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BLOG ANJOAZULDOBECO X EDNAMAY DA FOLIA DE RUAMEUS DEVANEIOS FAVORITOS: VIAGENS , FOTOS,LITERATURA, MÚSICA, DANÇA, TEATRO, POLÍTICA, HUMOR 19 noviembre EXPOSIÇÃO DE BLOCOS DA FOLIA DE RUA - HISTORIOGARFIAEXPOFOLIASejam todos bem vindosà 2ª Edição da ExpoFolia 2009. Tema: Carnaval da Cidade. O evento será realizado nos dias 24 e 25 de Novembro (Terça e Quarta-feira), Sendo: das 09h às 16hs "Exposiçao"; E das 16hs às 18h Seminário. Local: Na Intoca - Centro Histórico de João Pessoa. No último dia (25/Nov) haverá um Show de encerramento, que tera inicio à partir das 19hs com o 1ª Previa da Garota Folia 2010; Entrega do Prêmio as 10(Dez) Camisas com Desing mais bonitos do Carnaval de rua da Cidade(2008 e 2009) e Um grande show dançante. A iniciativa e da ACVB - Amigo da Cidade Verde do Brasil, preocupada com o fomento, revitalização, inclusão social e intercâmbio cultural do Carnaval; Promove durante os dois di as do evento: Seminário; Exposição de Trabalhos de Insti- tuições Carnavalescas(Blocos de Rua, Tribos Indigenas, Micaretas, Troças, Clubes de Orquestra, Ala Ursa, Escola de Samba, etc.). Além do Lançamento do Projeto "Pintando o 7(Sete) no Carnaval com Artes Plásticas; Exibição de Videos (Carnaval da Cidade); Desfile(1ª - Eliminatória do Concurso Garota Folia 2010; Apresentação Artistica e Show de Encerramento. Soma-se à tudo isso a participação de Convidados Especiais em Eventos Folclóricos, Culturais, Turisticos, Foliões, Artistas, Alunos, Professores, Imprensa, Produtores, etc. Durante os dias do Seminário, foram convidados Profissionais nos mais diversos seguimentos da Cultura. Iniciando assim o ciclo de discussões sobre o mais variados temas de interesse da Cidade. A Cada dia do Seminário ExpoFolia 2009 "Carnaval da Cidade", tera 04 Expositores e 02 Debatedores e 01 Mediador e 04 Paineis em foco. Os exposiores falarão respectivamente, por 15 minutos e 10 minutos os debaterores, alem de outros encaminhamentos da hora. O Carnaval da Cidade de João Pessoa, tem inicio com o Projeto Folia de Rua, que é a maior prévia Carnavalesca do Brasil, no mesmo periódo saí o Bloco as Muriçocas do Miramar, e logo em seguida tem o Carnaval Tradição e os festejos que envolvem vários bairros da Capital Paraíbana. Embora seja uma das mais autênticas manifestações culturais, o carnaval no seu todo, não tem sido ao longo dos anos, avaliado e incentivado como merece. Os Amigos da Cidade Verde do Brasil(ACVB), preocupada com o fomento do Carnaval, realiza durante estes dois dias, pela segunda vez; Mais um canal de comunicação, na convicção de que assim agindo. à 2ª Edição da ExpoFolia 2009 - "Carnaval da Cidade", criará caminhos legais e operacionais para sua revitalização e consolidação. A mistura da Tradição Européia com os ritmos musicais dos Africanos, criou no Brasil um dos maiores espetaculos populares do mundo. O Carnaval nasceu no Egito, passou pela Grécia e por Roma, foi adaptado pela Igreja Católica e desembarcou aqui no século XVII, trazidos pelos Portugueses. Viva a Folia! A 2ª Edição da ExpoFolia 2009, tem a frente como Diretor, o Sr. Antonino Pinguim - Produtor e Consultor Executivo; Jornalista; Radialista; Palestrante Motivacional; Carnavalesco; Fundador , Ex-Diretor, Ex-Vice Presidente da Associação Folia de Rua. Atualmente esta trabalhando no Lançamento do seu primeiro livro no próximo ano. Ele atua na Paraíba e especialmente em João Pessoa, ao longo dos seus mais de 10 Anos de profissionalismo, já produziu mais de Mil eventos nos mais diversos generos, Al ém de programas de Rádio e Peças Teatrais. * Para participar do Evento, como Expositor: A Direção do Bloco ou Agremiação Carnavalesca, deve apresentar 03(Três) itens: 01(Uma) História do Bloco Impresso em papel Oficio A4 de Côr Branca, 01(Uma) Camiseta ou 01(Um) Estandarte de qualquer Ano do bloco. Obs: Todos os materiais, deverão ser entregues na INTOCA até à próxima Segunda-feira(23-Novembro) às 17hs. Falar com Arthur pelo fone: (083) 8881-7477. * Atenção: Cada Expositor, receberá 05(Cinco) Convites, para Festa de Encerramento. * Projeto "Pintando o 7(Sete) no Carnaval com Artes Plásticas. Obs: Basta o Artista apresentar sua Obra de Arte em uma tela, Med. 30x43 até 90x1,0m de tamanho, com o tema: Carnaval. Outrossim informamos que a tela, logo após o evento à mesma será devolvida e o artista posteriormente receberá um certificado de participação. * Para Participar do Seminário: Às Inscrições são gratuitas, quem desejar assistir, deverá fazer sua inscrição por E-Mail: centraldeblocospb@bol.com.br ou Pelo Fone: (083) 8730-6543. Programação: Dia: 24 de Novembro(Terça-feira) Às 09hs. * Abertura Oficial das Exposições no Salão do Carnaval. * Além do Lançamento do Projeto "Pintando o 7(Sete) no Carnaval com Artes Plásticas. Às 09h30m. * Apresentação Artistica. Às 10hs. * Votos de Aplausos: Dona Creusa Pires; Saudades da Foliã, Cidadã e Carnavalesca Paraíbana. * Votos de Aplausos: Adeildo Vieira, Ednamay Cirilo, Kennedy Costa, Nana Limeira, Gilson Renato, Glaucia Lima, Fátima(Mana) Araújo e a Familia Vilô; Estes Artistas, Realizaram o "Tributo ao Maestro Vilô" no Sesc Centro. * Votos de Aplausos: A nova Diretoria da Associação Folia de Rua; Carnaval Tradição(Tribos Indigenas, Ala-Ursas e Escolas de Samba da Cidade). Às 11hs. * Exibição de Vídeo Tema: Carnaval da Cidade. Às 12hs. * Intervalo para o Almoço. Às 1 3h30m. * Exposição Aberta no Salão do Carnaval. Às 15hs. * Exibição de Vídeo Tema: Carnaval da Cidade. Às 15h30m. * Apresentação Artistica. Às 16hs - SEMINÁRIO. Paineis: * Carnaval da Cidade como instrumento de promoção e venda da cultura local (Marketing Turistico). * Politicas Públicas para o Carnaval da Cidade. * Como se tornar um Puxador Oficial de uma Escola de Samba. * Vamos Difundir o nosso Carnaval (Imprensa e no Rádio). Programação: Dia: 25 de Novembro(Quarta-feira) Às 09hs. * Exposições Aberta no Salão do Carnaval. Às 09h30m. * Apresentação Artistica. Às 10hs. * Votos de Aplausos: Idealizadores do LP de Vinil e do nome "Folia de Rua"; Eduardo Stuckert, Lis Albuquerque, Dêcio Alcântara e Alberto Arcela. * Votos de Aplausos: Festival Mandacaru Fest. Um dos maiores Movimentos Culturais do Bairro de Mandacaru. * Votos de Aplausos: Blocos Muriçocas do Miramar, Blocos do Folia de Rua e Blocos de Bairros da Cidade. Às 11hs. * Exibição de Vídeo Tema: Carnaval da Cidade. Às 12hs. * Intervalo para o Almoço. Às 13h30m. * Exposição Aberta no Salão do Carnaval. Às 15hs. * Exibição de Vídeo Tema: Carnaval da Cidade. Às 15h30m. Apresentação Artistica. Às 16hs - SEMINÁRIO. Paineis: Principais problemas do Carnaval da Cidade. O que é preciso para colocar o meu bloco na Rua? O que diferencia uma Orquestra de Frevo de uma Fanfarra? Projeto Folia de Rua e Carnaval Tradição; Ações e Programação para o Carnaval 2010. Renildo Pontes Pessoa - DIRETOR EM NOME DA DIRETORIA DA ACVB - ASSOCIAÇÃO CIDADE VERDE DO BRASIL DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 20 NOVEMBRO PELO BRASIL 20 novembro
LEY DO AUDIVISUAL ARGENTINA EM TEMPOS DE CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO NO BRASIL EM TEMPOS DE CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PELO BRASIL, A VIZINHA ARGENTINA AVANÇA EM LEY . Nueva Ley de Medios, punto por punto Una síntesis con los términos más sobresalientes de la nueva normativa de servicios de comunicación audiovisual para entender de qué se trata y las mejoras que introduce al sistema vigente. Spot Ley de Radiodifusión * Videos 1) Democratización y universalización La regulación de los servicios de comunicación audiovisual en todo el ámbito territorial de la Argentina y el desarrollo de mecanismos destinados a la promoción, desconcentración y fomento de la competencia tienen como fines el abaratamiento, la democratización y la universalización de las nuevas tecnologías de la información y la comunicación. 2) Servicios de interés público Se considera a la comunicación audiovisual en cualquiera de sus soportes una actividad social de interés público, de carácter esencial para el desarrollo sociocultural de la población, por el que se exterioriza el derecho humano inalienable de expresar, recibir, difundir e investigar informaciones, ideas y opiniones sin ningún tipo de censura. 3) Órganos colegiados Se crea la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual, un órgano autárquico y descentralizado, que tiene como función la aplicación, la interpretación y el cumplimiento de la ley. Su directorio estará conformado por un presidente y un director designados por el Poder Ejecutivo, tres directores propuestos por la Comisión Bicameral de Promoción y Seguimiento de la Comunicación Audiovisual, correspondiendo uno a la primera minoría, uno a la segunda minoría y uno a la tercera minoría parlamentarias; y dos directores a propuesta del Consejo Federal de Comunicación Audiovisual. Existirá también un Consejo Federal cuyos miembros provinciales van a representar a los prestadores privados, a las emisoras universitarias, a los medios públicos y a los trabajadores de prensa. 4) Defensoría del Público de Servicios de Comunicación Audiovisual Se crea la Defensoría del Público de Servicios de Comunicación Audiovisual, un organismo encargado de recibir y canalizar las consultas, reclamos y denuncias del público de la radio y la televisión. Será designado por resolución conjunta de los presidentes de ambas Cámaras. 5) Abono Social Los servicios de televisión por cable deberán disponer de un abono social. Esta disposición atiende a que, en ciertos sitios, el prestador de servicio de radiodifusión por suscripción a título oneroso, es el único servicio que existe para mirar televisión. Se busca que todos los habitantes tengan acceso a los servicios de radiodifusión y comunicación audiovisual. 6) Desmonopolización Con el fin de impedir la formación de monopolios y oligopolios, el proyecto de ley pone límites a la concentración, fijando topes a la cantidad de licencias y por tipo de medio. Un mismo concesionario sólo podrá tener una licencia de servicio de comunicación audiovisual sobre soporte satelital; hasta 10 señales sonoras, de televisión abierta o cable (la ley actual permite que una persona sea dueña de 24) y hasta 24 licencias de radiodifusión por suscripción. A ningún operador se le permitirá que dé servicios a más del 35 por ciento del total de la población del país o de los abonados, en el caso que corresponda. Por otra parte, quien maneje un canal de televisión abierta no podrá ser dueño de una empresa de distribución de TV por cable en la misma localidad, y viceversa. También se impide que las compañías telefónicas brinden servicios de televisión por cable. 7) Titulares de las licencias El proyecto establece que para ser titular de una licencia se ponderarán criterios de idoneidad y de arraigo en la actividad. Excluirá a quienes hayan sido funcionarios jerárquicos de gobiernos de facto, atendiendo a la importancia de los medios en la construcción del Estado de Derecho y la vida democrática. Cuando el prestador del servicio fuera una sociedad comercial deberá tener un capital social de origen nacional, permitiéndose la participación de capital extranjero sólo de hasta un máximo del 30% del capital accionario. 8) Participación de cooperativas A diferencia de la ley vigente, se permite la participación de cooperativas, siempre y cuando se garantice una porción del mercado a un competidor. 9) Plazo de las licencias La operación de los medios audiovisuales se hará, según la propuesta, por sistema de licencias y las mismas durarán diez años (hoy son por 15) y se podrán prorrogar por diez años más, previa realización de audiencias públicas. Quienes hayan obtenido una renovación o prórroga, no podrán solicitar una nueva extensión de plazo por ningún título. Al mismo tiempo esas licencias serán controladas cada dos años, para evitar que con la incorporación de nuevas tecnologías -la digitalización- un licenciatario multiplique sus señales, generando un nuevo modo de concentración. 10) Más contenidos nacionales Los servicios de televisión abierta deberán emitir un mínimo del 60% de producción nacional; con un mínimo del 30% de producción propia que incluya informativos locales. Los servicios de televisión por cable no satelital deberán incluir como mínimo una señal de producción local propia. También deberán incluir en su grilla de señales originadas en países del MERCOSUR y en países latinoamericanos. Las radios privadas deberán emitir un mínimo de 50% de producción propia, que incluya noticieros o informativos locales. El 30% de la música emitida deberá ser de origen nacional. Quedarán eximidas emisoras dedicadas a colectividades extranjeras o temáticas. 11) Igualdad de oportunidades Las emisiones de televisión abierta y la señal local de producción propia de los sistemas de cable deben incorporar medios de comunicación visual adicional en el que se utilice subtitulado oculto (closed caption), lenguaje de señas y audio descripción, para la recepción por personas con discapacidades sensoriales, adultos mayores y otras personas que puedan tener dificultades para acceder a los contenidos. 12) Acceso universal para la transmisión de eventos deportivos Se garantiza el derecho al acceso universal -a través de los servicios de comunicación audiovisual- a los contenidos informativos de interés relevante y de acontecimientos deportivos de encuentros futbolísticos u otro género o especialidad. Los partidos de fútbol y otros encuentros olímpicos que sean de interés para la Argentina se transmitirán por la televisión abierta de acceso libre. 13) Publicidad Se regula el tiempo de emisión de publicidad con el objetivo de proteger al público contra un exceso de interrupciones publicitarias y promover un modelo de radio y televisión de calidad. 14) Nuevas tecnologías y servicios A diferencia de la ley anterior, la propuesta contempla el potencial impacto que provocaría la incorporación de nuevas tecnologías y servicios que no se encuentren operativas en la actualidad. Se procura un desarrollo armónico atendiendo a los espacios futuros a crearse por vía de los procesos de digitalización, en los que la pluralidad debe ser garantizada. 