apresenta a proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura

Ministro da Cultura apresenta proposta de PL

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou, nesta segunda-feira, 23 de março, as mudanças contidas na proposta de Projeto de Lei que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Profic). O anúncio foi feito durante entrevista coletiva à imprensa, realizada na Sede do MinC, em Brasília.

O texto da proposta ficará disponível para consulta pública, por um período de 45 dias, na página eletrônica da Casa Civil da Presidência da República, no link www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm. Também já está aberto um fórum de discussão sobre o assunto no Blog da Reforma da Lei Rouanet (blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet).

O ministro Juca Ferreira destacou que a proposta é fruto de um amplo debate ocorrido desde 2003, em todos os níveis da sociedade, e vem sanar alguns pontos falhos como a concentração excessiva de recursos na Região Sudeste e a discrepância entre os investimentos públicos e privados. Ele demonstrou que, com o atual modelo, de cada R$ 10,00 investidos em cultura no país, 90% - ou seja, R$ 9,00 - vem do setor público e somente 10%, do setor privado.

“É necessário a construção de uma parceria público-privada mais igualitária, pois é dinheiro público que está sendo utilizado na forma de renúncia, mas o que acontece atualmente é que o investimento maior é do Estado, enquanto que a propaganda fica para as empresas. Poucos sabem que o Museu do Futebol e o da Língua Portuguesa foram financiados com recursos públicos”, disse o ministro da Cultura.

Em relação à concentração da aplicação de recursos no Sudeste, Juca Ferreira afirmou que ocorre porque a palavra final sobre os investimentos estão atualmente com as empresas. Além dessa concentração em termos regionais, esse modelo dificulta o acesso de novos artistas ao Mecenato, prova disso é o dado de que apenas 3% dos proponentes culturais têm acesso a cerca de 50% dos recursos.

“Nós temos a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) que aprova uma média de 600 projetos todos os meses. Projetos de todos os estados, de todas as tendências, de diversas linguagens, mas no momento em que os proponentes vão captar recursos, as empresas escolhem para patrocinar aqueles que consideram mais rentáveis, concentrado-os nessa região. Assim não há política pública que resista.”

A proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura traz novas faixas de isenção, atualmente restrita a 30% ou 100%. Haverá a possibilidade de deduzir 30%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100% dos valores despendidos e quem decidirá em qual faixa de isenção o projeto estará enquadrado será a CNIC. Dessa forma, aqueles projetos culturais que estejam bem mais formulados, proponham alguma novidade, estejam voltados para políticas públicas, promovam a democratização do acesso ou estimulem a Economia da Cultura poderão ser enquadrados em faixas de isenção maiores.

Novos Instrumentos

Ministro ressaltou

Coletiva à Imprensa

O ministro Juca Ferreira também ressaltou a instituição de mecanismo para facilitar as metas propostas. Nesse sentido, o Fundo Nacional de Cultura (FNC) será fortalecido, passando a ser o principal instrumento de financiamento, investindo em todas as áreas e setorizado: Artes; Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural; Memória e Patrimônio Cultural Brasileiros; Livro e Leitura; e Fundo Global de Equalização, além do Fundo Setorial do Audiovisual já em atividade.

Haverá, ainda, a criação do Vale Cultura, que disponibilizará aos trabalhadores um valor mensal de R$ 50,00 para que o utilizem na compra de livros, entradas para espetáculos e cinema. Segundo estudos, com a participação das empresas de lucro real, existe a possibilidade da iniciativa alcançar 12 milhões de trabalhadores.

Mais uma novidade citada pelo ministro Juca Ferreira foi a Loteria da Cultura - a ser criada por lei específica e os recursos canalizados para o FNC -, assunto que está sendo tratado junto à Caixa Econômica Federal. O setor privado contará com mais atrativos, como a divulgação de um ranking das empresas que mais investem em Cultura e a adoção de um Selo de Responsabilidade Cultural, dentre outros incentivos, que deverão dar uma maior visibilidade às ações de patrocínio.

(Texto: Marcos Agostinho)
(Fotos: Kleber Fragoso)
(Comunicação Social/MinC)

March 19

adeus CLODOVIL

Blogger Ednamay disse...

Clô foi o último a partir, dentre os ícones do Prête-à-Porter, brasileiro dos anos 70/80, na sequ~encia DENER, NEY GALVÃO, MAURICIO NONATO, CLODOVIL HERNADES.