15) Radio y televisión estatales más participativos Se crea Radio y Televisión Argentina Sociedad del Estado, que reunirá a todos los servicios de radiodifusión sonora y televisiva que en este momento se encuentra bajo la órbita del Estado Nacional. El Directorio estará integrado por siete miembros, con un presidente y un director designado por el Poder Ejecutivo y tres directores propuestos por la Comisión Bicameral de Promoción y Seguimiento de la Comunicación Audiovisual, uno por la primera minoría, otro por la segunda y otro por la tercera. Y se crea un Consejo Consultivo Honorario de los Medios Públicos que garantiza mayor participación social. 16) Medios Municipales y Provinciales Se reserva para cada Estado Provincial y la Ciudad Autónoma de Buenos Aires una frecuencia AM, una FM y una de televisión abierta. Cada Estado Municipal tendrá reservada una frecuencia FM. 17) Más voces de la sociedad civil Se reserva el 33% de las localizaciones radioeléctricas planificadas, en todas las bandas de radiodifusión sonora y de televisión terrestres, en todas las áreas de cobertura, para las organizaciones sin fines de lucro. Además, los pueblos originarios serán autorizados para la instalación y funcionamiento de radios AM y FM y así como de señales de televisión abierta. 18) Medios Universitarios y Educativos Las Universidades Nacionales podrán ser titulares de autorizaciones para la instalación y explotación de servicios de radiodifusión. Deberán dedicar espacios relevantes de su programación a la divulgación del conocimiento científico, a la extensión universitaria y a la creación y experimentación artística y cultural. 19) Televisión e infancia Se prevé la creación de un Fondo de Fomento Concursable para la Producción de Programas de Televisión de Calidad para Niños, Niñas y Adolescentes que tendrá como objetivo desarrollar estrategias que permitan producir más televisión y radio de carácter educativo, cultural e infantil. 20) Cine nacional Se establece, por primera vez, la fijación de una cuota de pantalla. Los canales de televisión abierta y de cable deberán exhibir de forma obligatoria y en estreno televisivo ocho películas nacionales por año. La ley actual no contempla ninguna normativa de promoción del cine nacional. Ver texto completo de la ley sancionada Nueva Ley de Medios Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual - Ley 26.522 Cine.ar - Portal Oficial de Promoción del Cine Argentino 18 noviembre CONFRARIA E ESQUENTAIS VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS DIA 29/11/2009CONFRARIA DO BECO DE MALAGRIDAOpções administrativasAgregaram-se novos guerreiros na luta eterna em favor da memória e da identidade cultural dessa cidade . Ainda hoje em maio de 2009, essa luta continua firme e forte aos cuidados desta escrivã aqui, juntamente com a parceria de novos intelectuais e jornalistas anos 90/2009, a escritora CRISTINA GUEDES, o sociologo e advogado pelos Direitos Humanos EDUARDO RABENHORST, o historiador JALDES MENESES, a cantora lírica e advogada MARIA JULIANA, o músico da orquestra de Câmara MICHAEL COSTA, alunos do DA- CCJ - DIREITO, FUNJOPE, SESC, ASS. CULTURAL e RECREATIVA ANJO AZUL , artista multimídia SANDOVAL FAGUNDES, ASTRAPAS, Associação das Travestis da Parahyba, MARIA QUITÉRIA,grupo de MULHERES Lésbicas, entre muitos artistas da nova geração, que vem agregando vlores e conhecimentos , parcerias nos varios segmentos da cultura , atravéz de ações em eventos culturais, voltados para a conscientização d valorização do PATRIMÔNIO HISTÓRICO em forma de denuncia ao desprezo que os orgãos IPHAN e IPHAEP, nutrem pelo sítio histórico rua: GABRIEL MALAGRIDA - conhecido como BECO... AMANTES DO CENTRO HISTÓRICO, fazem a CONFRARIA DO BECO MALAGRIDA, que surgiu de um sonho de Petrônio Souto, jornalista ativista ... arte da logomarca, janelão antigo da faculdade de direito - GUY JOSEPH
ENCONTRO ANUAL DE 2009, SERÁ NO MES NOVEMBRO CENTRO CULTURAL THOMÁS MINDELLO (VIZINHO AO EDIFICIO 18 ANDARES DA AV. GENERAL OSÓRIO - S/N ) CENTRO HISTÓRICO 29/11/2009 18:00hs. CONTATO 8862 6826 anjoazuldobeco.nin.com anjoazuljacksonianaanjinhas.ning.com maycirilo@hotmail.com 17 noviembre CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAISCRIA O CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA DECRETA E PROMULGA A SEGUINTE LEI: CAPÍTULO I DO CONSELHO MUNICIPAL
DE POLÍTICA CULTURAL Art. 1º - Fica criado, no âmbito do Município de João Pessoa, o Conselho Municipal de Política Cultural, vinculado à Fundação Cultural (FUNJOPE), da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Seção I Das Finalidades e Competências Art. 2º - O Conselho Municipal de Política Cultural é um órgão permanente que institucionaliza a relação entre a Administração Municipal e os diferentes setores da sociedade ligados à cultura, participando da elaboração, execução e fiscalização da política cultural da cidade de João Pessoa. Art. 3º – O Conselho Municipal de Política Cultural será de caráter deliberativo e consultivo com funções normativas e fiscalizadoras, nas áreas das atividades culturais do Município, e tem por finalidade: I – elaborar e aprovar o Plano Municipal de Cultura, a partir das orientações definidas na Conferência Municipal de Cultura de João Pessoa; II – acompanhar a execução do Plano Municipal de Cultura; III – representar a sociedade civil de João Pessoa, junto ao Poder Público Municipal, em todos os assuntos que digam respeito à arte e da cultura; IV – propor, acompanhar, avaliar e fiscalizar ações de políticas públicas para o desenvolvimento da Cultura, a partir de iniciativas governamentais ou em parceria com agentes privados, sempre preservando o interesse público; V – definir diretrizes para a política cultural a ser implantada pela administração municipal; VI – promover e incentivar atividades permanentes, tais como encontros, debates, estudos, pesquisas, ações de formação e criações relacionadas às diferentes expressões artístico-culturais e suas interpretações; VII – integrar-se ao Sistema Nacional de Cultura, para garantir a continuidade dos projetos culturais de interesse do Município; VIII – incentivar a democratização e descentralização das atividades de produção e difusão culturais no Município, visando garantir a cidadania como direito de acesso aos bens culturais de produção cultural, preservação do patrimônio material, imaterial e intelectual e da memória histórica, social e artística; IX – acompanhar junto a FUNJOPE a implementação do Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais; X – promover ações concretas visando a defesa incessante da identidade cultural da cidade; XI – promover o debate sobre valores culturais de afirmação da cidadania, bem como sobre o desenvolvimento cultural, ético e humano, através da cultura; XII – garantir a execução e continuidade dos projetos culturais de interesse do Município, independente das mudanças de governo, ou outras mudanças no setor político, técnico ou financeiro; XIII – emitir parecer sobre questões referentes a: a) propostas de criação de fundos de incentivo a cultura; b) prioridades programáticas e orçamentárias; XIV – avaliar a execução das diretrizes e metas incluídas no Plano Anual da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, bem como suas relações com interesses da sociedade; XV – estimular a ação integrada das várias secretarias e órgãos municipais para a ação cultural descentralizada; XVI – elaborar e aprovar o seu Regimento Interno; XVI – convocar a Plenária e a esta encaminhar Relatório Anual. § 1º - Os atos do Conselho Municipal de Política Cultural serão publicados no Semanário Oficial do Município. § 2º - O Regimento Interno de que trata o inciso XV deverá ser homologado pelo Prefeito Municipal, e deverá ser submetido a ele no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar da instalação do Conselho. Art. 4º - Compete ao Conselho: I – Cumprir e fazer cumprir as disposições desta lei; II – Em conjunto com a FUNJOPE convocar a Conferência Municipal de Cultura. Seção II Da Composição Art. 5º - O CMPC
será integrado por representantes do Poder Público e da sociedade
civil com atuação nos Fóruns Permanentes de Cultura. Art. 6º - O CMPC será constituído por 32 (trinta e dois) membros titulares e seus respectivos suplentes, sendo: I - 16 representando o Poder Público, através dos seguintes órgãos quantitativos: Prefeitura Municipal de João Pessoa: 14 representantes FUNJOPE SETUR PROBECH SEDES SEDEC SETRANSP SEDESP Instituições Públicas de Ensino Superior 1 representante Câmara Municipal de Vereadores do Município de João Pessoa: 02 representantes II – 16 membros da sociedade civil divididos pelas seguintes áreas:
§ 2º - O processo de escolha dos membros das áreas de cultura de que trata este artigo se dará no fórum permanente de cada segmento de Cultura. Art. 9º - O mandato dos membros do Conselho Municipal de Política Cultural será de 02 (dois) anos, com direito a uma recondução. § 2º. O Regimento Interno
do CMPC definirá as hipóteses de perda de mandato e substituição
de seus conselheiros. Seção III Da Organização e Funcionamento Art. 9º – O Conselho Municipal de Política Cultural será presidido, alternadamente, por representantes do Poder Público Municipal e da Sociedade Civil e terá seguinte estrutura organizacional: I – plenária, assembleias e reuniões compostas por todos os conselheiros; II - comissão Executiva, com composição mista e paritária formada por 02 (dois) membros da sociedade civil e 02 (dois) membros do poder público municipal, totalizando 04 (quatro) membros na Comissão Executiva; III – comissões
temáticas. Art. 10 – O CMPC, em reunião plenária, deverá eleger uma Comissão Executiva constando entre seus membros presidente, vice-presidente, um secretário geral e o suplente do secretário geral. Art. 11 – O CMPC reunir-se-á em caráter ordinário mensalmente e, extraordinariamente, sempre que convocado. Parágrafo Único – As reuniões extraordinárias do CMPC poderão ser convocadas por seu presidente ou pela maioria simples de seus membros. Art. 12 – Serão constituídas Comissões de Trabalho com base nos segmentos que integram as áreas culturais mencionadas no inciso II do Art. 6º, instituídas na forma e com as atribuições definidas no Regimento Interno de que trata o inciso XV, do Art. 3º. Art. 13 – A Plenária reunir-se-á obrigatoriamente, uma vez por ano e extraordinariamente, quando convocada por pelo menos 2/3 (dois terços) do Conselho. § 1º - Na reunião a que se refere este artigo a Mesa será constituída por representantes do CMPC e presidida pelo seu presidente, em caso de ausência pelo vice, persistindo, pelo secretario geral. § 2º - A reunião deverá ser pública tendo os observadores o direito à voz. Art. 16 – A Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, deverá viabilizar a estrutura física do Conselho e da Plenária, bem como o custeio deste funcionamento, no que se refere ao pessoal técnico-administrativo, recursos materiais, convocações, arquivo e administração geral do CMPC. Parágrafo Único - Os membros do Conselho Municipal de Política Cultural que fizerem parte da Comissão Deliberativa do FMC e seus parentes de até 2º grau estarão impedidos de apresentarem projetos a serem subvencionados pelo referido Fundo ou qualquer outro tipo de subvenção, concurso ou outros que venham a ser implementados através de recursos financeiros da municipalidade. Art. 17 – Os membros do Conselho Municipal de Cultura em sua representação institucional não terão direito a nenhuma remuneração. Aqueles/as que representam os fóruns permanentes de cultura no exercício da titularidade farão jus à gratificação referente a cada reunião efetivamente realizada na ordem de 15% do valor do salário mínimo nacional, com no máximo 04 reuniões mensais. CAPÍTULO II DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL
DE CULTURA Art. 19 – A Conferência Municipal de Cultura é o foro amplo e permanente para o debate das diretrizes e políticas públicas relativas às ações culturais na cidade de João Pessoa. Parágrafo Único - A Conferência Municipal de Cultura será realizada a cada dois anos, respeitando o calendário de conferências estabelecido pelo Ministério da Cultura. Art. 20 – Poderão participar da Conferência todas as pessoas, instituições e movimentos interessados em contribuir para o alcance dos objetivos da mesma, na condição a ser estabelecida pelo Regimento da Conferência. Parágrafo Único – Após sua implementação o Conselho Municipal de Política Cultural elaborará o Regimento Interno da Conferência, mencionado neste artigo. Art. 21 – Caberá
ao Conselho Municipal de Cultura e a Fundação Cultural de João Pessoa
– FUNJOPE, a divulgação das conclusões da Conferência Municipal
visando a implementação das mesmas pelos órgãos responsáveis. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 23 – As despesas orçamentárias decorrentes da aplicação desta Lei deverão estar regulamentadas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), na LOA (Lei Orçamentária Anual) e no PPA (Plano Plurianual Municipal). Art. 24 – Os membros do CMPC serão nomeados por ato institucional do Prefeito Municipal. Art. 25 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 26 – Revogadas as disposições em contrário. POR QUE SAPATOS? VERNISSAGEExposição “Por que sapatos?” Centro Cultural São Francisco De 05/11 a 30/11 de 2009. Vernissage 05/11 às 19h30min Diante de todos os porquês que a arte instiga, um grupo de treze pessoas no fazer artístico encontrou mais um por quê ... “Por que sapatos?”. Essa pergunta é um tanto estranha para nosso raciocínio lógico e nos remete a um diferente pensar. Observar esse objeto, sapato, de uma forma subjetiva. Com esse o exercício os artistas Albanice Uchoa, Ana Viana, Ducarmo Barros, Eliana Jardim, Eulâmpio, Glauco Menezes, Ilson Moraes, Ivanusa Pontes, Moema Paiva, Norma Montenegro, Rogéria Gomes, Silvio Feitosa, Wanderley Nascimento se propuseram a uma visão diferenciada e abstrata sobre algo tão material e palpável. Ao prestigiarmos a exposição “Por que sapatos?”, no dia 05 de novembro às 19:30 horas no Centro Cultural São Francisco, estaremos obrigatoriamente exercitando nosso lado poético, critico e metafórico. A exposição que já foi apresentada na Pinacoteca da UFPB e agora com novos trabalhos, não tem a pretensão de ensinar o que é arte, mas sim questionar a nossa forma de ver, muitas vezes talhada por uma exatidão e dureza que não nos permite flexibilidade do pensar e sentir. Talvez saiamaos dessa mostra com a sensação de estarmos pisando em outro chão e descalços. Afinal por que sapatos? Ilson Moraes Artista plástico Á REVOLUÇÃO DAS PUTASÀ Revolução das Putas!
Jornais, revistas, rádios, TVs, portais, blogueiros e afins faturaram e continuam ganhando atenções e, portanto, dinheiro, com o bizarro episódio da estudante de mini saia hostilizada na faculdade. Os desdobramentos da notícia sobre o linchamento têm sido inúmeros. Duvido até que ela consiga voltar a assistir aulas tranquilamente antes de a mídia esquecer essa história ou encontrar algo mais constrangedor sobre o que falar. Só assim os curiosos, sedentos de desgraças – como se já não as tivessem em demasia, vão parar de se aglomerar na porta da faculdade da garota, à espera de seu retorno (a memória das pessoas dura enquanto dura uma notícia). Não faltam brasileiros à espreita de uma confusão. Não faltam repórteres à espera de algo chocante. Não falta classe média pronta para apontar o dedo em riste diante de qualquer um. O mundo nos compra enquanto terra livre e harmônica, sem guerras étnicas, conflitos religiosos ou separatismos políticos. Mas a paz no Brasil faz mal. Aqui ninguém é livre para viver, todos são livres para matar. Tudo que se tolera é a hipocrisia, nada mais. Enquanto no Morro dos Macacos se incendiavam corpos vivos (sim, já eram apenas corpos), uns dez pequenos-burgueses, daqueles que nunca viram pobreza de perto e não sabem o que é faltar comida no prato de seis crianças paridas feito bichos, protestavam em seus carrinhos de supermercado. É desse mesmo jeito que a pseudo-esquerda, escondida em blogs ácidos de ex-jornalistas de patrão – como Paulo Henrique Amorim – ou textos como esse meu, fala mal de tudo e todos, em nome do povo, porque o povo não aprendeu a ler nem a escrever. E foram as meninas que gastaram a mais-valia dos miseráveis em comprar caras e os meninos do som no carro que lincharam a estudante, caixa de mercadinho, pela saia curta e justa de ser como quis ser. A moral do brasileiro parece que morre nos peitos e bundas que ele reprova e aprova quando lhe é conveniente. É a moral que serve para os outros. É o pudor em nome da família que já está divorciada. É o dedo que fere. No Brasil, gays e lésbicas não podem casar porque heterossexuais não querem. Pobres – trabalhadores e honestos, morrem a bala, como bandidos, porque ricos, que fazem as regras do jogo, sobem o morro pra comprar cocaína. Mas Brasília passa aos nossos olhos como se nos roubar fosse normal. Parece que fazemos nossas contas já contando com o prejuízo que vai para o luxo de quem recebe o voto cego dado na última eleição. E parece que o mundo chegou a seu estágio final, que nada mais muda, que morreremos contentes e satisfeitos com nossa própria miséria. Putas, gays, lésbicas, negros, desvalidos, mendigos, moças trabalhadoras que usam saias curtas, pobres que morreram no último tiroteio, levantem-se, o mundo tem jeito! Vão à luta, que eu ficarei aqui divulgando a revolução. Simão Vieira de Mairins+351-968-781-585 (83) 8818-3662 (87) 8819-3559 E-mail alternativo:svmairins@yahoo.com. 26 octubre INSCRIÇÕES PARA A I CINFECOM ESTADUAL ( 26 À 30 OUTUBROACESSEM E SE INSCREVAM!
VAGAS LIMITADAS
E POR ORDEM DE INSCRIÇÃO! 23 octubre JORNALISMO CULTURAL
Jornalismo cultural do estado é destaque em prêmio nacional
Estudante Émerson Cunha e professor da UFPB Thiago Soares foram
selecionados para o Rumos Itaú Cultural
Essa sexta-feira é de alegrias para o jornalismo cultural do nosso estado. O professor Thiago Soares e o estudante Emerson Cunha, com 20 anos, ambos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foram selecionados pelo Prêmio Rumos Itaú Cultural Jornalismo Cultural na edição 2009-2010, de abrangência nacional. É a primeira vez em que a UFPB emplaca para o prêmio um estudante, e também a primeira em que um estudante e um professor são selecionados na mesma edição, em toda a história do Prêmio.
O professor Thiago Soares foi selecionado para a carteira professor, ao lado de profissionais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O profissional deve construir o projeto apresentado na inscrição, cujo título é Jornalismo Cultural em tempos de cultura líquida. "É uma reflexão sobre o agendamento do jornalismo cultural através da cybercultura. Um dos pontos que destaco é até que ponto se deve divulgar um disco: é quando ele vaza na rede ou quando a gravadora avisa que está lançando? Eu verifico que com essa movimentação na web, a cultura fica cada vez menos intermediada. Minha proposta é que o jornalismo cultural possa considerar que quando o produto se disponibiliza na internet automaticamente vira pauta", disse o professor e jornalista. "Sou um professor novo na UFPB e acho importante que a discussão crítica sobre o jornalismo cultural se instaure na universidade e ele deixe de ser o 'primo pobre' do jornalismo", completou. 22 octubre CASAMENTO DE CRIANÇAS NO HAMAS
15 octubre NOTICIAS DO MINc
11 octubre SOFTWARE LIVREEntrevista: Sérgio Amadeu fala sobre software livre
MURILO RONCOLATO Da Redação - ADV Desde que foi criada a Free Software Foundation, em 1985, por Richard Stallman, o modelo livre de negócio para software segue ampliando seu alcance e, hoje, está mudando as formas de relacionamentos sociais, culturais, comerciais e econômicos. Entretanto, especialista no assunto, aponta para a necessidade de incentivos e regulamentação para o setor. Software livre é o nome dado para programas registrados sob uma das licenças copyleft, contraposição do copyright, e que, por ter seu código-fonte aberto – texto que contém a inteligência do software –, permite que qualquer pessoa execute o programa, conheça sua estrutura tecnológica, modifique e distribua livremente cópias da versão adaptada. O sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, militante do movimento por software livre, acredita que o modelo colaborativo já se mostra mais eficiente que o fechado, conhecido como software proprietário. Ele aponta, por exemplo, a Microsoft, que trabalha com plataforma fechada, e afirma que sua forma de negócio está perdendo força nos Estados Unidos e já não tem "a mínima condição de ficar de pé". Para acompanhar este cenário é imprescindível políticas de inclusão digital. Lançar o povo brasileiro na rede, faria com que regiões "do século 19" do Brasil "se transportassem para o século 21", segundo o professor. Em entrevista exclusiva à Agência Dinheiro Vivo, Sérgio Amadeu explica tudo sobre software livre, as consequências do modelo no mundo, defende a necessidade de uma política pública de inclusão digital e faz dois pedido ao presidente da República. Confira a entrevista. DV - Qual a diferença entre o software Livre e o software Proprietário? Essa distinção não se refere a características do produto, mas a regimes jurídicos de uso. É isso mesmo? Sérgio Amadeu - O software livre é um novo modelo de uso, baseado nas práticas colaborativas entre comunidades de desenvolvimento,que possibilita que qualquer indivíduo tenha acesso ao código-fonte do software, podendo estudá-lo e alterá-lo. Sua tecnologia é aberta. A inteligência do software é inscrita no texto, o código-fonte, que diz quais são suas rotinas e que vai junto com o código-executável. Então, a qualquer momento, qualquer usuário de software livre, seja ele uma pessoa física ou uma empresa, pode ter acesso completo, vendo o que o software tem nele, o que ele pode fazer ou deixar de fazer. Ele é completamente transparente e permite compartilhamento total do conhecimento sobre ele. E tem a questão das licenças... Tem vários tipos de licença. Por exemplo, a GNU/GPL (General Public License), que não permite que um código feito colaborativamente seja apropriado privadamente. O usuário não pode pegar o software livre e vendê-lo? Pode até vender, mas não pode fechar o código. Ele não pode transformar o código de aberto em fechado. A licença GPL tem uma restrição, portanto. A licença copyright é restritiva na alteração e compartilhamento de software. O GPL inverte e faz o copyleft, uma licença com a qual qualquer pessoa pode ampliar, estudar completamente o software, alterar e distribuí-lo. São as quatro liberdades para um software ser considerado livre: a de executar o programa; estudá-lo; modificar e redistribuí-lo. Em uma GPL, se você fizer essas alterações, criar linhas de códigos a mais em cima das existentes, o software deve continuar com as quatro liberdades. Isso é pra evitar o que acontece com outros programas. Por exemplo, o sistema operacional livre FreeBSD. Ele tem as liberdades, mas não tem as restrições de apropriação, ou seja, muita gente pega o software aberto, altera e não o devolve alterado para a comunidade. A própria Apple, o sistema operacional da Macintosh, usa códigos do BSD, se apropriando do trabalho coletivo, e fecha o código. Há diferenças entre software livre e open source. Quais são? O open source surge numa tentativa de retirar essa dimensão mais ideológica do software livre, que veio com o [Richard Matthew] Stallman. Existe muita proximidade na prática entre o software livre e o open source. O open source pode não ser livre, ele não permite que você altere e nem distribua; o código-fonte dele é aberto, mas ele continua impedindo que as pessoas tenham a liberdade de manipular, trabalhar o conhecimento contido no programa. Já é uma grande coisa deixar o código aberto, sem dúvida, mas, no fundo, você tem algumas diferenças, que estão cada vez menores. No open source surgiu uma expressão que é Floss (free/libre open source software) isso foi feito pelo Rishab [Aiyer Ghosh], que é um indiano que criou essa expressão para dizer que não tem tanta diferença entre os modelos e que as pessoas atuam em conjunto, na prática. Você acredita que o modelo livre tenha modificado a forma de negócio de software no Brasil e no mundo? Muita gente migrou para o padrão de rede que trabalha com a idéia da plataforma livre. Os softwares baixaram de preço muito fortemente no mercado, exatamente pela pressão do software livre. Ele tem viabilizado uma saudável competição, coisa que não existia antes na plataforma proprietária. Cada vez mais o software livre avança no ambiente empresarial, principalmente numa estrutura de rede e avança também dentro da rede. Se você pegar os 10 maiores portais do mundo mais da metade utiliza software livre. A plataforma do Google é principalmente baseada em Linux, que é livre, do Wikipedia é um software livre, do Wordpress, também. A plataforma principal da rede é em software livre e a tendência é essa. No ambiente das redes colaborar é muito mais eficiente que competir. O modelo de negar acesso é ultrapassado. Qual o navegador que tem mais aplicativos? O Firefox. Porque o código-fonte dele é aberto e todo o mundo pode criar em cima. Como a licença dele permite visualizar os códigos, se você cria em cima, você tem que devolver o código criado. Então, há jovens talentosos no mundo inteiro criando uma API [Interface de Programação de Aplicativos] para o Firefox se comunicar direto com o Twitter, por exemplo. Isso, que o menino desenvolveu lá na Ásia, na Oceania, fica disponível pra todo o mundo. A produção de código aberto, que é principalmente comunitária, é infinitamente mais barata e superior que a produção do modelo proprietário. Óbvio que o modelo proprietário tem uma mega estrutura de negócio que impede as coisas de caminharem com rapidez, porque tem muita gente que ainda vive de licença de propriedade, mesmo sendo anacrônico. Mas há também empresas como a IBM que hoje vive praticamente de serviços. Ela tem alguns produtos com licença de propriedade, mas o grosso dela vem de relacionamento. Uma plataforma livre garante mais segurança que uma fechada? Tem um algoritmo, muito importante, chamado RSA. É um algoritmo de criptografia de dados com mais de 20 anos de vida, usado para criar chaves e assinaturas digitais, por exemplo; sendo usada para compra online, acesso a contas de bancos pela Internet, etc. Ele é aberto e, portanto, todo o mundo tem acesso a esse algoritmo, logo sabe-se como funciona. O fato de ser aberto não significa que ele seja frágil, pelo contrário, é robusto, forte. O fato de ser aberto possibilita que todos saibam o grau de segurança desse algoritmo. Tanto eu como qualquer pessoa pode olhar o algoritmo e descobrir falhas. Falando no caso dos softwares: não é o fato de eu ter acesso ao seu código-fonte que ele se torna violável; na prática, isso possibilitará vigilância sobre o programa. O usuário sempre vai ter liberdade plena sobre o código do software. Ao contrário do software proprietário, no qual só o dono sabe as rotinas daquele programa, porque ele só entrega o código-executável e não o código-fonte. O usuário nunca vai poder auditar o software, nunca vai poder descobrir se há