Conheci diretamente os bahianos Ney e Mauricio,com os quais trabalhei enquanto modelo fotográfico de suas coleções apresentadas em desfiles de moda, na cidade de Salvador - Ba.final dos anos 70, começo dos anos 80.Amigos pessoais, conscientes da luta pela preservação da vida, em uma época de descobertas do vírus que marcou o movimento homosexual mundial, como o precursor da contaminação, ( o que não é verdade ), vivíamos numa época sem informação, sem políticas públicas sobre para a saúde, e tão logo começou a conscientização , vieram as igrejas católica e outras midiáticas, divulgar aos deus seguidores, opiniões contrárias . Meus amigos morreram rápido( ambos vitimados pelo vírus HIV), não tiveram tempo de mostrar bandeiras a favor do movimento LGBT.

Denner , fez sua história longe da Bahia onde vivíamos nós,Clodovil junto a turma de MINAS , era considerado um vizinho próximo, era recebido pela corte da moda bahiana, em raríssimas ocasiões.Mas seu homor afinetado fez logo marca nacional, e era o humor do mundo GAY, daquela época, ele preferiu não evoluir, os tempos mudaram, as campanhas ficavam cada vez mais fortes,o debate aberto nas TVs brasileira, davam o ponto de partida para CONSCIENTIZAR A PPULAÇÃO em quem VÊ CARA NÃO VÊ AIDS, e ele o Clô, fugiu desse debate, criticou o movimento, debochou da opção, não era persona grata no mundo GAY.
Foi o deputado federal mais votado em número de votos, debochou nacionalmente das MULHERES,atacando nossa querida PARLAMENTAR CIDA DIOGO, uma defensora ferrenha do movimento LGBT.

Que Deus ilumine seu espírito, pois aqui na terra tudo passa, e esse tempo de GLAMOUR DOS ÍCONES DO PRÊTE-À-PORTER, também passou ...


March 15

HISTÓRICO ATUALIZADO SOBRE O BLOCO ANJO AZUL

ANJO AZUL PRIMEIRO BLOCO DO CENTRO HISTÓRICO NA PRÉVIA CARNAVALESCA FOLIA DE RUA - JOÃO PESSOA - PARAÍBA - NORDESTE DO BRASIL.

ANJO AZUL - O BLOCO ICNOGRÁFICO DA DIVERSIDADE


Temos, na Paraíba, a vocação e a volição das ruínas, da destruição criativa e da criação destrutiva, no que somos, desde sempre, do passado colonial até hoje, absolutamente modernos. Os monumentos históricos que melhor nos definem passam pela construção e destruição, sucedidos por uma nova construção, de A União à Assembléia Legislativa, na Praça João Pessoa, da Rádio Tabajara ao "novo" conforto do Fórum da Justiça, na Rodrigues de Aquino. Matamos simbolicamente os velhos jornalistas de A União e os cantores do rádio. O altar-mor da Igreja São Francisco - destruído sem dó no começo do século passado -, é apenas um retrato na parede e a Casa de Engenho de Zé Lins serve de morada ao capim dos vermes.

Gostamos de extrair o lado bom das coisas ruins: Darcy Ribeiro afirmava, no belo livro O povo brasileiro, que somos um povo tabula rasa, ou seja, explicando melhor, os escaninhos da tradição brasileira são essencialmente abertos, de antena ligada às novidades do mundo, que assimilamos à nossa maneira, antropofágica. Passamos distante de qualquer ancestralidade cultural rígida, de qualquer narrativa mitológica impermeável. Por isso, o anauê de Plínio Salgado não deu certo, e o integralismo acabou virando uma piada de mau gosto (ou mau agouro?). Nascemos sem as pistas certas do que achar no caminho, por isso vamos procurando, acertando e muitas vezes errando. Amar só se aprende amando.

Por outro lado, retóricos, adoramos as falsas polêmicas. Agora, em 2008, há um novo debate circulando no ar sobre o carnaval: se a contribuição rítmica do carnaval paraibano ao mundo vem a ser o frevo, o samba, o axé ou a marchinha. Trata-se de uma falsa questão – até o tecno pode compor o carnaval paraibano.

No caso específico da antiga província da Paraíba do Norte, o carnaval, antes de musical, é uma manifestação cultural iconográfica e aberta à diversidade. Aristóteles, como sabemos, desentranhou o conceito estético de mimesis (ação de imitar) do teatro grego, contudo o que estava oculto no conceito de tragédia era a pulsão primitiva do ancestral humano que representava na pedra os elementos da natureza, principalmente os animais, visando à boa caça. Antes do verbo, no começo era a imagem e o som.