erros, portas de entrada escondidas, fragilidades muito graves, etc. Sobre o livre, por exemplo, a cada versão do Linux existe um processo de “debugagem”, retirada de erros, que é feito coletivamente. Muitas pessoas olham e têm condição de agir e consertar aquele erro. São olhos de culturas diferentes que podem ver coisas muito diferentes. O que é aberto é o código-fonte, uma vez que copiado e transformado em código-executável, não há como quebrar, na verdade, ele tem uma solidez muito grande. Um código-fonte fechado é para o usuário uma incógnita, e por usuário entenda-se o governo, empresas. Eu não posso usar um software sem saber quais são suas rotinas, o que tem dentro dele. Isso é tão verdadeiro que levou a Microsoft a abrir o código-fonte para os governos, mas ela abriu parcialmente, o que é um problema, porque 2% do que ela não abriu pode ter todos os problemas do mundo. O modelo de código fechado é, por definição, inseguro; eu falo do modelo. Isso não quer dizer que todo software livre é seguro, mas, sim, o seu modelo. É correto dizer que software livre nunca será a regra, mas sempre o contraponto do sistema comercial de softwares, algo paralelo? Há uma "esperança" de que a plataforma livre acabe com a proprietária? Eu acho que o software livre na rede é a regra. A Internet é livre. Todos os protocolos que a compõem são livres e desenvolvidos compartilhadamente. Veja os modelos que estão na rede hoje, veja os meninos do Google. No caso do Brasil você pode estar vivendo uma etapa. A tendência é as pessoas viverem de serviços, assistência técnica, desenvolvimentos e permitir que o conhecimento seja compartilhado. Então o dinheiro desse novo mercado viria justamente da prestação de serviço? Pensando na minha profissão, de professor, eu não vivo da propriedade do meu conhecimento. Pelo contrário, cada vez mais eu quero que as minhas idéias fluam pela rede, porque isso me dá mais prestígio, mais força, mais condição de, ao mesmo tempo, pesquisar, obter recursos e também de obter alunos interessados na minha matéria. Não é um bloqueio do conhecimento, é a divulgação, a disseminação que a rede permite. Você pode estar contra essa natureza, que é uma rede de comunicação relógio, e aí você monta uma rede que quer bloquear a disseminação de conteúdo. Eu diria que é uma esquizofrenia. A recente abertura das grandes empresas de software como Microsoft e Adobe, que passaram a liberar alguns APIs, pode ser considerada uma vitória por parte do movimento do software livre? Não sei ainda se dá para comemorar, sou cético com isso. Eles tentam fazer operações de marketing na verdade. Eles veem a força do movimento de software livre. Algumas empresas de TI abandonaram o modelo de licenças de propriedade e partiram para serviços, tipo IBM, que migrou seu modelo; e o Google, que já nasceu aberto, apesar de este ainda ter coisas proprietárias, mas é mais por segredo de negócio do que por licença. Está tudo cada vez mais baseado em serviço, em relacionamento, que é a palavra correta. A Microsoft sempre abriu API, a todo instante eles tentam fazer uma operação para tentar sobreviver com um modelo do mundo industrial em um cenário de mudança informacional. Como fica a questão da proteção intelectual? A gente usa a legislação de copyright para fazer princípios do copyright, a gente chama "hackear o copyright". Se a licença do copyright não permite copiar, nós usamos a lei deles para escrever uma licença que permite o compartilhamento e mudanças. A GPL, por exemplo, mantém a autoria do software, o que não é ruim, mas ela permite que eu pegue um pedaço desse software e faça um outro. O que o modelo livre traz de benefícios para o país pensando em termos econômicos? No mundo, o software proprietário tem pouca força. O Brasil recentemente ganhou prestígio porque começou a desenvolver plataformas abertas. O software livre é o caminho pra que se possa construir empresas que se relacionem com empresas de outros países e usem a capacidade de trabalhar a inteligência coletiva para fazer ações, serviços de TI em outros lugares. Agora, se a gente for vender licenças de propriedades, isso já não deu certo antes e não dará agora. O caminho é exatamente o de incentivar a rede de software livre, em código aberto, e apostar na nossa inteligência coletiva, na nossa capacidade de prestar serviços. E em relação a empregos. Abre um campo para novos trabalhadores, mais empresas? Uma empresa pequena, existem várias, pode pegar um código do Linux e customizar para grandes empresas que vão ter vantagens por reduzir custos de licença, vão ter um software mais robusto, mais seguro, por ser um código aberto. Quem é que vai ganhar dinheiro com isso? Só a grande empresa? Não. Centenas, dezenas de empresas pequenas locais que podem se especializar nisso. Vamos dizer que você é uma grande empresa, certo? O modelo proprietário vende licenças de usos, então, você vai comprar um software com licença proprietária. Você não vai ter acesso ao código-fonte desse software, por isso ele vai ser sempre da empresa que o produziu. Isso é uma grande desvantagem para você. Por isso que o modelo de software livre é extremamente vantajoso para a empresa, porque se faz o desenvolvimento e o código-fonte fica na mão da empresa que adquiriu. Se na próxima versão você não quiser mais trabalhar com aquela empresa que desenvolveu, mas quiser outra, você tem o código-fonte para continuar, porque você pagou pelo código. O software livre é muito vantajoso para o usuário. Por isso você vê que quem está se dando bem no mundo das redes é quem está apostando no serviço e no relacionamento. O próprio jargão Web 2.0 denota isso, que são as práticas colaborativas e as ferramentas que podem se comunicar entre si de todas as formas possíveis, a interoperabilidade, a comunicabilidade plena, mashup, e a colaboração. Tem até um livro de economia que o Don Tapscott [em parceria com Anthony D. Williams] lançou que é o Wikinomics, mostrando a força dessa prática colaborativa que está no software livre. Eu gostaria que você comentasse a questão dos telecentros, criados quando você trabalhava na prefeitura de São Paulo, durante a gestão Marta Suplicy, e explicasse de que forma exatamente o software livre pode servir para uma inclusão digital. A inclusão digital é vital para o nosso país porque permite romper com os processos de produção da miséria. Ela traz para um lugar muito periférico o acesso a informações que podem virar conhecimento. Ela liga essas comunidades pauperizadas a todo uma série de oportunidades que existem no mundo. E, então, se isso é um passo importante, isso tem que virar política pública, não pode ser uma coisa eventual, uma operação de marketing de uma gestão. Eu defendi a inclusão digital como uma política e também que cada esfera do Estado (federal, estadual, municipal) deveria ter um papel claro de inserir comunidades carentes na rede. Logo, se a gente vai informatizar o Brasil – e mais da metade da população não está informatizada –, vai se estender as garras de um monopólio de software ou vai se informatizar o país com condições de autonomia, espalhando a capacidade de criação da inteligência e de desenvolvimento de um software local, a partir do código-fonte aberto? Por isso é que eu digo que a inclusão digital autônoma - que não é simplesmente a criação de mercado para multinacionais venderem licença de software aqui - deve ser feita com software livre. E isso tem dado muito certo e tem feito com que muitos jovens talentosos que, por estarem lá usando e tendo acesso aos códigos-fonte de softwares, de maneira que não aconteceria com o outro modelo, produzam muitas coisas interessante, coisas fantásticas. No seu livro “Exclusão Digital” de 2001 você fala em determinado momento que “não é correto classificar a exclusão digital como mera consequência da exclusão social” e depois em uma entrevista para o extinto NoMínimo que “A exclusão digital é um agravante da exclusão social”. Afinal, dá para relacionar um com o outro e estabelecer uma relação de prioridade? O que eu diria hoje, depois de oito anos da primeira edição desse livro, é que deu para perceber que fatores sócio-econômicos levam a uma grande parte do povo brasileiro não ter acesso à rede, a uma máquina, a não ter acesso à comunicação digital. Não é um fator cultural, religioso, nada disso; é um fator sócio-econômico. Isso é a origem do que nós chamamos de exclusão digital. Por outro lado, a exclusão digital é extremamente grave porque ela pode ter a mesma consequência que tem o analfabetismo para a nossa sociedade. Explico: ela pode criar diferenças cognitivas. Há uma grande diferença cognitiva entre quem é alfabetizado e quem não é. Isso agrava a desigualdade social. Eu faço um paralelo com as redes: as pessoas que não estão associadas a redes digitais de comunicação, passam a ter uma grande diferença em comparação com quem tem acesso e habilidade nas redes. Isso amplia a desigualdade social e econômica. Por outro lado, se você dá condições do conjunto da nossa sociedade se conectar, fica mais fácil enfrentar as desigualdades sociais, fica mais fácil manter a diversidade cultural, garantir materiais educacionais amplamente distribuídos. É o que eu chamo de elementos vitais para romper o processo de reprodução da miséria. Eu não estou dizendo que as pessoas só vão trabalhar com rede. Eu estou dizendo que cada vez mais qualquer tipo de trabalho pode ser melhorado e otimizado a partir das redes. Ou o trabalho em si ou os conhecimentos vitais sobre aquele trabalho. No mesmo livro, você escreveu que “O grande desafio é enfrentar a herança do analfabetismo funcional ao mesmo tempo em que combatemos o Apartheid tecnológico. Alegar que primeiro se erradica um para depois enfrentar o outro é um erro primário”. Qual a maneira que você julga ser a mais correta para enfrentar as três exclusões – a digital, a social e a educacional – sem necessariamente hierarquizá-las? Eu acho que em primeiro lugar a gente teria que ter uma política pública para isso. Eu não acredito só no mercado, eu acredito em políticas. Uma política que envolva o mercado, mas não se limite a ele. Por isso é que eu não tenho ilusão com LAN House, que é um grande pequeno negócio, uma atividade muito saudável de pequenos empresários que acabam, em busca do dinheiro, dando acesso a comunicação. É uma atividade que a gente deveria enaltecer, incentivar e garantir estabilidade, já que o “grau de mortalidade” de LAN Houses é muito alto. Isso é uma coisa. Mas é preciso ter uma política publica do Estado, do governo federal. O governo tem que dar infra-estrutura de telecomunicação e Internet para o país. E ele está fazendo isso? Muito timidamente. Ele precisa cuidar da banda larga, que é uma questão urgente, e tem que ser disseminada a todos os lugares. Não é o fato de você ter acesso que te dará as mesmas condições que outras pessoas. O acesso a uma conexão discada não permite acessar nem o Youtube. É preciso a banda larga. Tem que negociar com estados e municípios, com escolas, mas não só para ter salas laboratoriais. Já ouviu falar em laboratório de informática? Essa é uma concepção muito equivocada. Há laboratório de química, que é para fazer experimento. A Internet não é simplesmente algo útil para a ciência, ela é uma rede de comunicação imprescindível. Eu tenho que garantir que a escola esteja conectada, eu tenho que criar processos de aprendizagem em rede. Eu acho que a grande solução é ter uma política pública e tentar fazer uma revolução educacional mesmo. Olhe para a cultura daqueles que construíram a Internet como uma rede colaborativa, não-proprietária, e veja que no núcleo dessa rede há elementos da contracultura norte-americana que se juntou com desenvolvedores de códigos, que se autodenominavam hackers. O Manuel Castells no livro Galáxias da Internet chama isso de subcultura hacker. Essa subcultura hacker, junto com a nossa cultura tradicional, é, sem dúvida nenhuma, um sinal muito bom para a gente melhorar a educação do país. Eu acho que a grande inovação está na fusão do pensamento hacker baseado na colaboração, superação de desafios, compartilhamento com toda essa nossa capacidade das nossas comunidades tradicionais. Tradicional não é atrasado, tradicional é como essas comunidades indígenas, do interior do país conseguem criar coisas fantásticas com poucos recursos. Essas práticas recombinantes, essa cultura do comum, a gente tinha que jogar isso na rede. Esse elemento somado a uma política pública, a gente podia fazer com que áreas do século 19 se transportassem para o século 21. Qual o benefício para uma criança, na escola, aprender a mexer num computador usando um software livre? Mais tarde, não será requisito para emprego que ela saiba usar softwares do modelo proprietário? Ensinar com software livre significa formar uma pessoa dando opções. Ela passa a aprender a funcionalidade, ela não fica restrita a um tipo único de interface ou design. Ela não é adestrada, ela aprende. Eu não conheço um caso de uma pessoa que conhece Linux e não consegue emprego. Eu conheço o contrário. Eu sou sociólogo e vejo técnicos de Windows aqui e descubro que conheço mais de informática do que eles. Isso é ridículo. A verdade é o contrário: o modelo proprietário retira do usuário a autonomia do uso da máquina, a inteligência; o livre faz o contrário. Se a Microsoft muda a versão do Windows as pessoas que vem do modelo proprietário já não sabem como usar, porque foram adestradas. Você pode tanto dar condições ao jovem aprender hoje que software é mídia e não é simplesmente algo que tem que ser feito por um técnico, que se pode discutir funcionalidade e que ele precisa saber como funcionam os protocolos da Internet. Não tem a mínima condição confundir informatização com ampliação de um poder de monopólio que está perdendo força nos EUA, que tem que comprar o Yahoo para sobreviver, porque ele não tem a mínima condição de ficar de pé, porque é um modelo que não se amplia mais na rede. Eu estou informatizando meu país e vou fazer a sociedade ficar refém dessa plataforma de monopólio? Levar a sociedade ao mundo da informática é levá-la a ser prisioneira de um modelo de negócio de uma empresa de software norte-americana? Com muito mais facilidade hoje eu instalo o Ubuntu, aliás, muito mais fácil do que o Windows Vista, um fracasso total. Se você disser que o melhor navegador é da Internet Explorer, me desculpe, o melhor é o Firefox, que, por ser aberto, tem mais de 3.000 plugins de coisas fantásticas que eu posso conectar a ele. Tudo produzido por pessoas diferentes, do mundo todo, o cara na Nova Zelândia, na Índia, porque tem gente criando e disponibilizando para os usuários do Firefox. Já a Microsoft tem que criar tudo dentro dos seus funcionários. Você presidiu o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) entre 2003 e 2005. Como você avalia a sua participação na esfera governamental pela implementação do software livre nas instituições públicas e como vê que avançou a implementação de políticas no sentido de ampliar o uso de softwares livre no Brasil? Eu levei a idéia de montar o Comitê de Implementação do Software Livre (CISL), fiz um acordo que depois virou decreto, mas era um comitê de adesão voluntária, tinha por volta de 120 órgãos, e lá começamos a fazer uma série de mudanças. Acontece que havia muita resistência motivada pela operação do lobby, por exemplo, a Microsoft, que atua com escritório lá em Brasília. Eles atuam fortemente na esplanada, junto a alguns ministros que bloqueavam nossa ação. Como se tratava de algo estatal, eu pedi um decreto para que o padrão de uso de Tecnologia da Informação fosse o aberto. Foi aí o meu limite. Ou era isso ou eu não poderia continuar. Tive que sair. O fato de eu sair permitiu que se colocasse em pauta o problema do ritmo da implementação. O programa não parou, muitas coisas aconteceram depois. Foi interessante que o presidente Lula foi ao último Fórum Internacional de Software Livre (FISL) e ele me citou nominalmente e reconheceu os confrontos que nós tivemos. Ele disse “ainda bem que nós continuamos no caminho do software livre”. Depois da minha saída o programa avançou fortemente. Muitas coisas que iniciei continuaram e outras novas surgiram. Acho que o governo está longe de ter uma decisão sobre isso como a que eu queria. O Ministério de Ciência e Tecnologia, por exemplo, não tem linhas de incentivo para a produção de software livre no Brasil. Aliás, tem um projeto do deputado Paulo Teixeira, pelo menos 20% do fundo de informática deveria ir para desenvolvimento de software livre. Mas aí tem o lobby que age lá dentro. Sem esse recurso olha o que já é feito no Brasil, imagine com ele. Só que aí qual o argumento, extremamente falacioso: “ninguém impede que 100% seja para software livre, não há necessidade de ter 20%. Se forem reservados 20% para software livre, vão querer para games, para outras coisas”. Software livre não é tecnologia, é modelo; e há dois modelos: o livre e o proprietário. O que não é feito é por lobby, por resistência. Podemos avançar? Sim. O Lula podia fazer duas coisas: garantir grana do fundo para essa garatoda – explodiriam coisas espetaculares–; e garantir um decreto falando que o padrão é a tecnologia aberta. Padrão não significa exclusividade. A gente tem aplicações no governo que eu sou obrigado a instalar software proprietário para poder acessar. Tudo porque o governo não exige. Eu sou obrigado a participar de editais do CNPq e da Capes que só aceitam o formato proprietário. Pior que software proprietário, é o formato proprietário. Isso é muito grave. Eu não vou ter nada em papel daqui a 10 anos, as coisas estarão guardadas em dados. Se o formato desses papéis é propriedade de uma empresa, eu estou na mão dela até para ler um documento de 10 anos atrás. É daí que surgiu o Protocolo de Brasília lançado em 2008 que estabeleceu como norma o uso, ainda que voluntário, de documentos em formato ODF (Open Document Format)? Exato. O governo já apóia o ODF, mas, entenda, ele vai até a metade. É por isso que eu digo sobre as duas coisas que precisariam ser feitas. É claro que nenhum governo fez pelo software livre o que essa gestão fez. Mas ainda falta consolidar a ação com essas duas coisas. No final de 2005, você disse que a inserção digital, no Brasil, ainda não era uma questão de política pública, mas que deveria ser. Como você avalia essa situação hoje? O governo fez uma coisa muito interessante que foi incentivar o uso da Internet para a classe média baixa. Nós estamos tendo um crescimento muito grande em torno do acesso nessa área. Caiu o custo do computador, houve incentivo. Isso foi vital. Hoje o computador é o eletrodoméstico mais comprado, até mais que televisão. Isso é uma política clara de incentivo que o governo fez. Onde o governo patinou foi com a liberação dos recursos do FUST [Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações], que começou a desenrolar recentemente com esse plano de banda larga, mas ele deveria ser uma prioridade do chamado PAC. Teria que ver quais atividades podem ser feitas em redes e como levar emprego através das redes para todo o país. Tudo o que não é preciso ser feito presencialmente, quando se tem uma conexão com banda larga, pode ser feito em rede. Exemplo é o serviço de callcenter. Coloque isso em cidades no interior do Brasil, onde falta trabalho assalariado. Qualquer pessoa com um bom nível de ensino, você pode facilmente permitir que ela adquira destreza na rede e, assim, abrir 200 postos de trabalho lá para atendimento em telemarketing, como os EUA fazem há muito tempo. Quando a pessoa liga para reclamar de um supermercado no Texas, ela fala com um cara na Índia. Está na rede, é voz sobre IP. A rede permite que se crie várias oportunidades em lugares que têm pouca vocação econômica. A questão da banda larga é estratégica para o país. Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e doutor em Ciência Política pela USP. Implantou os Telecentros Comunitários em São Paulo durante a gestão Marta Suplicy, presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), entre 2003 e 2005; e coordenou o Comitê de Implementação de Software Livre (CISL) no Governo Federal. Desde então dá aulas na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e é consultor do Instituto Campus Party Brasil. É autor de Software Livre: a luta pela liberdade do conhecimento e Exclusão Digital: A miséria na Era da Informação. 04 octubre II CONFECOMA Conferência
26 agosto ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS II - 2009ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS Projeto patrocinado
pelo FIC tem início neste dia 31 de agosto 2009 em Alagoa Grande Em 31 de agosto de
1919 nascia nos arredores de Alagoa Grande, no brejo paraibano um dos
maiores ritmistas do Brasil. No aniversário dos 90 anos de nascimento
de Jackson do Pandeiro, a Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul
sob Curadoria da TRATO Assessoria e Produção Cultural, dá inicio a
partir desta segunda-feira, 31 de agosto, as oficinas de TEATRO do
projeto Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos, especialmente para a
população habotante na cidade que acolheu no nosso REI DO RITMO. “Temos como principal
objetivo aproximar a nova geração dessa produção cultural que cresce, nas diferentes vertentes jacksonianas ¨
diz Ednamay Cirilo - Presidente da Associação Cultural Anjo Azul. Como forma
de estimular essa aproximação serão realizadas oficinas de teatro, em Alagoa Grande , de
música e artes visuais na cidade de João Pessoa. O projeto
surgiu do anseio da Associação Anjo Azul em interligar as cidades
de João Pessoa e Alagoa Grande através da obra de Jackson do Pandeiro, preservando assim sua memória . As oficinas
têm como público alvo artistas, estudantes municipais e iniciantes em teatro,
música e artes visuais. “Acreditamos que o contato de forma lúdica
com as produções de Jackson do Pandeiro propiciará aos jovens a expansão
dos conhecimentos e o interesse por buscar novas informações¨. O projeto será
encerrado no mês de novembro, com uma festa em duas etapas, primeiro em
Alagoa Grande , uma especie de revista carnavalesca, e posteriormente
em João Pessoa, onde serão apresentados os resultados dos três meses de
oficinas , na sede oficial da Associação Cultural Anjo Azul,
localizada no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello,
tendo a palestra sobre a vida e obra de Jackson do Pandeiro como tema
central da noite. OFICINAS ARTES PLÁSTICAS Tem como objetivo promover
o acesso as artes plásticas, como atividade que acolhe e interage diretamente
jovens, adultos ,melhor idade. A oficina Jacksoniana buscará
representar a musicalidade do Rei do Ritmo através de telas e estandartes
trabalhando cores e brilho .A creditamos que assim vamos despertar,
positivamente, as emoções pela arte dos caminhos percorrido por Jackson do Pandeiro. Oficineira : Dulce Abstrato Artista plástica desde
1997 e oficineira desde 2007. Já participou de projetos aprovados pelo
Ministério da Cultura em OGN´s da cidade de João Pessoa , Itabaiana,
Guarabira e da cidade de Itabuna-BA. Atuou como oficineira na
ASTRAPA, Grupo de MULHERES MARIA QUITÉRIA e Grupo BIGORNA, localizados
no Centro Cultural Terceiro Setor Thomáz Mindello, além de várias
oficinas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. MONTAGEM TEATRAL Proporcionar aos alunos-atores
uma vivência teatral completa, desde sua concepção, passando pela
preparação do ator, construção do personagem, ética teatral, jogos
dramáticos, improvisação, expressão corporal, caracaterização,
cenografia, concepção de figurinos, música, linha temática de iluminação,
pesquisa e experimentações práticas de grupo. A oficina culminará
na montagem de uma performance teatral/musical intitulada “Rei do
Ritmo” em comemoração aos 90 anos de Jackson do Pandeiro. Oficineiro: Netto Ribeiro Ator, performático
e diretor, Netto Ribeiro é fundador do Ser Tão Teatro
e atua na cena paraibana há 10 anos. Em 2003, conquistou o prêmio
de Melhor ator no FESTGUAÇUI – ES. Idealizou, produziu e dirigiu
o Projeto 15 Cultural,2006, que teve no repertorio os musicais
“Vila Cazuza” e “Ópera do Chico”. Sua trajetória inclui trabalhos
no teatro, na teledramaturgia, e em longa metragens como Canta Maria
de Francisco Ramalho Junior. Percussão (Pandeiro) O pandeiro
tem origem moura e é utilizado nos contextos erudito e popular.
Jackson do Pandeiro é um dos maiores nomes da Música Brasileira
e soube miscigenar sonoridades múltiplas, trazendo para nossos ouvidos
as mais suingadas canções de nosso cancioneiro popular. Nossa oficina
trabalhará ritmos brasileiros, fazendo uso do repertório de Jackson
do Pandeiro, procurando desenvolver técnicas básicas para o aprendizado
do pandeiro, buscando aliar teoria e prática em atividades de canto
e execução instrumental. Oficineiro: Ely Porto Formado pela Universidade
Federal da Paraíba e músico atuante no cenário artístico do estado,
já desenvoleu projetos com Cabruêra, Escurinho& Labacé;
Os Caba; Mestre Fuba, Cátia de França; Biliu de Campina; As Párea;
La Gambiaja; Batuque Quebra-Quilos; Círculo de Tambores; Nação Maracahyba;
Maíra Barros e Antônio Barros & Cecéu; ÔdeCasa; Anne Raelly.