Glória eterna a Jackson do Pandeiro, Sivuca, Maestro Severino Araújo, Maestro Moacir Santos, Chico César, Fuba e Escurinho, mas onde estão os cenógrafos, os pintores, os arquitetos, os decoradores e os estilistas de moda do carnaval paraibano? Onde os artistas plásticos para amalgamar o barroco ao brega – irmãos no exagero, porém distintos na ilusão de absoluto do primeiro e na saudável ignorância do segundo.

Barroco e brega: o puro espírito santo do carnaval. Desenterremos as alegorias de nossas ruínas, façamos as mais estranhas misturas, mas sempre conservando algo da monumentalidade intrínseca ao espírito barroco, no salão, na avenida e na praça da capital dos tabajaras. Aprendamos com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Nosso carnaval é sacro como a contemplação da maravilhosa nave, do adro, do cruzeiro, das portas e dos azulejos lusitanos da Igreja de São Francisco (a ocasião em que mesmo quem não acredita se sente perto de Deus na fruição da transcendência e do absoluto).

Carnaval, conceito arquitetônico, escultural, pictórico e paisagístico. O carnaval de Veneza é pura arquitetura e iconografia. A vocação do carnaval paraibano, advindo da melhor tradição veneziana, em primeiro lugar, é precisamente esta: a arquitetura e a socialidade do barroco. As máscaras, as fendas, as frestas e as festas do barroco. Uma falange de máscaras. O “Cafucú”, portanto, está coberto de razão histórica, talvez às cegas. Estamos condenados por enquanto ao barroco, somos barrocos quando nos aventuramos à modernidade e mesmo ao pós-moderno Somos barrocos, de maneira especial, quando fazemos política – o eterno e renitente cotejo de sacralização da corte, acompanhado do inevitável séqüito de tramas, conciábulos e poetas proscritos. O príncipe Hamlet vive entre nós, renitente, num misto alegre e soturno, a descer as ladeiras do centro histórico, ao ritmo de Vassourinhas, nos bailes de máscaras os quais algumas pessoas já me contaram ter divisado, noite adentro, o corvo de Poe e albatroz de Baudelaire, devidamente traduzidos nos sonetos de Augusto dos Anjos, mas ao mesmo tempo nos motes do absurdo de Zé Limeira.

Triste Paraíba, ó quão dessemelhante. Do antigo estado a máquina mercante, do rio de nome sonoro – Sanhauá – ao gemido dos escravos nas senzalas próximas aos conventos coloniais. Brindemos aos escravos das senzalas no carnaval, pois deles importamos o núcleo principal de nossa alegria. Alegria e trabalho, juntos. Já dizia o poeta maior, Vinicius de Moraes, um paraibano da gema, no magnífico Samba da benção: “o samba é a tristeza que balança”. Aduziria: também o maracatu e o caboclinho são tristezas que balançam.

A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.

O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).

ANJO AZUL

Ednamay - fundadora do ANJO AZUL

O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS,fundado em 18 de abril de 2007 e colocado na rua em 25 de janeiro de 2008, pela primeira vez, é voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania, cultura e arte.

Trabalho voltado para a obra JACKSONIANA em forma de OFICINAS de; PANDEIRO, ARTES PLÁSTICAS, TEATRO ( sobre os caminhos percorrodos pelo mestre nascido no Engenho Tanques, arredores da cidade do brejo paraibano - Alagoa Grande.

BECO da FACULDADE de Direito é um sítio histórico abandonado pelas autoridade competentes do Município e do Estado, localizado ao lado da PRAÇA DOS TRES PODERES. Assembléia Legislativa, Palácio do Governo e Tribunal do Justiça, tendo a Faculdade de Direito da UFPB, Universidade Federal, como apoio cultural, e a comunidade do BECO - Rua Gabriel Malagrida, como o carro chefe para o grito de alerta geral desse descaso ( falta de higiene o povo mixa nas escadarias e paredes do beco, sem segurança pública, não tem policiamento noturno e diurno, ( somente nos orgãos a que me refiri anteriormente ).