Composições e Participações em CDs: O Melhor Do Forró no Maior
São João do Mundo e Heimatklange Sons da Terra com Cabruêra e As
Parêa,XIII MpbSesc,O Som de Todas as Lutas com As Parêa. O projeto foi contemplado
no edital 2008 do Fundo de Incentivo a Cultura Lei Augusto dos Anjos
(FIC). OUTRAS INFORMAÇÕES anjoazuldobeco@gmail.com 83.8862 6826 anjoazuldobeco.ning.com Ednamay Cirilo Leite - proponente do projeto ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL - REALIZADORA TRATO Assessoria e Produção Cultural Av. Nego, 200, sala 108, Tambaú (Ed. Esquina 200), CEP. 58039-100, João Pessoa / PB 83 – 3512 6799 / 8710 6799 anjoazuldobeco@gmail.com83.88626826 CONSTRUINDO A I CONFECOM - CONFEREÊNCIA DE COMUNICAÇÃOO Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social reafirma seu compromisso com a construção da I Conferência Nacional de Comunicação, do qual é parte ativa há mais de dois anos, e sua crença de que o campo dos representantes de trabalhadores e dos movimentos sociais deve lutar para que ela tenha caráter amplo e democrático. Consideramos que a posição de setores do Governo Federal em defender 40% dos delegados para o setor empresarial e quórum de 60% para aprovação de propostas contraria esse caráter, e não deve ser aceita. É possível e desejável buscar uma saída negociada para esse impasse, mas não é possível aceitar uma negociação em que só uma das partes cede e em que a proposta inicial é a mesma que a final. Consideramos importante os setores representantes dos movimentos sociais e dos trabalhadores na Comissão Organizadora Nacional manterem a defesa da proposta da Comissão Nacional Pró-Conferência, aprovada por consenso naquele espaço. Ela contemplava a divisão dos delegados com 20% para o poder público e 80% para a sociedade. No limite, a elaboração pactuada admitia uma divisão que previa 20% para o poder público, 30% para cidadãos e entidades da sociedade em geral e 50% para atores do campo da comunicação, divididos entre 25% para entidades e trabalhadores e 25% para os empresários da área. A nosso ver, qualquer negociação deve ser feita a partir desta proposta. Assumir a proposta do governo como a proposta possível só contribui para o enfraquecimento da Conferência como espaço de construção de posições legítimas e democráticas sobre políticas de comunicação. Temos compromisso com a realização da Conferência e com a participação neste espaço, mas achamos fundamental que as entidades da Comissão Organizadora Nacional defendam seu caráter amplo e democrático, seguindo as posições apontadas pelas Comissões Estaduais e pela Comissão Nacional Pró-Conferência. Neste momento de indefinições, os diferentes pontos-de-vista entre as entidades do mesmo campo devem ser vistos com naturalidade e tratados no âmbito da argumentação política, sem desqualificações ou insinuações de qualquer tipo. A despeito de qualquer divergência política, temos absoluto respeito por qualquer posição tomada pelas entidades deste campo. As diferentes avaliações de conjuntura e as decisões políticas tomadas por cada entidade sempre podem fortalecer nossa luta em comum, desde que apresentadas dentro de um espírito de respeito mútuo e de lealdade à construção coletiva. É assim que o Intervozes vem buscando atuar. Qualquer manifestação de associado deste coletivo em direção contrária expressa apenas sua posição individual, não devendo ser confundida com posição institucional. Saudações, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social ENECOS Carta aberta da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS A 13 de agosto, representantes do setor empresarial se retiraram deliberadamente do processo de construção da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Retiraram-se sob argumentos de defesa da constitucionalidade no que concerne a princípios como a "livre iniciativa, da liberdade de expressão, do direito à informação e da legalidade". É preciso trazer a público esse debate. A Executiva Nacionald@s Estudantes de Comunicação Social (ENECOS), bem como outras entidades da sociedade civil não-empresarial, em nenhum momento apresentou relutância quanto aos princípios constitucionais. Ao contrário do que dizem os empresários, durante todo o processo de construção da Confecom, assumimos para nós não somente os princípios apontados por este setor, como também exigimos a todo custo outros que também constam na Constituição de 1988. Exigimos a complementaridade entre sistemas público, privado e estatal, o respeito e a promoção dos direitos humanos, a garantia de mecanismo de controle público sobre os meios de comunicação. Consideramos a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como uma conquista histórica do povo brasileiro, que pela primeira vez poderá participar da elaboração das políticas públicas no setor da Comunicação. A ENECOS entende a saída dos empresários como uma falta de compromisso com o processo democrático que caracteriza essa Conferência. Desde o início dos trabalhos desempenhados pela Comissão Organizadora Nacional (CON), o empresariado se mostrou relutante em discutir questões do controle público e social dos meios de comunicação, defendendo uma Conferência que somente problematizasse o atual processo de digitalização pelo qual passa o setor de radiodifusão. Vemos essa retirada como mais um artífice na tentativa de impedir a livre realização da Confecom. Ainda assim, reconhecemos a importância do setor empresarial para que de fato a Confecom seja um espaço plural, com debates abertos e democráticos. E por defender isso, exigimos que as 8 entidades da CON que estão representando a sociedade civil, sigam as deliberações da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação (CNPC). No entanto, não nos furtamos da legitimidade e da legalidade do processo enquanto marco para a formulação de políticas públicas para o campo das comunicações. Há dois anos, a CNPC vem exigindo a realização desta Conferência, A ENECOS não aceita que este governo se sinta ameaçado e fique acuado as chantagens empresárias, como na proposta de proporcionalidade de delegados, onde estariam reservadas 20% das vagas para o governo, 40% para as entidades sociais e 40% para o setor empresarial. Não vemos motivo plausível para que este último setor tenha garantido, preliminarmente, 40% do total de delegados da Confecom. Atentamos para a total ausência dos empresários nos processos estaduais das Conferências e questionamos: qual a legitimidade deste setor se o mesmo não tem se envolvido nas etapas regionais e, agora, se retira da nacional? Não concordamos, também, em absoluto, com a exigência de quorum mínimo qualificado de 60% para aprovação de questões sensíveis, sugerido pelo governo. Achamos que tal medida inviabilizaria a tirada de resoluções, atravancando o processo democrático e permitindo que a conferência se torne apenas um evento de fachada. Sendo assim, a ENECOS enxerga como caminho viável a tiragem de delegados em proporção de 80 % sociedade como um todo (empresarial e não empresarial) e 20% governo, acreditando que este é o caminho mais democrático e plural pelo qual a conferência poderá acontecer. Exigimos a imediata aprovação do regimento interno, e devemos considerar que já existem estados que estão realizando suas conferências, e o governo ainda não decretou o regimento da nacional. É um absurdo. Defendemos por fim o retorno dos 8,2 milhões de reais originalmente destinados à Confecom, cortados por arbitrariedade do governo. Entendemos que o processo de conferência não se realiza com o atual montante destinado (1,6 milhões), dada a proporção que essa conferência visa atingir. Mesmo que o governo sofra com os cortes de recursos, pois achamos inadmissível a liberação de dinheiro para banqueiros se salvarem da crise, assim não podendo aceitar que o corte tenha que vir exatamente em cima de um processo que visa o fortalecimento do dialogo, da democracia e da pluralidade no país. Acreditamos e lutamos por uma Conferência Nacional de Comunicação, ampla e plural, por isso vamos continuar na mobilização e na organização, e enfatizamos para que outras entidades da sociedade civil continuem seus processos de mobilização, pois somente com a nossa organização coletiva, iremos conquistar mais essa vitoria para toda a sociedade. Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
23 agosto AUDIÊNCIA PÚBLICA DEPUTADO RODRIGO SOARES DO PT PARAHYBAPLENÁRIA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, AUDITÓRIO MARIZ LOTADO PARA A CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DA PARAHYBA .
ARTISTAS E PRODUTORES CULTURAIS DA SOCIEDADE CIVIL E SETORIAIS ESPECIFICOS.
Ednamay , Augusta, Michael, Ivaldo entre outros,
19 de agosto 2009.
SECRETARIO DO MINc PELA DIVERSIDADE , AMÉRICO CÓRDULA
DEPUTADO ESTADUAL - RODRIGO SOARES PT
PRESIDENTE IPHAN - ELIANE
EDMILSON CANTALICE FALA DA IMPORTÂNCIA DE NOSSA SECRETARIA DE CULTURA DESVINCULAR-SE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CAMINHAREM JUNTAS
MÍIDIA E SETORAIAL DE CULTURA DO PT PARAHYBANO - LÚCIO FIGUEIREDO PRODUTOR CULTURAL IVALDO GOMESSistema Nacional de Cultura e a Paraíba Ivaldo Gomes Participei ativamente do Seminário Nacional de Cultura realizado no Espaço Cultural nesses dias de 20 e 21 do corrente mês. Foi um seminário corrido mais estimulante em termos dos temas tratados. Gosto de ver uma discussão tomando forma, mesmo depois de uns vinte anos de discussão, mas sendo explicitada e pautada pela discussão, acúmulo de conhecimento e por um consenso de interesses convergentes. Agora - de fato - temos um plano. Um roteiro para o equacionamento dos problemas e das soluções para a cultura no Brasil. Claro, isso sendo colocado como questão de planejamento, de estratégia. Pois a cultura brasileira será sempre sem eira e nem beira, sem cabresto e sem cercados. Apesar dos feudos, o exercício libertário da cultura não tem limites. O limite é a criação. Está de parabéns o Ministério da Cultura por tamanha envergadura de trabalho, com uma equipe tão reduzida e ainda mal paga. Mas o mundo vai mudar. Acredite. Quanto a Paraíba, lamentamos informar que estamos entrando no Sistema Nacional de Cultura, por livre e espontânea pressão dos acontecimentos. Pois a Paraíba resiste às mudanças no trato cultural. Por mais que se explicite – e já se vão bons vinte anos – a Paraíba vai fazer sua ‘reforma’ cultural na base da pressão das evidências e das mudanças no trato do entendimento da gestão pública cultural. Ou o Estado da Paraíba e sua governança criam a Secretaria Estadual da Cultura; Reformula o Conselho Estadual da Cultura; Define recursos no orçamento para o Fundo da Cultura; além da realização da sua Conferência Estadual da Cultura ou ficará de fora do Sistema Nacional de Cultura. É uma questão de opção. Mas é bom lembrar que o Governo da Paraíba - nesses últimos dez anos - já poderia ter feito isso de forma mais conseqüente e não o fez. Agora terá que fazê-lo sob pena de ficar de fora da discussão e da organização que o Sistema Nacional de Cultura criou. Resta-nos não procurar culpados, mas propostas para melhoria do setor cultural da Paraíba. Uma Paraíba que precisa, inclusive, ser reconhecida por si mesma. A cultura produzida pelos paraibanos deve ser circulada na Paraíba. E isso é uma tarefa de ontem. Pois nesse setor cultural estamos atrasados em relação aos nossos estados vizinhos, por exemplo. No carnaval de Olinda e Recife foram gastos esse ano algo em torno de cem milhões de reais das Prefeituras de Olinda, Recife e Governo Estadual. Aqui em João Pessoa o nosso Folia de Rua não deve ter arrecadado quinhentos mil reais esse ano. Nos últimos dez anos talvez chegue a dez milhões de reais os investimentos que o Estado da Paraíba fez efetivamente em cultura. E isso praticamente nós últimos cinco anos. Portanto, o tempo ruge. Pois estamos atrasados em nossa tarefa de casa. Não poderíamos sair de um seminário como esse sem um norte, uma direção. E fizemos de publico uma proposta para que o Governo do Estado, com a participação efetiva do MINC e das prefeituras, promovam antes da Conferência Estadual um Fórum para discutir uma pauta de quatro pontos: a) Que modelo de Secretaria da Cultura queremos e com quais condições; b) Reformulação do Conselho Estadual da Cultura com a participação paritária da sociedade; c) Definição de um percentual do orçamento estadual para ser aplicado no Fundo de Cultura e d) preparação da Conferência Estadual da Cultura que deve acontecer antes do dia 15 de dezembro de 2009 para todo o Brasil. Sugiro que o Fórum de discussão dessas questões aconteça nos dias 23 e 24 de outubro vindouro no Espaço Cultural. E me ofereço pra ajudar no que for possível. 05 agosto PARRÁ - A ELEGÂNCIA DO RITMOParrá – a elegância do ritmo.
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DIÁRIO DE UM LOUCO
Acompanhe a trajetória do grupo Lavoura, encenando o clássico de Gogol no Projeto Palco Giratório, do SESC. O link está na imagem. Quem sou eu
24 julio VALDEZ COMENTA A classe
rica, aristocrática, é a mesma em qualquer lugar. Em tempos avoengos,
boatou que os ricos eram ricos devido a providência divina, e, com a
ajuda da Igreja, que os pobres deveriam ser sempre pobres, com a graça
de Deus... Não é sem razão que a pobreza ainda acredita que estudar faz
maluquecer as pessoas. Eis que o vulgo atribuia as esquisitices de Don
Quixote ao fato deste se haver metido com os livros. Só que vieram
Voltaire, Diderot, Rousseau, e o honorável Calvino, a dizer que um
peido, dado após uma boa comida e a um bom vinho, era mais confiável
que essas estórias criadas pelos ricos.
No Brasil,
está a divulgar que um operário não tem condições de governar o país;
que a vaca vai para o brejo se Lula for eleito Presidente; que o Brasil
vai enveredar pelos caminhos da Argentina.
A mesma
coisa diziam os aristocratas de Thomas Jefferson, que também havia
nascido sem eira nem beira; diferentemente de Washington, John Adams e
Alexandre Hamilton, homens de berço e ricos proprietários. Consolidada
a independência americana, trataram os aristocratas, federalistas,
de criar mecanismos jurídicos para dificultar a ascensão do Zépovinho
ao poder. Criaram um Estado centralizado e um colégio eleitoral,
somente constituido de bem nascidos, que indicaria os candidatos a
candidato.
Jefferson,
claro..., se opunha aos federalistas. Estes, por sua vez, diziam que
Jefferson era um perigoso demagogo, livre-pensador, partidário do
amor-livre, e que tinha vivido muito tempo na França para ser um
sincero patriota americano... Esqueciam-se de que os franceses tinham
emprestado dinheiro e homens à causa da Independência, entre os quais
se destacara a figura exponencial do jovem Marquês de La Fayette, que
lutara ao lado de Washington. Curioso que os americanos, durante a luta
pela independência, concluiram inúmeros tratados de amizade com a
França.
Em 1789,
ano da queda da Bastilha, foi a vez dos franceses cobrarem dos
americanos uma ajuda. Madaram Genêt aos EEUU, com a mesma finalidade
com que Mister Benjamim Franklin, poucos anos antes, havia aportado na
França. Mas havia uma enorme diferença... Na América a revolução tinha
posto no poder proprietários, aristocratas e a classe alta; na França o
poder estava nas mãos das massas pobres, dos democratas, das multidões
desprezadas dos cortiços. O governo americano escorraçou Monsieur Genêt
e aliou-se à Inglaterra, inimiga da França. Para coibir quaisquer
manifestações contrárias a essas medidas fez aprovar pelo Congresso: a)
Lei dos Estrangeiros, que aumentava de 5 para 14 o número de anos
necessários para um estrangeiro obter a cidadania americana, além de
permitir prender e exilar todo estrangeiro considerado indejável, ou
que pertencesse a uma nação em guerra com os EEUU; b) Lei das Sedições,
que permitia prender quem falasse mal do governo, do Presidente e das
casas do Congresso, ou quem instigasse a oposição contra um ato legal
do Congresso ou do Presidente.
Ocorre que
o povo americano não esquecera da ajuda que recebera do povo francês e
foi para as ruas protestar. Thomas Jefferson conseguiu que algumas
Câmaras estaduais votassem pela inconstitucionalidade da Lei das
Sedições, vez que esta cerceava as liberdades de expressão. Foi no topo
dessa indignação popular que Thomas Jefferson foi eleito o terceiro
presidente dos EEUU, em 1809. Um homem sem berço, que abriria um
precedente para que, mais tarde, um lenhador ocupasse, também, o posto
mais importante dos EEUU.
Precisamos
mudar... Acreditar, como os americanos, que qualquer cidadão de bem
está capacitado para dirigir os destinos do nosso país, seja ele
lenhador, torneiro mecânico ou professor de sociologia das arábias!
valdez CAMINHS DO FRIO AREIA CIDADE PATRIMÕNIO HISTÓRICO NACIOANLMunicípio de Areia recebe programação do 'Caminhos do Frio 2009'
O roteiro turístico 'Caminhos do Frio 2009' aporta esta semana em Areia. O município que é um dos mais admirados por seus atrativos culturais, além de carregar o título de Patrimônio Histórico Nacional, receberá os visitantes com a programação do festival ‘Frio, Cachaça e Arte’. Entre os dias 20 e 26, turistas e moradores poderão curtir uma extensa programação de oficinas, exposições, apresentações culturais, festivais gastronômicos, provas de cachaças do brejo e muitos shows.
Sebrae Paraíba 21 julio KATIA D'ANGELO ATRIZ DE VANGUARDA DO CNEMA E DA TV BRASILEIRACARTAABERTA
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009 Esta postagem é dedicada ao companheiro de militância no MPD, Thiago D'Angelo, filho de Katia D'Angelo e autor do blog Conselhos que não servem. Carta aberta da atriz Katia D'Angelo para Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro Ao prefeito Eduardo Paes, à classe artística e principalmente aos justos Propus doar ao município a casa onde moro e trabalho para o ''Centrinho Cultural do Canal'' às margens do Marapendi, na Barra, e acabei vítima das minhas boas intenções. Meu projeto foi indicado por Cesar Maia e Ricardo Macieira como de utilidade, onde num raio de 10 quilômetros nada acontecia. O sonho virou tormento. Eduardo Paes quer demolir minha casa e das famílias que moram há Cinquenta Anos no local, sem indenização, com o argumento de estarmos em área ambiental. Não basta ter perdido meu filho Ronny, assassinado por policiais militares, perdido o emprego na TV por públicas calúnias difamatórias, ter a servidão para minha escola fechada arbitrariamente,ter dormido uma noite na cadeia por erro da VEP, agora estou prestes a ser uma sem teto. Sem a dignidade que deve o Estado a qualquer Cidadão. Que estado é esse que nos vêem como inimigos e não pessoas a quem deve tutelar? A ''APA'' (área de proteção ambiental) sequer pensava em existir. Não somos Invasores! Não somos ricos!!! Em 1963, meu pai,diretor de vendas de um loteamento na Av. Litorânea ganhou, como outros empregados, um lote da Companhia Litorânea de Imóveis. Nos anos setenta, apaixonada pela natureza do lugar, reformei nossa casinha (a Serla permitia), me estabeleci, tive filhos e moramos nela até hoje. Montei meu grupo de teatro e alugo parte da minha própria residência para sobreviver com honestidade, pois não tenho outra renda que me sustente. Vinte anos depois desta pacífica ocupação, um decreto obrigou os loteamentos a doarem as áreas marginais dos canais para a prefeitura. Somente 36 anos após, a doação foi homologada. Jamais a prefeitura procurou quem de fato possuía a terra e nela morava para um humano e justo acordo. Nunca houve proposta de remoção para local próximo como manda a lei. Fizemos bodas de ouro com nossas casas, vivemos em um pedacinho de paraíso, com garças, capivaras e de vez em quando um cardume guerreiro de tainhotas que entram pela Joatinga bravamente apesar de tanto esgoto.Não incomodamos nada nem ninguém. Só aos invejosos. Os antigos governos com seus corporativismos deixaram a Barra crescer sem estrutura, poluiu suas águas, e seus esgotos sem tratamento matou parte da flora e da fauna. Tirou o sossego que o Barrra tinha, com milhares de viaturas nas ruas, nada fez pela cultura do Bairro e agora usa o argumento 'ambiental' para demolirem nossas casas que ocupam ínfimo pedacinho em sua imensidão. Quando chegamos, a Barra era um enorme matagal. Os novos condomínios deram as costas para o canal, instalaram em suas margens casa de empregados, quadras, churrasqueiras, lixeiras, tratando-o como os fundos do terreno, o fim da rua, o local desprezível. Eu Desafio!! 80% dos condomínios da Barra têm terrenos invadidos e ninguém mexe com eles. Temos fossa e sumidouro, poluímos o canal muito menos que os condomínios de luxo que nos rodeiam. A maioria dos países com mentalidades de primeiro mundo trata seus canais, rios e lagoas como pontos de excelência turística. No Brasil é o contrário. O poder exarcebado gosta de mostrar suas garras principalmente a pobres indefesos cidadãos, impede iniciativas como essa de Um Centrinho Cultural, mas não impede que várias favelas tomem as margens dos nossos rios e canais e ali permaneçam ad-eternum sem dignidade humana. Poderia citar aqui mais de vinte só na Barra, Recreio, Jacarepaguá e São Conrado, onde, contraditoriamente nosso Prefeito Eduardo Paes quer fazer o modelo de sua atuação nas favelas na de nome Canoas, que fica justamente em área ambiental às margens do Rio Canoas encostada na estrada das Canoas. Que lei é essa que para uns pode para outros não pode!!!??? Que Gestão será a sua Eduardo? Que começa assim? Com tanta injustiça? Sem arte e sem cultura sem respeito humano? Uns em detrimento de outros? Em Rio das Pedras Eduardo Paes declarou que vai reassentar mais de mil famílias por estarem morando em situação deplorável. Favelas às beiras dos Canais, Rios e Lagoas pode? Sem contar as dos morros que há muito extinguiram as franjas das encostas e as belas paisagens do Rio? Se estivéssemos, 50 anos depois no mesmo lugar em estado deplorável, talvez a prefeitura viesse nos paternalizar, mas como melhoramos um pouquinho nossas casas, passamos a ser uma afronta!! Quer que eu peça clemência. Eu peço! Publicamente, para meu teto e para o Centrinho Cultural, bucólico, em decks de madeira sem a pompa dos mármores, exposto a brisa e ao visual e não enclausurados entre as vitrines dos Shoppings. Clemência também para nós cidadãos, moradia digna e trabalho honesto. Com tanta crise de trabalho e habitação a resolver no mundo, a demolição de nossas casas será a demolição de nossas vidas. Somos oito famílias que vivem no local há mais de cinqüenta anos, trabalhadores desempregados como eu e velhinhos que vivem com um salário de aposentadoria como meu pai. É uma covardia dormir na mansão da Gávea Pequena, acordar e vir demolir o lar de pessoas simples e honestas. Em derradeiro, caso os czares queiram mesmo nossas cabeças, merecemos e precisamos de uma remoção honesta e digna e não de castigo, mãos de ferro, demonstração de poder. Precisamos de um prefeito, inteligente dinâmico, moderno humano, sensível e culto, sem o ranço do populismo calcado em uma legislação hipócrita, inadequada e fora da realidade. Essa é boa oportunidade de repensar as verdadeiras necessidades da nossa cidade. Ninguém mora ilegal por que quer, sem necessidade! É preciso separar o joio do trigo, os especuladores e os que precisam de casa para morar. Queremos paz, Paes, já sofremos demais! Deus é paz você Paes só um instrumento. O que já é a Glória! Parem de nos torturar! Ajudem-nos! Meu coração sangrando agradece! Katia D'Angelo, (57 anos) é atriz desempregada. Seu pai (91 anos) é aposentado e ganha um salário. Release histórico sobre o caso feito por Katia D'Angelo Em 1997, o filho mais Velho de Katia, Ronny com 26 anos na época, foi assassinado depois de uma briga em uma festa de carnaval de rua no Rio de Janeiro, por quatro Policiais Militares que faziam a segurança da festa. Nunca conseguiu indiciar os policiais, apesar de, com a ajuda do Advogado Nilo Batista ter desvendado o crime. O Estado deveria indenizar esta mãe que, viúva, fica sem seu primogênito para ampará-la na velhice. Ao tentar prender os PMs foi ameaçada e teve que sair do país com o filho mais novo e se hospedou na casa de parentes na França onde viveu por um tempo. Em 2007, Katia D'Angelo foi presa na 16ª DP da Barra da Tijuca, por um erro nos computadores da Vara de Execuções Penais e passou uma noite e um dia enclausurada como bandida em uma cela solitária, fria, úmida e sem cama. O mal entendido só foi desfeito 30 horas depois da prisão. O Estado deveria indenizá-la pelo tormento. Em 1991, Kátia teve a Escola de Teatro, Grupo de Teatro Proscênio, fechada arbitrariamente por um condomínio na Barra. Na época, ela tinha um espetáculo no Canecão vendido para mais de 70.000 alunos do primeiro grau. Esse processo está em fase de execução e uma indenização de mais de um milhão de reais emperrada nos corredores da Justiça. Nos anos oitenta, teve seu nome caluniosamente envolvido em uma invasão de terras atrás do Barra Shopping, levou um pito da TV Globo, e não consegue atuar na emissora até hoje. Os verdadeiros invasores foram identificados e as centenas de barracos construídos no local, retirados. Katia nunca teve oportunidade de desfazer a calúnia. Katia jamais podia esperar que uma tentativa de doação para a prefeitura se voltasse contra ela para a demolição de sua casa, confiou na capacidade da Defensoria Publica para sua defesa no processo administrativo da prefeitura, mas infelizmente depois de uma decisão contrária a sua defesa, descobriu vários erros no processo. Só resta agora demonstrar essas falhas processuais com a esperança de fazer a Justiça rever o processo e de ter tempo para que o prefeito Eduardo Paes possa rever essa situação e encontrar uma solução justa e humana para todas as famílias, como quer fazer em outros pontos da cidade. A Equipe do advogado Sergio Wiskof, consciente, se propôs a entrar com o pedido da revisão processual. Se for para cumprir a lei, que as famílias sejam removidas para área próxima e de condições semelhantes a que moram há cinquenta anos. É preciso tornar essa situação pública porque não pode haver dois pesos e duas medidas para se governar com democracia. Como vai ficar a situação de dezenas de ocupações iguais as nossas pelos condomínios da Barra? Vão ao chão também? É preciso que a classe artística saiba que mais uma vez teve negada a possibilidade de um Ponto de Cultura existir, bravamente sem patrocínio, nessa cidade tão carente de arte, onde só os agraciados e escolhidos têm vez . Aos meus colegas artistas reitero que estou doando a minha casa para inaugurar o Centrinho Cultural do Canal para tods nós. Quem se habilitar, vamos fazer chegar às mãos dos nossos governantes que estejam dispostos a criar jurisdição e nova forma humana de governar o nosso pedido de ajuda. Nós queremos abrir uma discussão pública sobre a postura das demolições que não é transparente e igual para todos. KATIA D'ANGELO - ATRIZ DE VANGUARDA A atriz KATIA D'ANGELO, que fez muito sucesso na TV e CINEMA BRASILEIRO, teve casa demolida pela prefeitura do Estado do Rio de Janeiro, ver materia no GLOBO. ( procure no GOOGLE) 19 julio ENTREVISTA DO SUBSECRETÁRIO DE CULTURA FLÁVIO TAVARESPor uma herança maior que o artistaJornalista Luiz Carlos Sousa - Fonte: http://www.portalcorreio.com.br/jornalcorreio/matLer.asp?newsId=91022
A Cultura paraibana se prepara para viver um momento de resgate e incentivo, com projetos de preservação, recuperação, capacitação profissional, oficinas de artes e construções de museus. Um detalhe chama a atenção: a interiorização e a diversificação de público. A criação e os recursos agora não serão destinados apenas aos megaeventos. Irão para escolas e para as cidades, numa troca constante de informações com o objetivo de legar uma herança artística às futuras gerações. O subsecretário de Cultura Flávio Tavares diz que quer deixar como herança algo maior do que o egoísmo do artista ao comentar a energia que está dirigindo às ações, apesar de ter a consciência de que “o tempo é um grande vilão”. Os desafios e as dificuldades são encarados por ele como missão quando se vê diante de projetos como O Museu da Cidade, o Memorial Sivuca, o Itinerarte, o Museu de Arte Moderna, o Espaço Cultural e bibliotecas. Flávio não está conseguindo pintar, mas recorre ao o desenho, como caligrafia e onde “plasmas idéias”. Em seu gabinete, ele recebeu o Correio e fez uma revelação: quando foi convidado para o cargo “o susto foi grande”, mas descobriu que a criatividade do artista não está só nos pincéis e que anunciar um projeto como um museu “é como dizer que terminei um grande painel”. A entrevista
- Os projetos estão em ritmo acelerado. Eles estão ligados, por exemplo, aos Caminhos do Frio, às oficinas de arte. Estamos tentando instalar uma representação da secretaria na Funesc para cuidar dessas oficinas, dentro de um projeto que estamos chamando de Labirinto das Artes. - Que outros projetos o senhor destacaria? - O de Taperoá, elaborado por Valquíria Farias e Alice Monteiro junto com a prefeitura do município e o Governo do Estado, com a ajuda do Ministério da Integração, que vai incluir teatro e dar sustentabilidade também às escolas. Mas a maior vitória da secretaria é o já aprovado Museu da Cidade, projeto magnífico de Ana Helena Curti e Pedro Mendes da Rocha, autores da Casa da Língua Portuguesa em São Paulo. A pesquisa histórica foi feita pela equipe da professora Rosa Godoy com aprovação do governador José Maranhão. - Por que o museu é considerado a maior vitória? - Porque ele terá uma conotação não só de contar a História da Paraíba de forma virtual e material, mas também estará interligado ao sistema escolar. É importante também porque esse museu faz parte de um resgate do governo Maranhão de uma obra parada há mais de cinco anos. E outro sonho que vamos concretizar, não só meu, mas de toda a Paraíba, é o Memorial Sivuca, que é uma grande homenagem ao genial artista da nossa querida Itabaiana. - O projeto do Memorial Sivuca tem alguma
parceria? - Contamos com o apoio do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e com a Universidade Federal da Paraíba, onde já existe a sala Sivuca. A Universidade já deu os primeiros passos junto com Glorinha Gadelha e o maestro Carlos Anísio, editando as partituras de Sivuca. Esse memorial pertencerá não só ao Estado, mas ao povo da Paraíba. - Como será o projeto Itinerarte? - Essa é em parceria com a Secretaria de Comunicação, através da jornalista Lena Guimarães, A União e a Secretaria de Educação. As cidades vão ter uma confluência e diversidade de culturas entre elas. Vamos levar artistas de uma cidade para outra com oficinas ligadas ao teatro, música, artesanato e artes plásticas, percorrendo todo o Estado. - Algum projeto de resgate da memória artística e cultural de