Sem a devida atenção dos: IPHAN Instituto Patrimônio Histórico Nacional ( um lado do beco é referência nacional da terceira cidade mais antiga do Brasil e do outro lado o beco , com seu casario ART-DECÓ é tombado pelo IPHAEP - Instituto Patrimõnio Histórico Artistico do Estado , ambos envolvidos na falta de preservação ( desse sítio histórico que durante o dia vira estacionamento privê da Assembléia Legislativa e a noite, local de vendas de drogas e marginália, como em todos os sítios históricos desse BRASIL .

Os blocos carnavalescos ANJO AZUL e AS ANJINHAS, desempenham papel importante para a nossa cultura do resgate do BARROCO e cidadania, atravéz de ações socio - culturais apresentadas durante o ano .

COMO :

LAVAGEM da ESCADARIA animada pela bateria da Escola Império do Samba, e os componentes da ONG - ASTRAPAS, ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DA PARAÍBA, alegria dos foliões com várias performances.

REISADO DO ANJO - evento destinado aos músicos , atores, arquitetos, advogados, jornalrtas, que se reversam ano após anos, como os grandes oncentivadores intelectuais desse movimento carnavalesco .

Entre os famosos REI e RAINHA , destaque para Kennedy Costa , Marcos Fonseca,Gustavo Magno, Hugo Leão, Rainhas, Glaucia Lima , Eleonora Falcone, Silvia Patriota, Neuza Flores , (terceira e últina viuva de Jackson do Pandeiro, que habita entre nós aqui na paraíba e cuida do MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO em Alagoa Grande).


Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , o frevo ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba, é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.Encontra no ¨CD - De Bem Com a Vida ¨, do músico FUBA - faixa cinco.


Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - Parahyba, se entrega total ao carnaval do ANJO AZUL em busca de cidadania e arte.

O bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 como Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930, após a tal REVOLUÇÃO DE 30.

Estamos inclusive em campanha para retomada do antigo nome PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos, como sendo o da CAPITAL.

O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãse e PIERROT para os foliões,criando a identidade que é a cara do CARNAVAL, abolindo de vez ABADÁS e outras besteiras mais que assolam o país na épca de Momo...

Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando DIGNIDADE atravéz da arte e cidadania, para estas cidadãs.


O ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.

Nosso bloco resgata valores turísticos-culturais , em forma de irreverência e denúncia, prova disto a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos Orixás , e de todos os DEUSES, numa elevação aos nossos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área .

A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com as Orquestras de CHIQUITO e MAESTRO VILÓ, juntaram-se outras como a do CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e , entre outros, lançamos o percussivo BATICUMLATA na prévia carnavalesca da cidade.

HINO do ANJO AZUL

letra e música de Flávio Eduardo Maroja - Mestre FUBA
gravada no CD - DE BEM COM A VIDA,
quinta faixa - a venda no Gabinete Cultural - Praça Antenor Navarro
Varadouro

VEM VEM VER A LUA BRILHANDO
NA NOITE DE AQUARELA
TÃO BELA, TÃO BELA
COMO A LUZ DO AMOR

VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA
DOS CASARÕES DA CIDADE
QUEM SABE, QUEM SABE
ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR

UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE
LAVANDO A ESCADARIA
UM BÊBADO TROPEÇAVA
NO BECO DA CONFRARIA

E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE
FEZ A CIDADE CANTAR
UM QUERUBIM QUE CHEGOU
PRO CARNAVAL COMEÇAR

VAI MEU AMOR
O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU

VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUUUUUUU
March 12

FLÁVIO TAVARES E O FIC-AUGUSTO DOS ANJOS


  W. J. Solha

Flávio e o Testamento de César

As previsões dos fatos humanos - como as de Marx - geralmente alteram os resultados previstos, e essa é a intenção deste texto

Quando Maranhão escolheu Flávio Tavares para subsecretariar a pasta da Cultura (que tem, realmente, de ter C maiúsculo, pois a Paraíba é a Paraíba), pensou, certamente, num modo de superar ou pelo menos equiparar-se a Cássio Cunha Lima no que foi, durante algum tempo, o ponto forte de sua administração. 2010 vem aí e tudo pesa, inclusive o zelo com que o ex-governador e sua primeira-dama trataram os artistas e artesãos. Digo isso com a isenção de quem jamais solicitou financiamento algum para o FIC - a lei Augusto dos Anjos - e nem é artesão. Só um nome como o de Flávio poderia, mesmo, fazer frente à marca poderosa deixada por Cida Lobo quando na direção da mesma subsecretaria.