forma mais abrangente? - Estamos fazendo um levantamento da memória das culturas de raízes, que eu chamo de heranças culturais, que a gente não pode esquecer. Desde Altimar Pimentel, para dar seguimento aos cocos de praia e à nau catarineta. E há um grande projeto para as cidades onde há raízes muito fortes e autênticas dos caboclinhos e maracatus, entre outros folguedos. - E para o Espaço Cultural? - Estou junto com Maurício Burity nessa jornada para fazer justiça ao nome Espaço Cultural. Faremos reformas no teatro e pediremos recursos ao Ministério da Cultura para reativar o cinema e realizar oficinas. A lutheria já está funcionando e a biblioteca Juarez da Gama Batista está sendo restaurada, inclusive a infantil, que está em péssimo estado, merece toda atenção. - O Espaço Cultural realmente perdeu parte de sua
finalidade? - Aos poucos vamos tirar esse estigma do Espaço Cultural, de que foi dado a ele um tratamento indevido. E faltou muito respeito também à memória de um homem que era apaixonado pela cultura, que foi o ex-governador Tarcísio Burity. - Há algum projeto para ampliar o espectro do Espaço
Cultural? - Existe o projeto feito no primeiro governo Maranhão sobre a fundação do Museu de Arte Moderna, que será uma das pautas da reunião no próximo dia 5 com o ministro da Cultura, e o levantamento da memória do Estado, não só das artes plásticas, mas a função da permanência do artista dentro da escola. - O que o senhor quer dizer exatamente com a permanência do
artista na escola? - A gente tem talentos excepcionais. Basta lembrar de Mike Deodato, que é um gênio da história em quadrinhos, herança de seu pai. Um gênio isolado, trabalha só, mas essa semente dele germinou. Hoje em dia continua existindo muita gente de talento. E na parte de música, um levantamento dos grandes grupos que a Paraíba, junto com a herança de um Jackson do Pandeiro, por exemplo. Eu tenho consciência do tempo como vilão, mas existe uma vontade enorme do governador Maranhão em agilizar e o professor Sales Gaudêncio tem contribuído de forma magnífica para agilizar esses pontos que ficaram pendentes. - Que pontos são esses? - Um deles é a Lei Augusto dos Anjos, o FIC, que enfrenta um problema gravíssimo que é a herança de uma dívida de R$ 1,2 milhão. A gestão anterior usou quase R$ 500 mil do ano passado para o ano retrasado para fechar as contas de dois anos atrás. E deixou a herança. Temos agora projetos importantíssimos, como o de Marcélia Cartaxo e de grandes artistas ligados às nossas raízes, com projetos aprovados, sem a gente saber como pagar. Agora, se você pegar os impostos das empresas, o investimento será para o próximo ano, perante os cânones jurídicos. Estamos apelando para o governador, que já deu o sinal de que vai tentar resolver este assunto o mais rápido possível. Mas é uma herança das piores para a cultura paraibana. - O teatro Santa Roza e a Biblioteca Pública têm algum programa
especial? - O teatro Santa Roza está sendo restaurado, e a Biblioteca Pública, da qual Gonzaga Rodrigues falou com toda razão, a gente está resolvendo como agilizar. Por coincidência, a pauta do Conselho de Cultura nesta segunda é exatamente esta. Estamos ouvindo as inteligências paraibanas. - Os projetos existem, o problema é a falta de
recursos? - Vou ter uma audiência com o ministro Juca Ferreira, da Cultura, sobre determinados problemas que o Estado não tem como resolver. - Como a secretaria vê o Festival de Inverno de Campina
Grande? - É um festival importantíssimo. Temos a maior atenção a Campina Grande, porque é o centro maior da diversidade cultural, e a Eneida Agra. Indiscutivelmente o maior evento é o São João e com o São João está agrupando princípios de outras culturas, como o artesanato. O mundo e o Brasil têm olhado para Campina Grande como um emblema da cultura de uma terra que se chama Paraíba. - Que projeto específico há para Campina Grande? - Estamos equacionando e estudando vários projetos de arte para o Agreste, onde Campina indiscutivelmente será o centro. Campina sempre esteve na vanguarda. O museu de arte foi e será sempre uma referência das maiores do Estado e neste novo projeto temos ainda que ver com a UEPb como equacionar o problema dos quadros, uma vez que alguns precisam de restauração. E já que falamos em restauração, em João Pessoa, no Espaço Cultural, também há telas que estão em estado lastimável, não só de paraibanos, como de estrangeiros. O presidente da Funesc, Maurício Burity, pediu uma consultoria minha no levantamento das obras e no restauro. - Como o senhor identifica os propósitos dos governos Lula e
Maranhão para a Cultura? - Com os olhos abertos para ao futuro, porque esses frutos vão ser plantados para daí a algum tempo a gente ter uma consciência maior do que se chama herança cultural, herança histórica. A gente vai ver junto com alunos e artistas um desenvolvimento mais perene da cultura. - Algum encontro previsto com representantes dos municípios para
traçar metas e definir objetivos? - No começo de agosto haverá um fórum, junto com o MinC, com secretários municipais para a gente ver como as necessidades poderão ser resolvidas. Será discutida toda a diversidade cultural através do seu secretário Américo Córdula e um dos grandes projetos do Governo Federal a ser implantado se chama Vidas Paralelas, que dará sustentabilidade a várias comunidades esquecidas ao longo dos tempos. - Inclusão e capacitação? - Claro e, como já falei, sustentabili dade. Evidente que a gente sabe que isso tem um tempo para ser concretizado, mas temos que começar, senão fica só na conversa.O problema é que houve um atraso enorme em determinados momentos da cultura brasileira, que acredito foi causado pelo excesso de centralização em estado ricos, como São Paulo, Rio, Minas, Bahia e Pernambuco. - A política de cultura está centralizada na
secretaria? - Está. Tem que haver mais discussões para que no futuro a subsecretaria se transforme em Secretaria de Cultura e a resposta a essa pergunta seria mais plena. Mas este possivelmente será um debate entre o governador José Maranhão, a Secretaria de Educação e Cultura e a Assembléia Legislativa. - A cultura é algo tão diverso. Será possível concentrar todas
as políticas numa única secretaria? - A secretaria tem que existir como secretaria e não como subscretaria. Só a Paraíba e Sergipe têm esse modelo de subsecretaria. - Como é a relação com o secretário de Educação? - Até agora, eu só tenho que agradecer de forma veemente ao professor Sales. Nenhum dos pedidos que fizemos foi negado. O Intercâmbio de entendimento é contínuo. A gente está junto numa batalha enorme. - Como um artista que trabalhou a vida inteira só, dependendo
exclusivamente de seu talento e de sua sensibilidade, se vê hoje pensando
políticas públicas para a área de cultura, gerindo recursos e lidando com as
circunstâncias do poder? - É uma pergunta muito boa e difícil. É quase psicanalítica. Eu devia estar num divã. Eu pensava que o mundo se resumia entre os olhos e a tela e que os problemas eram de estética: estrutura, cor, contraste, equilíbrio. Acredito que o músico também tem isso: melodia, harmonia. O susto foi grande e continua sendo grande. Eu pensava que na cabeça do ser humano existiam princípios divisórios. Você cria, é artista e você vai coordenar uma secretaria. Há um engano muito grande. O princípio criativo é único, não tem essa divisão. -Você tem conseguido pintar? - Não. Desenhar eu não deixo, porque é minha caligrafia, onde plasmo as idéias. Mas pintar não consigo, porque a pintura pede que você fique no ateliê bastante tempo, por causa das ligas de tinta, existe um comando da química pra você. E você não pode ser leviano, deixando o ateliê e voltando depois. Mas o desenho supre muito bem esse lado. - Como um artista que expõe seu talento à crítica e ao público
se sente num cargo público, tendo que atender demandas e lidar com a
política? - Eu passei a vida inteira jogando pedra na vitrine, querendo museu, querendo isso e aquilo, reclamando que não tem biblioteca, que não tem entendimento de arte, que o artesão está se perdendo, vendo que a vida tem uma necessidade de se transmitir uma herança de cultura. Essa energia criadora está sendo dirigida para os outros dentro do princípio de que os outros também sou eu.Tenho necessidade de deixar como herança algo maior do que o egoísmo do artista. - Como foi o entendimento com o governador? - Ao me convidar, ele disse: Flávio, você pode fazer muito, não só pelas artes plásticas, mas pelo seu entendimento de cultura em geral. É uma oportunidade que tenho de deixar como legado alguma herança que possa favorecer as gerações futuras. Recebi esse convite com muita honra e tenho encarado isto, desde o começo, como uma missão. Não messiânica, que seria muito pretensioso, mas uma consciência plena de que posso fazer algo pela cultura. E esse algo não é pintura, desenho, mas um levantamento do entendimento da cultura. - E como você lida, por exemplo, com as dificuldades
burocráticas? - Realmente tenho tido, mas nisso o professor Sales e a minha equipe têm me ajudado muito. - E a angústia criativa do artista como fica? - Essa criatividade não está só no pincel. Ela faz parte do ser humano. Na hora em que eu digo que o museu vai sair é como dizer que terminei um grande painel. Essa energia é gratificante. É um aplauso. Um exemplo foi Gilberto Gil. Ele deu sua força criativa para um projeto de cultura, viu que o Brasil precisava dele. Meu pai, Arnaldo Tavares, foi assim. Além de médico, lutou muito por várias vertentes de cultura no nosso Estado. Sinto que a marca da cultura não é a marca de assinar uma tela. O artista não vai se tornar eterno com a assinatura. O artista passou a assinar de 1300 para cá. A arte sempre pertenceu ao povo. Quando você fala da cultura egípcia, ou da grega, ou da asteca, tupi, você não se lembra de nenhum artista. Você se lembra de uma cultura artística, cultura de um povo. 18 julio CAHAPADA DIAMANTINA do blog de Carmem ¨DE UNS TEMPOS PRÁ CÁ ¨Minha amiga Licia Maria esteve recentemente na Chapada Diamantina. Fez belas fotos,que colocou num álbum com legendas pra lá de poéticas.
Por e-mail, contou-me as peripécias da viagem em companhia do marido.
Isso tudo me trouxe recordações: em 1995 eu também estive na Chapada Diamantina. E, como Licia e Alvinho, também fui a Caeté-Açu, no Vale do Capão.
Anos depois, já no século seguinte, tentei uma vaga na equipe d'O Viajante, que selecionava colaboradores para a edição latinoamericana de seu guia de viagem. Como parte das provas de seleção escrevi um texto contando parte da viagem.
E não é que, coincidentemente, entre antigos guardados, dou com esse texto, do qual já nem me lembrava?
Ei-lo aí, então, sem nenhuma vírgula a mais ou a menos:
Uma viagem marcante
Depois de alguns dias em Lençóis com dois amigos, fazendo o que todo turista comum faz, decidimos ir ao Lothlorien.
Fica ali no coração da Chapada Diamantina, em pleno Vale do Capão. Rodeado de montanhas. Um espetáculo! Mochilas no carro, mapa na mão e lá fomos nós, contrariando a todos a quem pedíamos informações. O caminho era ruim, diziam. Havia muitas pontes caídas. Resolvemos arriscar. Afinal, o verão de 1995 estava seco, não havia de ser um corregozinho que nos atrapalharia. E não foi mesmo. As acomodações são bem rústicas. Sem luz elétrica. Mas também, pra quê? No céu a lua cheia iluminava tudo e fazia tanto calor que só um louco tomaria banho quente. Na pousada, mantida por uma comunidade esotérica, as mulheres se encarregavam de tudo. Comida natural. Saudação ao Sol antes do café da manhã, runas, massagens, tarô. Na primeira manhã, levando lanches especialmente preparados para caminhantes, nos dispusemos a enfrentar os 7 quilômetros de subida para a Cachoeira da Fumaça. Voltamos no final da tarde com os olhos cheios de belezas nunca vistas. A cachoeira, com quase 400 m de altura, estava meio seca, mas ainda assim era impressionante.
À noite, festa no povoado. Era a comemoração do dia do padroeiro: São Sebastião. Forró. Mulheres dançando com mulheres, já que nesses povoados os homens são escassos. E a sanfona chorando... Alguém nos disse que no quintal daquela grande casa na praça havia uma pizzaria. Fomos conferir. Nos acomodamos numa mesa embaixo das árvores. Nunca, em minha vida paulistana, havia comido uma pizza tão boa. Massa de farinha integral, recheio de legumes. Manjar dos deuses! Dia seguinte, passeio às cachoeiras locais.
Lindas, totalmente inexploradas e desertas. Ali passamos parte do dia em companhia das mulheres e crianças da pousada, que nesse dia foram as nossas guias. À tarde, banho de rio. Todo mundo nu, claro! Deixar o Lothlorien foi difícil. Mas, outras grandes aventuras nos esperavam e assim... mochilas no carro e mapa na mão, lá fomos nós rumo ao nosso próximo destino. *** As fotos não são minhas, pesquei-as na net e nem sei quem são os autores. Aceito identificação... Também na net encontrei mais algumas coisinhas interessantes:
INCLUSÃO SOCIAL PARA MULHERES EM 09/02/2007
BECO DA CONFRARIA
KMEUKOTIDIANOCULTURAL
MATERIAS SOBRE ARTISTAS PARAIBANOS
LANÇAMENTO LITERÁRIO NA PARAÍBA
VÍDEO INDEPENDENTE - MABEL DIAS LILA SANTOS, BETHÂNIA MARIA
Projeto aprovado pelo FIC - AUGUSTO DOS ANJOS da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, resgata obra de nosso REI DO RÍTMO.
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MEMÓRIA DA ARTE .
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