Essa nomeação é uma tacada política cujo acerto teve somente outras duas equiparáveis, na história mais recente do estado: a de Luiz Carlos Vasconcelos e, agora, a de Walter Galvão, ambas feitas por Ricardo Coutinho, para presidentes da Funjope. E Ricardo Coutinho também será páreo duro - e bote duro nisso - para o governador, em 2010.

Mas pra que raios serve a Cultura, num estado com tantas outras prioridades? Essa é uma pergunta fora de propósito numa terra em que já brotaram, talvez como seu maior e mais surpreendente motivo de orgulho, gente feito Sivuca, Celso Furtado, Jackson do Pandeiro, Zé e Pedro Américo, os irmãos Lira, Augusto dos Anjos, Walter e Vladimir Carvalho, Elba e Zé Ramalho, Bráulio Tavares e Shiko, Eli-Eri Moura e Zé Lins, Oliveira de Panelas e Jessier Quirino, Chico César e Ariano Suassuna, Marcus Villar e Zé Dumont, Marcélia Cartaxo e Sérgio de Castro Pinto, além de José Nêumanne, Antonio Dias, Lacet, o maestro Siqueira, etc, etc, incluindo-se nesse rol o Flávio Tavares, o Luiz Carlos Vasconcelos e o Walter Galvão.

Tudo isso me ocorre porque na gestão anterior de Maranhão fui encarregado de lhe entregar - no Fenart - um abaixo-assinado de trezentos pintores, atores, cineastas, poetas, romancistas e dramaturgos do estado - artistas de João Pessoa a Cajazeiras - apresentando-lhe o projeto, do então deputado Ricardo Coutinho, da que seria a equivalente estadual à municipal Lei Viva Cultura - que o próprio Ricardo, vereador, criara nos tempos de Cícero Lucena - e vi Maranhão, de repente, antecipando-se a mim, dizer à platéia que tinha uma surpresa para a nossa classe: uma lei, sua, que iria nos deixar a todos muito felizes, pois garantia financiamentos a fundo perdido a todas as atividades em que nos esfalfávamos e graças as quais o estado tanto brilha. Foi muito aplaudido, mas entreguei-lhe, sempre, quando ele saía da sala, o documento de que era portador, sentindo que a lei - dele - era uma réplica do testamento de César, em branco, que Marco Antonio exibe enrolado ao povo de Roma, ante o cadáver do grande Júlio. Coisa pra Shakespeare. Que sabia tudo sobre Maquiavel.

Lembro-me de que levei o relato ao jornal o Correio na manhã seguinte, um texto breve que terminava dizendo caber a nós, artistas, o acompanhamento da publicação da nova lei em Diário Oficial e a cobrança de seu cumprimento. Mas do jornal disseram-me, no outro dia, que ali não se divulgava nada que fosse contra o governador, coisa que pensei ter visto apenas no tempo da ditadura, quando certa vez dei com um cartaz, na parede daqui de O Norte, colocado pela Censura: "Não se publica nada sobre Dom José Maria Pires".

Que a escolha de Flávio Tavares - cuja combinação de talento, amor à terra, enorme simpatia e seriedade garantiram aprovação unânime à unção de seu nome - não seja outro rebento do maquiavélico gênio shakesperiano que, por estar sempre se reproduzindo no mundo, garante-lhe a eternidade.

Que eu - que sou sempre muito pessimista - esteja enganado.

 

W. J. Solha é dramaturgo, ator, poeta e romancista.    É colunista do Jornal O Norte  =   wjsolha@superig.com.br
 
INCLUSÃO SOCIAL PARA MULHERES EM 09/02/2007
BECO DA CONFRARIA
KMEUKOTIDIANOCULTURAL
MATERIAS SOBRE ARTISTAS PARAIBANOS
No list items have been added yet.
LANÇAMENTO LITERÁRIO NA PARAÍBA
No list items have been added yet.
MÚSICA
No list items have been added yet.
VÍDEO INDEPENDENTE - MABEL DIAS LILA SANTOS, BETHÂNIA MARIA
No list items have been added yet.
VIDEO INDEPENDENTE
No list items have been added yet.
Projeto aprovado pelo FIC - AUGUSTO DOS ANJOS da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, resgata obra de nosso REI DO RÍTMO.
No list items have been added yet.
CHICO CÉSAR MILLLLLLLLLLLLL
No list items have been added yet.
There are no photo albums.
MEMÓRIA DA ARTE .